Confronto a contar para a nona jornada da La Liga terminou com duas expulsões e com a vitória (0-1) para os merengues
Na vitória do Real Madrid por 1 a 0 diante do Getafe, com gol de Kylian Mbappé, os protagonistas foram Jorge Iglesias e Vinicius após uma discussão acesa.
Tudo aconteceu na reta final do encontro, já depois do gol dos merengues, quando o Alex Sancris viu o segundo amarelo após lance com o atleta brasileiro do Real Madrid.
Insatisfeito com a expulsão do companheiro de equipe, o zagueiro Jorge Iglesias abordou Vini e falou: «É por isso que todo mundo te odeia, aprendas com seus companheiros!»
Apesar do clima aceso, Mbappé e Militão rapidamente separaram os jogadores e não deixaram que a situação piorasse.
Após a partida, o atleta do Getafe comentou a discussão com os meios de comunicação espanhóis: «São coisa que ficam em campos, mas há coisas que não podem ser permitidas. Quando não se respeita, essas coisas acontecem.»
Com essa vitória o Real Madrid segue na liderança do campeonato com 24 pontos em nove partidas, seguido pelo Barcelona, com apenas 22 pontos.
🚨 Jorge Iglesias (jogador desse lance) fala para Vinicius: "É por isso que todo mundo te odeia, aprenda com seus companheiros."
O Bahia surpreendeu o Grêmio na noite deste domingo (19/10) voou em campo e venceu por 4 a 0, na Fonte Nova. O Esquadrão de Aço dominou o Tricolor Gaúcho e ainda conseguiu aplicar o maior placar da história deste confronto, além de manter vivo na briga por uma vaga na Libertadores.
Com o resultado, o Bahia atualmente ocupa a 6ª posição da classificação com 46 pontos. Já o Grêmio caiu para 12º, vivendo um momento turbulento com apenas 36 pontos.
Como foi o jogo
O Bahia tranquilamente tomou conta das ações do primeiro tempo, abrindo o placar logo aos 3 minutos com Iago, que aproveitou uma boa jogada de Ademir par abrir o placar, 1 a 0. Sem apresentar nenhum tipo ânimo, o Grêmio foi engolido pelo ataque tricolor que ampliou o placar aos 9 minutos, com Willian José soltando uma bomba de fora da área, que morreu no ângulo, 2 a 0.
O time de Mano Menezes até tentou sair nos contra-ataques, porém errou passes simples e não conseguiu entrar ofensivamente na área do adversário. Nos minutos finais da etapa inicial,
O Bahia continuou melhor no segundo tempo e quase conseguiu ampliar novamente o placar nos minutos iniciais com Michel Araújo, mas a bola foi para fora, uma amostra do que estava por vir. Aos 12 minutos, David Duarte aproveitou um cruzamento de Willian José e cabeceou para o fundo das redes, 3 a 0. O goleiro do Grêmio, Gabriel Grando ainda conseguiu evitar o gol de Tiago, porém não viu seu time totalmente dominado pelo adversário.
Sem apresentar nenhum perigo, o Grêmio foi engolido de vez pelo Bahia nos minutos finais da partida, quando Kannemann e Grando “bateram cabeças” e o impasse fez com que Rodrigo Nestor ficasse sozinho na área, que mandou a bola por baixo das pernas do goleiro, finalizando a derrota gaúcha por 4 a 0.
Próximos jogos
O próximo jogo do Bahia será diante do Internacional nesta próxima quarta-feira (22/10), jogo válido pela partida atrasada da 14ª rodada do Brasileirão, às 19h (horário de Brasília), na Fonte Nova.
Já o Grêmio terá uma semana de descanso e enfrentará o Juventude no domingo (26/10), às 16h (horário de Brasília), na Arena do Grêmio, pela 30ª rodada da Série A.
Gostando de futebol ou não, é quase impossível encontrar um brasileiro que não conheça minimamente este nome e o que está relacionado a ele. Neymar Jr., fez sua estreia no futebol profissional aos dezessete anos no seu atual clube, o Santos (para onde retornou recentemente em 2025). Lá, o garoto teve um papel importante na conquista do Campeonato Paulista e da tão sonhada Libertadores após 48 anos de jejum.
Depois de cinco temporadas e números mais que convincentes, a jovem estrela santista ruma à Europa, para se juntar a grandes nomes no Barcelona. Era formado o MSN – que se referia ao invejável trio de ataque formado por Messi, Suaréz e Neymar.
O que se viu naquelas primeiras temporadas foi algo extraordinário. Afinal, aquele menino realmente era tudo aquilo que diziam ser. O reconhecimento e a fama, como todos sabemos, também cresceram exponencialmente à medida que a sua carreira ia deslanchando. Ídolo de um dos maiores clubes do mundo, ídolo inegável da Seleção Brasileira, onde já tinha conseguido segurar o seu posto como o camisa 10. Nós, brasileiros, rapidamente abraçamos esse talento.
Estávamos ansiosos para ter uma nova estrela à altura de Pelé, Romário, Ronaldo, Kaká… E acho que Neymar tinha, com certeza, o que era preciso: fazia dribles com facilidade, gols belíssimos (tendo um deles lhe concedido um prêmio Puskas), tinha muita habilidade com a bola nos pés e muito carisma. Como essa combinação perfeita não daria certo? O meu pensamento era apenas um: com um pouco mais de experiência e maturidade, esse garoto vai ser, com certeza, coroado como o melhor do mundo; só basta esperar.
Doze anos depois, aos 33 anos, Neymar Jr. ganhou apenas uma vez a Champions League (na temporada 14/15), mas não conseguiu ganhar um Campeonato do Mundo com a Seleção Brasileira, e também nunca ganhou o Ballon D’Or. Até hoje, detém o título de transferência mais cara da história do futebol (222 milhões de euros), referente à sua saída do Barcelona para o Paris Saint Germain em 2017.
Neymar em campo pela Seleção Brasileira. Crédito: Getty Images
Não me levem a mal, acho que muitos de nós concordamos que o “menino Ney” tem uma história e carreira incríveis; os números falam por si só. Contudo, aquele fantasma do “poderia ter sido mais” parece que sempre o acompanhará; e para a maioria é difícil não sentir esse gosto agridoce quando acompanhamos a carreira dele tão de perto. E acho que é sobre isso que precisamos falar.
É inegável que Neymar tenha lidado com muita pressão ligada à sua fama. O primeiro grande ídolo da geração Z, tivemos a chance de acompanhá-lo quase que instantaneamente por meio de tantas redes sociais. Mas aquilo que serviu, em grande parte, como um impulsionador da sua carreira, muitas vezes foi também seu maior inimigo.
Envolvido constantemente em escândalos midiáticos, onde cada vez mais parecia que sua prioridade era ser uma personalidade famosa ao invés de um inesquecível jogador de futebol, Neymar foi fortalecendo a imagem de estrela e, talvez descuidadamente, afastando-se da de atleta. Lesões e suspensões que foram enfraquecendo a sua posição de ídolo, alimentada por uma mídia que muitas vezes optou pela crueldade ao invés da empatia.
Não consigo evitar de pensar, que, acima de tudo, Neymar é o nome de maior expressão dessa nova geração que enfrentou todas essas mudanças do futebol atual. Agora, não é mais apenas sobre ser um bom jogador, sobre marcar gols ou ganhar títulos. O mercado do futebol explora a imagem desses atletas de muitas outras formas. Na Era Digital em que vivemos, ser influenciador faz definitivamente parte do pacote de ser “famoso” neste meio.
Ao meu ver, menino Ney teve tudo para ser o melhor do mundo; um talento como o seu não foi visto em nenhum jogador brasileiro que despontou nos últimos anos, e provavelmente nunca mais teremos um ícone como ele. O acontecimento da sua trajetória no esporte mais amado do mundo, coincidiu com a expansão das redes sociais e com os novos mercados ligados ao futebol. Foi tudo ao mesmo tempo.
Lá no fundo, creio que Neymar tenha sido um pouco vítima da sua própria grandiosidade. E, como disse anteriormente, acho que criamos expectativas talvez altas demais, num tempo em que o futebol não é apenas sobre ganhar títulos ou bater recordes. Os atletas de hoje precisam constantemente dividir o seu protagonismo com todas as narrativas criadas fora de campo, e em tempo real.
Injustamente, muitas pessoas insistiram em medir o seu sucesso apenas pelo número de troféus que ele não levantou ou títulos que ele não levou para casa. Deixando de lado a importância que ele teve no modo em que vivemos e sentimos o futebol atualmente.
No fim, a história de Neymar continua sendo escrita, e penso sempre em tudo que ele representou até aqui: o garoto super talentoso que foi o símbolo de uma geração, e também o homem que, depois de muitas falhas e tropeços, conseguiu sempre recomeçar. Acredito que o tempo o fará justiça, e ele não será colocado mais como aquele que poderia ter sido, mas como o que foi um dos maiores e mais memoráveis personagens que o futebol brasileiro teve a sorte de ter.
Na tarde deste sábado (18/10), Londrina e Ponte Preta mediram forças pelo primeiro jogo da grande final da Série C do Campeonato Brasileiro. A bola rolou no Estádio VGD, porém o resultado não foi como o esperado, ao finalizar em um empate sem gols, deixando a disputa pelo título em aberto.
O primeiro tempo foi bastante disputado, com as duas equipe chegando fortes nas divididas, porém sem chances reais de gol, para a tristeza do público presente no Paraná.
A Ponte Preta foi o primeiro quem chutou a gol com Artur, porém a pontaria do lateral não estava boa e a bola foi para fora. Dois minutos depois foi a vez do Londrina contra-atacar com Iago Teles, que tentou surpreender o goleiro da Macaca de longe, porém sem sucesso na pontaria. Após este tempo, poucas chances foram construídas.
Jogando em casa, o time do Tubarão até que teve mais posse de bola, enquanto a Ponte buscava chegar forte nas saídas rápidas, mas ambos sem sucesso, finalizando a etapa inicial com um empate amargo.
O Londrina começou melhor o segundo tempo e logo aos 7 minutos assuntou a Ponte Preta, com uma tabela entre Iago Teles e Cristiano, onde o camisa 11 finalizou com força. Porém Artur decidiu intervir na jogada, se atirou na bola e com um carrinho evitou o gol da equipe mandante, evitando o 0 a 0.
O Tubarão estava disposto a abrir o placar e novamente foi para o ataque, desta vez com Mauricio chutando de longe, mas no meio do caminho a bola desviou em Wanderson e saiu para fora, porém com grande perigo para a meta de Diogo Silva.
A Ponte não quis se expor muito e tentava segurar o resultado conquistado, para surpreender o adversário no jogo de volta em casa, sendo melhor na marcação e impedindo o ataque do Londrina oferecer perigo à sua área, finalizando o jogo no empate sem gols, 0 a 0.
Próximo jogo
A partida que definirá o Campeão da Série C de 2025 será realizada no próximo sábado (25/10), no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A bola vai rolar às 17h (horário de Brasília).
Em caso de novo empate, o campeão será definido em uma disputa de pênaltis. É claro que precisa esclarecer que, qualquer uma das equipes que vencer o jogo por qualquer placar, ficará com o título.
O tom provocativo das redes sociais do Flamengo tem causado desconforto no clube. Segundo apuração do UOL, as postagens têm gerado irritação no elenco e na comissão técnica.
Embora algumas publicações tenham conquistado engajamento e aprovação de parte da torcida, o clima entre os jogadores é de incômodo e desaprovação. Lideranças do grupo acreditam que esse tipo de conteúdo é “desnecessário e infantil“.
Postagens contra Estudiantes e Vasco causaram maior repercussão
Entre os episódios que mais irritaram os atletas, está a provocação feita ao Estudiantes, após a classificação do Flamengo na Libertadores. A postagem, com tom irônico, foi considerada “fora de hora” e “imatura” por diversos jogadores.
Postagem do Flamengo provocando o Estudiantes – Foto: Reprodução/X/Flamengo
Outro caso envolveu o Vasco, depois que o rival usou uma frase comumente associada ao Flamengo. A resposta foi vista como alfinetada desnecessária, o que ampliou o desconforto.
Flamengo comentou em postagem provocando o Vasco – Foto: Reprodução/X/Flamengo
Lideranças do elenco foram consultadas
De acordo com a apuração, Bruno Henrique foi consultado pelo departamento de futebol sobre o tema e manifestou insatisfação. Antes dele, o zagueiro Danilo e outras lideranças também haviam expressado críticas à postura adotada nas redes sociais oficiais.
O incômodo não se limita aos jogadores. Integrantes da comissão técnica e funcionários que convivem no Ninho do Urubu compartilham da mesma preocupação, temendo que as provocações inflamem rivais e gerem reações negativas.
Mudança começou com a chegada de Bap
A nova linha editorial surgiu após a chegada de Luiz Eduardo Baptista (Bap) à presidência, em janeiro. Desde então, passou a ter foco maior em engajamento digital e conteúdo provocativo.
A 29ª rodada da Série A do Brasileirão vai começar e as emoções estão prestes aumentarem nesta reta final. Com a briga pela liderança pegando fogo, Palmeiras e Flamengo se enfrentam pelo “jogo do título”, em uma rodada que ainda terá clássico carioca e uma briga forte para escapar da zona de rebaixamento.
Neste sábado serão disputadas duas partidas, contabilizando ainda cinco no domingo e três na segunda-feira.
O Portal Camisa 12 vai te contar o horário e onde assistir cada partida da Série A. Confira abaixo;
A Atlas divulgou uma pesquisa nesta última quinta-feira (16/10), mostrando que a atual temporada da Série A do Campeonato Brasileiro sofre com uma rejeição de 65% do público. Dentro deste grupo, grande maioria que formam 46%, afirmam estarem insatisfeitas com a edição, enquanto apenas 19% declaram seu descontentamento. A situação piora quando boa parte dos entrevistas afirma que os árbitros do campeonato não são confiáveis, desacreditando das decisões durante os jogos.
O levantamento foi realizado entre os dias 06 e 10 de outubro, ouvindo cerca de 1.648 pessoas espalhadas por todo o Brasil.
O motivo de toda revolta são as polêmicas recentes e recorrentes no futebol brasileiro, com árbitros em campo tomando decisões errôneas e atrapalhando o desenrolar das partidas, algo que repercutido bastante nos bastidores do Brasileirão. Por este motivo, apenas 8% dos entrevistas afirmaram que estavam satisfeitos com a arbitragem nacional, enquanto 2% confirmaram que estavam bastante satisfeitos. Na contagem, 26% decidiram adotar a postura neutra.
A pesquisa ainda apontou a falta de critérios de igualdade adotadas em lances semelhantes ao longo da competição nacional, sendo o principal problema da arbitragem, como apontou 51% dos entrevistados. Outro questionamento foi o possível favorecimentos de clubes, fazendo com 50% optassem por está escolha na hora das críticas. A falta de preparo técnico dos árbitros, também é algo crucial, além da omissão de preparo técnico dos árbitros, apontadas em 34% e 32%, respectivamente.
Interferências de empresas de apostas também foi uma das pautas mencionadas, cerca de 16% ainda relembraram os casos de jogadores, empresários e árbitros envolvidos em fraudes nos resultados das partidas. É importante relembrar que cada entrevista poderia escolher até três alternativas como resposta.
O VAR também entrou no meio do levantamento, com 51% do entrevistados escolhendo que ele “melhorou um pouco”, a qualidade da arbitragem. Contudo, 53% ainda afirmam que o sistema de juízes do Brasileirão piorou em relação a temporada passada.
Ainda foram citados os árbitros com maiores rejeições do público, tendo Ramon Abatti Abel no topo com 38%, Wilton Pereira Sampaio com 27% e Anderson Daronco fechando o Top-3 com 25%. O engraçado é que o gaúcho também aparece entre os três primeiros na avaliação positiva dos torcedores, com 31% de aprovação. Edina Alves e Raphael Claus fecham a lista com 25% cada.
Minha curta carreira no futebol foi interrompida cedo. Não digo que teria grande sucesso – o dom claramente não veio comigo quando nasci – mas isso não apaga a dor de deixar algo que se ama.
Talvez eu não fosse um craque, mas certamente seria mais um apaixonado jogando na liga amadora, feliz só por estar dentro de campo.
O fim veio com uma lesão: rompimento dos ligamentos do joelho, acompanhado de uma recuperação ruim, típica de quem está nas categorias de base de um clube modesto.
E aqui quero deixar algo claro: a culpa não foi de uma entrada dura, nem de uma pancada, nem dos médicos, cirurgiões ou das equipes técnicas.
Foi, muito provavelmente, do gramado sintético – e talvez também de uma má escolha de chuteira, numa época em que ninguém explicava qual tipo usar em cada tipo de campo.
A guerra dos gramados no Brasil
Hoje, ao ver o debate no futebol brasileiro sobre gramado natural vs. sintético, me sinto inevitavelmente parte da conversa.
De um lado, Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, reclama (com razão) dos maus gramados do Brasileirão.
Do outro, ele próprio representa um clube que defende o sintético – o Palmeiras – que, embora tenha um gramado artificial de excelente qualidade e certificado pela FIFA, ainda enfrenta as limitações e controvérsias típicas desse tipo de piso.
A polêmica explodiu recentemente após Bahia x Palmeiras na Fonte Nova, quando Abel detonou o estado do gramado natural e Rogério Ceni respondeu:
“Para quem joga em sintético, reclamar de lesão em natural fica feio.”
E é difícil discordar.
Abel tem razão em exigir qualidade mínima, mas Ceni também tem razão na ironia: não se pode pedir perfeição dos outros e aceitar o sintético em casa.
Grama sintética no Allianz Parque
Imagem: José Edgar de Matos/UOL Esporte
O argumento econômico e o lixo visual
Entendo que o sintético facilite a vida dos clubes: menos manutenção, mais resistência e mais espaço para shows. Mas o futebol não é uma arena de concertos – é futebol. A desculpa de rentabilizar o estádio não pode se sobrepor à essência do jogo.
Ver um palco ocupando uma arquibancada, ingressos sendo vendidos com visão tapada por estrutura de show, e o gramado virando “chão de eventos” é uma aberração estética e esportiva. Um campeonato com tanto potencial quanto o Brasileirão não pode se dar ao luxo de vender um produto assim.
Telão em estrutura montada para show no Allianz Parque, durante a final do Paulistão de 2022 – Divulgação/Palmeiras
A bola não mente
Quem já jogou em sintético sabe: a bola quica mais, o ritmo muda, o toque é diferente.
Na Europa, o sintético serve para climas extremos, onde o gelo destrói qualquer gramado natural, ou para clubes pequenos que não podem arcar com os custos de manutenção.
Em Portugal, por exemplo, o uso é bem definido: – Nas divisões profissionais, é proibido – todos jogam em grama natural (ou híbrida); – Nas categorias de base e clubes amadores, sim, o sintético é essencial e até positivo, pois garante treino o ano inteiro.
E mesmo assim, há clubes modestos que dão lições de zelo e orgulho com o gramado.
O Elvas, que disputa a 4ª divisão do futebol português, tem um dos melhores gramados naturais do país, elogiado por quem joga e visita.
O mesmo se pode dizer de Arouca e Portimonense, ambos das ligas profissionais, reconhecidos pela Liga Portugal com prêmios de melhor gramado natural.
Na Taça de Portugal, os grandes até sofrem em campos menores, onde a bola ganha vida própria e o jogo muda. Mas ali, é contexto. No Brasileirão, é escolha.
O que a ciência diz (e o que o corpo sente)
A verdade é que não há provas científicas de que o sintético cause mais lesões em quantidade. Mas há cada vez mais indícios de que provoca lesões diferentes – e mais graves.
Rupturas de ligamentos, torções de tornozelo e sobrecarga no joelho aparecem com mais frequência nas estatísticas médicas associadas ao piso artificial.
A lesão grave no gramado sintético que marca a carreira de Rúben Amorim, agora técnico do Manchester United
E falo por experiência própria: quem passa por uma lesão no joelho sabe que a recuperação é dolorosa, longa e incerta. Há jogadores que nunca voltam a ser os mesmos. E isso deveria bastar para que nenhum profissional de elite jogasse num gramado sintético sem necessidade climática.
Meu ponto final
Não faz sentido clubes que gastam milhões em jogadores e departamentos médicos aceitarem jogar sobre um piso de plástico. Aceito o sintético em países com neve, aceito em clubes de bairro, aceito em campos de treino. Mas em um Palmeiras, um Botafogo, em um campeonato que sonha ser grande, não há desculpa.
Por uma vez, fico do lado do Rogério Ceni – e não do Abel. O futebol é natural. Sempre foi. E digo isso com um sorriso, lembrando que talvez eu pudesse ter sido o Cristiano Ronaldo das peladas – ou pelo menos o craque da terceira parte dos jogos (a dos copos). Mas fica a opinião de quem já sentiu o joelho estalar num gramado sintético: para o futebol, nada substitui o toque da grama viva.
O segundo turno do Brasileirão está pegando fogo e para a alegria dos torcedores que acompanham o campeonato nacional, tudo segue em aberto e a cada rodada, os clubes mudam de posições, embalando as rodadas finais da atual temporada.
Com brigas desde o título, até quem consegue escapar da zona da degola, a competição mais disputada do mundo segue trazendo emoção e de vez em quando minis infartos.
Principal dor de cabeça do torcedor, as vagas na zona de rebaixamento seguem sendo uma grande festa das cadeiras, com os gigantes nacionais buscando maneiras de evitarem uma possível queda para 2026, já que isso também atinge a parte financeira dos clubes.
Faltando apenas 10 rodadas para o fim da atual temporada do Campeonato Brasileiro, as equipes que estão dentro ou perto da zona de degola, procuram maneiras dentro e fora de campo para se recuperarem a tempo na disputa nacional, mas a oração do torcedor também ajuda, viu.
Com isso, o Departamento de Matemática da UFMG, que usa cálculos matemáticos para explicar as probabilidades reais de queda de cada agremiação, atualizou as informações e o Portal Camisa12 vai te atualizar os números (mas não vale ficar triste).
Chances reais de rebaixamento
Sport – 99.22%
Juventude – 86,8%
Fortaleza – 84,5%
Vitória 81,5%
Santos – 13,9%
Internacional – 9,1%
Corinthians – 8,7%
Grêmio – 6,0%
Atlético-MG – 5,5%
** É importante ressaltar que as outras equipes que não são citadas nesta matéria possuem probabilidade abaixo de 5% de chances de cair, ou seja, praticamente nulas.
A Forbes divulgou uma lista com os 10 jogadores de futebol mais bem pagos do mundo. Sem nenhuma surpresa, o ranking é liderado por Cristiano Ronaldo, atualmente no Al-Nassr. Contudo, um brasileiro aparece na lista na sexta colocação: Vinícius Júnior, do Real Madrid.
Os valores anunciados na publicação da Forbes são equivalentes aos salários anuais dos atletas.
Na lista, Cristiano Ronaldo assume a ponta com 280 milhões de dólares anuais (R$ 1,5 bilhão), valor pago pelo Al-Nassr. Logo em seguida, aparece Lionel Messi, do Inter Miami, recebendo cerca de 130 milhões de dólares (R$ 707,9 milhões). Fechando o Top-3, o atacante francês do Al-Ittihad, Karim Benzema tem a bagatela anual de 104 milhões de dólares (R$ 566,3 milhões).
Confira o Top-10
Cristiano Ronaldo (Al-Nassr) – 280 milhões de dólares;
Lionel Messi (Inter Miami) – 130 milhões de dólares;
Karim Benzema (Al-Ittihad) – 104 milhões de dólares;
Kylian Mbappé (Real Madrid) – 95 milhões de dólares;
Erling Haaland (Manchester City) – 85 milhões de dólares;
Vini Jr. (Real Madrid) – 60 milhões de dólares;
Mohamed Salah (Liverpool) – 55 milhões de dólares;
Sadio Mané (Al-Nassr) – 54 milhões de dólares;
Jude Bellingham (Real Madrid) – 44 milhões de dólares;
Lamine Yamal (Barcelona) – 43 milhões de dólares.
Único brasileiro que aparece na lista, Vinicius Júnior, recebe aproximadamente 60 milhões de dólares por temporada, sendo 40 milhões do Real Madrid e os 20 milhões restantes de publicidade.