Estevão, revelado pelo Palmeiras e atualmente no Chelsea, é o único representante brasileiro entre os 20 finalistas do Golden Boy 2025, prêmio organizado pelo jornal italiano Tuttosport.
A premiação é o melhor jogador sub-21 da temporada 2024/25. A lista conta com nomes promissores do futebol mundial, incluindo Arda Güler e Mastantuono, do Real Madrid, e Doué, do PSG.
Com seis jogadores entre os finalistas, a França se consolida como a principal força jovem do futebol europeu. O destaque vai para Désiré Doué, do PSG, e Leny Yoro, do Manchester United.
O Real Madrid aparece com três nomes: Arda Güler, Mastantuono e Huijsen, reforçando a política merengue de investir em jovens. Já o PSG conta com três: Doué, Senny Mayulu e Zaïre-Emery.
Aos 18 anos, Estevão é considerado uma das maiores promessas do futebol brasileiro. Formado no Palmeiras, o atacante foi vendido ao Chelsea em 2024 por 61,5 milhões de euros (R$ 389 milhões).
Estêvão no jogo entre Brasil x Japão – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Lista dos finalistas do Golden Boy 2025
Confira os 20 jogadores que concorrem ao Golden Boy 2025:
Criado em 2003, o prêmio é um dos mais tradicionais do futebol europeu. Organizado pelo jornal Tuttosport, o troféu reconhece o melhor jogador sub-21 atuando em clubes da Europa.
O prêmio já foi conquistado por Lionel Messi, Mbappé e Haaland. Lamine Yamal, do Barcelona, não pode concorrer novamente, já que o regulamento impede vitórias consecutivas.
A UEFA confirmou que a Champions League passará por mudanças históricas a partir da temporada 2027/28.
O anúncio foi feito durante o Conselho de Administração da UC3, realizado dentro da 32ª Assembleia Geral dos Clubes Europeus, em Roma, e promete reformular completamente o formato.
Entre as novidades estão a criação de uma cerimônia de abertura oficial, um calendário reformulado e a transmissão por meio de plataformas de streaming globais para modernizar o torneio.
Taça da Champions League no sorteio – Foto Divulgação/Uefa
Cerimônia de abertura e estreia exclusiva
Atualmente, o primeiro dia da fase de grupos conta com diversos jogos acontecendo simultaneamente. A partir de 2027, esse modelo será substituído por um formato mais centralizado:
Jogo de abertura exclusivo, protagonizado pelo campeão europeu da temporada anterior, que fará sua estreia em casa.
A partida terá cerimônia de abertura com shows e atrações, em formato semelhante ao da Copa do Mundo e da Eurocopa.
Aumentar a visibilidade global do torneio e criar um evento de abertura que celebre o início da temporada europeia.
We are opposed to domestic league matches being played abroad.
Two requests have been approved on an exceptional basis due to regulatory gaps at global level.
We are committed to anchoring the integrity of domestic competitions and fans’ perspectives in forthcoming FIFA rules.
Segundo o jornal português A Bola, essa mudança foi inspirada no sucesso dos grandes eventos esportivos internacionais e deve transformar o início da Champions em um verdadeiro espetáculo.
A reformulação faz parte da estratégia da de rejuvenescer o público e acompanhar as transformações digitais do futebol moderno, com mais interação e conteúdos exclusivos.
Sem clube desde setembro, desde que deixou o Fluminense, Renato Gaúcho pode estar de olho em um novo retorno ao Grêmio.
De acordo com o jornalista Pedro Espinosa, o treinador acompanha atentamente o processo eleitoral do clube e vê com bons olhos a possibilidade de voltar ao tricolor em 2026.
Atualmente, o time é dirigido por Mano Menezes, que tem contrato até o fim de 2025. A definição sobre o futuro do comando técnico deve passar pelas eleições internas, previstas para o final do ano.
Renato estaria aguardando o desfecho político antes de tomar qualquer decisão sobre o próximo passo da carreira.
Como foi a última passagem de Renato Gaúcho como técnico do Grêmio?
Renato deixou o Imortal em dezembro de 2024, após o término de seu contrato. Ele comandou a equipe na quarta passagem pelo clube em 141 jogos (70 vitórias, 31 empates e 40 derrotas).
Ao todo, 57% de aproveitamento. Nesse período, levantou dois títulos do Campeonato Gaúcho e teve o vice-campeonato brasileiro em 2023 como um dos destaques da trajetória.
Renato Gaúcho em coletiva de imprensa – Foto: Rener Pinheiro/Fluminense
Ídolo e símbolo de conquistas históricas
Ídolo incontestável da torcida gremista, ele acumula títulos como a Copa Libertadores de 2017 e a Recopa Sul-Americana de 2018.
Caso concretize o retorno na próxima temporada, essa seria sua quinta passagem pelo Grêmio, reforçando uma história marcada por conquistas, altos e baixos, e uma forte ligação emocional.
Grêmio comunica saída do técnico Renato Portaluppi 🇪🇪 O Clube agradece por toda dedicação e empenho durante mais esta passagem e seguirá torcendo pelo seu sucesso.
Bem e o futebol lá parou por causa das seleções… que seca. Lamento se o leitor do Portal Camisa12 gosta das data FIFA, eu não tenho paciência.
É chato, sei lá… eu quero é ver o meu clube a jogar e quero ver os jogos internacionais, quero a Champions. Agora ver um Portugal-Irlanda… só mesmo para ver se o Cristiano marca, e nem isso!
Mas bem, antes de pedir perdão ao leitor por sempre reclamar com alguma coisa, aviso que este fatídico artigo de opinião não serve para falar dos jogos aborrecidos da paragem de seleções.
Mas sim tocar no tema de que é mesmo preciso menos jogos… e eu sei que estamos numa fase inicial da época, passaram sensivelmente dois meses, o pior ainda está para vir, mas já há lesões.
E lesões que surgiram nas seleções! Nem vou falar de João Neves ou Yamal, que não foram convocados. Mas Enzo Fernández, do Chelsea, deixou a concentração da Argentina por um problema no joelho.
Mbappé sofreu uma lesão no tornozelo, embora nada de grave. Ao menos isso, está a fazer uma época top, espero que continue, mas que o Real Madrid não ganhe nada.
Konaté, do Liverpool, também se lesionou. João Félix vai falhar o jogo de Portugal contra a Hungria por lesão.
E ainda Sudakov também se lesionou pela seleção da Ucrânia…
Eu sei que os jogadores recebem milhões, mas isto não pode ser só aumentar o número de jogos e achar que eles são animais ou máquinas.
Adianta de quê ter quinhentos mil jogos por época se os melhores jogadores andam sempre lesionados? É tudo uma sede de dinheiro impressionante.
Enquanto não perceberem que o espetáculo melhora quando há menos, mas melhores jogos, isto não vai mudar. Como isso nunca vai acontecer, esperemos que os jogadores se unam e façam uma greve para alterar o cenário atual.
E ninguém me tira a ideia que os jogadores também se sentem menos motivado. Eu nem vou muito longe, fico aqui em Portugal. Um jogador de Benfica, FC Porto ou Sporting, vai ter a mesma motivação a jogar a Taça da Liga, em Leiria, a uma quinta-feira à noite de dezembro ou janeiro, ou uma Champions à terça?
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende promover uma profunda reformulação na arbitragem nacional para reduzir as falhas recorrentes que vêm marcando o Campeonato Brasileiro.
As informações foram reveladas por Marcel Rizzo, do Estadão, e reforçadas por outros veículos, como a Trivela, que aponta a criação de uma Federação Nacional de Árbitros de Futebol para administrar o novo modelo de profissionalização da arbitragem.
Com a reformulação em curso, a entidade espera reconstruir a confiança na arbitragem brasileira e preparar o terreno para uma nova era de profissionalismo e transparência nos próximos anos.
Mudanças propostas e em andamento
Entre as medidas propostas estão a profissionalização dos árbitros, a criação de uma liga unificada entre a Libra e a Liga Forte União a partir de 2027, a divulgação dos áudios do VAR mesmo sem revisão e impedimento semiautomático em 2026.
A ideia é tratar como profissão principal, garantindo maior dedicação, preparo técnico e independência aos juízes. O objetivo é modernizar a gestão e aumentar a credibilidade do apito no país.
Samir Xaud, presidente da CBF, em anúncio oficial. Rafael Ribeiro/CBF
Transparência no VAR
A transparência também será ampliada: com autorização da FIFA, a CBF poderá divulgar áudios do VAR em lances relevantes, mesmo quando não há revisão no monitor antes da decisão.
Impedimento semiautomático
No campo tecnológico, a CBF confirmou que o impedimento semiautomático — tecnologia já utilizada em competições internacionais — será implementado a partir de 2026, agilizando decisões e minimizando erros em lances ajustados.
Afastamento de árbitros
Em reação a reclamações e polêmicas recentes, a Comissão de Arbitragem afastou árbitros e operadores de VAR envolvidos em partidas contestadas, medida que sinaliza tolerância zero para falhas graves e tentativa de preservar a credibilidade.
O público do Portal Camisa12 não me conhece. Mas eu trabalhei anos num dos maiores jornais em Portugal. As principais competições em que eu trabalhava eram a primeira e segunda liga portuguesa, além da Champions, Liga Europa, etc.
Com a mudança de emprego passei a acompanhar divisões inferiores. A terceira, quarta e até a distrital. Para o brasileiro entender, as divisões distritais em Portugal são amadoras, divididas por distritos (aí, talvez em Estados). E fiquei surpreendido.
Os clubes que competem nestas divisões inferiores em Portugal são pequenos, muito pequenos. Podem ter boas estruturas, serem organizados e muitos deles têm milhares de adeptos, mas são pequenos.
Confesso que sempre os desvalorizei, nunca quis bem saber. Mas quando comecei a acompanhar de perto, percebi porquê há tanto amor. O clube não representa só 11 jogadores em campo, mas sim uma vila, cidade ou simples terra inteira. Criam identificação com a população e nada mais importa do que “o clube da tua cidade” vencer.
Em Portugal, é o Benfica, FC Porto ou Sporting que dominam a grande maioria da população, então sair dessa bolha e experienciar o sentimento que outras populações têm por clubes menores, é satisfatório.
AD Marco 09 – 2023
Nos clubes grandes há uma divisão. As pessoas juntam-se, mas em pequenos grupos, porque se conhecem. Nos clubes da terceira ou quarta divisão, as pessoas juntam-se porque são da mesma terra ou da mesma cidade. Estão interligadas por algo maior, não só pela circunstância.
Se reúnem famílias, grupos, crianças, idosos, todos a conviver, a falar da vida, do futebol, de como foi ou vai ser a semana de trabalho. Acima de tudo, sente-se o companheirismo, a amizade, o amor partilhado por umas cores de um emblema.
Depois de ter estado lado a lado nas principais competições internacionais e portuguesas, e agora descer nas divisões, sinto-me mais próximo ao futebol, às pessoas, àquilo que é a gênese da competição, ao invés do grande mediatismo e, por vezes, circo que se cria à volta do desporto.
Ganhei gosto por me sentar em bancadas de pedra, ao sol, ainda com restos da chuva da noite anterior. Por pessoas simples, que pouco cantam, mas estão no estádio todas as semanas. Pelas crianças a correr e os pais a assistir ao jogo. Por aquele insulto engraçado e fora do comum ao árbitro ou ao jogador.
Não consigo contabilizar as vezes que, nas últimas semanas, ouvi: “oh burro!”, mas sei que me ri muito, respeitosamente para com os árbitros, claro. Faz parte.
Estes dias entrevistei dois senhores, um com 85 anos e um com perto de 90. Desde os 6 ou 7 anos que acompanhavam o clube em questão, da quarta divisão portuguesa. Foram jogadores, diretores e, acima de tudo, adeptos. Todas as semanas naquele estádio.
Isto é uma vida dedicada a um clube. Perguntei a eles como se explicava ter tanto amor por um clube de futebol passadas tantas décadas, mas sinceramente nem queria uma resposta.
Há sentimentos que não têm de ser explicados ou não têm explicação, mesmo. De qualquer forma, deixo o leitor com a resposta do visado senhor: “é uma doença que não é fácil de curar”.
Cresci achando que devia dar ao meu filho um nome começado por “R”. Há qualquer coisa nessa letra que mexe com os deuses do futebol. A quantidade de mágicos com esse início é absurda – Romário, Rivaldo, Roberto, Rivelino, Robinho… e, claro, o maior de todos esses nomes – Ronaldo.
E é aqui que começa a discussão. Há três Ronaldos fora de série. O “verdadeiro”, como Mourinho o chamou – Ronaldo Fenômeno. O Bruxo, o que me fez apaixonar pelo futebol – Ronaldinho Gaúcho. E o nosso “pai”, como dizemos em Portugal – Cristiano Ronaldo.
A pergunta é inevitável – quem é (foi) o melhor Ronaldo? Cada um tem o seu argumento, a sua mística, o seu momento. Todos cabem em qualquer top 10 de melhores de todos os tempos. Mas o futebol é emoção, e é aí que cada um nos toca de forma diferente.
Ronaldinho – O Bruxo
Ronaldinho era pura alegria. Jogava com um sorriso que parecia dizer: “relaxa, o espetáculo é meu”. De manga comprida, cabelo solto e ginga natural, dançava entre os adversários como se o gramado fosse o seu palco. Fez coisas que nunca mais vi. A sua estética, o carisma e a irreverência o tornaram, com o passar do tempo, quase mítico.
Mas há um “porém” – a sua carreira ao mais alto nível foi curta. Uns 6 ou 8 anos de magia pura, seguidos de uma descida de intensidade. Talvez por falta de disciplina fora de campo, talvez porque o futebol moderno se tornou demasiado tático e maquinal para tanta liberdade criativa. Mas uma coisa é certa – ninguém jogou com tanta beleza. Guardiola disse uma vez: “as pessoas não se lembrarão do que ganhamos, mas sim de como jogávamos”. Ronaldinho é isso – a memória da arte.
Ronaldo Fenômeno – O Monstro
Campeão do mundo aos 17 anos. Uma locomotiva com técnica de bailarino. Ronaldo Fenômeno era a mistura impossível entre força bruta e leveza divina. Fez defesas parecerem crianças, e atacantes sonharem ser ele.
Nunca ganhou uma Champions – ironia cruel – mas venceu o respeito eterno de quem o viu. As lesões e os excessos fora de campo o impediram de voar ainda mais alto, mas mesmo assim, foi gigante. Mesmo “sem joelho”, mesmo com uns quilos a mais, ainda partia tudo. Era futebol em estado puro, antes das máquinas e dos algoritmos.
Cristiano Ronaldo – O Imortal
E depois há o nosso Cristiano. Curioso – o nome veio de Ronald Reagan, não de um jogador. Ironia do destino – acabou por ser ele o Ronaldo por excelência.
Cristiano é o oposto dos outros dois. Menos talento natural, talvez, mas um monstro de trabalho, foco e consistência. Dos três, é o mais completo no sentido moderno da palavra – adaptou-se, reinventou-se e dominou o jogo durante quase duas décadas. De extremo desequilibrador no United a matador clínico no Real Madrid, construiu uma carreira que parece impossível de repetir.
Dividiu o mundo com Messi, e dessa rivalidade nasceu a era mais brilhante que o futebol já viu. Durante anos, não havia domingo sem discussão – “Quem é melhor?” Mas, no fundo, todos sabíamos a sorte que era viver no tempo dos dois.
Cristiano é mais do que um jogador – é um símbolo global. Provavelmente a pessoa mais conhecida do planeta – da aldeia mais remota do Uzbequistão às ruas de Nova Iorque, todos sabem quem é Ronaldo. E mesmo quem o critica, respeita-o. Porque a grandeza se impõe.
Então, quem é o melhor Ronaldo?
Para mim, Cristiano vence. Não por ser o mais talentoso – mas porque foi o mais constante, o mais determinado, o mais duradouro. O homem que fez da excelência um hábito.
Mas, no fim, cada Ronaldo representa uma era e um sentimento. Ronaldinho é a arte. O Fenómeno é o instinto. Cristiano é a perfeição.
Três homens, uma letra, e uma certeza – no futebol, o “R” é a inicial dos deuses.
Posto isto, vou dar ao meu filho um nome com a inicial R… ou talvez não – depende do que a mãe quiser.
Fundamental para um clube de futebol, a torcida representa não apenas uma fonte de apoio financeiro, mas também uma forte fidelidade emocional, transformando-se na alma e na identidade de uma agremiação. Muitas vezes, esses indivíduos se organizam para apoiar o time de forma mais intensa, formando um dos pilares culturais dos estádios ao redor do mundo.
Presentes nas arquibancadas, seja em casa ou fora, utilizando bandeiras, cantos e mosaicos, as torcidas organizadas têm como objetivo incentivar seu próprio time e intimidar os adversários, criando um espetáculo visual e uma poderosa demonstração de amor verdadeiro.
Uma das mais conhecidas e importantes do cenário paulista, a Torcida Jovem do Santos demonstra toda sua dedicação ao clube, embora, por vezes, esse amor extrapole os limites dos estádios.
O Portal Camisa12 vai te contar a história da Torcida Jovem e sua tradição nos clássicos paulistas, colocando você por dentro de toda a sua importância nas arquibancadas nacionais e também ao redor do mundo.
História
Fundada em 26 de setembro de 1969, no bairro do Brás, por 13 jovens que acompanhavam o clube em jogos na capital, a Torcida Jovem do Santos foi a primeira torcida organizada do Peixe a ser criada. Seu surgimento teve como principal objetivo apoiar o time de forma organizada, demonstrando a paixão de seus torcedores por um clube litorâneo.
Com o lema “Com o Santos onde e como ele estiver”, a TJ participou ativamente da oposição nas eleições do Santos em 1970, ingressando desde então na vida política do clube — chegando, inclusive, a eleger seus próprios integrantes para o Conselho Deliberativo.
Durante o Regime Militar no Brasil, as preocupações da torcida não se limitaram apenas ao futebol: a Torcida Jovem também se posicionou em questões sociais, demonstrando que não se renderia facilmente diante das lutas da época.
Tornando-se uma das maiores referências em padronização no futebol paulista, a Torcida Jovem se orgulha de ter uma das melhores baterias e letras de arquibancada do país. Além disso, é a única torcida organizada do Santos com sede fora da cidade litorânea, afirmando que, para ver o Peixe jogar, é necessário ter o “DNA do torcedor santista”.
Tradição no cenário paulista
Com um papel marcante nos clássicos paulistas, a Torcida Jovem nasceu e se consolidou em São Paulo, mesmo sendo o Santos um clube do litoral. Isso fez com que os confrontos diante dos gigantes do estado tivessem um peso especial para seus membros.
Desde sua fundação, a Torcida Jovem sempre priorizou os jogos na capital, especialmente os clássicos disputados em estádios como o Morumbi, o Pacaembu e, mais recentemente, o Allianz Parque. Por meio de grandes caravanas organizadas, a agremiação tornou-se símbolo da resistência praiana em solo paulistano.
Montando grandes festas com bandeirões, instrumentos e faixas temáticas, o apoio incondicional virou marca registrada da torcida evidenciado tanto nos momentos de crise interna quanto nas más fases dos últimos anos.
Controvérsias em sua história
Infelizmente, toda a tradição da Torcida Jovem nos clássicos também é marcada por um histórico de rivalidades intensas com outras organizadas, resultando em confrontos violentos e gerando repercussão negativa.
Um desses episódios ocorreu em setembro, quando a Torcida Jovem e a Sangue Jovem, duas das principais organizadas do Santos, foram proibidas de frequentar estádios em todo o estado de São Paulo, punição válida até o fim de 2025.
As torcidas foram punidas devido a uma série de conflitos registrados durante a goleada sofrida para o Vasco, em partida realizada no Morumbis. A decisão foi tomada pela Federação Paulista de Futebol, após recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
Atualidade
Seguindo como uma das maiores e mais influentes torcidas organizadas do país, a Torcida Jovem do Santos carrega, em seus mais de 50 anos de história, a representação da paixão de gerações por um clube.
Mesmo diante dos desafios enfrentados e até expondo os contrastes desse tipo de agremiação, segue firme como voz ativa do torcedor santista, mostrando que a alma do clube vai muito além das quatro linhas de um campo ou das paredes de um estádio, deixando seu legado vivo no cenário nacional.
O Flamengo entra em campo neste domingo (05/10), às 18h30, na Arena Fonte Nova, para enfrentar o Bahia, em duelo decisivo para se manter na liderança do Campeonato Brasileiro de 2025.
Além da disputa pelos três pontos, o time de Filipe Luís defenderá uma impressionante escrita contra o treinador Rogério Ceni.
No 1° turno do Brasileiro deste ano, o Mengão venceu por 1 a 0 no Maracanã. Na vitória, o único gol foi marcado por Arrascaeta.
Flamengo x Rogério Ceni: 16 jogos invicto
Este será o 17° duelo entre o técnico e o clube carioca, e o Rubro-Negro venceu todos os 16 confrontos anteriores (veja abaixo).
Os times comandados por Ceni marcaram seis gols e sofreram 31, reforçando o domínio flamenguista sobre o ex-goleiro e atual treinador do Bahia. Quem vai levar a melhor no próximo jogo?
Jogos de Rogério Ceni contra o Flamengo:
Flamengo 2 x 0 São Paulo – Brasileirão 2017
Flamengo 2 x 0 Fortaleza – Brasileirão 2019
Fortaleza 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
Cruzeiro 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
Flamengo 2 x 1 Fortaleza – Brasileirão 2020
São Paulo 0 x 4 Flamengo – Brasileirão 2021
Flamengo 3 x 1 São Paulo – Brasileirão 2022
São Paulo 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2022
São Paulo 1 x 3 Flamengo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
Flamengo 1 x 0 São Paulo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2023
Flamengo 2 x 1 Bahia – Brasileirão 2024
Bahia 0 x 1 Flamengo – Copa do Brasil 2024 (quartas)
Flamengo 1 x 0 Bahia – Copa do Brasil 2024 (quartas)
Bahia 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2024
Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2025
Flamengo x Bahia no Maracanã em 2025 – Foto: Letícia Martins/Bahia
Conhecidas mundialmente por serem o coração de um time de futebol, as torcidas exercem um papel fundamental nos dias de jogo. Mais do que promover verdadeiros espetáculos nas arquibancadas, o apoio incondicional demonstrado por elas muitas vezes ultrapassa os limites dos estádios.
No entanto, o que deveria ser um espaço de convivência familiar, lazer e celebração do esporte tem se transformado, em diversos casos, em um ambiente de medo e violência. Esse cenário afeta diretamente a imagem do futebol brasileiro e afasta torcedores que buscam apenas aproveitar o espetáculo com segurança.
Refletindo problemas sociais amplos, como a influência do crime organizado e até traços de masculinidade tóxica dentro das torcidas, esses episódios têm gerado consequências sérias para os clubes, exigindo atuações constantes das autoridades. O Portal Camisa12 mostra como esses acontecimentos impactam negativamente a imagem das equipes.
As constantes brigas entre torcidas organizadas continuam manchando a imagem do futebol brasileiro, tanto no cenário nacional quanto no internacional. O que deveria ser um espaço de celebração da paixão pelo esporte tem se transformado em palco de violência, medo e insegurança. E o problema não ocorre apenas dentro dos estádios, nos arredores, a situação também é alarmante.
Imagens de confrontos brutais, tanto dentro quanto fora das arenas, seguem sendo amplamente divulgadas nas redes sociais e na imprensa, reforçando a percepção negativa do Brasil como país-sede de grandes eventos esportivos.
O impacto imediato dessas confusões é sentido dentro dos próprios estádios. Famílias e torcedores comuns têm evitado frequentar as partidas por medo de se tornarem vítimas da violência disfarçada de amor ao clube. O resultado é visível: queda no público, ambiente menos acolhedor e desvalorização da experiência de acompanhar um jogo ao vivo.
Esse problema atinge diretamente a receita dos clubes, que muitas vezes dependem da bilheteria, do consumo interno nos estádios e do engajamento da torcida para manter suas finanças equilibradas.
Além da evasão do público, há consequências ainda mais amplas na esfera econômica. Clubes envolvidos em episódios de violência são frequentemente punidos com multas, perda de mando de campo ou partidas com portões fechados, medidas que, embora necessárias, agravam os prejuízos financeiros. Patrocinadores e investidores também passam a olhar o futebol com mais cautela, receosos de vincular suas marcas a um ambiente associado à violência.
Práticas criminosas envolvidas
A questão da segurança pública também entra em pauta. A atuação de torcidas organizadas, em diversos momentos, está ligada a práticas criminosas, evidenciando falhas na fiscalização e na aplicação da lei. Muitos torcedores violentos seguem impunes, alimentando um ciclo contínuo de agressões e insegurança.
Em inúmeros casos, mesmo com registros em vídeo, os responsáveis pelas brigas não são identificados ou punidos de forma adequada. Isso transmite uma mensagem de tolerância à violência e a percepção de que esses ambientes aceitam, ou ao menos não coíbem, a presença de indivíduos com esse tipo de comportamento.
A rivalidade entre torcidas, que deveria representar uma forma saudável de competição, tornou-se um instrumento de ódio e intolerância. A paixão pelo futebol, que historicamente uniu diferentes classes sociais e regiões do país, tem sido distorcida por grupos que utilizam o esporte como justificativa para conflitos violentos.
A imagem construída ao longo de décadas, baseada no talento, na arte e na emoção das partidas, segue sendo manchada por episódios recorrentes de violência. Para que o Brasil volte a ser reconhecido como o verdadeiro “país do futebol”, é necessário enfrentar com seriedade e firmeza o problema da violência nas arquibancadas.
Campanhas de conscientização
Algumas ações coordenadas entre clubes, federações, autoridades de segurança e o poder Judiciário têm buscado maneiras de evitar novos episódios de violência, além de promover campanhas educativas que resgatem o verdadeiro espírito esportivo de união.
Em dezembro do ano passado, as maiores torcidas organizadas do país aderiram à campanha “Cadeiras Vazias”, que tinha como objetivo combater a violência nos estádios e fortalecer os valores de respeito, união e solidariedade, tanto dentro das arenas quanto em seus arredores.
A iniciativa, promovida pelo Ministério do Esporte, vem ganhando força com o propósito de transformar as arquibancadas em espaços seguros, democráticos e acolhedores, resgatando o significado mais genuíno da paixão pelo futebol.
Enquanto as brigas entre torcidas continuarem sendo tratadas com indiferença ou conivência, o futebol brasileiro seguirá perdendo credibilidade, público e espaço, tanto nas arquibancadas quanto no imaginário coletivo mundial.