Tag: Futebol

  • Luciano alcança 100 gols pelo São Paulo e faz desabafo emocionado

    Luciano alcança 100 gols pelo São Paulo e faz desabafo emocionado

    Luciano viveu um momento marcante na noite de sábado (25), ao marcar seu gol de número 100 com a camisa do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, no MorumBIS. Com isso, o atacante se junta a um seleto grupo de apenas 20 jogadores que atingiram essa marca pelo clube.

    Apesar da conquista, o clima pós-jogo foi de tensão. Em entrevista na zona mista, Luciano fez um desabafo emocionado, revelando que sua família foi alvo de ameaças por parte de torcedores. Ele relatou que usuários nas redes sociais chegaram a dizer que sabiam onde ele morava e os locais onde suas filhas estudam.

    O atacante enfatizou que críticas e cobranças são parte do futebol, mas pediu respeito à sua família. «Quando as coisas não acontecem, me criticar, me vaiar, me xingar, está tudo certo. Tenho que pegar essas críticas e melhorar em cima delas. Quando entra pro lado pessoal, que vai nas redes sociais da minha esposa, da minha mãe, das minhas irmãs, e ameaçar minhas filhas, minha família, isso já vai para o lado pessoal», desabafou.

    Luciano também destacou seu carinho pelo clube e pediu compreensão dos torcedores: «Estou no São Paulo para ajudar. Às vezes, não dá certo, mas eu também sou humano. Eu vou errar, não sou o jogador perfeito.»

  • Mirassol: o pequeno gigante que desafia os grandes e sonha com a Libertadores

    Mirassol: o pequeno gigante que desafia os grandes e sonha com a Libertadores

    Quando falamos de surpresas na temporada de 2025 no futebol brasileiro, o Mirassol é, sem dúvida, o nome do momento. O time do interior de São Paulo, que representa uma cidade com cerca de 60 mil habitantes, vem fazendo história no Brasileirão. Conquistando o acesso no ano passado, teve um início um tanto tímido na Série A, já que só venceu uma vez nas cinco primeiras partidas que disputou. Contudo, para minha surpresa (e de muitos!), logo percebemos que o objetivo desta equipe era muito maior que apenas disputar entre os grandes.

    O Mirassol ambicionou ser um dos grandes. E assim o tem feito. No momento em que escrevo este artigo para o portal, ocupa a 4ª posição no G4, deixando para trás nomes como Botafogo e São Paulo. É verdade que ainda faltam nove rodadas para o final da temporada e muitas coisas podem acontecer, mas se me perguntassem, em abril, como eu imaginaria o topo da tabela tão próximo do final, jamais apontaria o Leão Caipira como um dos candidatos.

    Essa surpresa coletiva, entretanto, poderia ser um pouco injusta se analisarmos a trajetória de sucesso que os Leões vêm traçando até o momento. O Mirassol fará aniversário em campo no próximo dia 9 de novembro, quando recebe em casa o atual líder, Palmeiras. Serão 100 anos de história, e o presente não poderia ser melhor. Edson Ermenegildo e Juninho Antunes são os principais nomes desse sucesso e nos fizeram compreender que “sonhos sem metas são apenas sonhos”.

    E não podemos dizer que foi sorte. Isso se chama projeto. Uma gestão profissional, focada em investimentos inteligentes e planejamento a longo prazo. Os números não mentem. O Mirassol registrou a melhor campanha de um time estreante na Série A na era dos pontos corridos. Tem um dos melhores ataques da competição, com 50 gols marcados, atrás apenas do líder Palmeiras e do vice-líder Flamengo, com 53 e 56 gols, respectivamente. Fez muito barulho ao vencer times tradicionalmente grandes como Santos (3 x 0) e São Paulo (2 x 0).

    E claro, vamos falar desta equipe que tem nos ensinado muito sobre futebol. O treinador Rafael Guanaes, que fez sua estreia na Série A, mostrou ser mais uma escolha inteligente por parte da diretoria, em que o “perfil adequado” pesou mais do que ser um “grande nome” para acompanhar a ascensão do time. O lateral-esquerdo Reinaldo aparece no top 5 dos maiores artilheiros da temporada, com 11 gols marcados e 5 assistências. O experiente jogador de 36 anos faz uma temporada de alto nível, sendo o mais velho entre os atletas dessa disputada lista.

    De repente, contra toda a lógica tradicional com que o futebol brasileiro tem se configurado nas últimas décadas, o Mirassol aparece gigante, em uma campanha de muito amor e dedicação, provando que o futebol pode ser muito mais do que apenas dinheiro e jogos de influência. Observamos isso de perto até mesmo quando olhamos para sua camisa. Diferentemente da maioria dos times da Série A, que têm uma casa de aposta como patrocinador máster, os Leões seguem apostando na parceria de longa data com uma empresa regional (da cidade próxima de Potirendaba), a Poty. O acordo rende aproximadamente 9 milhões de reais ao clube. O valor é pequeno se comparado ao de outros times do Brasileirão, embora faça muito mais sentido para a identidade do clube.

    Fico feliz ao ver que nós, torcedores de times de divisões inferiores, ainda podemos sonhar com voos mais altos. O Mirassol é a nossa inspiração. Mostra que com muito trabalho, dedicação e o amor de uma comunidade que acredita nas suas raízes, não há sentença que condene ninguém a ser “pequeno”. Acredito que o Leão Caipira ainda vai nos surpreender muito nesta temporada e torço para que sua constância se estenda, garantindo uma vaga direta para a Libertadores e marcando ainda mais este aniversário centenário, que tem tudo para ser o início de uma era dourada para esse pequeno gigante.

  • Em jogo animado, Ponte Preta derrota o Londrina e conquista a Série C de 2025

    Em jogo animado, Ponte Preta derrota o Londrina e conquista a Série C de 2025

    Dia de lágrimas no Estádio Moisés Lucarelli, mas desta vez foram de alegria. Na tarde deste sábado (25/10), a Ponte Preta derrotou o Londrina por 2 a 0 e conquistou o título da Série C do Campeonato Brasileiro, o primeiro nacional da história da Macaca.

    Os autores da felicidade dos 14.623 torcedores da Ponte foram Toró e Élvis, consagrando a vitória da equipe no jogo de volta e no agregado.

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    Como foi a partida

    O primeiro tempo foi bastante equilibrado, com os dois times buscando maneiras de abrirem o placar. Atuando em casa, a Ponte Preta se jogou na ofensiva e quase abre o placar aos 2 minutos com Bruno Lopes, mas o goleiro Luiz Daniel conseguiu segurar.

    O Londrina também fez Diogo Silva trabalhar e aos 8 minutos, o arqueiro precisou segurar a ofensiva de Cristiano. O confronto permanecia pegado, porém sem a ofensividade necessária para abrir o placar, fazendo com que a decisão estivesse se encaminhando para os pênaltis.

    Nos minutos finais da etapa inicial, a Ponte quase abre o placar com Luiz Felipe cabeceando livre em direção ao gol, mas o goleiro estava ligado. Na sequência, mas uma emoção com o Londrina respondendo e após uma cobrança de escanteio, Wallace subiu mais alto e obrigou o arqueiro da Macaca a se envolver na jogada, indo para o intervalo com 0 a 0.

    Mas o segundo tempo tornou-se um capítulo emocionante de um clube de 125 anos com o grito de campeão nacional entalado na garganta. Aos 3 minutos, Toró recebe pela esquerda e bate forte na entrada da área, desviando na defesa adversária e mata qualquer tentativa do goleiro Luiz Daniel, 1 a 0.

    Precisando do gol para se manter vivo na briga pelo título, o Londrina começou a desperdiçar chances, principalmente com tentativas de Cristiano, mas sem sucesso. Piorando a situação do Tubarão, o árbitro de vídeo recomendou a revisão de um lance para um possível pênalti aos 24 minutos da etapa final. Na jogada em questão, Wallace derrubou Toró na área, penalidade confirmada. Na cobrança, Elvis deslocou o goleiro e ampliou o placar, 2 a 0.

    Após o gol da Macaca, uma grande confusão entre os jogadores se formou em campo. O técnico do Tubarão, Roger Silva é expulso, assim como o zagueiro Vanderley da equipe, expulso por agredir um adversário, assim como Kevyn, pela Ponte Preta.

    Após as cenas lamentáveis, mais nada pôde ser feito em campo e ao apito final do árbitro, os torcedores invadiram o gramado e iniciaram uma grande festa com o elenco da Ponte Preta, campeã da Série C em 2025.

  • Brasil rumo ao Mundial: a guerra entre talento bruto e necessidade de cabeça fria

    Brasil rumo ao Mundial: a guerra entre talento bruto e necessidade de cabeça fria

    Quando se fala da Seleção Brasileira, o primeiro instinto é sempre pensar naquele misto de respeito e expectativa, que surge na nossa cabeça como se de forma religiosa.

    Há talento (em todas as gerações) e a cultura futebolística torna o Brasil um candidato natural a vencer qualquer Mundial, no entanto, olhar para a Copa do Mundo de 2026 exige afastar um pouco o romantismo desta novela e ver os sinais reais: quem é que manda no vestiário? Que time chega mais entrosado à competição? Que pontos frágeis precisam de correção?

    Em primeiro lugar, há uma novidade de peso no banco que pretende surpreender depois da fraca exibição de Tite. A CBF trouxe Carlo Ancelotti para liderar o projeto, uma escolha pouco ortodoxa visto que o último treinador estrangeiro da Canarinha tinha sido Filpo Núñez em 1965 – isto ignorando que se naturalizou brasileiro tempos depois.

    Carlo Ancelotti

    Com o peso da sua experiência de topo na Europa, é esperado que Ancelotti mude a narrativa — deixa de ser apenas «quem tem os melhores jogadores» para «quem consegue pôr uma máquina organizada a funcionar».

    Do ponto de vista competitivo, a Seleção já carimbou presença no próximo Mundial, que no próximo ano vai contar com 48 equipes, o que dá tempo a Ancelotti para trabalhar rotinas, táticas e afinar o time titular (o 11). É uma vantagem logística que pode (e deve) fazer a diferença!

    Ainda assim, nem tudo são flores. A campanha de apuramento teve (vários) momentos preocupantes: o primeiro, diria que foi a inesperada derrota com a Bolívia em La Paz (1–0), foi um sobressalto que expôs questões de concentração e adaptação a contextos extremos — e que fez manchetes por boas razões. Apesar disso, a equipe recuperou a forma e alcançou a classificação, mas psicologicamente a derrota deixou rastros na equipe e em muitos dos torcedores.

    Japão 3-2 Brasil

    Mais recentemente, a derrota em amistoso frente ao Japão (3–2), em que o Brasil deixou fugir uma vantagem de 2–0, deixou o treinador e os torcedores a pensar sobre a «falta de cabeça fria» e o «excesso de confiança» em momentos cruciais. Amistosos servem para testar ideias, claro, mas perder com uma equipe asiática — pela primeira vez na história — é o soar de um alarme de que algo não está bem.

    Em campo, no que toca a jogadores, o Brasil não se pode queixar de forma alguma! Vinícius Júnior, Rodrygo, Bruno Guimarães, Casemiro (quando presente) e uma linha defensiva com Marquinhos a assumir a liderança são argumentos de peso para o Mundial. Apesar da esperança, também há lesões habituais (Neymar tem estado fora de alguns compromissos) e escolhas táticas que Ancelotti terá de alinhar.

    Neymar

    Como é sabido, a ansiedade por jogar e por vestir a camisa de uma Seleção tão grande gera disputas, que muitas vezes podem não ser saudáveis. A gestão de egos e minutos e a adaptação na transição para um modelo mais «europeu» certamente vão pesar muito no trabalho de Ancelotti.

    O veredicto final? O Brasil tem tudo para ser (como sempre) um grande candidato — pelas individualidades sobretudo — mas o sucesso em 2026 vai depender da consistência mental e da capacidade de Ancelotti em imprimir uma identidade tática clara e à imagem dos jogadores!

    Se a Seleção conseguir juntar a disciplina coletiva à sua magia individual tem tudo para chegar às fases mais longínquas da competição. No entanto, se voltar a vacilar em momentos de pressão, corre o risco de sair cedo demais, como tantas vezes já vimos nas grandes competições…

    Resta esperar e ver como corre a nova aventura de Ancelotti, que tem uma tarefa muito difícil em mãos.

  • Lesão de Raphinha preocupa Barcelona antes do clássico contra o Real

    Lesão de Raphinha preocupa Barcelona antes do clássico contra o Real

    O Barcelona vai ao Santiago Bernabéu neste domingo (26) para enfrentar o Real Madrid, em duelo a contar para a LaLiga, mas terá de lidar com desfalques importantes. O atacante Raphinha, que era cotado para o clássico, sofreu um revés em sua recuperação e não poderá entrar em campo.

    A confirmação foi dada durante a entrevista coletiva prévia ao jogo pelo assistente técnico Marcus Sorg, que substituiu o treinador Hansi Flick, suspenso, no comando da apresentação.

    «Qualquer time gostaria de ter um jogador como Raphinha, mas a situação é essa. Temos que lidar com isso. Ele está lesionado», afirmou Sorg.

    O brasileiro não joga desde 25 de setembro, data em que o Barcelona venceu o Real Oviedo por 3 a 1. No dia seguinte, o clube anunciou que Raphinha sofrera uma lesão muscular no bíceps femoral da coxa direita, com previsão de recuperação de três semanas. Apesar de ter voltado aos treinos nesta semana, o atacante se ausentou da atividade de sexta-feira (24) e, segundo o site The Athletic, deve permanecer afastado por mais um mês.

    Raphinha, atacante brasileiro do FC Barcelona

    O desfalque de Raphinha se soma a uma série de problemas físicos que vêm afetando o Barcelona desde o início da temporada. O departamento médico tem lidado com lesões em posições-chave, especialmente na faixa central e no ataque, que já perdeu Lewandowski e Ferran Torres durante a campanha.

    Entre os atacantes, apenas Ferran Torres se recuperou a tempo de enfrentar o Real Madrid, embora o assistente não tenha confirmado se ele será titular. Outras opções para o setor ofensivo incluem Rashford, que vem se destacando nesta temporada, e Fermín López, autor de boa atuação contra o Olympiacos.

    «Temos jogadores o suficiente para competir. No Bernabéu, você nunca sabe o que pode acontecer, mas estamos preparados», concluiu Sorg, mantendo a confiança apesar das ausências.

  • Palpites e Onde Assistir: Palmeiras x Cruzeiro

    Palpites e Onde Assistir: Palmeiras x Cruzeiro

    Análise do confronto:

    O confronto entre Palmeiras e Cruzeiro será realizado no domingo, às 20:30 hrs (horário de Brasília), no estádio Allianz Parque, casa do Palmeiras.

    Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:

    • Premiere

    O Verdão vem para essa partida de certa forma pressionado, sendo um time que estava com uma sequência de vitórias grande e acaba de ter duas derrotas seguidas, uma para o Flamengo no Campeonato Brasileiro e outra para a LDU na Libertadores. Com isso, o desejo de vitória se torna ainda maior, até mesmo porque o líder do campeonato segue empatado com 61 pontos com o Flamengo, que está na 2ª posição.

    Para a Raposa continuar sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, há a necessidade da vitória, pois segue em 3º lugar com 56 pontos e um jogo a mais que o 1º e 2º colocados. O Cruzeiro conta com a volta do seu artilheiro Kaio Jorge, não somente do clube, mas também do campeonato.

    Confrontos diretos:

    Nos últimos 10 jogos entre as duas equipes, o Palmeiras leva vantagem sobre o Cruzeiro, com 6 vitórias, 2 derrotas e 2 empates. Porém, nesta temporada, no Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro venceu o primeiro jogo por 2 a 1.

    Palpites para o jogo:

    Mercado: Mais de 1,5 gols
    Explicação: É um confronto em que as duas equipes precisam de um bom resultado. Nos últimos 10 jogos entre as duas equipes, em 7 saíram 2 ou mais gols. Portanto, tudo indica que será um grande confronto.

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    Palpites para o jogo:

    Mercado: Ambas as equipes marcam
    Explicação: Estamos falando de duas equipes que estão brigando pelo título. O artilheiro do Cruzeiro está com 15 gols no campeonato, já o artilheiro do Palmeiras, Vitor Roque, está com 13 gols. Portanto, esperamos um jogo aberto, com possibilidade de gols para as duas equipes.

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  • A altitude não é desculpa: é parte do jogo

    A altitude não é desculpa: é parte do jogo

    O jogo em Quito e o fator casa

    O Palmeiras levou três da LDU em Quito e, como já é de costume, voltou a discussão da altitude. Sempre que um time brasileiro perde nos Andes, fala-se menos de futebol e mais de oxigênio. É um tema velho, quase automático. Mas, sinceramente, não consigo comprar essa ideia de que jogar em altitude é injusto. O futebol é feito de vantagens, e o mando de campo é uma delas.

    Os times se aproveitam do mando de campo. Todos. Só que o “mando de campo” tem muitas formas. O Bodø/Glimt, por exemplo, tem feito estragos na Europa, principalmente em casa. Por quê? Porque joga com temperaturas negativas e em gramado sintético. (E já deixei bem claro no artigo anterior que não sou fã de sintético, mas nestas circunstâncias entendo perfeitamente.)
    Cada clube tira o que pode do seu contexto. É assim que se sobrevive e se vence.

    A memória da altitude

    Quem não se lembra daquela imagem de Anderson, antigo meio-campista do FC Porto e do Manchester United, jogando pelo Internacional contra o The Strongest, na Bolívia, com máscara respiratória? A cena correu o mundo e mostrou o que é realmente jogar a mais de 3.600 metros.

    Hoje, um clube como o Palmeiras tem que estar preparado para encarar um jogo desses. A ciência, a logística e o profissionalismo já não permitem surpresas.

    A verdade é que o Palmeiras tem agora outra montanha para escalar se quer chegar à final da Libertadores, perdeu 3 a 0 na ida, mas terá o seu próprio mando de campo, a sua “altitude” verde e branca, para tentar reverter o resultado.

    Fator casa: não só altitude

    Então por que razão os sul-americanos choram tanto quando sobem a Quito ou a La Paz?
    Será cultural essa vitimização?
    Como se jogar no Allianz Parque não fosse uma vantagem enorme para o Palmeiras. No fim de semana passado, perderam contra o Flamengo no Maracanã, e eu vi o jogo daqui de Portugal, finalmente em horários decentes (ahahah). A torcida do Flamengo estava incrível, empurrou o time do início ao fim. E ninguém disse que era “injusto” o Flamengo jogar com 60 mil pessoas gritando.

    No fundo, tudo isso faz parte do xadrez que é o futebol. O ambiente, as viagens, o gramado, o clima, a altitude. Tudo conta. Todos os clubes têm o seu “inferno”.
    Fala-se muito do Galatasaray, onde jogar é uma tortura pelo barulho e pelo calor das arquibancadas.
    O mesmo se aplica ao River Plate, ao Estrela Vermelha de Belgrado, aos estádios britânicos onde as arquibancadas quase tocam o gramado – Celtic, Rangers, Leeds ou Liverpool – ou aos pequenos estádios espanhóis como o Rayo Vallecano e o Leganés, que transformam o seu espaço numa fortaleza.


    Altitude: risco físico ou vantagem legítima?

    A altitude castiga o corpo: a falta de oxigênio acelera o coração, causa tonturas, náuseas e dores de cabeça. Os músculos se cansam mais rápido e o raciocínio fica mais lento.
    Mas chamar isso de “risco de vida” é exagerado. Estudos e médicos do esporte mostram que não há perigo real para jogadores saudáveis, desde que haja controle médico e hidratação. É desconfortável, sim, e o rendimento cai, mas o risco grave é raríssimo – mais associado a altitudes extremas ou a atletas com problemas cardíacos.

    O futebol não é um tubo de ensaio

    O meu ponto é simples: é impossível proibir aquilo que faz parte da tradição e da cultura dos clubes. O futebol não é apenas o jogo – é a defesa da tua terra, da tua gente e da tua identidade.
    Tirar um time da sua casa só porque a cidade está acima dos 2.500 metros seria uma afronta à própria alma do esporte. A FIFA tentou fazê-lo em 2007, proibindo jogos internacionais em altitude. Voltou atrás um ano depois. E fez muito bem.

    O futebol não é laboratório. É emoção, contexto e adaptação. Não há nada de errado em um clube tirar proveito do seu território – desde que haja condições médicas e logísticas básicas para os visitantes.
    De resto, o desafio é o mesmo para todos: sobreviver aos 90 minutos, seja em Quito, em La Paz, no Maracanã ou no Dragão.

    O jogo acaba sempre nos 90 minutos, seja onde for

    O que separa os grandes dos comuns é a capacidade de se adaptar.
    Porque o futebol não se joga só com os pés – joga-se com a cabeça, com os pulmões, com o coração – e, às vezes, com menos ar do que gostaríamos.

  • Palpites e Onde Assistir: Criciúma x Goiás

    Palpites e Onde Assistir: Criciúma x Goiás

    Análise do confronto:


    Neste sábado (25/10), às 20h30 (horário de Brasília), o Criciúma receberá o Goiás no estádio Heriberto Hülse, em um confronto válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B.

    Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:

    • Disney+
    • ESPN

    O Tigre de Santa Catarina receberá o Esmeraldino em um confronto na reta decisiva da Série B: ambas equipes ainda lutam pelo acesso e precisam de cada ponto possível nesta reta final.

    No início da temporada de 2025, o time catarinense chegou a flertar com a zona de rebaixamento por algumas rodadas, contudo encontrou seu caminho ao comando do técnico Eduardo Baptista e atualmente ocupa a 2ª posição na classificação, tendo somado 54 pontos, a apenas dois pontos do líder Coritiba. O Goiás, entretanto, vive um momento mais delicado: são 5 jogos sem vencer. Na 6ª posição, a apenas 2 pontos do mandante, o Esmeraldino vai precisar reagir para manter vivo o sonho de acesso direto à série A.

    Palpites para o jogo:

    Mercado: Criciúma vence (Odd: 1.96)
    Explicação: O Tigre costuma ser muito forte como mandante. Jogando em casa e com a força da sua torcida, certamente irá para cima na tentativa de conquistar os três pontos em Santa Catarina e consolidar sua vaga no G4. 

    Mercado: Ambos marcam (Odd: 2.20)
    Explicação: Apesar de não viver sua melhor fase, o Goiás tem um dos ataques mais eficientes da série B, e precisará se expor para triunfar sobre seu rival. Considerando também a qualidade ofensiva do seu rival, unido à necessidade de pontuar de ambos, prevemos gols dos dois lados do campo.

  • Palpites e Onde Assistir: Volta Redonda x Coritiba

    Palpites e Onde Assistir: Volta Redonda x Coritiba

    Análise do confronto:

    Volta Redonda e Coritiba se enfrentarão neste sábado, às 16:00 hrs (horário de Brasília).

    Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:

    • ESPN
    • Disney+

    O Volta Redonda é o primeiro time brigando na zona de rebaixamento, atualmente com 34 pontos. Após perder para o Operário fora de casa, o time da casa busca uma vitória para empatar com o Athletic, que é o primeiro time fora do rebaixamento, e sonhar com a permanência na Série B.

    O Coxa, atual líder com 57 pontos, precisa de resultado para manter-se na liderança, até mesmo porque vem de um empate em casa contra o Athletico-PR, buscando então uma vitória. O Coritiba vem para esse confronto com alguns desfalques: o lateral-esquerdo Bruno Melo, o zagueiro Tiago Cóser e o atacante Clayson.

    Prováveis escalações:

    Volta Redonda: Jefferson; Wellington Silva, Igor Morais, Lucas Adell, Caio Roque; Thallyson, PK; Raí, João Pedro, Vitinho Lopes e Ygor Catatau

    Coritiba: Pedro Morisco; Alex Silva, Maicon, Jacy e Zeca; Wallisson, Sebastián Gómez e Josué; Lucas Ronier, Iury Castilho e Gustavo Coutinho.

    Palpites para o jogo:

    Mercado: Mais de 1,5 gols
    Explicação: É um confronto em que as duas equipes precisam de um bom resultado, mesmo com objetivos distintos, um querendo sair da zona de rebaixamento e o outro querendo permanecer na liderança.

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    Palpites para o jogo:

    Mercado: Menos de 7,5 cartões
    Explicação: Embora nos últimos jogos das duas equipes tenham saído bastante cartões, esta é uma linha muito alta para a média de cartões por partida. Esperamos menos de 7 cartões.

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  • Como o hino da torcida do Corinthians se tornou símbolo de resistência e união

    Como o hino da torcida do Corinthians se tornou símbolo de resistência e união

    Uma das canções de clube esportivo mais cantadas do país, o hino do Corinthians é o reflexo da resistência e da união de um time criado pelo e para o povo, com uma forte ligação com sua torcida, que se autointitula “Fiel”.

    Composto por um radialista, o tema tornou-se o hino oficial do clube em 1953, sendo nomeado “Campeão dos Campeões”.

    O Portal Camisa12 conta agora a história de como o hino se transformou em símbolo de resistência e união.

    História

    Fundado em setembro de 1910, o Corinthians só ganhou um hino oficial duas décadas depois, em 1930. De acordo com informações do site oficial do clube paulista, a primeira composição era uma “marchinha”, escrita por La Rosa e letrada por Eduardo Dohen, como um presente ao então presidente alvinegro, Felipe Collona.

    Contudo, em 1953, uma reviravolta aconteceu: o radialista Lauro D’Ávila compôs a letra do hino que permanece até hoje embalando as conquistas do clube, sendo cantado por milhões de torcedores apaixonados.

    A criação exalta o orgulho e a força do time, com versos simples e diretos que refletem o espírito de superação do povo que fundou a agremiação. Nascido entre operários e trabalhadores, o Corinthians carrega em sua essência uma mensagem de pertencimento e fé.

    O tema “Campeão dos Campeões” foi gravado inicialmente nos estúdios da Rádio Bandeirantes, em São Paulo, e lançado pela gravadora Continental. A primeira voz a representar os corações apaixonados pelo Timão foi a do cantor Osny Silva.

    Momentos de resistência

    O hino corinthiano ganhou grande força ao longo dos anos, tanto dentro quanto fora de campo. Durante a ditadura militar, o cântico do Corinthians tornou-se símbolo de liberdade, principalmente na época da Democracia Corinthiana, quando o clube se destacou como exemplo nacional de coragem diante da opressão.

    Em um período marcado pela censura, repressão e falta de liberdade, o futebol tornou-se uma das poucas formas de o povo manifestar seus ideais, cantando e expressando emoções nas arquibancadas.

    Conhecido como o “Time do Povo”, o Corinthians sempre teve uma forte identidade popular, resistindo às imposições autoritárias. Esse sentimento ganhou ainda mais força no início dos anos 1980, liderado por Sócrates, Wladimir, Casagrande e Zenon, que defendiam valores como participação, diálogo e liberdade de expressão — tudo o que o regime militar tentava reprimir.

    A maior prova de amor a um clube é ver suas arquibancadas lotadas, com milhares de pessoas entoando em uma só voz o hino que representa toda a sua grandiosidade. Essa cena pode ser vista atualmente na Neo Química Arena, onde pessoas de todas as classes sociais, idades e religiões cantam, em plenos pulmões, o “Salve o Corinthians”, reforçando o laço de união e orgulho desse verdadeiro “Bando de Loucos”.

    Símbolo máximo

    O hino é um verdadeiro ritual de pertencimento, transformando qualquer inimizade em um sentimento de amor pelo Corinthians. É um laço de união que pode ser ouvido em festas, cerimônias oficiais ou simplesmente como um grito coletivo de orgulho. Assim é o espírito do torcedor corinthiano, que carrega seu clube eternamente dentro do coração.

    Letra

    Salve o Corinthians
    O campeão dos campeões
    Eternamente
    Dentro dos nossos corações

    Salve o Corinthians
    De tradições e glórias mil
    Tu és orgulho
    Dos desportistas do Brasil

    Teu passado é uma bandeira
    Teu presente, uma lição
    Figuras entre os primeiros
    Do nosso esporte bretão

    Corinthians grande
    Sempre altaneiro
    És do Brasil
    O clube mais brasileiro