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  • Internacional anuncia retorno de Abel Braga para tentar fugir do rebaixamento na reta final

    Internacional anuncia retorno de Abel Braga para tentar fugir do rebaixamento na reta final

    Técnico campeão da Libertadores e do mundo, o “Abelão” assume o Colorado aos 73 anos com um contrato curto, válido apenas até o final do Campeonato Brasileiro.

    O Internacional surpreendeu a sua torcida e o mercado de técnicos ao anunciar o retorno de Abel Braga para o comando da equipe. Aos 73 anos de idade, o experiente técnico, ídolo e campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes com o Colorado, aceitou a missão de substituir Ramón Díaz, demitido após a goleada sofrida para o Vasco da Gama.

    O anúncio oficial foi feito neste sábado, confirmando que “Abelão” assume o clube em um momento de extrema urgência. A sua chegada é para comandar o time na reta final do Campeonato Brasileiro.

    Missão: evitar a queda na última semana

    A demissão de Ramón Díaz, somada aos resultados dos concorrentes diretos (triunfos de Santos e Vitória), fez com que o Internacional entrasse na zona de rebaixamento da tabela. Abel Braga tem agora a difícil missão de evitar a queda para a Série B em um prazo apertado de apenas uma semana.

    O novo treinador já comanda o elenco no CT Parque Gigante neste domingo (30) e trabalhará com a comissão técnica permanente do clube. O vínculo com o Internacional será curto, válido apenas até o fim do ano, refletindo o caráter emergencial da contratação.

    O calendário final do Internacional na luta contra o rebaixamento é desafiador:

    1. Quarta-feira (03/12): O Colorado visita o São Paulo, em partida que deve ocorrer na Vila Belmiro.
    2. Próximo domingo (07/12): O Inter encerra sua participação no campeonato jogando em casa, no Beira-Rio, contra o Red Bull Bragantino.

    Abel Braga, que já havia retornado ao Inter em outras ocasiões para assumir missões difíceis, é visto pela diretoria como a figura ideal para trazer a experiência necessária e mobilizar o elenco nos dois jogos cruciais que definem o futuro do clube na primeira divisão.

  • Inter arranca o empate do Corinthians no final do jogo e resultado não ajuda nenhum dos dois times

    Inter arranca o empate do Corinthians no final do jogo e resultado não ajuda nenhum dos dois times

    Em um jogo emocionante do começo ao fim, Internacional arranca o empate do Corinthians em 1 a 1 na noite desta quarta-feira (01/10), jogo disputado no Beira-Rio, em Porto Alegre. A partida válida pela 26ª rodada do Brasileirão, teve gols anulados e VAR roubando a atenção.

    Com pouco mais de 12 mil torcedores presentes no estádio, o primeiro tempo começou com o Inter empilhando chances perdidas de gols. Porém foi o Corinthians quem abriu o placar aos 10 minutos, com Gui Negão aproveitando o cruzamento de Matheuzinho e mandando a bola para dentro do gol, 1 a 0, para a felicidade do bando de loucos.

    O time comandado por Dorival Júnior permaneceu ofensivo, voltando a balançar as redes com Hugo finalizando para o fundo do gol, porém a arbitragem anulou o lance, permanecendo com o mesmo placar de antes, começando a chatear a massa alvinegra no estádio gaúcho.

    O Internacional chegou a empatar a partida com Óscar Romero aproveitando o cruzamento de Alan Patrick, mas o VAR decidiu interferir e após analisar o lance, o lance é anulado já que Luis Otávio atrapalhou a visão do goleiro Hugo Souza, aumentando a ira da torcida colorada nas arquibancadas, que ensaiavam umas vaias, finalizando a etapa inicial com um placar positivo para o time paulista.

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    Buscando o empate a todo custo, o Internacional começou o segundo tempo ofensivo e acumulou chances perdidas de gols com Aguirre, Carbonero e Borré, porém o goleiro Hugo Souza conseguiu segurar as bolas mandadas pelo time colorado.

    A paciência da torcida do Inter já estava no limite e o Corinthians tentava segurar o resultado para voltar a vencer, mas graças ao VAR, a chance do empate apareceu. Aos 54 minutos, o árbitro de campo marcou pênalti de Cacá sobre Bruno Henrique, começando uma “guerra” dentro de campo.

    O rebuliço começou forte dentro de campo, com muita reclamação por parte dos corintianos e com o técnico Dorival Júnior chegando a ser expulso de campo, mas nada mudou, com a marcação permanecendo. Na cobrança, Carbonero bate forte e mesmo acertando o lado, além de tocar na bola, o goleiro Hugo Souza não conseguiu fazer a defesa, placar empatado em 1 a 1 no apagar das luzes do Beira-Rio.

    Próximos jogos do Brasileirão

    A emoção volta a rolar solta no próximo sábado (04/10), quando o Internacional enfrentará o Botafogo às 18h30 (horário de Brasília), no Beira-Rio, em Porto Alegre. A partida será válida pelo Brasileirão.

    O Corinthians também estará em campo no mesmo dia, quando enfrentará o Mirassol às 21h (horário de Brasília), pela felicidade do Bando de Loucos na Neo Química Arena, em São Paulo.

  • Camisa 12: a história da torcida colorada que marcou gerações

    Camisa 12: a história da torcida colorada que marcou gerações

    Uma jornada de amor incondicional, lutas e lealdade que transformou torcedores em protagonistas da história colorada.

    A torcida não entra em campo para defender seu clube do coração, mas empurra e apoia o Internacional como se fosse o 12º jogador. Mesmo com os gritos do técnico à beira do campo, o som que ecoa dentro do Beira-Rio, são as vozes dos torcedores que nunca se calam.

    Por este motivo, o Portal Camisa 12 faz questão de contar a história do seu “xará”, que é o coração do Internacional, a Camisa 12, torcida organizada que é famosa por ser alma das arquibancadas.

    História

    Fundada no dia 12 de outubro de 1969, por Vicente Rao, Hernani Becker, Jorge Birolho e Victor Tavares, colorados apaixonados que decidiram dar vida a alma do Internacional nas arquibancadas, a torcida organizada Camisa 12, que se tornaria o sinônimo de raça e paixão incondicional pelo colorado.

    Desde sua criação, esteve presente constantemente nas arquibancadas do Beira-Rio, onde inicialmente ocupava a parte superior do estádio, e desde 1994, atua na parte inferior, vibrando a cada ataque, cada desarme e a cada gota de suor derramada para defender esse clube.

    Mas qual o significado do nome “Camisa 12”?

    A definição traz uma história especial. O número 12 foi aposentado pela diretoria colorada em homenagem à sua torcida, seu “jogador extra” que exerce um papel fundamental nas arquibancadas.

    Nenhum jogador colorado utiliza a camisa 12, pois ela pertence a torcida. Aproveitando-se dessa homenagem, esse grupo de amigos decidiu fundar a primeira organizada do Sul do Brasil e ao longo dos anos, sendo reconhecida como uma das melhores do Rio Grande do Sul, por conta do seu apoio incondicional, mesmo em momentos turbulentos.

    Sempre cheia de inovações, a Camisa 12 foi a pioneira em comemorações com mosaicos, charangas e coreografias, fazendo a festa em cada jogo e em cada treino aberto ao público. Principal identidade da organizada, a faixa estendida no alambrado e a bateria sempre ativa, demonstra que seu amor pelo clube se estende por qualquer resultado, não importando se é vitória ou derrota.

    Fora das paredes do Beira-Rio

    Com uma trajetória vencedora, a Camisa 12 vai muito além de uma torcida organizada. Seus componentes participam ativamente de eventos institucionais, campanhas sociais, ações sociais do clube e até em festividades da aliança nomeada como “União Punho Cruzado”, que atua como apoio em conjunto com a Independente do São Paulo, a Jovem Fla do Flamengo, a Máfia Azul do Cruzeiro e a Torcida Jovem do Sport.

    Reflexo do torcedor apaixonado, a agremiação de adeptos possui a solidariedade como sua marca registrada, como foi vista durante a pandemia, quando a torcida se mobilizou para arrecadar alimentos e materiais de higiene para distribuir entre as famílias carentes da região, conseguindo assegurar mais de duas toneladas em menos de 10 dias de trabalho.

    Além desta campanha em específico, a Camisa 12 participa de iniciativa com forte impacto social, como doação de ovos de Páscoa e brinquedos para crianças afetadas pelas enchentes. Doaram sangue no hemocentro local, quando seus estoques estavam em estado crítico, além das constantes realizações do Sopão Solidário Colorado e a carreata anual do Papai Noel.

    Todo amor ao Inter é refletido para outras ações, muitas vezes bem longe das arquibancadas do Beira-Rio, templo sagrado dos colorados. O papel ativo na comunidade, demonstra que a Camisa 12 vai muito além da organizada, sendo o coração
    do clube fora das quatro linhas.

    Problemas extracampo

    Sendo uma instituição respeitada e de glórias, a Camisa 12 também coleciona momentos ruins em sua história. Desde atos de vandalismos a confrontos com policiais, a organizada chegou a ser suspensa de adentrar no estádio colorado, além da proibição de qualquer artefato seu em dia de jogos.

    Além de problemas externos, a Camisa 12 enfrentou desafios internos, como a tentativa de golpe, em 2023. Membros da diretoria denunciaram que integrantes descontentes divulgaram documentos falsos sem seguir os procedimentos estatutários.

    Como qualquer relação, episódios dificultosos revelam a parte obscura da paixão colorada, mas que precisa ser citada por fazer parte de sua história. A Camisa 12 é o retrato do torcedor raiz, expressando todo seu amor e por muitas vezes, uma revolta que arrepia.

    Uma história escrita com um amor incondicional, rachaduras na relação e reconciliações, a Camisa 12 do Internacional segue seu lema durante todos esses anos: “Ontem, Hoje e Sempre”.

    Com mais de meio século de existência, a organizada segue sendo a voz que sobressai dentro de um Beira-Rio lotado. Entre bandeirões erguidos orgulhosamente nas arquibancadas e cânticos de superação, a Camisa 12 segue sendo a responsável por representar milhões de torcedores que carregam o escudo o time no peito.