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  • Cristiano Ronaldo se manifesta sobre problema com Jorge Jesus na Seleção Portuguesa; veja comunicado

    Cristiano Ronaldo se manifesta sobre problema com Jorge Jesus na Seleção Portuguesa; veja comunicado

    Cristiano Ronaldo cumpriu sua promessa e veio a público falar sobre sua versão da crise com o técnico da Seleção Portuguesa, Jorge Jesus. O camisa 7 compartilhou um longo texto no qual explica o motivo que o fez deixar a seleção durante a Data Fifa.

    Sem citar o nome do comandante, o atacante declarou que o “Mister” faltou com a palavra. De acordo com Cristiano, existia um acordo entre as duas partes sobre sua participação nas partidas, mas o combinado não foi cumprido. O jogador se mostrou bastante irritado com as declarações do treinador nas entrevistas coletivas sobre o tema, embora não o tenha citado diretamente.

    Em um trecho do texto, o camisa 7 revela que a postura apresentada por Jorge Jesus durante a coletiva mostrou uma agressividade inesperada.

    Cristiano Ronaldo ainda fez questão de se desculpar com os torcedores portugueses por ter abandonado a seleção, além de não ter cumprimentado os fãs após o jogo contra a Noruega. Na ocasião, ficou aquecendo por cerca de 30 minutos, mas não entrou em campo.

    “Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra”, afirmou CR7 no texto.

    Mesmo com todos os problemas recentes, o astro deixou claro que está disposto a voltar a atuar pela seleção nacional caso seja chamado em futuras convocações. Vale lembrar que a próxima Data Fifa acontecerá em meados de novembro.

    Confira o comunicado completo

    “Tal como prometi, decidi contar, na primeira pessoa e de forma direta, as circunstâncias que envolveram o último estágio da Seleção Nacional.

    Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa.

    No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o Presidente da Federação pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse.

    Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou.

    Respondi ao Presidente da Federação que, em minha opinião, seria a escolha certa. Por isso, no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando.

    Poucos dias depois recebi um primeiro contacto do novo selecionador nacional a dizer que gostava de estar comigo pessoalmente. Respondi que sim e agendámos para o final das minhas férias.

    Encontrámo-nos na Cidade do Futebol onde o meu clube fazia estágio de pré-temporada.

    O Selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto. Apresentou-me, logo ali, um plano para a minha participação. Disse-me que jogaria o primeiro jogo e o último e que por razões de gestão física iria fazer sempre três a quatro mudanças por jogo.

    Nessa altura colocou-me a hipótese de eu não viajar com a Seleção para Noruega e Dinamarca. Propôs-me que fizesse o primeiro jogo e ficasse em Portugal, para depois me juntar de novo antes do jogo do Dragão.

    Recusei de imediato esta proposta. Parecia-me evidente que não a poderia aceitar. Não seria por não jogar os jogos no estrangeiro que deixaria de capitanear a nossa equipa. Esse privilégio de ficar em Portugal não seria um bom exemplo.

    O Selecionador acabou por concordar com a minha análise.

    Esta conversa foi acompanhada pelo Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, pessoa a quem reportava o atual selecionador durante toda a época passada e um dos responsáveis pela sua contratação pelo clube em 2025.

    Na véspera do estágio começar o Selecionador deslocou-se a minha casa, em Lisboa, para ter nova conversa comigo, a seu pedido. A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos. Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da Seleção Nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor.

    À hora de almoço do dia do jogo na Noruega um adjunto do selecionador do veio à mesa onde o grupo estava a almoçar e informou-me que o Selecionador me queria falar. Para minha absoluta surpresa, o selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu estava totalmente focado na minha recuperação física, integrado com os meus companheiros como sempre e a pensar que não jogaria naquele dia. Sem nenhum problema.

    Este pedido era algo fora do meu plano de recuperação física e de treino – porque apenas iria jogar dia 4 no Dragão – mas obviamente disse que sim. Respondeu-me que então estivesse preparado porque jogaria 30 min.

    O resto todos conhecem. Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.

    No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido.

    Passado 48 horas tivemos uma conversa, eu, o Selecionador e o Simão Coutinho uma vez que tinha sido ele a acompanhar as nossas conversas de Agosto.

    Foi um momento profundo, muito frontal, sem qualquer tipo de filtro.

    Concordamos que só havia uma maneira de encerrar este “caso”: que o Selecionador repetisse o que acabara de me dizer ali em privado, na presença do Simão Coutinho, mas na Sala de Imprensa.

    O que foi combinado era simples: o Selecionador começaria a conferência de imprensa por este tema, procurando encerrar o assunto contando a verdade. Diria que nunca pedi para jogar minutos nenhuns, que foi o Selecionador e mais ninguém, quem me propôs o plano para este estágio e que foi um erro colocar-me a aquecer para não entrar e que se voltasse a acontecer não o faria.

    Acabamos essa reunião com o Selecionador a pedir-me um abraço, a prometer-me que ia dizer na conferência o que acabara de me dizer a mim e que o assunto se ultrapassava. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria o jogo do Dragão. Tudo isto na presença do Simão Coutinho, sempre.

    A pedido do selecionador, decorreu depois uma reunião entre ele mesmo, o Simão Coutinho e o Tiago Craveiro em videoconferência, em que se resumiu aquilo que falamos.

    Foi produzido um pequeno documento que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador, tal como ele havia solicitado.

    A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera.

    As notas que validei eram as seguintes: ‘Acho importante, até porque é a verdade, esclarecer algumas coisas antes de falar da Dinamarca:

    1. Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele, esta época desportiva, na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa.
    2. Sei o quanto ele vive e Ama a Seleção e o peso que tem no Mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na Seleção há 24 anos consecutivos.
    3. O plano que propus ao Cristiano foi aceite.
    4. Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional.
    5. Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou.
    6. Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.
    7. Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também.
    8. Sobre não ter cumprimentado os adeptos. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de Amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso.’

    Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa.

    Era a segunda vez, que me estava a faltar à palavra dada.

    Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade.

    Aliás, numa conversa que mantive com o Presidente da FPF e com o Selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado.

    Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na Seleção Nacional.

    Nunca, em nenhum momento me intrometi em qualquer decisão técnica ou tática de qualquer treinador ou selecionador em quase 25 anos de carreira. Aceito é melhor ou pior o que me propõem fazer. Respeito a decisão e quando me faltam à palavra, sinto que o meu lugar não é ali.

    Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha.

    Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí.

    A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos.

    A este propósito, tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a Federação me quer dar essa oportunidade.

    Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém. Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso.

    Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir. Foi nisso que pensei no dia em que me deram a notícia da morte do meu Pai. Estava em estágio da nossa Seleção e lá decidi ficar até terminar o jogo do dia seguinte. Fiz por isso pelo País o que jamais faria por clube algum.

    Portanto se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com gols espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção.

    Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.

    Cristiano Ronaldo

    6 de Outubro de 2026″.

  • Após fim do jogo, atacante dinamarquês rejeita cumprimento de Jorge Jesus; veja

    Após fim do jogo, atacante dinamarquês rejeita cumprimento de Jorge Jesus; veja

    Rasmus Hojlund se tornou um dos assuntos mais comentados ao protagonizar um momento inesperado após o fim da vitória de Portugal sobre a Dinamarca por 4 a 2, nesta quinta-feira (1º), pela terceira rodada da Nations League. O atacante dinamarquês decidiu rejeitar o cumprimento do técnico Jorge Jesus e se afastou levemente do comandante português.

    Durante o jogo disputado em Copenhague, o jogador já havia chamado atenção ao fazer a típica comemoração de Cristiano Ronaldo, com o famoso salto e o grito de “Siu”, após marcar o segundo gol dinamarquês no confronto. Anteriormente, Hojlund já havia se declarado fã de CR7.

    Quando o árbitro de campo apitou pela última vez e Jorge Jesus foi cumprimentar o atacante no gramado, Hojlund chegou a responder ao gesto, mas afastou a mão do treinador em seguida, além de dar um leve empurrão no português.

    O Mister deu apenas um leve sorriso, sem que houvesse qualquer tipo de confusão entre as duas partes. Contudo, a cena foi captada pelas câmeras e rapidamente viralizou nas redes sociais.

  • Cristiano faz postagem sobre saída da Seleção de Portugal, após atrito com Jorge Jesus; veja

    Cristiano faz postagem sobre saída da Seleção de Portugal, após atrito com Jorge Jesus; veja

    Cristiano Ronaldo anunciou que estava deixando a concentração da seleção portuguesa após um atrito com o técnico Jorge Jesus. O atacante de 41 anos tomou a decisão na véspera do confronto diante da Dinamarca, pela Liga das Nações, após a coletiva do treinador português, e decidiu fazer uma postagem em suas redes sociais, relatando também a conversa que teve com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

    “Após a conferência de imprensa do Selecionador Nacional e no seguimento de uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional. A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei. Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção”, compartilhou o atleta.

    É importante relembrar que Cristiano Ronaldo já havia abandonado o treinamento da seleção portuguesa nesta quarta-feira (30), antes mesmo de Jorge Jesus indicar, em entrevista coletiva, que não tem nenhum atrito com o camisa 7, mas deixou claro que “nenhum jogador mudará suas ideias”.

    Cristiano já estava presente no Estádio Parken, em Copenhague, para participar da atividade junto com o grupo, mas deixou o local, colocando em dúvida a possibilidade de permanecer na concentração, o que foi confirmado posteriormente.

    Após a postagem do camisa 7, a Federação Portuguesa se manifestou sobre o caso por meio de um comunicado oficial.

    “A Federação Portuguesa de Futebol informa que o internacional português Cristiano Ronaldo deixou o estágio da Seleção Nacional, que acontece em Copenhague. A preparação dos encontros frente à Dinamarca e à Noruega, este último a disputar no Estádio do Dragão, prosseguirá nos termos previstos, com os restantes 24 jogadores convocados. Toda a comitiva mantém o foco absoluto nos próximos compromissos da Seleção Nacional e na concretização dos objetivos definidos”, informou a nota.

    Segundo a publicação do jornal “A Bola”, a delegação foi pega de surpresa com a decisão de CR7, e todos os seus companheiros de equipe foram pegos desprevenidos, embora já tivessem notado a insatisfação de Ronaldo nos últimos dias.

  • Jorge Jesus fala do carinho que sente pelo Flamengo, mas descarta um retorno em breve: “Agora as coisas se tornaram difíceis”

    Jorge Jesus fala do carinho que sente pelo Flamengo, mas descarta um retorno em breve: “Agora as coisas se tornaram difíceis”

    Jorge Jesus está rindo à toa com os resultados dos seus primeiros jogos à frente de Portugal. Após a vitória sobre a Noruega neste domingo (27), por 2 a 1, em Oslo, o treinador português decidiu se declarar novamente ao Flamengo, mas deixou claro que um retorno futuro ao clube está cada vez mais difícil, principalmente após aceitar a missão de comandar a seleção lusa em um projeto de longo prazo.

    “Significa muito, talvez o melhor período da minha carreira como treinador de clubes. Foi um marco histórico, não só desportivamente, mas também sentimentalmente. A forma como os torcedores do Flamengo me abraçaram e me acarinharam nunca vou esquecer. Pensei sempre em um dia voltar ao Flamengo, mas tenho certeza de que agora as coisas se tornaram difíceis”, comentou em entrevista à ESPN.

    Antes do início da partida, durante um bate-papo com o repórter da ESPN Gustavo Hofman, o técnico já havia enviado uma mensagem ao Rubro-Negro carioca: “Felicidades para o Brasil. Força, Flamengo”.

    Nos dois jogos que marcaram o início de sua trajetória na Seleção Portuguesa, Jorge Jesus viu a equipe vencer o País de Gales por 1 a 0 na estreia, além de superar a Noruega neste domingo.

  • Convocação de Portugal: Jorge Jesus chama Cristiano Ronaldo em sua primeira lista

    Convocação de Portugal: Jorge Jesus chama Cristiano Ronaldo em sua primeira lista

    Jorge Jesus anunciou nesta sexta-feira (18) a primeira convocação da Seleção Portuguesa sob seu comando. O treinador chamou 26 jogadores para os amistosos da Data Fifa, após a eliminação na Copa do Mundo de 2026. Entre os nomes, o de Cristiano Ronaldo ganha destaque.

    A convocação marca um novo momento na seleção lusa, com o início dos trabalhos do Mister. Além do camisa 7, outros grandes nomes que disputaram o Mundial também foram chamados, como Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rafael Leão, João Félix, Vitinha e João Neves.

    Lista de convocados

    • Goleiros: Diogo Costa, Rui Silva e Samuel Soares.
    • Defensores: João Cancelo, Diogo Dalot, Rúben Dias, Tomás Araújo, Renato Veiga, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Nuno Tavares.
    • Meio-campistas: João Palhinha, Rúben Neves, Vitinha, João Neves, Bernardo Silva e Bruno Fernandes.
    • Atacantes: Francisco Conceição, Francisco Trincão, Rafael Leão, Pedro Neto, João Félix, Cristiano Ronaldo, Gonçalo Ramos e Fábio Silva.

    É importante relembrar que Jorge Jesus assumiu o comando de Portugal após o fim da Copa do Mundo de 2026, substituindo Roberto Martínez, que deixou o cargo ao término do Mundial.

  • Roberto Martínez deixa o comando da Seleção de Portugal; Jorge Jesus é o favorito para assumir o cargo

    Roberto Martínez deixa o comando da Seleção de Portugal; Jorge Jesus é o favorito para assumir o cargo

    Fim de ciclo! Roberto Martínez não é mais técnico da Seleção de Portugal. O espanhol anunciou o fim do seu ciclo na entrevista coletiva após a eliminação da equipe para a Espanha por 1 a 0 nesta segunda (05), nas oitavas de final da Copa do Mundo.

    “É certo, é meu último jogo com a seleção de Portugal. Agradeço ao povo português, foi um período incrível, um orgulho que não posso descrever. A força, a energia que tivemos de todos. Foi incrível. Levo comigo uma memória para toda a vida”, afirmou Martínez.

    “Levo comigo uma trajetória marcada pela consistência: o número de gols, o número de pontos conquistados e o trabalho desenvolvido na seleção, onde o tempo para treinar é sempre limitado. Conseguimos implementar nossa ideia de jogo, fazer a equipe evoluir e dar oportunidade para muitos jogadores representarem Portugal. Isso é muito importante”, declarou.

    Martínez assumiu a Seleção de Portugal no início de 2023, substituindo Fernando Santos, comandante que esteve à frente da equipe na eliminação que acontece nas quartas de final da Copa do Mundo de Catar, no ano anterior. O espanhol assinou contrato até o fim da edição de 2026, deixando claro desde o início que não permaneceria.

    O treinador espanhol foi o terceiro estrangeiro a comandar a Seleção de Portugal em Copas do Mundo. Anteriormente, o feito eram apenas dos brasileiros Otto Glória, em 1966, e Felipão, em 2006.

    Sob o comando de Portugal, Martínez caiu nas quartas de final da Eurocopa de 2024, nos pênaltis para a França. Contudo, o treinador esteve à frente da equipe na conquista da Liga das Nações, nos pênaltis em cima da Espanha.

    “Levo comigo um legado do qual tenho muito orgulho e espero que os torcedores portugueses se lembrem de tudo o que minha comissão técnica e eu procuramos entregar ao longo desses três anos e meio: dedicação total, profissionalismo e o compromisso de servir Portugal da melhor maneira possível. Saio profundamente grato por todas as lembranças e momentos que construímos juntos”, finalizou.

    Mister chegando

    A Seleção de Portugal já sabe quem será o responsável para assumir a equipe no próximo ciclo e dá como certo a chegada de Jorge Jesus para ocupar o lugar deixado por Roberto Martínez, após a eliminação para a Espanha na Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, nas oitavas de final.

    De acordo com o jornal ‘A Bola”, o treinador irá se reunir com o presidente da federação portuguesa quando a delegação lusa chegar ao país, onde assinará o contrato.

    Sem clube desde que decidiu deixar o Al-Nassr em maio, JJ é visto como o nome ideal para iniciar o novo ciclo para o Mundial de 2030, que será disputado no próprio país, uma das sedes junto Marrocos e Espanha.

  • Jorge Jesus anuncia saída do Al-Nassr, após título com Cristiano Ronaldo; confira

    Jorge Jesus anuncia saída do Al-Nassr, após título com Cristiano Ronaldo; confira

    Jorge Jesus conquistou mais um título em sua vitoriosa carreira como treinador nesta quinta-feira (21), ao se sagrar campeão saudita com o Al-Nassr. A equipe do “Mister” garantiu o troféu após a goleada por 4 a 1 sobre o Damac, com dois gols de Cristiano Ronaldo. No entanto, após a partida, o técnico confirmou que deixará o clube.

    JJ afirmou estar com a sensação de dever cumprido, já que conseguiu cumprir a promessa feita a Cristiano Ronaldo de conquistar um título nacional.

    “É uma vitória de todos. Foi um projeto difícil. Quando aceitei esse desafio, sabia que seria complicado porque do outro lado estava o Al-Hilal, equipe que eu praticamente ajudei a construir. E, para vencer o Al-Hilal, teríamos que ser muito melhores. E fomos, porque montamos um grupo muito unido. Esta é uma vitória de todos, principalmente para o Cris, que ainda não tinha conquistado nenhum título na Arábia Saudita”, declarou o treinador em entrevista ao canal “Goat”.

    “Só aceitei esse desafio porque disse a ele: ‘Vou te ajudar a ser campeão, vamos ganhar o título e depois vou embora’, que é o caso. Acabou. Para mim, acabou. Foi o último jogo que fiz pelo Al-Nassr”, completou o Mister.

    Apesar de encerrar sua passagem pelo Al-Nassr, Jorge Jesus ainda não definiu qual será seu próximo destino. A única certeza, no momento, é que passará férias em Portugal e, possivelmente, alguns dias no Rio de Janeiro.

    “Vou para Portugal, passar dois ou quatro dias de férias. Depois penso em ir ao Brasil, ao Rio. Mas não para treinar. Vou ao Brasil apenas para descansar”, afirmou, deixando claro que não possui nenhum objetivo profissional no momento.

    Primeiro título do Sauditão

    Após quatro temporadas, Cristiano Ronaldo finalmente conquistou seu primeiro título do Campeonato Saudita com o Al-Nassr, contribuindo com dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Damac.

    Com os gols marcados, o português chegou à impressionante marca de 973 gols na carreira, aproximando-se ainda mais do tão sonhado milésimo gol. O craque se emocionou e chorou no gramado após balançar as redes pela segunda vez na partida.

  • Por que técnicos estrangeiros seguem dividindo opiniões? Entenda toda situação

    Por que técnicos estrangeiros seguem dividindo opiniões? Entenda toda situação

    O futebol brasileiro sempre foi conhecido por exportar talentos, tanto jogadores quanto treinadores. Contudo, a recepção de comandantes estrangeiros nem sempre é calorosa, o que dificulta na adaptação dos técnicos quando chegam em determinados clubes.

    Mesmo com conquistas e campanhas históricas de técnicos como Abel Ferreira no Sociedade Esportiva Palmeiras, a presença de estrangeiros no comando de clubes brasileiros a desconfiança segue sendo o principal empecilho para o desenrolar do “casamento” longevo.

    O Portal Camisa12 vai te falar os motivos dos técnicos estrangeiros dividindo opiniões no país.

    Início da chegada

    Em um país acostumado a formar treinadores e defender sua própria identidade futebolística, um técnico estrangeiro desembarca no Brasil, ele raramente chega apenas com um plano tático, mas essas chegadas não são uma novidade.

    A presença de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro não é algo totalmente novo, mas sim uma situação que foi vista por muito tempo como algo raro. Historicamente, os clubes do país sempre priorizaram técnicos nacionais, em parte por acreditarem que apenas quem cresceu dentro da cultura do futebol brasileiro entenderia melhor o estilo de jogo e o ambiente dos clubes. Contudo, com o passar do tempo, alguns estrangeiros chegaram a trabalhar no Brasil, mas eram casos pontuais, não uma tendência dos tempos atuais.

    Mas a partir da década de 2010, o cenário começou a mudar, principalmente por conta da influencia de dirigentes, jornalistas e de boa parte da torcida questionar o nível de atualização dos treinadores brasileiros. Por conta das constantes eliminações e derrotas em competições internacionais e a grande instabilidade no comando dos times, com demissões frequentes e pouca continuidade de trabalho, os olhos começaram a se voltarem para fora do Brasil.

    Toda essa mudança começou ao mesmo tempo que o futebol europeu e até mesmo as demais ligas sul-americanas sendo vistas como mais avançados em aspectos táticos, metodológicos e de preparação física, com o Brasil sendo algo ultrapassado, mas isso até o final dos anos de 2010.

    A grande virada aconteceu em 2019, com a chegada do técnico português Jorge Jesus ao Clube de Regatas do Flamengo. Sob seu comando, o clube carioca conquistou a Copa Libertadores da América e o Campeonato Brasileiro Série A, tudo no mesmo ano, apresentando um futebol ofensivo, intenso e organizado que chamou a atenção de todo o país todo. Por conta do grande sucesso, muitos dirigentes passassem a enxergar os treinadores estrangeiros como uma alternativa para modernizar suas equipes.

    Após o sucesso do “Mister”, a presença de técnicos de fora do país aumentou significativamente. Nomes como Jorge Sampaoli, Vítor Pereira e Abel Ferreira passaram a assumir clubes importantes do Brasil. Este último colocando seu nome na história e podemos até dizer, transformando-se no maior treinador estrangeiro que atuou no Brasil.

    À frente do Palmeiras, Abel Ferreira conquistou uma série de títulos importantes e se tornou o treinador mais vitorioso da história do clube, tendo no currículo: duas vezes a Copa Libertadores da América (2020 e 2021), uma Recopa Sul-Americana (2022), dois campeonatos Brasileiros (2022 e 2023), uma Copa do Brasil (2020), uma Supercopa do Brasil (2023) e quatro Paulistão (2022, 2023, 2024 e 2026), totalizando 11 troféus pelo Verdão.

    Motivos pela desconfiança

    Até os dias de hoje, A presença de técnicos estrangeiros no futebol costuma dividir opiniões porque envolve questões de identidade, mercado de trabalho e resultados esportivos. Muitos torcedores e até profissionais do futebol acreditam que o estilo de jogo de um país faz parte da sua cultura, e por isso defendem que comandantes locais entendem melhor a forma de jogar, a pressão da torcida e as características do campeonato, devendo sempre ser a prioridade.

    As principais motivações citadas quando um estrangeiro assume um clube são: se ele conseguirá se adaptar ao idioma, ao calendário intenso e às particularidades do futebol do país. Contudo, muitos defendem a chance modernizar o futebol nacionais, com uma visão de quem chega de fora.

    Treinadores que fizeram história no Brasil

    • Filpo Núñez (argentino): Treinou vários clubes no Brasil, mas foi no Palmeiras que fez história e conquistou vários títulos.
    • Jorge Jesus (português): Passagem vitoriosa pelo Flamengo.
    • Abel Ferreira (português): Treinador estrangeiro com maior número de títulos na história do Palmeiras e segue escrevendo mais capítulos vitoriosos.
    • Jorge Sampaoli (argentino): Com passagens pelo Santos, Atlético-MG e Flamengo.

    A presença de técnicos estrangeiros no futebol segue gerando debates pelo fato de envolver tradição, identidade esportiva e disputa por espaço no mercado de trabalho. Enquanto alguns defendem que profissionais de fora trazem novas ideias, métodos e experiências que podem elevar o nível das equipes, outros acreditam que os treinadores nacionais também possuem capacidade e conhecimento suficientes para comandar os clubes. Assim, a discussão continua aberta, mostrando que o futebol não é apenas um jogo, mas também um espaço de diferentes visões sobre desenvolvimento, cultura e inovação no esporte.

  • O Brasil precisa abrir as janelas 

    O Brasil precisa abrir as janelas 

    Durante o Fórum Brasileiro de Treinadores, disse que torcia para que Carlo Ancelotti tivesse sorte na Copa do Mundo e, depois, deixasse o cargo para um técnico brasileiro.

    A frase foi dita num evento em que o próprio Ancelotti estava no palco, e rapidamente viralizou.
    A cena, por si só, já seria constrangedora. Mas o que veio depois foi ainda pior: Oswaldo recusou-se a pedir desculpas, disse que não falou nada de errado e reafirmou a convicção de que o comando da Seleção deve ser de um brasileiro.

    Nada contra o patriotismo, eu também preferiria que o meu selecionador de Portugal fosse, de facto, português, mas há momentos em que o patriotismo soa a medo.

    O episódio foi vergonhoso porque revelou um pensamento que ainda me choca no futebol brasileiro: o receio do que vem de fora e o medo de ser substituído.

    Foto: Reprodução / YouTube / FBTF

    Quando o orgulho vira obstáculo  

    Renato Gaúcho também já deu declarações com o mesmo tom:

    “Do jeito que falam, parece que chegaram 100 portugueses e 90 tiveram sucesso. A paciência que a imprensa brasileira tem com o estrangeiro, não tem com o brasileiro.”

    Vanderlei Luxemburgo também já tinha ido pelo mesmo caminho meses antes, dizendo que “os portugueses não inventaram o futebol moderno”.

    Essa narrativa tem um problema simples: os estrangeiros que chegaram realmente tiveram sucesso.

    Jorge Jesus transformou o Flamengo num rolo compressor e virou lenda em poucos meses.
    Abel Ferreira criou um império no Palmeiras, continua empilhando taças e está novamente numa final da Libertadores.
    Pedro Caixinha levou o Bragantino a uma classificação histórica.
    Leonardo Jardim, campeão francês com o Mónaco frente ao todo-poderoso PSG, está a brilhar num Cruzeiro que tenta renascer do caos.
    Artur Jorge foi campeão da Libertadores com o Botafogo…

    Até Vítor Pereira, tão criticado, conseguiu eliminar o Boca na Bombonera com um dos piores Corinthians de sempre.

    Não chegaram 100, e nem todos tiveram resultados.
    Sejamos honestos: não são todos bons.
    Mas os que venceram… venceram a sério.

    O espetáculo do Craque Neto  

    No meio disso tudo, o meu favorito e sempre imprevisível Craque Neto não podia ficar de fora.
    Mandou Leonardo Jardim “voltar pra sua terra” e fez do caso um show.

    E eu confesso: me entretenho muito com o Craque Neto.
    É carismático, autêntico, engraçado, mas às vezes passa-se da cabeça.

    E quando a paixão ultrapassa a razão, o debate perde-se.
    Jardim não desrespeitou o Brasil. Pelo contrário: quis vê-lo melhor.

    A ironia do destino

    É curioso notar que, entre tantos nomes, talvez o melhor técnico brasileiro da atualidade seja Filipe Luís, e ele é um produto da escola europeia.
    Aprendeu tática, estrutura e mentalidade no Velho Continente.

    É quase poético: o futuro dos tecnicos brasileiros seja um gajo moldado em Madrid e Londres.

    O que isso mostra?
    Que o intercâmbio é necessário.
    Que ninguém evolui trancado na própria bolha.

    E sabem quem entendeu isso muito bem? A Arábia Saudita.

    Sergio Conceição e Jorge Jesus - Técincos de Al Itthiad e Al Nassr - Foto retirada de : CNN Portugal

    O risco do isolamento  

    A Arábia está a crescer, claro, com dinheiro infinito, mas o que realmente faz diferença é a estratégia.

    Eles vão buscar o conhecimento dos melhores, contratam técnicos de ponta, montam estruturas modernas e aprendem todos os dias.

    E não duvidem: em breve vão surgir grandes talentos árabes, tanto dentro das quatro linhas como a comandar.

    No sentido oposto está a Rússia.
    Claro que a guerra os tirou do mapa, mas mesmo antes disso a liga russa já vivia algo semelhante ao que se vê hoje no Brasil.

    Era uma das mais ricas do mundo, tinha jogadores talentosos — obviamente, menos artísticos, mais objetivos — e estádios de primeiro nível.
    Mas fechou-se.

    Recusava treinadores estrangeiros e os jogadores quase não saíam do país.

    Resultado: estagnação.

    Abrir as janelas  

    O futebol brasileiro tem uma das torcidas mais apaixonadas do mundo, estádios cheios e clubes com poder financeiro cada vez maior.
    Mas ainda falta algo essencial: abrir as janelas e deixar o vento entrar.

    Importar ideias não é perder identidade, é fortalecê-la.
    E, felizmente, já há sinais de mudança.

    Os clubes brasileiros e a CBF já estão a abrir os olhos, a olhar para fora, a buscar referências, a aprender.

    Quem ainda está revoltado são os técnicos, e é normal.
    Quando se muda uma cultura, há sempre resistência.
    Mas o que importa é que a mudança começou.

    O problema não é a nacionalidade. Até porque os portugueses, de facto, não inventaram o futebol moderno como diz o Luxemburgo mas tiveram a capacidade de querer aprender com quem traz algo novo.

    E, sinceramente, se for pra evoluir, que venham mais estrangeiros.
    Tanto o futebol brasileiro e o português só têm a ganhar.

    O técnico do Porto, é Francesco Farioli, um italiano que vai em primeiro na classificação.

    É cíclico.

    E eu prometo continuar assistindo o Craque Neto, só pra rir um pouco no meio do caos.

    Se algum dia ler isto, Neto, me convide para o Donos da Bola.