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  • Adversário do Brasil na Copa do Mundo, Marrocos se consolida como potência do futebol africano

    Adversário do Brasil na Copa do Mundo, Marrocos se consolida como potência do futebol africano

    Atualmente vista como a principal força do continente africano, a Seleção do Marrocos levou um banho de água fria ao ser derrotada pelo Senegal na final da Copa Africana de Nações neste último domingo (18), em um jogo totalmente caótico com direito a pênalti decisivo perdido e gol na prorrogação. Contudo, a equipe marroquina segue sendo uma ameaça para o Brasil na disputa da Copa do Mundo.

    Integrante do Grupo C, composto por Haiti, Escócia e Brasil, a seleção africana será o adversário de estreia do time comandado por Carlo Ancelotti, no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium.

    O Portal Camisa12 vai te contar tudo sobre a Seleção do Marrocos e abrir sua mente sobre a periculosidade do time africano na fase de grupos do mundial.

    Trajetória

    Ao longo da sua história, o Marrocos participou de seis edições de Copa do Mundo (1970, 1986, 1994, 1998, 2018 e 2022), com a disputa deste ano sendo sua sétima.

    Depois da campanha histórica no Catar, em 2022, quando alcançou as semifinais e se tornou a primeira seleção africana a chegar tão longe em um Mundial, finalizando na quarta posição, o Marrocos passou a ser visto como um adversário de alto nível, especialmente em jogos grandes, como contra o Brasil.

    Naquela edição de 2022, o Marrocos eliminou Espanha e Portugal, destacando-se por sua forte organização defensiva, consolidando-se definitivamente como uma das grandes forças do futebol africano e mundial, além de um time consolidado e respeitado internacionalmente.

    Evolução

    Marcada pelo crescimento gradual, organização e uma forte identidade com as raízes futebolísticas, o Marrocos começou a ganhar relevância internacional a partir da década de 1970, quando passou a competir com mais regularidade em Copas do Mundo e torneios africanos. Destacou-se por ser uma das seleções mais estruturadas do continente, beneficiada por uma forte ligação com o futebol europeu, especialmente com a França, Espanha e Bélgica, países onde muitos jogadores marroquinos nasceram ou se formaram.

    Nos anos seguintes, o Marrocos demonstravam ser competitivos, mas atuavam de maneira irregular. A virada começou nos anos 2000 e se intensificou na década de 2010, quando a federação marroquina passou a investir pesado em infraestrutura, categorias de base e formação de treinadores. O maior símbolo desse projeto foi a criação do Complexo Mohammed VI de Futebol, um dos centros de treinamento mais modernos da África.

    Outro fator que tornou-se decisivo para essa melhoria foi a estratégia de integrar jogadores da diáspora, filhos de marroquinos nascidos e formados na Europa, sem abrir mão da identidade nacional. Com essa alternativa, o país africano conseguiu unir talento técnico, senso de pertencimento e a forte disciplina tática europeia que tanto se inspirava.

    Ficou evidente que todas essas mudanças apenas beneficiaram o Marrocos, principalmente na disputa a Copa do Mundo de 2022, uando a seleção apresentou um futebol extremamente organizado, sólido defensivamente e mentalmente forte, eliminando seleções tradicionais como Espanha e Portugal e alcançando a semifinal, dando trabalho para a França na penúltima partida em que disputou no torneio mundial.

    É bom explicar que essa campanha não foi um acaso ou sorte como muitos chegaram a cogitar, mas o resultado de todos os anos de planejamento e investimento de um país em um sonho, tornando-se um modelo para outras seleções africanas, mostrando que estrutura, identidade e continuidade podem transformar uma seleção competitiva em uma verdadeira potência internacional.

    Pontos fortes

    O Marrocos é uma equipe extremamente disciplinada defensivamente, que sabe jogar sem a bola, fecha bem os espaços e explora com eficiência as transições rápidas, tudo graças a identidade construída pelo técnico Walid Regragui.

    O ex-lateral-direito marroquino de origem francesa assumiu o comando da seleção em 2022 para a disputa do mundial daquele ano, entrando para a história do continente africano ao terminar na quarta posição, sendo bastante elogiado por sua metodologia.

    O Brasil terá um difícil problema em 2026 pelo fato do Marrocos não se intimidar com camisas pesadas, apostando em linhas compactas, intensidade física e saídas velozes pelos lados do campo. Na verdade, é uma equipe que não costuma se expor de maneira ingênua e que exige paciência do adversário, caso queira adentrar sua defesa.

    Craques

    Dona de uma geração de ouro, os atletas foram fundamentais para sua consolidação como potência africana e até mundial, combinando experiência internacional, alto nível tático e forte identidade com a seleção, tendo como destaques:

    • Achraf Hakimi: Principal símbolo dessa geração, o lateral-direito moderno, rápido e técnico, destaca-se tanto na defesa quanto no ataque e atua em clubes de elite do futebol europeu. Sua liderança e intensidade fazem dele uma das principais referências da equipe.
    • Hakim Ziyech: Com uma grande qualidade técnica, visão de jogo e um chute preciso com a perna esquerda, o jogador é responsável pela criatividade ofensiva e pelas bolas paradas. Mesmo convivendo com momentos de instabilidade na carreira, sempre teve papel decisivo quando vestiu a camisa do Marrocos.
    • Yassine Bounou: Com grandes defesas, frieza em momentos de pressão e destaque nas disputas por pênaltis, especialmente contra a Espanha em 2022, ele se consolidou como um dos melhores goleiros da história da seleção.
    • Brahim Díaz: Destaca-se pelo drible curto, criatividade, mobilidade entre linhas e capacidade de decidir jogos, fez o Marrocos ganhar mais improviso, velocidade mental e poder de criação, reforçando sua ambição de se manter entre as seleções mais competitivas do cenário internacional. É bom relembrar que, o jogador optou oficialmente por jogar pelo Marrocos em 2024, após ter defendido seleções de base da Espanha, ou seja, ele não esteve presente no time histórico da Copa do Catar.
  • Senegal é campeão da Copa Africana em jogo repleto de reviravoltas

    Senegal é campeão da Copa Africana em jogo repleto de reviravoltas

    A seleção levou o troféu após vencer Marrocos por 1 a 0

    Marrocos e Senegal se enfrentaram no último domingo (18) em partida válida pela final da Copa Africana de Nações. As emoções do jogo ficaram para depois dos 90 minutos, quando o treinador de Senegal Pape Thiaw ordenou que sua equipe se retirasse do gramado após a cobrança de um pênalti polêmico. Entretanto, os jogadores retornaram com o chamado de Sadio Mané e se sagraram campeões depois de Marrocos errar a penalidade e sofrer um gol na prorrogação.

    Brahim Diaz e Mendy na cobrança do pênalti.
    Foto: Paul ELLIS / AFP

    O jogo ficou marcado pela atuação dos dois goleiros, do lado marroquino Bono, fez uma bela atuação impedindo a derrota de sua seleção no tempo normal. Do outro lado, Mendy fez uma partida sólida, e defendeu o pênalti de Brahim Diaz no último minuto, que chutou de cavadinha, no meio do gol. Na prorrogação, Pape Gueye, do Villareal, marcou de fora da área e fez de Senegal bicampeão da Copa Africana de Nações.

    Senegal chegou na final depois de ficar em primeiro no seu grupo com Congo, Benin e Botsuana e eliminar Sudão, Mali e Egito no mata mata. Por outro lado, Marrocos passou também em primeiro no seu grupo, com Mali, Comores e Zâmbia, e então deixou pra trás Tanzânia, Camarões e Nigéria.

    Pape Gueye comemorando seu gol.
    Foto: Torbjorn Tande/DeFodi Images/Getty Images

    A ascensão recente das seleções

    A final colocou frente a frente as duas melhores seleções africanas no ranking, Marrocos em 11º e Senegal em 19º. A seleção marroquina que, na última Copa do Mundo terminou em quarto lugar, eliminando Portugal de Cristiano Ronaldo, e neste ano enfrentará Brasil, Escócia e Haiti pelo grupo C do torneio. Já Senegal, levou o bi da Copa Africana, já que tinha vencido em 2022, esse ano disputará a classificação do grupo I da Copa com Noruega, França e mais um país da repescagem.

  • Técnico de Marrocos encara estreia contra o Brasil como «um sonho» e projeta objetivos maiores no Mundial

    Técnico de Marrocos encara estreia contra o Brasil como «um sonho» e projeta objetivos maiores no Mundial

    Walid Regragui, arquiteto da campanha semifinalista de 2022, destacou a honra de enfrentar o “país do futebol” e afirmou que a sua seleção entrará em campo no dia 13 de junho sem o rótulo de zebra.

    O sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 definiu que o Brasil terá um adversário de peso logo na estreia: a seleção de Marrocos, semifinalista da última edição do Mundial. O reencontro entre as duas equipes, que acontecerá no dia 13 de junho de 2026 e abrirá os trabalhos do Grupo C, é encarado com grande entusiasmo pelo técnico marroquino, Walid Regragui.

    O treinador, que está há quatro anos no comando dos africanos, não escondeu a emoção ao comentar o desafio contra a Seleção Canarinho.

    «Jogar contra o Brasil é um sonho para todos. É uma honra, para nós o Brasil é o país do futebol, e para os marroquinos é um exemplo. Nós respeitamos demais a Seleção, mas vamos olhar nos olhos, será um grande jogo. Que ganhe o melhor», declarou Regragui, em entrevista.

    O técnico destacou que este confronto carrega uma dimensão especial para a história do futebol marroquino, que busca se consolidar entre as potências mundiais.

    Marrocos quer manter o alto nível sem ser zebra

    Walid Regragui assumiu o comando de Marrocos apenas três meses antes da Copa do Mundo de 2022, sendo o grande arquiteto da campanha que surpreendeu o mundo e levou a equipe até as semifinais. Agora, com o estatuto de semifinalista, Regragui projeta objetivos maiores e rejeita o rótulo de zebra.

    O treinador deixou claro que a ambição do time está elevada, mesmo em um grupo que ainda conta com Escócia e Haiti.

    «Nesta primeira fase o importante é passar, é o que esperamos. Nós fizemos bonito em 2022, e agora queremos estar no mesmo nível no nosso grupo, passar para a próxima fase. O ideal é ter o Marrocos sempre em alto nível», complementou, indicando que o foco está em garantir a classificação para a próxima etapa.

    O respeito por Ancelotti e a evolução brasileira

    Regragui também reconheceu a evolução do Brasil desde a chegada do técnico italiano Carlo Ancelotti e o impacto que o novo comando traz ao time.

    «O Brasil tem bons jogadores e um dos melhores treinadores da história, e acho que o Carlo vai dar serenidade e tranquilidade para a equipe», avaliou. Apesar do respeito, o treinador marroquino mantém a confiança em um confronto aberto: «Mas em um jogo tudo pode acontecer. Queremos representar uma boa imagem do futebol marroquino.»

    Brasileiros e marroquinos já se enfrentaram anteriormente na Copa do Mundo de 1998, quando o Brasil venceu na fase de grupos por 3 a 0. O amistoso de março de 2023, no entanto, serve como um alerta para a Canarinho, pois Marrocos venceu por 2 a 1. A estreia das duas seleções no Grupo C será no dia 13 de junho de 2026.

  • Brasil vence Marrocos no sufoco e avança à semifinal do Mundial Sub-17

    Brasil vence Marrocos no sufoco e avança à semifinal do Mundial Sub-17

    A Seleção Brasileira Sub-17 garantiu a classificação para as semifinais da Copa do Mundo após uma partida de tirar o fôlego contra Marrocos. A vitória por 2 a 1 foi decidida no último lance, com o atacante Dell marcando os dois gols da equipe no confronto.

    A trajetória dramática do Brasil no Mundial Sub-17 ganhou mais um capítulo eletrizante nesta sexta-feira. Após sobreviver a duas disputas de pênaltis seguidas, contra Paraguai e França, a jovem Seleção Canarinho teve que lutar até o apagar das luzes para superar Marrocos nas quartas de final.

    Apesar de enfrentar uma equipe africana que impôs dificuldades, o Brasil começou a partida com mais tranquilidade na construção das jogadas e não demorou para sair na frente.

    Créditos: Mohamed Farag – FIFA/FIFA via Getty Images

    Dell abre e fecha o placar com emoção

    O primeiro gol brasileiro nasceu aos 16 minutos do primeiro tempo. Após uma boa triangulação ofensiva, Ruan Pablo conseguiu avançar pela direita e fez um cruzamento preciso. O atacante Dell demonstrou oportunismo ao se antecipar à marcação e finalizar, balançando as redes para abrir o placar.

    Com a vantagem, o Brasil diminuiu o ritmo, permitindo que a seleção marroquina crescesse nos minutos finais da primeira etapa. O castigo veio nos acréscimos. Após uma jogada individual, El Aoud invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Angelo. O árbitro assinalou a penalidade máxima, e Ziyad Baha converteu a cobrança com força no meio do gol, deixando o placar empatado em 1 a 1 antes do intervalo.

    O drama se estende até o último minuto

    Na volta para o segundo tempo, o Brasil tentou recuperar o ímpeto e pressionar, criando boas chances com Caíque e Pietro Tavares. Contudo, a defesa marroquina se manteve organizada, e o fantasma da prorrogação e, consequentemente, de uma terceira disputa de pênaltis consecutiva, pairava sobre a equipe brasileira.

    Foi somente no último lance da partida, aos 49 minutos, que a estrela do herói do dia voltou a brilhar. Em uma jogada de insistência, Thiaguinho desviou a bola de cabeça, e Dell demonstrou frieza e técnica ao receber o passe. O camisa 9 conseguiu driblar o goleiro adversário com o peito e empurrou a bola para o gol vazio, sacramentando a vitória por 2 a 1 e garantindo a vaga nas semifinais.

    Com o triunfo suado, o Brasil segue firme na busca pelo título da Copa do Mundo Sub-17, mostrando resiliência e a capacidade de decidir o jogo nos momentos mais críticos. A equipe agora aguarda o adversário para a disputa da semifinal.