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  • Arrascaeta desbanca Messi e é eleito Rei da América

    Arrascaeta desbanca Messi e é eleito Rei da América

    Premiação elege melhor jogador do ano nas Américas.

    O jornal uruguaio El País anunciou na madrugada desta quarta-feira (31) que Giorgian de Arrascaeta, do Flamengo, é o novo Rei da América. O jogador do Flamengo superou Lionel Messi, do Inter Miami, e Adrián Martínez, do Racing, que ocuparam a segunda e terceira posição do prêmio, respectivamente.

    Em 2025 Arrascaeta conseguiu a Libertadores, o Brasileirão, a Supercopa do Brasil e o Carioca, sendo fundamental na conquista desses troféus, levando o prêmio de melhor jogador do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. Em números, o uruguaio fez 25 gols e deu 20 assistências em 64 jogos, menos que seu adversário Lionel Messi que em 49 jogos marcou 43 gols e deu 26 assistências. Entretanto, o nível de disputa sul-americano pesou mais para a votação.

    Arrascaeta erguendo o troféu do Brasileirão.
    Foto: Adriano Fontes/Flamengo

    Desde que chegou ao Flamengo, Arrascaeta vem acumulando conquistas individuais e coletivas. Apesar de ser a primeira vez que vence o prêmio, já havia ficado no pódio outras duas vezes, em 2019 e 2022. Além disso, é o jogador com mais títulos na história do Flamengo – ao lado de Bruno Henrique – com 17 conquistas.

    Outras Premiações

    Além de Arrascaeta, outros jogadores do Flamengo foram premiados. Filipe Luís foi eleito melhor treinador da América e a melhor seleção do continente contou com seis jogadores do clube carioca, confira:

    • Goleiro: Rossi (Flamengo)
    • Defensores: Danilo (Flamengo), Gustavo Gómez (Palmeiras), Leó Pereira (Flamengo) e Varela (Flamengo)
    • Meio-campistas: Sosa (Racing), Pulgar (Flamengo) e Arrascaeta (Flamengo)
    • Atacantes: Flaco López (Palmeiras), Lionel Messi (Inter Miami) e Adrián Martínez (Racing)
    Filipe Luís na final do Intercontinetal
    Foto: Adriano Fontes/Flamengo

    Por sua vez, Gabi Zanotti, campeã com o Corinthians, superou Marta e venceu a premiação de melhor jogadora do ano ano pelo segundo ano seguido.

    Últimos Reis da América

    Estes foram os últimos dez vencedores do prêmio:

    • 2025: Arrascaeta (Flamengo)
    • 2024: Luiz Henrique (Botafogo)
    • 2023: Cano (Fluminense)
    • 2022: Pedro (Flamengo)
    • 2021: Julián Alvarez (River Plate)
    • 2020: Marinho (Santos)
    • 2019: Gabriel Barbosa (Flamengo)
    • 2018: Pity Martínez (River Plate)
    • 2017: Luan (Grêmio)
    • 2016: Borja (Atlético Nacional)
  • O Rosario Central, talvez, seja campeão da Argentina.

    O Rosario Central, talvez, seja campeão da Argentina.

    Acordei hoje com várias mensagens no grupo privado que tenho no Instagram com dois grandes amigos, onde falamos sobretudo de futebol, combinamos jogos e discutimos tudo o que mexe com a bola. A grande questão é que um deles é argentino, adepto do River Plate, e hoje estava revoltado. Dizia que o campeonato argentino é uma vergonha e que não entende como o país de Messi e Maradona pode ter uma liga tão fraca. E sinceramente, digo exatamente o mesmo.

    O futebol argentino encanta-me pelas torcidas, pela paixão e pela intensidade única que só um argentino consegue transmitir. Mas depois olho para as competições internas e é impossível não ficar desiludido. Até queria explicar como funciona tudo aquilo, mas é praticamente impossível entender. Eles têm a Copa Argentina, o Trofeo de Campeones, a Supertaça Argentina, o Apertura, o Clausura, outra supertaça qualquer e ainda um troféu anual que o Rosario Central venceu ontem, um título decidido literalmente no próprio dia. É absurdo e caricato.

    Formato das competições argentinas – Foto: X/@sudanalytics_

    Claro que com isto surgem teorias de que o Boca Juniors e o Rosario Central estão a ser beneficiados porque os campeões do mundo Paredes e Di María regressaram ao país, algo cada vez menos comum. Diz-se que isto seria uma forma de agradecimento, uma compensação por valorizarem o campeonato ao voltar. Mas não, não é assim que se valoriza competição nenhuma.

    Se a Argentina quer competir com o Brasil, seja na Libertadores, na Sul Americana ou no mercado global, precisa de um modelo sólido, credível e atrativo. E sabem o que ajudava? Copiar o modelo que quase todo o mundo usa: uma liga normal, com jogos entre todas as equipas, uma época e um campeão. Parece simples, mas na Argentina conseguem complicar até o mais básico.

    E depois existem decisões que ultrapassam o absurdo. Claudio Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino, decidiu, a dez jornadas do fim do campeonato, que nesta época não haveria descidas de divisão. A razão é simples: a liga vai aumentar de vinte e oito para trinta equipas, por isso sobe gente e não desce ninguém. O último classificado é o Barracas Central, totalmente a salvo. Até aqui já seria polémico, mas agora reparem nesta coincidência deliciosa. Claudio Tapia foi presidente do Barracas Central, o estádio do clube chama-se Claudio Tapia, o atual presidente do Barracas Central é Matías Tapia, filho de Claudio, e o capitão da equipa é Iván Tapia, outro filho. Tudo limpíssimo e muito profissional.

    Claudio Tapia a beijar a Copa do Mundo de 2022 - foto: X/@lautiwav

    E depois perguntam porque ninguém leva a competição a sério. Eu digo mesmo: ninguém quer ver isto.

    Mas vamos às soluções, porque criticar é fácil e apresentar alternativas é mais difícil. Aqui está a receita para melhorar o futebol argentino. Uma liga com vinte equipas, como acontece nas principais ligas do mundo. Jogos entre todas as equipas, duas voltas e um campeão por época. Os três últimos descem para uma segunda divisão organizada da mesma forma. Simples, justo e competitivo.

    E existe ainda uma solução ambiciosa que podia mudar tudo: unir as ligas da Argentina e do Uruguai numa liga da região do Rio da Prata. Penarol, Nacional, Boca, River, Racing, Independiente… seria uma competição de enorme qualidade. Valorizava os dois países, aumentava o nível competitivo, fortalecia as seleções e criava condições reais para rivalizar com o Brasil. Se a união não for possível, que cada país siga a mesma receita de forma independente.

    Porque não é o regresso de Di María, com todo o respeito pela lenda, que vai fazer o mundo olhar para a liga argentina. Muito menos que vai aproximar a Argentina do Brasil. É somente para encantar e tapar os olhos aos argentinos.

    Eu continuo a querer ir à Argentina ver um jogo, é um sonho que tenho. Mas se o futebol argentino continuar assim, o cenário vai tornar-se quase irreversível. E vou continuar a ouvir o meu amigo do River, chateado, a contar histórias de quando eram dominantes na América do Sul.

    A verdade é que a Argentina ainda pode voltar ao topo. Mas não com este campeonato, não com estas competições e muito menos com esta liderança.

  • Cristiano Ronaldo ganhar a Copa do Mundo seria poético

    Cristiano Ronaldo ganhar a Copa do Mundo seria poético

    Eu sei que ainda falta e eu sei que os fãs do Messi já vêm comentar que o argentino já ganhou. Mas a questão não é só para os leitores do Portal Camisa12, mas para os fãs de futebol: não seria poético Cristiano Ronaldo ganhar a Copa do Mundo 2026?

    Tenho vários argumentos para convencer os mais céticos. O primeiro é que, muito provavelmente, será o último Mundial de Cristiano Ronaldo. Vai ter 41 anos, mas também não me surpreendia se aos 45 anos ainda quisesse jogar o Mundial 2030, visto que é co-organizado por Portugal.

    A idade pesa, o último grande torneio, 20 anos depois daquela edição na Alemanha que Portugal chegou às semifinais… era “giro”!

    Depois, eu sei que os adeptos, inclusive eu, acreditam que CR7 apenas está à espera de chegar ao gol 1000 para terminar a carreira. Faltam 54… não seria impossível atingir a marca na Copa do Mundo 2026. E não me façam sonhar com o gol 1000 sendo na final que eu fico já eufórico!

    O último argumento que eu quero utilizar baseia-se na rivalidade com Messi. Eu sei que cada um tem os seus preferidos, mas com ambos a chegarem ao fim de carreira não parece que cada um de nós está mais a ignorar essa discussão e mais a aproveitar os últimos momentos?

    Desse ponto de vista mais amigável e menos rival, para o futebol ser justo e bonito para todos, Cristiano Ronaldo também devia ganhar uma Copa do Mundo.

    Os dois maiores jogadores de sempre, lado a lado a nível de troféus e sucesso. A discussão de quem é melhor passa para segundo plano, ambos atingem o melhor que o desporto tem para oferecer e nós, meros mortais adeptos, só podemos apreciar.

    Eu achava bonito e… poético!

    Claro que além do mais eu sou português e ver a minha seleção a ganhar uma Copa do Mundo era indescritível. Muito mais com o capitão Cristiano Ronaldo, o meu preferido de sempre, a levantar a taça. Mal posso esperar por 2026!

  • A Bola de Ouro e um futebol diferente

    A Bola de Ouro e um futebol diferente

    Não quero ser aquela pessoa que vive presa à nostalgia e não consegue apreciar a beleza do que é atual. Acho mesmo que o efeito nostálgico condiciona a nossa perceção do presente, em tudo na vida, não sendo o futebol uma exceção. Mas a Bola de Ouro está cada vez mais aborrecida.

    Quando era jovem, parecia que havia mais expectativa para ver quem ganhava o prêmio e havia mais credibilidade: as escolhas faziam sentido e eram praticamente unânimes ou, pelo menos, não chocavam ninguém.

    Cresci com Ronaldinho, Kaká e toda a era Messi/Ronaldo. Esta última, embora alguns anos dividissem se opiniões, era perfeitamente aceitável que fosse um ou outro a vencer. Ok, em 2021 foi muito discutível o prêmio dado ao argentino e em 2023… pronto, venceu o Mundial, mas mesmo assim… Além disso, em 2018 o único vencedor possível tinha o nome de Cristiano Ronaldo. Modric é craque, mas não há bem justificação. 

    Enfim, eu não tenho mais paciência para a FIFA, UEFA e a descredibilização da Bola de Ouro para mim aconteceu em 2018. Percebe-se de quem sou fã, certo? Adiante.

    Mas eu vejo os últimos dois vencedores, Rodri e Dembelé e, embora não queira tirar mérito aos jogadores, que são craques… não são excepcionais. E eu entendo os motivos de atribuição do prêmio, mas, sei lá… que aborrecido!

    Eu peço o seguinte exercício ao leitor: compraria bilhete para ir ao estádio ver o Rodri a pautar o meio campo ou o Dembelé a rasgar defesas? Hmmm eu não! Nem vou questionar sobre Messi ou Cristiano Ronaldo, era óbvia demais a resposta. Mas e para Kaká? Ronaldinho? R9? Figo? Zidane? Van Basten? Peço desculpa, afinal a resposta também é óbvia.

    Os critérios de atribuição da Bola de Ouro, a meu ver, são cada vez mais influenciados por terceiros, organizações multi-milionárias, ou pressões mediáticas. E sim, este ano ninguém me engana que o presidente do PSG não “obrigou” a que o prêmio fosse para um jogador francês. Nem vou entrar na discussão do porquê do vencedor claro ter de ser Vitinha (Olá, Liga das Nações) ou o escândalo que é Nuno Mendes (Olá, Liga das Nações) ter ficado em 10º lugar. Não me posso alongar, perco o controle, é um tema sensível desde 2018.

    Além de que parece que os jogadores atuais, aqueles que mais brilham, passam semanas nas bocas do povo, não ganham nada. Isto naturalmente torna o prêmio mais aborrecido. Os jogadores também estão mais aborrecidos, para mim, mas com o calendário atual, em que tudo serve para vender, vender e vender, como podem eles brilhar como antigamente?

    Está bem, eu sei que recebem milhões, mas o corpo não é uma máquina. 

    Talvez isto seja tudo um desabafo de quem cresceu na era Messi/Ronaldo e, depois disso, nada tem o mesmo sabor. Talvez o prêmio esteja menos credível. Talvez o futebol esteja mais aborrecido. Talvez eu não perceba nada disto. 

    A última opção é a correta, mas deixo a avaliação para o leitor.