Tag: Ronaldo Fenomeno

  • Endrick supera recorde de Ronaldo Fenômeno no futebol europeu; confira

    Endrick supera recorde de Ronaldo Fenômeno no futebol europeu; confira

    O Lyon venceu o Metz fora de casa neste último domingo (25) por 5 a 2, jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Francês e Endrick foi o grande destaque da partida. O atacante foi responsável por balançar as redes em três oportunidades no jogo e tornou-se o brasileiro mais jovem a marcar um hat-trick nas cinco grandes ligas da Europa, recorde que se mantinha desde 1992/93, superando Ronaldo Fenômeno.

    Atualmente, com apenas 19 anos e seis meses, Endrick conseguiu ultrapassar a marca do “Fenômeno” que havia alcançado este feito quando tinha 21 anos, atuando pela Inter de Milão na temporada 1997/98.

    Conseguindo realizar um feito impressionante, o brasileiro do Lyon ainda tornou-se um dos atletas mais jovens a marcar três gols em um jogo na Ligue 1 no século XXI: Jérémy Menez (17 anos e 260 dias), Kylian Mbappé (18 anos e 53 dias) e Ousmane Dembélé (18 anos e 296 dias) e agora Endrick.

    “Estou muito feliz. É meu primeiro hat-trick e vou me lembrar disso para o resto da vida. O time jogou uma partida fantástica. Obrigado aos meus companheiros e ao treinador. Temos que manter o ritmo”, contou o atacante ao fim da partida contra o Metz.

    O desempenho de Endrick na competição francesa chamou atenção da imprensa europeia, que elogiou bastante o desempenho do atacante. Até o momento, o brasileiro tem quatro gols marcados em três partidas disputadas pelo Lyon. É bom relembrar que ele segue pertencendo ao Real Madrid, mas está emprestado até o fim da atual temporada.

  • A Bola de Ouro e um futebol diferente

    A Bola de Ouro e um futebol diferente

    Não quero ser aquela pessoa que vive presa à nostalgia e não consegue apreciar a beleza do que é atual. Acho mesmo que o efeito nostálgico condiciona a nossa perceção do presente, em tudo na vida, não sendo o futebol uma exceção. Mas a Bola de Ouro está cada vez mais aborrecida.

    Quando era jovem, parecia que havia mais expectativa para ver quem ganhava o prêmio e havia mais credibilidade: as escolhas faziam sentido e eram praticamente unânimes ou, pelo menos, não chocavam ninguém.

    Cresci com Ronaldinho, Kaká e toda a era Messi/Ronaldo. Esta última, embora alguns anos dividissem se opiniões, era perfeitamente aceitável que fosse um ou outro a vencer. Ok, em 2021 foi muito discutível o prêmio dado ao argentino e em 2023… pronto, venceu o Mundial, mas mesmo assim… Além disso, em 2018 o único vencedor possível tinha o nome de Cristiano Ronaldo. Modric é craque, mas não há bem justificação. 

    Enfim, eu não tenho mais paciência para a FIFA, UEFA e a descredibilização da Bola de Ouro para mim aconteceu em 2018. Percebe-se de quem sou fã, certo? Adiante.

    Mas eu vejo os últimos dois vencedores, Rodri e Dembelé e, embora não queira tirar mérito aos jogadores, que são craques… não são excepcionais. E eu entendo os motivos de atribuição do prêmio, mas, sei lá… que aborrecido!

    Eu peço o seguinte exercício ao leitor: compraria bilhete para ir ao estádio ver o Rodri a pautar o meio campo ou o Dembelé a rasgar defesas? Hmmm eu não! Nem vou questionar sobre Messi ou Cristiano Ronaldo, era óbvia demais a resposta. Mas e para Kaká? Ronaldinho? R9? Figo? Zidane? Van Basten? Peço desculpa, afinal a resposta também é óbvia.

    Os critérios de atribuição da Bola de Ouro, a meu ver, são cada vez mais influenciados por terceiros, organizações multi-milionárias, ou pressões mediáticas. E sim, este ano ninguém me engana que o presidente do PSG não “obrigou” a que o prêmio fosse para um jogador francês. Nem vou entrar na discussão do porquê do vencedor claro ter de ser Vitinha (Olá, Liga das Nações) ou o escândalo que é Nuno Mendes (Olá, Liga das Nações) ter ficado em 10º lugar. Não me posso alongar, perco o controle, é um tema sensível desde 2018.

    Além de que parece que os jogadores atuais, aqueles que mais brilham, passam semanas nas bocas do povo, não ganham nada. Isto naturalmente torna o prêmio mais aborrecido. Os jogadores também estão mais aborrecidos, para mim, mas com o calendário atual, em que tudo serve para vender, vender e vender, como podem eles brilhar como antigamente?

    Está bem, eu sei que recebem milhões, mas o corpo não é uma máquina. 

    Talvez isto seja tudo um desabafo de quem cresceu na era Messi/Ronaldo e, depois disso, nada tem o mesmo sabor. Talvez o prêmio esteja menos credível. Talvez o futebol esteja mais aborrecido. Talvez eu não perceba nada disto. 

    A última opção é a correta, mas deixo a avaliação para o leitor.