Nesta quinta-feira (06/11), às 21h30 (horário de Brasília), o Palmeiras receberá o Santos no Allianz Parque, em um confronto válido pela 32ª rodada do Brasileiro Série A.
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Um verdadeiro clássico paulista promete movimentar esta quinta-feira, quando o Palmeiras recebe o Santos no Allianz Parque, para o Clássico da Saudade, em situações bem diferentes na tabela. O Verdão, comandado por Abel Ferreira, lidera o campeonato brasileiro com 65 pontos, apenas um à frente do vice-líder Flamengo, após vencer o Juventude fora de casa no último domingo. A formação alviverde chega com muito ritmo e busca manter a liderança do campeonato, com o trunfo de jogar em casa.
Do outro lado, o Peixe vive um momento muito delicado na competição: ocupa a 16ª posição com apenas 33 pontos, apenas dois acima do Vitória que abre o Z-4. A equipe onde joga Neymar Jr. precisa urgentemente de pontos para se afastar da zona de rebaixamento. A equipe santista venceu apenas duas das últimas dez partidas que disputou e precisa tentar mudar essa situação para tentar garantir permanência na elite do futebol brasileiro.
Palpites para o jogo:
Mercado: Palmeiras vence Explicação: Estamos diante de um dos melhores ataques da série A, somado a superioridade técnica e tática do time, e diante da necessidade em manter-se no topo para ser manter vivo o sonho de ser o campeão brasileiro deste ano, acredito numa vitória do time da casa.
Mercado: Acima de 8.5 escanteios Explicação: O Verdão jogando em casa e pressionado pela vitória, tende a dominar as ofensivas e trabalhar pelos lados do campo. O Peixe, por necessidade, não pode se fechar completamente na defesa, tendo que se aventurar um pouco mais na partida. Acredito numa partida com muitas investidas ao ataque de ambos os lados, resultando em diversos escanteios na partida.
Estrela pode estar de volta aos gramados após lesão
Após mais de 40 dias afastado dos campos por uma lesão muscular, Neymar deve voltar a jogar pelo Santos neste sábado (1º), contra o Fortaleza, pelo Brasileirão. A decisão surpreendeu até mesmo seu estafe, que havia planejado um retorno mais gradual. O clube confirmou a presença do craque na lista de relacionados para a partida.
O atacante retomou os treinos com bola nesta semana e, apesar do planejamento inicial, foi relacionado antes do previsto. A expectativa da equipe médica era que Neymar voltasse apenas no dia 9, diante do Flamengo, no Maracanã, com 100% de condições físicas.
No entanto, com liberação dos exames médicos e o apoio da diretoria, o jogador iniciou a transição física antecipada. Nesta sexta-feira (31), treinou normalmente com o grupo, convencendo o técnico Juan Pablo Vojvoda de que poderia ser escalado para o duelo.
A decisão do craque foi motivada pela importância da partida, já que o Santos encara o Fortaleza como adversário direto na luta contra o rebaixamento. Neymar pretende atuar por pelo menos 15 minutos, caso o time precise de seu desempenho em campo.
No momento, o Santos ocupa a 16ª posição do Brasileirão, com 32 pontos, apenas um à frente do Vitória, que abre a zona de rebaixamento. O Fortaleza, com 27 pontos, figura na zona da degola. O jogo está marcado para este sábado, às 16h, na Vila Belmiro.
Gostando de futebol ou não, é quase impossível encontrar um brasileiro que não conheça minimamente este nome e o que está relacionado a ele. Neymar Jr., fez sua estreia no futebol profissional aos dezessete anos no seu atual clube, o Santos (para onde retornou recentemente em 2025). Lá, o garoto teve um papel importante na conquista do Campeonato Paulista e da tão sonhada Libertadores após 48 anos de jejum.
Depois de cinco temporadas e números mais que convincentes, a jovem estrela santista ruma à Europa, para se juntar a grandes nomes no Barcelona. Era formado o MSN – que se referia ao invejável trio de ataque formado por Messi, Suaréz e Neymar.
O que se viu naquelas primeiras temporadas foi algo extraordinário. Afinal, aquele menino realmente era tudo aquilo que diziam ser. O reconhecimento e a fama, como todos sabemos, também cresceram exponencialmente à medida que a sua carreira ia deslanchando. Ídolo de um dos maiores clubes do mundo, ídolo inegável da Seleção Brasileira, onde já tinha conseguido segurar o seu posto como o camisa 10. Nós, brasileiros, rapidamente abraçamos esse talento.
Estávamos ansiosos para ter uma nova estrela à altura de Pelé, Romário, Ronaldo, Kaká… E acho que Neymar tinha, com certeza, o que era preciso: fazia dribles com facilidade, gols belíssimos (tendo um deles lhe concedido um prêmio Puskas), tinha muita habilidade com a bola nos pés e muito carisma. Como essa combinação perfeita não daria certo? O meu pensamento era apenas um: com um pouco mais de experiência e maturidade, esse garoto vai ser, com certeza, coroado como o melhor do mundo; só basta esperar.
Doze anos depois, aos 33 anos, Neymar Jr. ganhou apenas uma vez a Champions League (na temporada 14/15), mas não conseguiu ganhar um Campeonato do Mundo com a Seleção Brasileira, e também nunca ganhou o Ballon D’Or. Até hoje, detém o título de transferência mais cara da história do futebol (222 milhões de euros), referente à sua saída do Barcelona para o Paris Saint Germain em 2017.
Neymar em campo pela Seleção Brasileira. Crédito: Getty Images
Não me levem a mal, acho que muitos de nós concordamos que o “menino Ney” tem uma história e carreira incríveis; os números falam por si só. Contudo, aquele fantasma do “poderia ter sido mais” parece que sempre o acompanhará; e para a maioria é difícil não sentir esse gosto agridoce quando acompanhamos a carreira dele tão de perto. E acho que é sobre isso que precisamos falar.
É inegável que Neymar tenha lidado com muita pressão ligada à sua fama. O primeiro grande ídolo da geração Z, tivemos a chance de acompanhá-lo quase que instantaneamente por meio de tantas redes sociais. Mas aquilo que serviu, em grande parte, como um impulsionador da sua carreira, muitas vezes foi também seu maior inimigo.
Envolvido constantemente em escândalos midiáticos, onde cada vez mais parecia que sua prioridade era ser uma personalidade famosa ao invés de um inesquecível jogador de futebol, Neymar foi fortalecendo a imagem de estrela e, talvez descuidadamente, afastando-se da de atleta. Lesões e suspensões que foram enfraquecendo a sua posição de ídolo, alimentada por uma mídia que muitas vezes optou pela crueldade ao invés da empatia.
Não consigo evitar de pensar, que, acima de tudo, Neymar é o nome de maior expressão dessa nova geração que enfrentou todas essas mudanças do futebol atual. Agora, não é mais apenas sobre ser um bom jogador, sobre marcar gols ou ganhar títulos. O mercado do futebol explora a imagem desses atletas de muitas outras formas. Na Era Digital em que vivemos, ser influenciador faz definitivamente parte do pacote de ser “famoso” neste meio.
Ao meu ver, menino Ney teve tudo para ser o melhor do mundo; um talento como o seu não foi visto em nenhum jogador brasileiro que despontou nos últimos anos, e provavelmente nunca mais teremos um ícone como ele. O acontecimento da sua trajetória no esporte mais amado do mundo, coincidiu com a expansão das redes sociais e com os novos mercados ligados ao futebol. Foi tudo ao mesmo tempo.
Lá no fundo, creio que Neymar tenha sido um pouco vítima da sua própria grandiosidade. E, como disse anteriormente, acho que criamos expectativas talvez altas demais, num tempo em que o futebol não é apenas sobre ganhar títulos ou bater recordes. Os atletas de hoje precisam constantemente dividir o seu protagonismo com todas as narrativas criadas fora de campo, e em tempo real.
Injustamente, muitas pessoas insistiram em medir o seu sucesso apenas pelo número de troféus que ele não levantou ou títulos que ele não levou para casa. Deixando de lado a importância que ele teve no modo em que vivemos e sentimos o futebol atualmente.
No fim, a história de Neymar continua sendo escrita, e penso sempre em tudo que ele representou até aqui: o garoto super talentoso que foi o símbolo de uma geração, e também o homem que, depois de muitas falhas e tropeços, conseguiu sempre recomeçar. Acredito que o tempo o fará justiça, e ele não será colocado mais como aquele que poderia ter sido, mas como o que foi um dos maiores e mais memoráveis personagens que o futebol brasileiro teve a sorte de ter.
Fundamental para um clube de futebol, a torcida representa não apenas uma fonte de apoio financeiro, mas também uma forte fidelidade emocional, transformando-se na alma e na identidade de uma agremiação. Muitas vezes, esses indivíduos se organizam para apoiar o time de forma mais intensa, formando um dos pilares culturais dos estádios ao redor do mundo.
Presentes nas arquibancadas, seja em casa ou fora, utilizando bandeiras, cantos e mosaicos, as torcidas organizadas têm como objetivo incentivar seu próprio time e intimidar os adversários, criando um espetáculo visual e uma poderosa demonstração de amor verdadeiro.
Uma das mais conhecidas e importantes do cenário paulista, a Torcida Jovem do Santos demonstra toda sua dedicação ao clube, embora, por vezes, esse amor extrapole os limites dos estádios.
O Portal Camisa12 vai te contar a história da Torcida Jovem e sua tradição nos clássicos paulistas, colocando você por dentro de toda a sua importância nas arquibancadas nacionais e também ao redor do mundo.
História
Fundada em 26 de setembro de 1969, no bairro do Brás, por 13 jovens que acompanhavam o clube em jogos na capital, a Torcida Jovem do Santos foi a primeira torcida organizada do Peixe a ser criada. Seu surgimento teve como principal objetivo apoiar o time de forma organizada, demonstrando a paixão de seus torcedores por um clube litorâneo.
Com o lema “Com o Santos onde e como ele estiver”, a TJ participou ativamente da oposição nas eleições do Santos em 1970, ingressando desde então na vida política do clube — chegando, inclusive, a eleger seus próprios integrantes para o Conselho Deliberativo.
Durante o Regime Militar no Brasil, as preocupações da torcida não se limitaram apenas ao futebol: a Torcida Jovem também se posicionou em questões sociais, demonstrando que não se renderia facilmente diante das lutas da época.
Tornando-se uma das maiores referências em padronização no futebol paulista, a Torcida Jovem se orgulha de ter uma das melhores baterias e letras de arquibancada do país. Além disso, é a única torcida organizada do Santos com sede fora da cidade litorânea, afirmando que, para ver o Peixe jogar, é necessário ter o “DNA do torcedor santista”.
Tradição no cenário paulista
Com um papel marcante nos clássicos paulistas, a Torcida Jovem nasceu e se consolidou em São Paulo, mesmo sendo o Santos um clube do litoral. Isso fez com que os confrontos diante dos gigantes do estado tivessem um peso especial para seus membros.
Desde sua fundação, a Torcida Jovem sempre priorizou os jogos na capital, especialmente os clássicos disputados em estádios como o Morumbi, o Pacaembu e, mais recentemente, o Allianz Parque. Por meio de grandes caravanas organizadas, a agremiação tornou-se símbolo da resistência praiana em solo paulistano.
Montando grandes festas com bandeirões, instrumentos e faixas temáticas, o apoio incondicional virou marca registrada da torcida evidenciado tanto nos momentos de crise interna quanto nas más fases dos últimos anos.
Controvérsias em sua história
Infelizmente, toda a tradição da Torcida Jovem nos clássicos também é marcada por um histórico de rivalidades intensas com outras organizadas, resultando em confrontos violentos e gerando repercussão negativa.
Um desses episódios ocorreu em setembro, quando a Torcida Jovem e a Sangue Jovem, duas das principais organizadas do Santos, foram proibidas de frequentar estádios em todo o estado de São Paulo, punição válida até o fim de 2025.
As torcidas foram punidas devido a uma série de conflitos registrados durante a goleada sofrida para o Vasco, em partida realizada no Morumbis. A decisão foi tomada pela Federação Paulista de Futebol, após recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
Atualidade
Seguindo como uma das maiores e mais influentes torcidas organizadas do país, a Torcida Jovem do Santos carrega, em seus mais de 50 anos de história, a representação da paixão de gerações por um clube.
Mesmo diante dos desafios enfrentados e até expondo os contrastes desse tipo de agremiação, segue firme como voz ativa do torcedor santista, mostrando que a alma do clube vai muito além das quatro linhas de um campo ou das paredes de um estádio, deixando seu legado vivo no cenário nacional.