Tag: Sub-17

  • Frutos de investimento! Não foi por acaso que Portugal venceu o Mundial Sub-17

    Frutos de investimento! Não foi por acaso que Portugal venceu o Mundial Sub-17

    Em um desfecho que ecoou a excelência da formação europeia, Portugal conquistou o seu primeiro título de campeão do mundo na categoria sub-17. A vitória no Catar não é apenas mais um troféu na estante da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mas sim um manifesto sobre o poder da estrutura e da continuidade em um desporto cada vez mais dependente do planeamento de longo prazo.

    A conquista lusa, alcançada por uma geração forjada em bases sólidas (com atletas oriundos em grande parte dos centros de excelência de Benfica, Braga e Porto – também um do Sporting e dois do Vitória), prova que a qualidade e a repetição de um método superam a dependência do talento cru e esporádico.

    A vitória do «processo» e não apenas do talento

    O sucesso português na base não é acidental. É o resultado de um investimento contínuo em infraestrutura, metodologia de treino e, crucialmente, na formação de treinadores de base. Conforme reiterado pelo próprio Presidente da FPF, Pedro Proença, a vitória é a prova de que o foco estava no «processo» e na «disciplina tática», e não apenas na habilidade individual de uma ou duas estrelas.

    Créditos: Simon Holmes/Getty Images

    O sistema português garante que os jovens atletas não apenas desenvolvam técnica, mas também atinjam uma maturidade tática e mental que lhes permite atuar sob pressão máxima em torneios internacionais. A capacidade de adaptação demonstrada pela equipa no Catar, mesmo enfrentando diferentes estilos de jogo, atesta o sucesso dessa visão integral. Eles chegam aos 17 anos como jogadores, e não apenas como apenas promessas.

    O espelho que revela o problema na base brasileira

    A realidade do Brasil, o maior exportador de talentos do mundo, contrasta drasticamente. Embora o Brasil seja a fonte inesgotável de craques, a gestão brasileiras é marcada pela instabilidade. Muitos clubes do Brasileirão ainda veem a base unicamente como um ativo financeiro de giro rápido. O objetivo primário é vender o garoto prodígio o mais cedo possível para aliviar o caixa, frequentemente interrompendo o seu desenvolvimento tático e emocional e deixando-o sair cedo demais.

    A ausência de uma filosofia de jogo unificada, a troca constante de coordenadores e treinadores nas categorias de base e a falta de paciência com a maturação dos atletas são fatores que prejudicam a nossa competitividade em categorias juvenis. O talento brasileiro é inegável, mas a estrutura portuguesa garante que esse talento seja canalizado para o sucesso coletivo e o resultado final. Onde o Brasil tem o dom, Portugal tem o mapa.

    Créditos: FPF

    A lição para a consistência e o exemplo de Abel Ferreira

    A lição que a conquista sub-17 de Portugal oferece ao futebol brasileiro é clara: a consistência é a única rota para o domínio sustentável. O trabalho de Abel Ferreira no Palmeiras, que o levou a ser o treinador mais vitorioso da história do clube, ecoa essa mesma mentalidade: foco na metodologia, valorização da comissão técnica e exigência de um padrão de trabalho que não muda a cada derrota.

    Enquanto a Europa, e agora Portugal no cenário de base, investe em continuidade metodológica, o Brasil segue refém do imediatismo e do ciclo vicioso de desinvestimento na base e de trocas incessantes no comando. O título sub-17 português não é apenas um feito desportivo, é a prova de que, para reverter a tendência de sermos apenas formadores de commodities para o mercado europeu, precisamos urgentemente priorizar o processo, o método e a paciência sobre a venda e o lucro imediato. O sucesso é planeado, e Portugal deu-nos a prova final disso!

  • Brasil perde para Portugal nos pênaltis e adia sonho do pentacampeonato mundial sub-17

    Brasil perde para Portugal nos pênaltis e adia sonho do pentacampeonato mundial sub-17

    Em mais uma disputa dramática por penalidades, a Seleção Brasileira foi superada por Portugal nas semifinais da Copa do Mundo Sub-17 e agora disputará o terceiro lugar da competição.

    O sonho de conquistar o pentacampeonato no Mundial Sub-17 foi interrompido para o Brasil. Em uma partida extremamente disputada, a Seleção Brasileira e Portugal empataram em 0 a 0 no tempo normal e levaram a decisão para as penalidades, onde a equipe lusa se mostrou mais eficiente e venceu por 6 a 5.

    O resultado representa a terceira disputa por pênaltis consecutiva do Brasil no torneio, mas desta vez o time não conseguiu superar a “fábrica de heróis e vilões” da marca da cal.

    O Duelo de Forças e o Zero a Zero

    Apesar do desgaste físico provocado pela maratona de jogos, Brasil e Portugal protagonizaram um primeiro tempo bastante equilibrado, com alternância no domínio do jogo e oportunidades claras para ambos os lados.

    Créditos: FPF

    Portugal começou tomando a iniciativa, explorando as pontas. O centroavante Anísio Cabral utilizou sua força física e gerou preocupação na defesa brasileira, sendo parado em uma oportunidade crucial pelo zagueiro Zé Lucas.

    O susto forçou o Brasil a responder. Em uma jogada pela direita, o atacante Dell, conhecido como “Haaland do Nordeste” no artigo original, ficou cara a cara com o goleiro Romário Cunha, mas parou no arqueiro português. No rebote, Dell finalizou novamente, e Chelmik salvou a bola em cima da linha, impedindo a abertura do placar.

    Defesas Compactas Travam o Jogo

    O segundo tempo repetiu a alta entrega física das equipes, mas a produção ofensiva diminuiu significativamente. Ambos os times reforçaram seus sistemas defensivos, e o jogo ficou concentrado e travado no meio-campo.

    Apesar das substituições feitas pelos treinadores para renovar o fôlego das jovens promessas, o equilíbrio prevaleceu. As defesas se mantiveram compactas e disciplinadas, garantindo que o placar permanecesse zerado até o apito final.

    O Desfecho nos Pênaltis

    O Brasil foi para a decisão de pênaltis depositando suas esperanças no goleiro João Pedro, mas encontrou uma seleção portuguesa preparada para neutralizar o destaque brasileiro. Nas quatro primeiras cobranças, os jogadores lusos tiraram a bola do alcance de João Pedro e mandaram para o fundo das redes. O Brasil manteve a eficiência e respondeu com acertos nas mesmas quatro batidas.

    O drama atingiu o auge na última série regulamentar, quando o goleiro português Romário Cunha se arriscou na cobrança e isolou a bola. O Brasil teve a primeira chance de selar a classificação, mas Ruan Pablo acertou a trave.

    Nas cobranças alternadas, Portugal voltou a mostrar precisão, e a vaga na final foi definida em um erro de Angelo, que desperdiçou sua batida, confirmando a vitória de Portugal por 6 a 5.

    Portugal avança para a grande final e enfrentará a Áustria. Já o Brasil se despede da busca pelo penta e disputará o terceiro lugar contra a Itália, na quinta-feira.

  • Brasil vence Marrocos no sufoco e avança à semifinal do Mundial Sub-17

    Brasil vence Marrocos no sufoco e avança à semifinal do Mundial Sub-17

    A Seleção Brasileira Sub-17 garantiu a classificação para as semifinais da Copa do Mundo após uma partida de tirar o fôlego contra Marrocos. A vitória por 2 a 1 foi decidida no último lance, com o atacante Dell marcando os dois gols da equipe no confronto.

    A trajetória dramática do Brasil no Mundial Sub-17 ganhou mais um capítulo eletrizante nesta sexta-feira. Após sobreviver a duas disputas de pênaltis seguidas, contra Paraguai e França, a jovem Seleção Canarinho teve que lutar até o apagar das luzes para superar Marrocos nas quartas de final.

    Apesar de enfrentar uma equipe africana que impôs dificuldades, o Brasil começou a partida com mais tranquilidade na construção das jogadas e não demorou para sair na frente.

    Créditos: Mohamed Farag – FIFA/FIFA via Getty Images

    Dell abre e fecha o placar com emoção

    O primeiro gol brasileiro nasceu aos 16 minutos do primeiro tempo. Após uma boa triangulação ofensiva, Ruan Pablo conseguiu avançar pela direita e fez um cruzamento preciso. O atacante Dell demonstrou oportunismo ao se antecipar à marcação e finalizar, balançando as redes para abrir o placar.

    Com a vantagem, o Brasil diminuiu o ritmo, permitindo que a seleção marroquina crescesse nos minutos finais da primeira etapa. O castigo veio nos acréscimos. Após uma jogada individual, El Aoud invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Angelo. O árbitro assinalou a penalidade máxima, e Ziyad Baha converteu a cobrança com força no meio do gol, deixando o placar empatado em 1 a 1 antes do intervalo.

    O drama se estende até o último minuto

    Na volta para o segundo tempo, o Brasil tentou recuperar o ímpeto e pressionar, criando boas chances com Caíque e Pietro Tavares. Contudo, a defesa marroquina se manteve organizada, e o fantasma da prorrogação e, consequentemente, de uma terceira disputa de pênaltis consecutiva, pairava sobre a equipe brasileira.

    Foi somente no último lance da partida, aos 49 minutos, que a estrela do herói do dia voltou a brilhar. Em uma jogada de insistência, Thiaguinho desviou a bola de cabeça, e Dell demonstrou frieza e técnica ao receber o passe. O camisa 9 conseguiu driblar o goleiro adversário com o peito e empurrou a bola para o gol vazio, sacramentando a vitória por 2 a 1 e garantindo a vaga nas semifinais.

    Com o triunfo suado, o Brasil segue firme na busca pelo título da Copa do Mundo Sub-17, mostrando resiliência e a capacidade de decidir o jogo nos momentos mais críticos. A equipe agora aguarda o adversário para a disputa da semifinal.