O Atlético-MG brilhou em campo ao derrotar o Santos no jogo de volta da Sul-Americana e não poupou o atacante Neymar das zoações por parte da torcida e até dos jogadores no vestiário. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, os atletas decidiram cantar uma música que viralizou no cruzeiro promovido pelo camisa 10 do Peixe em 2023, época em que atuava pelo PSG.
O volante Alexsander foi quem transmitiu o momento, mostrando a festa de alguns jogadores do Galo, como Renan Lodi, Cissé e Igor Gomes, cantando “Cruzeiro do Neymar”, de Lukão Mec.
“Minha mãe tá me procurando. Perguntou: onde cê tá? Tô perdido com os crias. No Cruzeiro do Neymar. Oh, Neymar, oh Neymar. Oh, Neymar, oh Neymar”, cantavam os atletas.
O atacante do Santos foi o principal alvo das provocações da torcida do Atlético-MG, tanto no estádio quanto nas redes sociais, tudo por conta de uma resposta de Neymar às provocações dos torcedores adversários na partida de ida, afirmando que “não joga contra time pequeno”.
A fala do camisa 10 não foi esquecida, com a torcida do Galo xingando o jogador antes mesmo de a bola rolar na Arena MRV.
Já em campo, o Atlético-MG venceu o Santos pelo placar de 4 a 2 e empatou o agregado, já que o time paulista havia vencido o duelo de ida por 2 a 0. Nas penalidades, Gabriel Delfim brilhou e garantiu o Galo na semifinal.
A Copa do Mundo de 2026 terminou, mas deixou boas lembranças para os apaixonados por futebol. Além dos grandes jogos, gols e lances fantásticos dentro de campo, uma torcida específica roubou a cena nos confrontos de sua seleção: a torcida inglesa.
Os criadores do futebol deram um show à parte ao comemorarem cada vitória da Inglaterra ao som de um clássico do rock mundial: “Wonderwall”, da banda Oasis. A canção se tornou um dos grandes hinos da equipe durante a competição, na qual a Inglaterra terminou na terceira posição.
We are completely heartbroken that our dream ends here, but so proud of this group, our staff and you – our amazing fans.
Your support in North America and back home has been nothing short of incredible. Thank you. pic.twitter.com/06KEKKUaLh
O Portal Camisa12 vai contar como “Wonderwall” se tornou um hino que embalou a seleção inglesa e conquistou o mundo com sua melodia e sua letra.
História
Antes de “Wonderwall” conquistar esse espaço, a torcida inglesa já tinha uma longa tradição de cantar músicas que se tornaram verdadeiros hinos do futebol. Durante anos, canções como “Three Lions”, “Sweet Caroline”, “Freed from Desire” e “Hey Jude” fizeram parte da identidade musical dos torcedores.
O clássico “Three Lions” foi lançado por Baddiel & Skinner e The Lightning Seeds para a Eurocopa de 1996.
A canção se tornou praticamente sinônimo da seleção inglesa e continuou presente nas arquibancadas décadas depois de seu lançamento. Seu refrão, ligado ao famoso conceito de que o futebol “está voltando para casa”, ganhou vida própria entre os torcedores.
Outro grande sucesso entre os torcedores é “Sweet Caroline”, de Neil Diamond. A música ganhou força nos estádios ingleses nos últimos anos e passou a ser associada aos momentos de celebração da seleção.
“Freed from Desire”, de Gala, também se tornou um fenômeno nas arquibancadas. A música não é exclusiva da torcida inglesa, mas seu refrão simples e extremamente fácil de cantar fez com que ela se espalhasse pelo futebol europeu e mundial.
Contudo, foi “Wonderwall” que entrou para a história ao passar a embalar os torcedores ingleses nas comemorações após as vitórias. Rapidamente, a música se transformou em uma das trilhas sonoras mais marcantes da campanha.
Escrita por Noel Gallagher e lançada pelo Oasis em 1995, no álbum (What’s the Story) Morning Glory?, “Wonderwall” nasceu em um momento de mudanças pessoais e afetivas na vida do compositor.
A música também marcou uma mudança importante para o Oasis. A banda vinha de um rock mais agressivo, mas “Wonderwall” apresentava uma estrutura acústica, uma melodia extremamente acessível e uma atmosfera melancólica. O resultado foi uma canção que conseguia funcionar tanto em momentos mais intimistas quanto cantada por milhares de pessoas.
O sucesso foi imediato e ultrapassou as fronteiras do rock britânico. “Wonderwall” se transformou em um dos maiores clássicos do Oasis e, décadas depois de seu lançamento, encontrou uma nova identidade nas arquibancadas.
Conexão com o futebol
Na cultura inglesa, existe uma longa tradição de torcedores cantarem músicas populares nas arquibancadas. “Wonderwall” tinha todas as características necessárias para isso: era conhecida por praticamente todo mundo, tinha um ritmo que permitia o canto coletivo e, principalmente, carregava uma mistura de nostalgia, melancolia e euforia que combina muito com a experiência de torcer.
Com o tempo, o canto deixou de pertencer apenas aos fãs do Oasis. Torcedores passaram a cantá-lo em pubs, estádios e grandes eventos, e a música foi ganhando uma nova identidade dentro da cultura futebolística inglesa.
Durante a Copa do Mundo de 2026, essa relação ganhou ainda mais força. Depois das vitórias, jogadores e torcedores passaram a cantar a música juntos, transformando o momento em um verdadeiro ritual de comemoração.
Assim, “Wonderwall” deixou de ser apenas um clássico do Oasis e passou a representar também a celebração dos torcedores ingleses. Uma música que nasceu no auge do Britpop encontrou no futebol uma segunda vida e se tornou parte da trilha sonora da seleção.
Reconhecimento
A FIFA também incluiu “Wonderwall” entre as músicas que marcaram momentos importantes da Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, mais de 750 músicas foram selecionadas para as playlists dos estádios, em colaboração com as seleções participantes.
O que começou como um clássico do rock dos anos 1990 ganhou, três décadas depois, um novo significado. Nas vozes dos torcedores ingleses, “Wonderwall” passou a ser muito mais do que uma música: tornou-se parte da festa, da identidade e das memórias de uma geração que acompanhou a seleção inglesa.
Da guitarra do Oasis às arquibancadas da Copa do Mundo, a trajetória de “Wonderwall” mostra como o futebol é capaz de transformar uma música em símbolo coletivo.
Em Liverpool, o futebol nunca foi apenas futebol, e música nunca foi apenas música. E talvez não exista símbolo mais fiel disso do que a relação de You’ll Never Walk Alone com o Liverpool. Em Anfield, essa música não é cantada. Ela é sentida por todos que frequentam aquele estádio.
A história começa fora da Inglaterra. A canção ‘You’ll Never Walk Alone’ apareceu pela primeira vez no musical ‘Carousel’, na década de 1940, nos Estados Unidos. Então, da década de 60, a banda Gerry and the Pacemakers alcançou o topo das paradas británicas com uma regravação da música. E em Liverpool não foi diferente.
Mas, como a música passou a tocar antes dos jogos em Anfield foi um mero acaso, ou nem tanto assim. Naquela época, o Estádio do Liverpool foi um dos primeiros estádios de futebol a ter um sistema de som, e as 10 músicas mais tocadas nas paradas musicais eram reproduzidas pelos alto-falantes antes da partida como uma forma de entretenimento pré-jogo. Acontece que, You’ll Never Walk Alone marcou tanto a torcida, que mesmo após sair do Top 10, ela continuava sendo tocada, e continuou até nunca mais parar.
Com o tempo, You’ll Never Walk Alone deixou de ser só uma canção de pré-jogo. Virou parte importante do Clube. Um pacto silencioso entre arquibancada e time. Antes do apito inicial, Anfield se transforma. O estádio inteiro canta junto, sem pressa, sem gritos desordenados. É como se cada torcedor estivesse lembrando ao outro: estamos juntos, estamos aqui e sempre estaremos.
Um novo significado
transformando tragédia em força
Mas foi em 1989 que a música ganhou o peso definitivo da história. A Tragédia de Hillsborough, que tirou a vida de 96 torcedores do Liverpool, mudou para sempre a relação entre o clube, a torcida e a canção. A partir dali, You’ll Never Walk Alone deixou de ser apenas apoio. Ela tornou-se algo mais.
Torcida do Liverpool na tragédia de Hillsborough
Cantar aquela música passou a significar lembrar. Honrar. Não deixar ninguém para trás. Em um dos momentos mais dolorosos da história do futebol, a torcida do Liverpool mostrou ao mundo que apoiar um clube vai muito além das quatro linhas. A frase “você nunca caminhará sozinho” deixou de ser metáfora.
É por isso que Anfield intimida. Não pelo barulho apenas, mas pelo sentimento. A arquibancada da The Kop não canta para provocar os adversários, como muitos clubes ao redor do mundo fazem. Canta para sustentar o time. Para empurrar quando falta perna. Para lembrar quem veste aquela camisa de onde vem a força.
Talvez o exemplo recente mais claro disso tenha sido após a tragédia que aconteceu no ano de 2025. No dia 3 de julho, o jogador do Liverpool Diogo Jota e seu irmão André, foram encontrados mortos após um acidente de carro. Então, no jogo seguinte em Anfield, a atmosfera estava diferente. Desde o aquecimento, o estádio não apenas cantava, mas homenagiava o jogador, sua família e seu legado.
Créditos – Sky Sports Premier League
O legado do amor pelo clube
You’ll Never Walk Alone hoje está em muros, bandeiras, tatuagens e no escudo do Liverpool. É ensinada a crianças antes mesmo de entenderem regras do jogo. É cantada em vitórias, derrotas, finais e despedidas.
No fundo, a música representa exatamente quem é o povo de Liverpool: orgulhoso, resiliente e coletivo. Um clube que pode até cair, mas nunca cai sozinho. Uma torcida que entende que futebol é sobre caminhar junto, quando tudo vai bem e, principalmente, quando tudo parece perdido.
Em Anfield, antes da bola rolar, a mensagem é sempre a mesma. Para o time. Para a torcida. Para a cidade inteira.
O tempo é uma coisa curiosa. Em alguns momentos, passa devagar demais. Em outros, corre sem pedir licença. Há situações em que poucos minutos parecem anos, e outras em que anos passam sem que a gente perceba. O tempo não é igual para todos. Ele depende do lugar, do contexto e, principalmente, da paciência de quem observa.
No futebol brasileiro, essa paciência quase nunca existiu.
Aqui, o tempo é curto. Curtíssimo. O jogador precisa estar pronto agora. Precisa decidir agora. Precisa carregar um país inteiro nas costas antes mesmo de aprender a lidar com a própria carreira e com o próprio ego. Não existe processo, amadurecimento ou erro aceitável. Existe cobrança imediata. E, quase sempre, injusta.
Esse comportamento diz muito sobre nós. O brasileiro ama o futebol, mas trata seus talentos com pressa. Cria ídolos em um jogo e destrói no seguinte. Vive à procura do próximo salvador da pátria, como se uma geração inteira pudesse ser resumida a um único nome. E, misturada a esse imediatismo, existe a velha síndrome de vira-lata: só acreditamos totalmente quando o mundo o valida, e às vezes nem isso.
Eu lembro claramente do dia em que João Pedro, ainda no Fluminense, marcou aquele gol de bicicleta contra o Cruzeiro. Foi um daqueles lances raros, que nos fazia voltar o vídeo infinitas vezes só para poder ver novamente. No dia seguinte, o discurso já estava pronto: “novo Ronaldo”, “futuro camisa 9 da Seleção”, “salvação do futebol brasileiro”. Bastou a primeira oscilação de um garoto, algo absolutamente normal, para o tom mudar. Vieram as críticas e a impaciência. Hoje, João Pedro joga no Chelsea, provando que o talento nunca desapareceu. O problema era o tempo que não foi dado.
Com Endrick, a história se repete, talvez de forma ainda mais intensa.
Endrick é extremamente talentoso. Isso não está em discussão. Ele é forte, rápido, inteligente e competitivo. Mais do que isso, tem personalidade. Nunca se escondeu de um jogo grande. Pelo Palmeiras, decidiu partidas importantes e mostrou maturidade rara para alguém tão jovem. A virada histórica contra o Botafogo é um exemplo claro: Endrick chamou a responsabilidade quando o jogo parecia perdido, isto não é normal de um garoto.
Mesmo assim, quando chegou ao Real Madrid, o relógio foi zerado. Cada partida virou uma martelada definitiva sobre o futuro do atacante. Cada jogo sem gol virou motivo de dúvida, cada partida sem jogar, um novo meme surgia nas redes sociais. Como se fosse simples chegar ao maior clube do mundo, com 18 anos, mudar de país, de idioma, de cultura, competir com jogadores prontos e ainda assim decidir imediatamente.
Isso não é análise. É ansiedade.
Endrick acaba virando alvo não pelo que faz, mas pelo que representa: a esperança de um país que perdeu referência e quer encontrá-la rápido demais.
Endrick não precisa ser o novo Ronaldo. Não precisa carregar sozinho a Seleção Brasileira. Ele precisa de tempo.
E o que acontece quando este tempo é dado? O que acontece quando o tempo joga a favor de Endrick, e não contra? Ele entrega. O empréstimo ao Lyon não é fuga, nem retrocesso, é apenas dar a ele o que ele sempre quis: Tempo.
Quando tem sequência, cresce. Quando não é tratado como solução imediata de tudo, joga futebol. E que belo futebol Endrick vem mostrando na França. Até aqui são 4 jogos, 4 gols e 1 assistência. O Jovem jogador Brasileiro, no seu primeiro mês no novo clube, já foi eleito o melhor jogador de Janeiro da League One.
Mas, o torcedor brasileiro não pode cometer o erro de ler esse momento como confirmação apressada de genialidade, nem como redenção definitiva. Precisa ler como processo. Como consequência natural de quem sempre teve futebol, mas agora tem algo ainda mais valioso.
Em meio aos gritos da torcida brasileira em solo russo e ao eco dos instrumentos no estádio, havia sempre uma presença silenciosa que despertou o interesse do público que acompanhava de casa: um torcedor que ninguém conhecia, mas que todos notaram pelo seu simples olhar assustador.
Segurando uma bandeira do Brasil, uma imagem rodou o país durante a vitória da Seleção Brasileira sobre o México por 2 a 0, jogo válido pelas quartas de final da competição mundial.
O Portal Camisa12 vai te contar um pouco mais sobre a esse torcedor misterioso e como ele caiu nas graças da torcida.
Quem é?
Yury Torsky é o nome verdadeiro do “torcedor misterioso”, que tornou-se um dos personagens mais emblemáticos da Copa do Mundo da Rússia em 2018.
O russo era engenheiro aeroespacial, nascido em Mirny, não tinha qualquer ligação com futebol profissional e nem imaginava que havia sido filmado. A bandeira do Brasil, que se tornou o elemento central da imagem, não foi comprada por acaso, na verdade, ele já a possuía havia anos, adquirida em uma viagem anterior na Guiana Francesa em 2011, e a levou ao estádio simplesmente por simpatia pelo país.
Aparição
Durante Brasil x México, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, em Samara. Em um momento de tensão do jogo, a transmissão oficial cortou para a torcida brasileira, como costuma fazer, buscando reações emocionais da galera nas arquibancadas, e entre esses torcedores, a câmera enquadrou Yury por poucos segundos. Ele estava parado, segurando uma bandeira do Brasil levantada até a altura do nariz, deixando apenas os olhos e parte do rosto visíveis. Diferente do entorno, ele não gritava nem gesticulava. Seu olhar era fixo, sério, concentrado, um contrato visto de imediato.
Como de costume, a imagem passou rapidamente pela TV, mas foi o suficiente para causar alvoroço. Nas redes sociais, o frame começou a circular minutos depois, acompanhado de comentários que iam do humor ao exagero: diziam que ele “hipnotizava” a bola, “lançava feitiço”.
O engraçado é que no mundo todos buscavam chamar atenção ao aparecerem no telão, Yury não interagiu com a câmera e sequer percebeu, naquele instante, que tinha sido enquadrado. A força da aparição veio justamente do acaso: um corte de câmera no momento certo, um rosto fora do padrão esperado e a leitura coletiva da internet.
Após essa imagem, mesmo com a vitória do Brasil, o meme continuou circulando e usado independente dos jogos. A arquibancada deixou de ser apenas cenário e passou a ser palco. Aquele torcedor anônimo, por alguns segundos de transmissão, acabou se tornando um dos símbolos visuais mais lembrados da Copa de 2018.
Vida pós-Copa da Rússia
Após viralizar como o “torcedor misterioso” na Copa do Mundo de 2018, Yury voltou à sua rotina normal depois do Mundial, mas manteve alguma presença nas redes sociais por algum tempo, especialmente ligado ao futebol e à Seleção Brasileira.
Mesmo nunca tentando transformar-se em uma estrela midiática, o russo diminuiu sua presença nas redes sociais, reaparecendo durante a Copa de 2022, quando voltou a comentar partidas do Brasil e lamentou a eliminação da seleção, o que mostrou que o vínculo simbólico com os torcedores brasileiros continuava existindo.
O episódio transformou Yury Torsky em um símbolo espontâneo das arquibancadas da Copa de 2018. Sem querer, ele representou o torcedor comum em um Mundial altamente midiático, mostrando como, na era das redes sociais, um rosto anônimo pode ganhar significado global em questão de minutos. Mesmo depois do fim da Copa, sua imagem continuou circulando como lembrança de um torneio marcado não apenas por jogos e gols, mas também por personagens inesperados que nasceram nas arquibancadas.
No cenário do futebol brasileiro, poucas massas humanas conseguem sintetizar tão bem a identidade cultural de um povo quanto a torcida do Esporte Clube Bahia.
Conhecida como a «Nação Tricolor», ela não apenas apoia um time de futebol; ela celebra, a cada jogo, a própria essência da soteropolitanidade. Em Salvador, o ato de torcer transcende o esporte e transforma-se em uma manifestação de fé, música e resistência.
O dono do Nordeste: números e lealdade
As pesquisas de opinião pública são unânimes em colocar o Bahia no topo do ranking das maiores torcidas da região Nordeste e entre as maiores do Brasil. No entanto, o que define este torcedor não é apenas a quantidade, mas a fidelidade à prova de fogo.
Créditos: Maurício Simões / EC Bahia
A história da torcida tricolor é forjada na resiliência. O momento que melhor define este traço de caráter não foi um título, mas a sua fase mais sombria. Em 2007, ano da tragédia da antiga Fonte Nova e do rebaixamento para a Série C, a torcida não abandonou o barco.
Pelo contrário, na terceira divisão, o Bahia registrou as maiores médias de público de todas as divisões do futebol nacional naquele ano, lotando o estádio de Pituaçu e criando o lema de que o Bahia «é o mundo» e que a torcida iria «aonde o Bahia fosse». Essa prova de amor incondicional regenerou o clube e devolveu-o à elite.
A Fonte Nova: o templo da festa
A relação entre a torcida e a Arena Fonte Nova é simbiótica. Se no passado a antiga estrutura de concreto balançava (literalmente) com a energia da multidão, hoje a moderna arena continua a ser um caldeirão.
Créditos: Marcelo Malaquias/ EC Bahia
A atmosfera em dia de jogo do Bahia é única. O estádio pulsa em uma frequência diferente, regido por cânticos que misturam o ritmo do axé e do samba-reggae com a paixão futebolística. O grito de «Bamo, Bamo, Baêa» ecoa não como uma ordem, mas como um mantra religioso. Em 2024, o clube figurou consistentemente no «Top 5» das melhores médias de público do Brasileirão, transformando cada partida em casa em um espetáculo visual de bandeiras tricolores (azul, vermelho e branco) e mosaicos criativos.
O Esquadrão e a democracia
Recentemente, a torcida do Bahia abraçou também uma faceta social e inclusiva que se tornou referência no país. O clube, impulsionado pelos seus adeptos, posicionou-se na vanguarda de causas sociais, combatendo o racismo, a homofobia e a intolerância religiosa.
Créditos: Felipe Oliveira/E.C.Bahia
O torcedor do Bahia orgulha-se de ser o «Clube do Povo». Essa identidade democrática atrai novos adeptos e reforça o laço com as camadas mais populares de Salvador. A torcida organizada Bamor, a maior do clube, lidera a festa nas arquibancadas, mas a energia espalha-se por todos os setores, unindo o executivo do camarote e o trabalhador da arquibancada superior em um só grito.
Seja celebrando o bicampeonato brasileiro (1959 e 1988) ou empurrando o time em uma recuperação no campeonato, a torcida do Bahia confirma, jogo após jogo, que não é apenas uma espectadora. Ela é o décimo segundo jogador, a alma do «Esquadrão de Aço» e a prova viva de que, na Bahia, o futebol se joga com o pé, mas se ganha com o coração.
FAQs sobre a torcida do Bahia
Qual é considerada a maior torcida da região Nordeste?
A maioria das pesquisas de institutos renomados aponta a torcida do Bahia como a maior da região Nordeste e uma das maiores do Brasil.
Qual é o estádio onde a torcida do Bahia manda os seus jogos?
A casa oficial e espiritual da torcida é a Arena Fonte Nova, localizada em Salvador. Em períodos de reforma ou indisponibilidade, o time também utilizou o estádio de Pituaçu.
Qual é a principal torcida organizada do clube?
A maior e mais tradicional torcida organizada do clube é a Bamor (Torcida Organizada Bamor).
O que marcou a presença da torcida na Série C de 2007?
A torcida destacou-se pela fidelidade impressionante. Mesmo na terceira divisão, o Bahia obteve a maior média de público do Brasil entre todas as divisões, lotando os estádios e empurrando o time de volta à ascensão.
Quais são as cores que a torcida veste?
As cores oficiais são o azul, o vermelho e o branco, o que confere ao time e à torcida a alcunha de «Tricolor de Aço» ou «Tricolor Baiano».
Quantos títulos brasileiros a torcida do Bahia já comemorou?
A torcida celebrou dois títulos do Campeonato Brasileiro: o primeiro em 1959 (sendo o primeiro campeão nacional da história, vencendo o Santos de Pelé) e o segundo em 1988 (vencendo o Internacional).
Qual é o cântico mais famoso da torcida?
Embora existam muitos, o grito de «Bamo, Bamo, Baêa» é o mais icônico e reconhecível, entoado de forma uníssona em momentos de pressão e celebração.
O futebol é um dos maiores elementos da cultura brasileira, e as torcidas desempenham um papel fundamental nessa paixão nacional, já que torcer por um time vai muito além de acompanhar partidas.
Em 2024, o ranking das maiores torcidas do país evidenciou quais clubes mobilizam milhões de apaixonados, revelando dados importantes sobre a popularidade dos clubes e a força de seus torcedores em todo o país.
O Portal Camisa12 vai te contar sobre as maiores torcidas do Brasil daquele ano e compreender a importância dos clubes na sociedade brasileira.
Início
Baseados em pesquisas estatísticas, que desempenham um papel fundamental na análise do futebol brasileiro, visto que fornecem dados concretos sobre a preferência dos torcedores, os rankings contribuem para estudos sociais, econômicos e até culturais relacionados ao esporte.
Em 2024, as maiores torcidas do Brasil reforçaram o tamanho da paixão nacional pelo futebol e confirmam tendências históricas observadas em diferentes pesquisas.
É bom relembrar que as variações entre rankings ocorrem principalmente por diferenças de amostragem, período e até critérios de pesquisa, porém o cenário no modo geral permanece estável: poucas torcidas concentram grande parte dos torcedores, enquanto dezenas de clubes mantêm bases fiéis que sustentam a diversidade e a identidade cultural do futebol brasileiro.
Ranking de maiores torcidas de 2024
Flamengo — 24,8%
Corinthians — 19,4%
Palmeiras — 8,1%
São Paulo — 7,7%
Vasco — 4,8%
Grêmio — 4,4%
Atlético-MG — 4%
Santos — 3,1%
Internacional — 2,9%
Cruzeiro — 2,7%
Sport — 2,7%
Bahia — 2,5%
Fluminense — 2,4%
Botafogo — 2,1%
Vitória — 1,9%
Ceará — 1,6%
Fortaleza — 1,4%
Athletico-PR — 0,8%
Coritiba — 0,6%
**Ressaltando que as pesquisas são realizadas em todas as regiões do país, com pessoas de variadas idades.
Times do povo no topo da lista
Flamengo e Corinthians seguem isolados no topo, alternando a liderança conforme a metodologia, mas sempre com ampla vantagem sobre os demais clubes.
Conhecido por sua forte presença nacional, impulsionada por sua história de conquistas e ampla cobertura midiática, especialmente no Sudeste e no Nordeste, o Flamengo segue dominante em qualquer lista quando o assunto é torcida
Amplamente reconhecida como a maior e uma das mais apaixonadas do Brasil, a Nação Rubro-Negra, ultrapassa todas as fronteiras regionais e consegue está presente em todos os estados do país, algo raro quando se trata do futebol brasileiro por conta da representatividade. Esse alcance nacional começou a se consolidar ainda no século XX, principalmente a partir das transmissões de rádio e televisão, que levaram os jogos do clube carioca a regiões onde não havia times locais com grande visibilidade.
Já o Corinthians tem uma torcida marcada pela fidelidade e pela forte identificação popular, concentrada principalmente no estado de São Paulo, mas também segue presente em diversas regiões do Brasil.
A Fiel construiu sua identidade a partir de um vínculo profundo de lealdade ao clube, marcado pela ideia de apoio incondicional, independentemente de títulos ou fases esportivas. Essa relação ganhou força especialmente em momentos difíceis da história corinthiana, como o longo jejum de conquistas entre as décadas de 1950 e 1970, período em que ajudou a consolidar a imagem de uma torcida que nunca abandona.
É bom comentar que ambas as torcidas exercem grande influência no futebol brasileiro, não apenas movimentando os estádios e audiências em meios de comunicação, o mercado esportivo e reforçando a importância cultural do esporte no país.
O Brasileirão Série A de 2024 consolidou uma tendência que vem transformando o futebol nacional: a presença massiva e constante dos torcedores nas arquibancadas. Se em 2023 o campeonato bateu recordes históricos, a temporada de 2024 serviu para firmar o produto como um sucesso de público, registrando a segunda maior média da história da competição, com números que giram em torno de 25 mil pagantes por jogo.
Os estádios modernos, o fortalecimento dos programas de sócio-torcedor e a competitividade acirrada tanto no topo quanto na base da tabela foram os combustíveis para manter as arenas lotadas de norte a sul do país.
O domínio rubro-negro e a força das massas
No topo do ranking de média de público, o cenário manteve-se familiar. O Flamengo liderou mais uma vez com folga, registrando uma média impressionante superior a 51 mil pagantes por jogo. O Maracanã continuou sendo o epicentro da festa rubro-negra, funcionando como um caldeirão que empurra o time e gera receitas milionárias.
Créditos: Arquivo Corinthians
Logo atrás, o Corinthians reafirmou a lealdade da sua Fiel torcida. Mesmo em uma temporada de oscilações esportivas, a Neo Química Arena manteve uma taxa de ocupação altíssima, garantindo ao clube paulista a segunda posição com médias próximas aos 43 mil pagantes.
O São Paulo (com o Morumbis sempre cheio, superando a barreira dos 40 mil de média) e o Bahia (transformando a Fonte Nova em um dos ambientes mais hostis e festivos do Brasil, com médias acima de 36 mil) completaram o pelotão de elite, provando que a paixão supera qualquer fase tática.
Recordes e curiosidades da temporada
A temporada de 2024 não foi feita apenas de médias, mas de picos impressionantes que merecem destaque:
O recorde de renda: O confronto entre Vasco da Gama e Palmeiras, válido pela 27.ª rodada e realizado no estádio Mané Garrincha (Brasília), registrou a maior renda bruta da Série A, ultrapassando a casa dos R$ 7,49 milhões. Isso demonstra a força econômica dos jogos quando levados a praças com grande demanda reprimida.
Créditos: Reprodução Botafogo
O gigante Botafogo: O Glorioso, embalado pela sua performance esportiva, protagonizou um dos maiores públicos da competição ao levar mais de 57 mil torcedores ao Maracanã no duelo contra o Criciúma (30.ª rodada), mostrando que a sua torcida abraçou o time na luta pelo topo.
Domínio no Top 10: Embora o recorde pontual de público tenha sido disputado jogo a jogo, o Flamengo mostrou a sua força bruta ao colocar o seu nome na maioria das partidas do “Top 10” de maiores públicos do ano, evidenciando uma regularidade assustadora.
O abismo e os desafios
Apesar da festa, o Brasileirão 2024 também expôs as desigualdades do futebol nacional. Enquanto o topo da tabela de público lota arenas de Copa do Mundo, clubes como o Cuiabá e o Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking.
O Cuiabá, por exemplo, registrou alguns dos menores públicos da competição (com jogos abaixo de 2 mil pagantes), levantando debates sobre o engajamento local em regiões fora do eixo tradicional e a necessidade de estratégias de marketing mais agressivas para atrair o torcedor em jogos de menor apelo midiático.
Em resumo, 2024 provou que o brasileiro quer ir ao estádio. O desafio para os próximos anos deixa de ser apenas “levar o torcedor”, passando a ser “como melhorar a experiência” para que a média de 25 mil se torne o novo piso, e não o teto.
FAQs sobre a média de público do Brasileirão 2024
1. Qual clube teve a maior média de público no Brasileirão 2024?
O Flamengo foi o líder isolado, com uma média superior a 51 mil pagantes por partida.
2. Qual foi a média geral de público do campeonato?
A competição registrou a segunda maior média da história, girando em torno de 25 mil torcedores por jogo, ficando pouco atrás apenas do recorde de 2023.
3. Quais clubes completaram o “Top 4” de maiores torcidas no estádio?
Além do líder Flamengo, o ranking foi seguido por Corinthians (2.º), São Paulo (3.º) e Bahia (4.º).
4. Qual jogo registrou a maior renda bruta da Série A 2024?
O recorde de arrecadação em uma única partida do campeonato foi o confronto entre Vasco e Palmeiras, jogado em Brasília, com uma renda de R$ 7,49 milhões.
5. O Botafogo teve destaque nos públicos em 2024?
Sim. Impulsionado pela boa campanha, o Botafogo registrou excelentes públicos, com destaque para a partida contra o Criciúma no Maracanã, que recebeu mais de 57 mil pessoas.
6. Quais times tiveram as piores médias de público?
Clubes como Cuiabá e Red Bull Bragantino figuraram na parte inferior do ranking de presença nos estádios.
7. A média de público de 2024 superou a de 2023?
Não. Embora tenha sido historicamente alta e um sucesso absoluto, a média de 2024 ficou ligeiramente abaixo da marca recorde estabelecida na temporada de 2023.
No panteão do futebol brasileiro, poucas vestimentas carregam uma carga simbólica tão densa quanto a camisa do Sport Club Corinthians Paulista. O que hoje chamamos de «manto» ou «segunda pele» é fruto de uma evolução que transcende o algodão e o poliéster para se tornar um estandarte de identidade popular. Para entender essa devoção quase religiosa, é preciso voltar ao ano de 1934, um marco estético que definiu a alma visual do «Timão».
O marco de 1934: a simplicidade operária
A temporada de 1934 não foi marcada por um título expressivo (o clube terminaria o Campeonato Paulista em quarto lugar), mas foi decisiva para a identidade visual do alvinegro. Até então, os uniformes do futebol seguiam um padrão rígido e pouco prático, com mangas três quartos e botões, herança da formalidade britânica.
Foi nesse ano que o Corinthians rompeu com o passado e adotou um modelo que se tornaria icônico pela sua simplicidade funcional, espelhando a origem operária da sua torcida. A camisa de 1934 aboliu os botões e adotou a gola alta careca, além de instituir as mangas curtas. Era uma peça branca, limpa, «crua». O detalhe mais fascinante para o torcedor moderno é a ausência do distintivo.
Créditos: Wikipedia
Naquela época, a força do clube não precisava ser anunciada por um logo no peito; as cores preta e branca e a presença em campo bastavam. O escudo, desenhado pelo pintor e ex-jogador Francisco Rebolo, só seria integrado definitivamente ao uniforme em 1939.
Esse modelo de 1934 tornou-se um clássico cultuado porque representa o Corinthians em sua essência mais pura: sem patrocínios, sem excessos, apenas o suor e a cor.
A evolução de um símbolo político e cultural
Nas décadas seguintes, a camisa corinthiana deixou de ser apenas uniforme esportivo para virar plataforma de expressão.
A Era de Ouro e o distintivo (1950-1954): Com a fixação do escudo no peito, a camisa ganhou a «cara» que conhecemos. O título do IV Centenário em 1954 consagrou esse modelo clássico.
A Invasão de 1976: A camisa tornou-se um fenômeno de massas. Na famosa Invasão do Maracanã, a torcida mostrou que o uniforme era uma extensão do próprio corpo, pintando o Rio de Janeiro de preto e branco.
A Democracia Corinthiana (Anos 80): Liderados por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o manto alvinegro tornou-se um outdoor político. Foi a primeira vez no futebol mundial que uma camisa foi usada para pedir «Diretas Já» e «Dia 15 Vote», provando que o corinthiano é, antes de tudo, um cidadão engajado.
Créditos: Arquivo Corinthians
A mística de 2012: As camisas das conquistas da Libertadores e do Mundial no Japão tornaram-se relíquias modernas, simbolizando o fim de traumas históricos e a globalização da marca.
A paixão atual: o «manto» como estilo de vida
Hoje, a relação da torcida com a camisa atingiu um novo patamar de fervor. O lançamento de um novo uniforme é um evento anual aguardado com a mesma ansiedade de uma final de campeonato. O departamento de marketing do clube soube capitalizar essa paixão, lançando modelos que dialogam com a história — como a roxa (homenagem ao «corinthiano roxo»), a laranja (homenagem ao «terrão») e as reedições retrô, incluindo a própria camisa de 1934, que é vendida como artigo de luxo nostálgico.
A «Fiel» não veste a camisa apenas em dias de jogo. Em São Paulo e em todo o Brasil, é comum ver o uniforme em escritórios, casamentos, festas e no dia a dia. A camisa do Corinthians transformou-se em um código social que diz: «eu pertenço a este bando de loucos». Do algodão simples de 1934 à tecnologia dry-fit atual, o fio condutor permanece o mesmo: a certeza de que, ao vestir aquelas cores, o torcedor nunca está sozinho.
FAQs sobre a camisa do Corinthians
A camisa de 1934 tinha o escudo do clube?
Não. O modelo original utilizado em 1934 não possuía o distintivo estampado no peito. O escudo, com a âncora e os remos desenhados por Francisco Rebolo, só passou a integrar oficialmente as camisas de jogo a partir de 1939.
Por que a camisa de 1934 é considerada um marco?
Ela representa uma modernização estética e funcional. Foi o ano em que o clube abandonou as mangas três quartos e os botões, adotando mangas curtas e gola careca alta, um visual mais limpo e prático para os atletas.
Quando o Corinthians começou a usar preto e branco?
Embora o clube tenha sido fundado usando camisas bege (creme), a cor desbotava nas lavagens. O preto e branco (calção preto e camisa branca) foi adotado oficialmente em 1920, tornando-se a identidade visual definitiva.
Qual a importância da Democracia Corinthiana para o uniforme?
Na década de 1980, o movimento da Democracia Corinthiana utilizou a camisa como espaço de manifesto político, estamparam frases como «Diretas Já» e «Eu Quero Votar para Presidente» nas costas, algo inédito na história do futebol.
O que são as camisas «alternativas» do Corinthians?
São os terceiros uniformes lançados anualmente, geralmente em cores diferentes do tradicional preto e branco (como roxo, laranja, azul ou amarelo), que servem para homenagear histórias específicas do clube ou conectar-se com causas sociais e torcedores mais jovens.
Mensurar a paixão no futebol é um desafio que transcende a matemática, mas quando o assunto é definir as maiores torcidas do mundo, a indústria do esporte recorre a pesquisas de opinião, dados de consumo e, cada vez mais, ao engajamento digital. O cenário atual revela uma clara divisão entre os «gigantes globais» — clubes europeus com alcance planetário — e as «potências regionais», que concentram massas impressionantes em seus países de origem.
O domínio global: Espanha e Inglaterra
No topo da pirâmide global, a disputa é historicamente polarizada entre dois colossos da Espanha: o Real Madrid e o Barcelona. Impulsionados pela rivalidade de décadas e pela era dourada de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, estes clubes romperam fronteiras, angariando milhões de «simpatizantes» na Ásia, África e Américas.
Estudos de consultorias internacionais, como a Kantar, frequentemente colocam o Manchester United (da Inglaterra) nesta mesma prateleira. Mesmo vivendo fases de instabilidade esportiva, a marca dos «diabos vermelhos» possui uma raiz profunda em mercados emergentes, fruto de um trabalho de marketing pioneiro iniciado nos anos 1990.
Estima-se que a base global destes três clubes ultrapasse, somada, a casa dos bilhões de interessados, embora seja necessário distinguir o «torcedor fanático» (que vive o dia a dia do clube) do consumidor esporádico de outro continente.
Créditos: CR Flamengo
As potências nacionais: a força das Américas e da África
Se os europeus dominam na abrangência geográfica, é nas Américas e na África que encontramos a maior densidade de paixão concentrada. Aqui, o Flamengo surge como um fenômeno de estudo obrigatório. Com uma base estimada em mais de 40 milhões de torcedores apenas no Brasil, o rubro-negro carioca figura frequentemente nas listas de maiores do mundo, superando a população de muitos países europeus. Diferente dos fãs distantes dos clubes europeus, a torcida do Flamengo caracteriza-se pelo consumo intenso e presença física.
No México, o Chivas Guadalajara ostenta um título semelhante, com uma política de contratar apenas jogadores mexicanos que reforça a identidade nacional e atrai dezenas de milhões de adeptos.
No entanto, é no continente africano que reside um gigante muitas vezes ignorado pelo ocidente: o Al Ahly, do Egito. Conhecido como o «clube do século» na África, o Al Ahly possui estimativas que variam entre 70 a 80 milhões de torcedores, concentrados no mundo árabe.
Créditos: Reprodução Twitter/Al Ahly
A sua influência é tamanha que as ruas do Cairo param em dias de jogos decisivos, rivalizando em números absolutos com qualquer potência europeia ou sul-americana.
A métrica digital: a nova realidade
Na era moderna, as redes sociais tornaram-se o novo campo de batalha. Se olharmos para seguidores somados (Instagram, Facebook, X, TikTok), o Real Madrid lidera isolado, tendo sido o primeiro clube a ultrapassar a marca de 100 milhões de seguidores no Instagram. O Barcelona segue de perto.
Essa métrica digital, contudo, é volátil. Ela reflete muito o «efeito celebridade». Clubes como o Paris Saint-Germain (França) e o Inter Miami (EUA) viram suas bases digitais explodirem artificialmente com as chegadas de estrelas mundiais, levantando o debate: são torcedores fiéis ou apenas seguidores de ídolos?
Em suma, o panorama das maiores torcidas é multifacetado. Enquanto o Real Madrid e o Barcelona reinam como as marcas mais conhecidas do planeta, clubes como Flamengo, Chivas e Al Ahly representam a resistência da identidade cultural local, provando que não é preciso jogar a Champions League para arrastar multidões.
FAQs sobre as maiores torcidas do mundo
Quais são os clubes com as maiores torcidas em âmbito global?
Em termos de alcance global e reconhecimento de marca, o Real Madrid e o Barcelona (ambos da Espanha) e o Manchester United (da Inglaterra) são consistentemente apontados como os clubes com as maiores bases de fãs e simpatizantes ao redor do mundo.
Qual é a maior torcida fora da Europa?
Dependendo da métrica (números absolutos ou oficiais), o título é disputado entre o Flamengo (no Brasil) e o Al Ahly (no Egito). O Flamengo domina nas pesquisas de opinião na América do Sul, enquanto o Al Ahly possui uma base massiva no mundo árabe e africano.
O número de seguidores nas redes sociais equivale ao número de torcedores reais?
Não necessariamente. As redes sociais medem o alcance e o interesse, incluindo muitos fãs de jogadores específicos ou simpatizantes casuais. O número de «torcedores reais» (aqueles que consomem produtos e acompanham os jogos regularmente) costuma ser diferente da base de seguidores digitais.
Qual clube lidera o ranking de seguidores nas redes sociais?
Atualmente, o Real Madrid lidera a maioria dos rankings de seguidores somados nas principais plataformas digitais, seguido de perto pelo Barcelona.
Por que clubes como o Chivas Guadalajara são citados entre os maiores?
O Chivas, do México, é citado pela sua enorme concentração de torcedores em um único país (e na comunidade mexicana nos EUA). A sua política de jogar apenas com atletas mexicanos cria uma forte identificação nacional, gerando uma base de dezenas de milhões de adeptos.
Existe alguma torcida asiática que figure entre as maiores do mundo?
Embora o futebol na Ásia esteja em crescimento, os clubes locais ainda não atingiram os números globais dos gigantes europeus ou a densidade das potências sul-americanas. No entanto, clubes como o Guangzhou (na China) ou o Persib Bandung (na Indonésia) possuem bases digitais e locais gigantescas, que estão entre as maiores da região.