Tag: FIFA

  • Ranking da FIFA atualizado: Brasil cai na lista, vê a França assumir a ponta após vitória

    Ranking da FIFA atualizado: Brasil cai na lista, vê a França assumir a ponta após vitória

    A FIFA decidiu atualizar o seu ranking antes da Copa do Mundo e agora um novo líder assumiu a ponta: a França. Com os resultados dos últimos amistosos, quando “Les Bleus” venceram o Brasil e Colômbia, além de contarem com um tropeço da Espanha, que empatou com o Egito e assumiram a liderança da lista. Já a Seleção Brasileira ocupa a sexta posição.

    O resultado agora apresenta de uma posição do Brasil em relação ao fim da última Data-FIFA, que aconteceu em novembro de 2025, quando a seleção pentacampeã havia terminando o período de amistosos na 5ª posição. Quem entrou no Top-5 foi Portugal, que empatou com o México e venceu os Estados Unidos.

    A vitória sobre a Croácia impediu uma queda maior da seleção comandada por Carlo Ancelotti, que é acompanhada de perto pela Holanda e Marrocos no ranking da principal entidade do futebol. Quando foi derrotada pela França, o Brasil caiu para sétimo e uma possível derrota diante dos croatas poderia fazer está queda ser maior. Contudo, o empate dos holandeses com o Equador ajudou o time verde e amarelo a recuperarem uma posição.

    Vice-líder até a última semana, a Argentina até venceu seus dois amistosos contra a Mauritânia e Zâmbia, mas por serem seleções de baixa classificação, a albiceleste não teve uma boa pontuação e foi ultrapassado facilmente pela França.

    O ranking agora é atualizado em tempo real, adicionado está alternativa na Data-FIFA, fez com que a tabela fosse movimentada durante as partidas de seleções.

    Confira o Top-10 atualizado

    • França — 1877.32 pontos
    • Espanha — 1876.40 pontos
    • Argentina — 1874.81 pontos
    • Inglaterra — 1825.97 pontos
    • Portugal — 1763.83 pontos
    • Brasil — 1761.16 pontos
    • Holanda — 1757.87 pontos
    • Marrocos — 1755.87 pontos
    • Bélgica — 1734.71 pontos
    • Alemanha — 1730.37 pontos
  • Copa do Mundo 2026: Confira os grupos completos da competição mundial

    Copa do Mundo 2026: Confira os grupos completos da competição mundial

    Nesta última terça-feira (31/03), foram disputados os últimos jogos das repescagem da Copa do Mundo de 2026 e com isso, todos os grupos da primeira fase estão completos. As seis últimas vagas foram preenchidas pelas seguintes seleções: Bósnia, Suécia, Turquia, República Tcheca, República Democrática do Congo e Iraque.

    A abertura da Copa do Mundo acontecerá no dia 11 de junho, com a partida entre México e África do Sul, no Estádio Azteca. Já a final será no MetLife Stadium, no dia 19 de julho.

    Grupos completo da Copa do Mundo de 2026

    • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;
    • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
    • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
    • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
    • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
    • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
    • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
    • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
    • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
    • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
    • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;
    • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

    É bom relembrar que o mundial será disputado em três países diferentes, sendo eles Estados Unidos, Canadá e México. Outro detalhe importante é que essa será a primeira vez na história que a Copa do Mundo terá 48 participantes, com a primeira fase contando com 12 grupos com quatro componentes cada.

  • Seleção Brasileira: Carlo Ancelotti confirma jogador na lista final para a Copa do Mundo

    Seleção Brasileira: Carlo Ancelotti confirma jogador na lista final para a Copa do Mundo

    Faltando menos de dois meses para a convocação final da Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti confirmou um jogador que já está na lista derradeira: o lateral-direito Danilo, atualmente no Flamengo.

    Durante a coletiva de imprensa antes da partida diante da Croácia, o treinador italiano declarou que o defensor estará sim no Mundial.

    “Danilo é um jogador muito importante. Não só no campo, mas também fora. Danilo é seguro de estar na lista final porque eu gosto dele como caráter, como personalidade, como jogador. Pode fazer todas as posições atrás. Então, entre os nove defensores, vai estar o Danilo”, afirmou Carletto.

    Danilo disputará sua terceira Copa do Mundo pela Seleção Brasileira. O defensor foi convocado por Tite nas duas últimas competições da FIFA, em 2018 e 2022. No mundial da Rússia, o lateral era reserva, diferente do Catar, quando assumiu a titularidade da posição, estando em campo até na partida da eliminação contra a Croácia.

    Mesmo participando do time eliminado da Copa em 2022, Danilo permaneceu sendo convocado para a Seleção Brasileira. O defensor foi titular e capitão do Brasil na Copa América de 2024, quando Dorival Júnior ainda comandava o time. Com a contratação de Ancelotti, o atleta perdeu seu espaço no time titular, mas indispensável para o grupo.

    Sob o comando de Calertto, Danilo atuou por 1 minuto contra o Paraguai, durante as Eliminatórias da Copa do Mundo, e 45 minutos em um amistoso diante da Tunísia. Na última quinta (26), o italiano improvisou o zagueiro Ibañez na lateral-direita, enquanto o veterano permaneceu na reserva.

    Próximo jogo

    A Seleção Brasileira retorna a campo nesta terça-feira (31), quando enfrentará a Croácia no Estádio Camping World, em Orlando, às 21h (horário de Brasília). Este jogo será o último compromisso antes da lista final para a Copa do Mundo.

  • Seleção Brasileira: Marquinhos desfalcará diante da França e Léo Pereira assume a vaga

    Seleção Brasileira: Marquinhos desfalcará diante da França e Léo Pereira assume a vaga

    O zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Marquinhos desfalcará a equipe no amistoso diante da França, que acontecerá nesta quinta-feira (26), em Boston. O atleta se queixou de dores na região do quadril. O técnico Carlo Ancelotti confirmou que Léo Pereira será o substituto.

    Na última terça-feira (24), Marquinhos não participou de nenhum com a bola. No dia anterior, o zagueiro já tinha sido retirado de parte da atividade em campo da Seleção Brasileira.

    “Marquinhos tem um problema, mas pode ser que vá jogar o jogo contra a Croácia. É um momento importante na temporada. É muito jogo. É bastante normal que os jogadores tenham algum problema”, revelou Carleto.

    Crédito: CBF

    Na mesma entrevista, Ancelotti confirmou três dos quatros titulares do setor defensivo: os laterais Wesley e Douglas Santos, além de Léo Pereira, que estreará pela Seleção Canarinha. De acordo com o italiano, ele tem dúvida sobre quem será a dupla titular.

    As outras opções à disposição de Carlo Ancelotti para compor a zaga são Bremer, Ibañez e Danilo. É bom relembrar que apenas nesta Data-FIFA, a Seleção Brasileira já tinha perdido Gabriel Magalhães, que sentiu dores no joelho e foi cortado.

    O Brasil entra em campo nesta quinta-feira (26), para encarar a França às 17h (horário de Brasília), em Boston. Já na terça (31), o time de Carlo Ancelotti enfrentará a Croácia às 21h (horário de Brasília), em Orlando.

  • FIFA é denunciada na União Europeia por preços “abusivos” dos ingressos da Copa do Mundo

    FIFA é denunciada na União Europeia por preços “abusivos” dos ingressos da Copa do Mundo

    A organização de torcedores europeus (FSE) decidiu fazer um denuncia contra a FIFA à Comissão Europeia nesta terça-feira (24) por conta dos preços “exorbitantes” dos ingressos vendidos da Copa do Mundo, que será realizada este ano nos Estados Unidos, México e Canadá. Segundo a reclamação, os procedimentos de compras são “opacos e desleais”.

    Em conjunto com a Euroconsumers, uma organização que defende os interesses dos consumidores, a FSE revelou que “apresentou uma denúncia oficial à Comissão Europeia contra a Fifa por ter abusado de sua posição de monopólio”, como foi notificado em seu comunicado.

    De acordo com o site Politico Europe, a denúncia se baseia no artigo 102 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que proíbe qualquer tipo de abuso de monopólio. As entidades afirmam que a FIFA por exercer total controle sobre a comercialização dos ingressos utiliza essa posição para estabelecer suas condições, mesmo consideradas prejudiciais para os consumidores.

    As entidades ainda criticaram o uso de preços abusivos, que variam de acordo com a demanda de saída e contestam a real disponibilidade de ingressos com valores acessíveis, que foram anunciados por aproximadamente US$ 60, mas que até o momento não foram encontrados.

    A denúncia foi feita bem na época de maior pressão regulatória sobre a FIFA na Europa. Segundo Glenn Micallef, comissário europeu, que comentou sobre as preocupações relacionadas à Copa de 2026, destacando as circunstâncias geopolítica.

    “Como um dos países-sede do maior evento esportivo do mundo está envolvido em uma guerra, é legítimo exigir garantias”, manifestou.

  • Embaixada do Irã pede que jogos da seleção sejam disputados no México

    Embaixada do Irã pede que jogos da seleção sejam disputados no México

    Buscando alternativas para disputar a Copa do Mundo de 2026, a embaixada do Irã no México decidiu sugerir à FIFA a possibilidade de o país disputar seus jogos nos estádios mexicanos, evitando atuar nos Estados Unidos, país que tem vivido tensões políticas e que não deverá cuidar da segurança da equipe asiática. A imprensa britânica comentou que a entidade mundial não está cogitando aceitar este pedido.

    O pedido iraniano ganhou grande dimensão após a manifestação oficial do embaixador do Irã no México, Abolfazl Psedniddeh, que propôs a mudança dos confrontos do seleção asiática.

    O posicionamento da embaixada foi divulgada por meio do canal oficial ligado ao Ministério das Relações Exteriores do Irã, fortalecendo toda a preocupação da segurança dos seus atletas com o atual cenário de tensão com o país comandado por Donald Trump.

    Na última semana, a federação iraniana já havia indicado a insatisfação da possibilidade de jogar em solo norte-americano durante a Copa, que terá sede nos Estados Unidos, México e Canadá. É bom lembrar o Irã tem jogos previstos para ocorrerem no EUA na primeira fase.

    “Reiteramos que os Estados Unidos não estão cooperando conosco na questão dos vistos. Temos interesse em participar da Copa do Mundo, mas o governo americano não está fornecendo o apoio logístico ou administrativo necessário”, revelou Abolfazl Psedniddeh.

    Em nota oficial, a FIFA argumentou que mantém o contato regular com todas as federações participantes, incluindo a do Irã, onde trata do planejamento da Copa do Mundo de 2026, disputada entre junho e julho. A entidade reforçou que segue trabalhando na dinâmica de que todos os jogos sejam realizados de acordo com a tabela estabelecida e divulgada no dia 6 de dezembro do ano passado.

    FIFA não pretende mudar

    De acordo com o jornal britânico The Times, a FIFA não planeja atender ao pedido da embaixada iraniana e eliminou qualquer possibilidade de transferir os jogos da seleção para o México. Ainda segundo a publicação, a entidade máxima do futebol nega que exista esta negociação em andamento e que qualquer mudança neste momento é inviável por questões de logísticas, onde incluem a venda antecipada dos ingressos e até o calendário da competição.

  • Ministro do Irã afirma que a seleção não disputará a Copa do Mundo de 2026; veja

    Ministro do Irã afirma que a seleção não disputará a Copa do Mundo de 2026; veja

    Nesta quarta-feira (11), o Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, declarou que o país não disputará a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá. Criticando diretamente o presidente norte-americano, Donald Trump, ele citou a morte de Ali Khamenei, ocorrida no dia 28 de fevereiro, durante a guerra que está ocorrendo.

    “Considerando que este regime corrupto (EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, afirmou durante conversa à TV Estatal do Irã.

    O líder supremo do país, Ali Khamenei, foi assassinado em um ataque composto dos Estados Unidos em união com Israel no dia 28 de fevereiro, iniciando uma guerra que já dura cerca de 11 dias.

    É bom relembrar que o Irã está no Grupo G da competição da FIFA com Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos da seleção estão previstos para serem disputados nos Estados Unidos, sendo dois deles em Los Angeles e um em Seattle.

    A decisão de participar ou não da Copa do Mundo precisa passar pela Federação de Futebol da República Islâmica do Irã, no qual Mehdi Taj é o presidente. Nos últimos dias, o mandatário declarou que a ida do país à competição pode não ocorrer.

    “Se durante a Copa do Mundo estiver assim, quem em sã consciência enviaria sua seleção para um lugar desses?”, declarou.

    FIFA se pronuncia

    Nesta quarta-feira (11), o presidente da FIFA, Gianni Infantino revelou que conversou com Donald Trump e comentou que o presidente norte-americano “reiterou que a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”.

    Confira a publicação de Infantino

    “Esta noite, encontrei-me com o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, para discutir o andamento dos preparativos para a próxima Copa do Mundo da FIFA e a crescente expectativa para o início do torneio, daqui a apenas 93 dias.

    Também conversamos sobre a situação atual no Irã e sobre a classificação da seleção iraniana para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Durante a conversa, o Presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos.

    Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas, agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao Presidente dos Estados Unidos pelo seu apoio, que demonstra, mais uma vez, que o futebol une o mundo”.

  • Gigantes brasileiros sofrem transfer ban da FIFA e não podem contratar jogadores.

    Gigantes brasileiros sofrem transfer ban da FIFA e não podem contratar jogadores.

    Corinthians e Botafogo sofrem transfer ban causado por pendências financeiras.

    Neste dia 5 de janeiro foi a abertura da janela de transferências em solo brasileiro, porém, alguns times brasileiros não estão autorizados à registrar novos jogadores. A proibição de contratar novos atletas é uma medida da FIFA como uma solução para restringir os times que não cumprem suas obrigações financeiras, dificultando muito a temporada do clube punido.

    Segundo informações do GE, nove equipes entraram na janela de transferência sem a permissão de se reforçar. Dentre elas, sete são times masculinos e 2 femininos, destacando-se Botafogo e Corinthians, únicos times da série A do campeonato brasileiro que estão nessa situação até o momento.

    Futebol masculino

    •     Corinthians-SP
    •     Botafogo-RJ
    •     Ponte Preta-SP
    •     Amazonas-AM 
    •     Ipatinga-MG
    •     Miramar-PB
    •     Colorado-PR

    Futebol feminino

    •     Avaí Kindermann-SC
    •     Real Brasília-DF

    Pendências Financeiras dos gigantes punidos

    Enquanto a sentença estiver em vigor, os clubes não poderão registrar nenhum jogador no BID da CBF, mesmo que tenham contrato assinado, forçando Botafogo e Corinthians a correrem com a ideia de resolver suas obrigações financeiras para que possam reforçar seu elenco para a temporada que está prestes a começar.

    Com o intuito de se livrar do transfer ban, o Glorioso tem a missão de solucionar a negociação pelo jogador Thiago Almada, que foi comprado em definitivo chegando do Atlanta United dos Estados Unidos e foi negociado para o Lyon seis meses depois, os valores giram em torno de 115 milhões de reais. A Situação do Corinthians se deve às dívidas com o Santos Laguna pela negociação de compra do atleta Félix Torres, criando uma dívida por volta de R$ 40 milhões para o clube mexicano.

  • FIFA analisa mudar regra do impedimento em 2026

    FIFA analisa mudar regra do impedimento em 2026

    De acordo com informação publicada pelo jornalista Gastón Edul, da Argentina, a FIFA estaria considerando alterar a regra do impedimento no próximo ano. Caso confirmado, o atacante agora precisaria estar completamente à frente do marcador para estar irregular.

    A ideia foi apresentado por Arsène Wenger, Diretor de Desenvolvimento do Futebol na FIFA, em 2023, e, logo após, passou a ser testada em divisões inferiores de países europeus. O conceito foi apresentado para IFAB, órgão que regulamenta as regras do futebol e depois de anos de estudo está perto de ser colocado em prática.

    Como funcionaria o impedimento com a nova prática. Na imagem de cima o lance seria legal e na imagem de baixo o jogador de amarelo estaria irregular.
    Foto: Reprodução

    Em uma entrevista ao jornal inglês The Times, em 2024, Wenger disse que com o surgimento do VAR, o atacante não é mais beneficiado em nenhum de caso de dúvida, e defendeu a ideia de haver um espaço entre os jogadores para a posição ser considerada irregular. O ex-treinador chamou a ideia de “regra da luz do dia”.

  • O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol, hoje, está uma seca.
    Não sei se é a nostalgia a falar ou se é mesmo a realidade a impor se, mas a verdade é que algo se perdeu pelo caminho. Esta semana estava a dar um Real Madrid vs Manchester City e, por incrível que pareça, não me despertou grande interesse. Estamos a falar de um dos maiores jogos do futebol atual e mesmo assim passou me quase ao lado.

    Pouco depois, descubro que estava a haver um Flamengo vs Pyramids para a Taça Intercontinental. Taça Intercontinental? E o PSG só entra diretamente na final? Confesso que pensei que essa competição já tinha sido substituída ou simplesmente deixado de existir. E talvez esta confusão diga mais sobre o futebol moderno do que sobre mim.

    A FIFA está a destruir o futebol.
    E não, não é por mal. É por excesso e por falta de critério.

    Vivemos numa era em que o futebol já não compete apenas com outros desportos. A verdadeira concorrência é o entretenimento em geral: Netflix, TikTok, vídeos curtos, consumo rápido. Tudo disputa a nossa atenção. Mas a resposta encontrada foi empilhar jogos, competições e formatos novos, como se quantidade pudesse substituir significado. O que estão a fazer é, no mínimo, criminoso.

    O novo formato da Liga dos Campeões é o melhor exemplo disso. É uma porcaria. A desvalorização dos grandes jogos é evidente. Quando há grandes jogos constantemente, eles deixam de ser especiais. Perdem peso, perdem urgência, perdem contexto. Esta fase de liga permite que equipas gigantes façam apenas o mínimo necessário para seguir em frente. Não há drama, não há medo de falhar. Vemos rotações constantes na maior competição de clubes do mundo, algo que simplesmente não faz sentido.

    Tenho saudades dos grupos de quatro. Da ida e da volta. Da regra dos golos fora nas eliminatórias. Sim, especialmente dessa regra. Não era perfeita, mas ajudava os mais pequenos, criava estratégia, tensão, noites memoráveis. Fazia nos vibrar.

    Depois entramos no absurdo das competições globais. Faz sentido existir uma Taça Intercontinental. Faz sentido existir um Mundial de Clubes. O problema é ninguém perceber qual é qual, nem o que realmente está em jogo. Não é o mesmo título? Não devia ser. Mas hoje parece tudo diluído, sem identidade, sem narrativa. Há um Mundial de Clubes de quatro em quatro anos e, mesmo assim, mantém se uma Intercontinental que, na Europa, quase ninguém valoriza ou sequer acompanha. O futebol está inchado, confuso e sem hierarquia clara.

    Este modelo também está a afastar as pessoas do futebol como um todo. Cada vez mais adeptos acompanham apenas o seu clube do coração, muitos deles exclusivamente pela televisão. O resto do futebol transforma se num produto global vendido em massa para mercados gigantes, como a Índia, onde se consome o futebol europeu como entretenimento, mas onde pouco se vive aquilo que ele realmente é. Estádios, rivalidades, contexto histórico e cultura de adepto passam para segundo plano.

    Em Portugal, sofremos do mesmo mal. Temos uma Taça da Liga que nunca encontrou verdadeiramente o seu propósito. Só a Inglaterra conseguiu tornar uma taça da liga funcional e respeitada. Cá, parece existir apenas para imitar modelos estrangeiros e servir patrocinadores. As torcidas organizadas boicotam, os estádios ficam vazios, e há até rumores de clubes que preferem perder para evitar um calendário ainda mais sobrecarregado em janeiro. Isto não é futebol saudável. Isto é gestão de produto disfarçada de competição.

    Mas o problema do futebol moderno não é só dentro das quatro linhas. É também fora delas. Em vez de apostar seriamente em como ter claques com segurança nos estádios, em como permitir consumo de álcool de forma responsável, em como valorizar o espetáculo criado pelos adeptos com segurança e organização, prefere se reprimir, proibir e afastar. As subculturas do futebol, as claques, os cânticos, as coreografias, a identidade popular, são tratadas como um problema, quando sempre foram parte da solução. Sem isso, o futebol perde alma.

    Vivemos também na era das super equipas. Clubes empresa. Grupos com várias equipas espalhadas pelo mundo. Houve um tempo em que quase todos os clubes tinham jogadores fora de série. Hoje, os dez maiores clubes do mundo têm dois plantéis cheios deles. E, honestamente, perde a graça. O imprevisível desaparece.

    Tenho saudades de ver um Deportivo a brilhar em Espanha. Um Boavista a dar trabalho sério aos grandes em Portugal. Um Wolfsburg, Estugarda ou um Werder Bremen campeões na Alemanha. Uma liga francesa com um Marselha, um Lyon ou um Saint Étienne de volta aos velhos tempos, a discutir títulos frente a um PSG petrolífero. O futebol precisa de anomalias, de histórias improváveis, de resistência. Precisa de falhar ao controlo absoluto.

    Curiosamente, acabei de ver um Corinthians vs Cruzeiro, para a meia final da Taça do Brasil, e foi aí que voltei a sentir alguma coisa. Um jogo menos tático, mais trapalhão, cheio de duelos no um para um, bolas na trave, emoção crua. E, acima de tudo, um público incrível. Um ambiente vivo, intenso, genuíno.

    Talvez não seja o futebol europeu que esteja errado.
    Talvez seja a forma como o estamos a transformar num produto demasiado polido, demasiado controlado, demasiado distante das pessoas.

    Eu sei que a FIFA não me ouve. Mas se continuarmos a aceitar tudo isto sem questionar, um dia vamos acordar e perceber que o futebol que nos fez apaixonar já não existe. E quando isso acontece, não há formato novo que o salve.