Tag: Futebol brasileiro

  • Palmeiras e Flamengo aparecem entre os melhores times do mundo, segundo pesquisa

    Palmeiras e Flamengo aparecem entre os melhores times do mundo, segundo pesquisa

    Finalistas da Conmebol Libertadores e atualmente brigando pelo título da Série A do Campeonato Brasileiro, Flamengo e Palmeiras estão entre os 10 melhores times do planeta, de acordo com o ranking da IFFHS, que leva em conta o trabalho dos times masculinos no período entre 1º de novembro de 2024 e 31 de outubro de 2025.

    Atual campeão da Champions League, o Paris Saint-Germain lidera a tabela, sendo seguido pelo Real Madrid e Chelsea, que fecha o top-3. Entre os brasileiros citados acima, o Palmeiras é quem aparece melhor ranqueado em 8º, enquanto o Flamengo fecha a lista em 10º colocado.

    O ranking é formulado a partir de um sistema de pontos, calculados de acordo com o desempenho dos clubes durante as competições em que participa. Um exemplo das pontuações fica por conta das primeiras divisões nacionais, onde cada vitória vale quatro pontos e empate dois.

    Quando se trata de competições continentais, como Libertadores e Champions League, o mesmo é o mesmo, 14 pontos para vitórias e 12 para empates, como informou o site OneFootball.

    A Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), foi fundada em março de 1984 em Leipzig-ALE, e atualmente está registrada em Zurique, na Suíça.

    O principal objetivo da entidade é divulgar estatísticas sobre o futebol mundial “em consonância com os esforços e instruções da FIFA”, como informa em site oficial.

    Todos os resultados, dados e informações relacionais ao futebol mundial são documentados organizadamente por meio de seus membros, federações especializadas do mundo todo, votações e estatísticas, o que será determinante para o ranking anual das equipes, ligas, árbitros e atletas.

    Top 10 melhores times do mundo

    1. Paris Saint-Germain (UEFA) – 567 pontos
    2. Real Madrid (UEFA) – 511 pontos
    3. Chelsea (UEFA) – 484 pontos
    4. Inter de Milão (UEFA) – 470 pontos
    5. Bayern de Munique (UEFA) – 457 pontos
    6. Barcelona (UEFA) – 419 pontos
    7. Borussia 09 Dortmund (UEFA) – 394 pontos
    8. Palmeiras (CONMEBOL) – 378 pontos
    9. Arsenal (UEFA) – 378 pontos
    10. Flamengo (CONMEBOL) – 374 pontos

    Final da Libertadores

    Flamengo e Palmeiras entrarão em campo no próximo dia 29 de novembro, em Lima, no Peru. A partida será realizada às 18h (horário de Brasília).

    As equipes reeditaram a decisão de 2021, quando o Verdão bateu o time carioca por 2 a 1, na prorrogação.

  • CBF criará órgão para aplicar Fair Play Financeiro aos clubes

    CBF criará órgão para aplicar Fair Play Financeiro aos clubes

    Nesta última terça-feira (12/11), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reuniu-se em sua sede no Rio de Janeiro, com clubes, federações, profissionais do setor financeiro e consultores para a última reunião onde visam implementar um sistema de sustentabilidade para a economia. A fiscalização e aplicação das regras do projeto de Fair Play Financeiro para o futebol no país serão determinadas por um órgão independente.

    O órgão deverá ser formado até o início do próximo ano, com profissionais que atuam no mercado. A estrutura se assemelhará à Câmara Nacional de Resolução de Disputas, responsável por cuidar dos problemas entre entes no esporte.

    O Fair Play Financeiro será adicionado gradualmente, assim os clubes conseguirão se adaptar rapidamente a novidade. Caso as determinações não sejam cumpridas, sansões deverão ser aplicadas como multas, proibição na hora de contratar, perda de pontos e possivelmente um rebaixamento.

    Há 10 anos atrás, a CBF chegou a implementar um regulamento que previa tirar pontos dos clubes que atrasassem na hora do pagamento aos jogadores. O STJD era o responsável de julgar e punir após entender a denúncia dos jogadores e representantes. Mesmo as sanções sendo raras, as irregularidades por muitas vezes não continuava.

    O novo Fair Play se estende ao olhar do público, impasse entre os clubes, controle de gastos e outras coisas. A expectativa é que quem está cuidando deste projeto entenda que a aplicação das regras e escolhas das punições sejam capazes de serem executadas.

    O modelo em definitivo deverá ser apresentado no dia 26 de novembro, no Summit CBF Academy.

  • Cruzeiro bate Grêmio fora de casa e diminui distância da liderança da Série A

    Cruzeiro bate Grêmio fora de casa e diminui distância da liderança da Série A

    O Cruzeiro ainda não desistiu de conquistar o título do Campeonato Brasileiro de 2025 e viajou até Porto Alegre para enfrentar o Grêmio pela 32ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Quando a bola rolou na Arena, a Raposa venceu os donos da casa por 1 a 0, gol marcado pelo zagueiro Fabrício Bruno, no primeiro tempo.

    Durante os dois tempos da partida, os grandes destaques foram os goleiros dos dois times, Cássio e Tiago Volpi que brilharam em suas respectivas traves.

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    É importante ressaltar que o primeiro tempo não foi tão emocionante como se esperava, já que os dois times cometeram muitas faltas e não conseguiam completar as jogadas ofensivas, ao menos nos minutos iniciais.

    A primeira grande oportunidade real do Cruzeiro aconteceu apenas aos 21 minutos, com Arroyo conseguindo finalizar, mas sem força. Na sequência, Tiago Volpi começou a trabalhar cedo e precisou defender a bola de Christian.

    O Grêmio decidiu arriscar e aos 33 minutos, Amuzu assustou com um cabeçada em direção ao gol, mas a bola foi para fora.

    A partir dos 35 minutos só deu Cruzeiro, porém Lucas Silva, Kaio Jorge e Arroyo desperdiçaram suas respectivas chances antes do ataque letal. Aos 42 minutos da etapa inicial, Fabrício Bruno aproveita a bola mandada para dentro da área e cabeceia para dentro do gol para abrir o placar, 1 a 0.

    Nos minutos finais do primeiro tempo, o Grêmio buscou o empate, mas não conseguiu aproveitar as chances criadas por Edenílson e Noriega, esse assustando o goleiro Cássio.

    O segundo tempo foi movimentado com os dois times buscando balançar as redes adversárias. O Grêmio até chegou com mais posse de bola, mas foi o Cruzeiro quem teve a melhor chance de fazer o gol. Aos 15 minutos, Kaio Jorge carimbou o travessão de Volpi.

    O time gaúcho melhorou após as substituições e tornou-se perigoso com Arthur e Cristaldo, mas sem conseguir ultrapassar a defesa adversária. Tentando segurar o resultado, a Raposa se manteve na sua área e deu espaço para o Grêmio atacar.

    Aos 40 minutos, Marlon cobrou uma falta rasteira com perigo, ultrapassando os jogadores da barreira quase morrendo dentro do gol, se não fosse pela interferência de Cassio, que tirou a bola em cima da linha. No último minuto, o goleiro cruzeirense novamente brilhou, desta vez segurando um chute do volante Arthur, finalizando a partida com vitória cruzeirense.

  • Torcedores do Vasco: histórias, curiosidades e momentos inesquecíveis

    Torcedores do Vasco: histórias, curiosidades e momentos inesquecíveis

    Vestindo sempre, com orgulho, suas camisas pretas e brancas com a cruz vermelha no peito, e cantando freneticamente sobre o amor pelo Vasco da Gama, sua torcida é, sem dúvida, uma das mais apaixonadas do país.

    Nos últimos anos, mesmo diante das dificuldades e quedas, a fidelidade tornou-se sinônimo dos torcedores cruzmaltinos, demonstrando que sua paixão vai muito além dos resultados em campo, é um sentimento verdadeiro que transborda de seus corações.

    Pensando nisso, o Portal Camisa12 vai te mostrar os motivos pelos quais o torcedor vascaíno acredita que é necessário viver intensamente pelo seu time do coração.

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    História

    Desde sua fundação em 1898, o Vasco sempre se destacou por ser um clube criado para o povo. Seus torcedores afirmam ter herdado um espírito de resistência, algo que, até os dias de hoje, continua sendo uma realidade.

    Um marco histórico ocorreu em 1923, quando o clube carioca conquistou o Campeonato Carioca com um time formado por atletas negros, operários e imigrantes. Essa vitória desafiou as regras da elite esportiva da época e confirmou que participar ativamente das lutas sociais sempre fez parte do DNA vascaíno.

    Um dos episódios mais emblemáticos dessa trajetória foi a “Carta Histórica de 1924”, quando a agremiação se recusou a excluir seus jogadores humildes. A atitude inspirou seus torcedores, que aderiram ao movimento e transformaram o Vasco em um símbolo de coragem e pertencimento.

    Ligação com o São Januário

    A relação da torcida vascaína com o estádio São Januário é algo único — uma verdadeira ligação de amor. Inaugurado em 1927, o local foi construído com doações dos próprios torcedores, tornando-se, ao longo dos anos, um verdadeiro santuário para a equipe.

    O apelido carinhoso de “Gigante da Colina” surgiu por conta de sua construção na colina de São Cristóvão, o que tornou ainda mais simbólica a dedicação dos vascaínos à sua agremiação do coração.

    De acordo com as crenças das arquibancadas, cada degrau de São Januário foi erguido com vitórias e lágrimas, carregando histórias gloriosas que serão transmitidas às próximas gerações.

    Uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil, os vascaínos cantam a plenos pulmões seu amor pelo Vasco da Gama, sempre relembrando as histórias de suas lutas e as glórias conquistadas ao longo do tempo. Suas vozes transformam qualquer estádio em uma atmosfera perfeita para o Gigante da Colina.

    Canções mais famosas da torcida do Vasco

    As músicas reforçam o compromisso dos torcedores em apoiar o clube do coração em qualquer situação, independentemente dos resultados em campo.

    Entre elas, algumas se destacam e tornaram-se verdadeiras marcas registradas das arquibancadas:

    • Casaca – Tradicional grito de “guerra” da torcida, inspirado na tradição naval, reflete o orgulho e o espírito de resistência que marcam a história vascaína.
    • De Todos os Amores – Representa o amor declarado dos torcedores pelo clube, deixando claro que o Vasco é o primeiro e mais duradouro amor de suas vidas.
    • Vasco Monumental – Relembra os momentos de glória do Cruzmaltino, especialmente o histórico gol de Juninho Pernambucano contra o River Plate, exaltando o orgulho pelas grandes conquistas.

    Momentos Inesquecíveis

    Copa Libertadores de 1998: No ano do centenário, o Vasco conquistou a América e transformou São Januário em um verdadeiro palco de celebração. A vitória por 2 a 1 sobre o Barcelona-EQU é lembrada até hoje como o ápice da glória vascaína.

    Título Brasileiro de 2000 (extinta Copa João Havelange): A final contra o São Caetano foi inesquecível. O estádio de São Januário chegou a ter parte de suas arquibancadas cedendo com o peso da torcida, mas nem isso impediu o Vasco de vencer e levantar o troféu.

    Retorno à elite do futebol em 2009: Após o primeiro rebaixamento, a torcida mostrou sua força lotando estádios da Série B e provando que o amor não depende de divisão. A volta à Série A foi uma das festas mais emocionantes da história recente do futebol brasileiro.

    Copa do Brasil de 2011: O título veio impulsionado por uma torcida apaixonada que empurrou o time até o fim. O choro de Dedé e os gritos de “O sentimento não pode parar” tornaram-se símbolos da alma vascaína.

    Nos confrontos decisivos contra o Coritiba, o Vasco venceu o jogo de ida por 1 a 0 e perdeu o de volta por 3 a 2. Pelo critério de gols marcados fora de casa, os cariocas conquistaram o troféu e eternizaram mais um capítulo de glória na sua história.


    Com o constante e pronunciado lema das arquibancadas, “O Vasco é o time do povo”, vemos que essa fala não é apenas um clichê, mas sim um sentimento vivenciado por milhões de torcedores, que orgulhosamente demonstram seu amor pelo Cruzmaltino.

  • Todas as lágrimas são amor, Abel Ferreira

    Todas as lágrimas são amor, Abel Ferreira

    Confesso: sou fã de Abel Ferreira. Goste-se mais ou menos do estilo das equipas do treinador português, ganhe mais ou menos títulos, é um homem de raça. Luta, chora, grita, encoraja e vive todos os momentos como se fossem o último.

    E no meio disto tudo, mais uma final foi alcançada pelo Palmeiras. Depois de perder 3-0 na primeira mão, até eu perdi esperança. Mas foi uma reviravolta digna de uma equipa de Abel Ferreira.

    No final do jogo, o português chorou. E foram lágrimas de amor, de quem ama o futebol, ama o Palmeiras e ama os seus jogadores. Abel ainda disse que após o jogo só lhe apetecia abraçar a filha, que está em Portugal.

    Este lado humano, com todas as emoções à flôr da pele, para o bem e para o mal, tornam muito difícil não gostar de Abel Ferreira. Mesmo para quem é adepto do rival, a paixão e entrega do homem é louvável.

    E num mundo onde falta energia, Abel Ferreira é o exato oposto. Os discursos no balneário do Palmeiras são dos meus preferidos de ver.

    Seja um do dia da mãe, onde pediu aos jogadores para escreverem o nome das mães na mão e jogarem por ela. Ou quando colocou fotos dos jogadores em criança e puxou pelo “orgulho” do trajeto.

    No Mundial de Clubes, disse aos jogadores que eles “pagavam” para estar ali. “Levem esta energia, este pensamentos, por nós, por eles e pelos nossos que estão lá em cima”. É arrepiante só de ouvir.

    Abel Ferreira é um excelente comunicador, não só o conteúdo é forte, como a mensagem é dita ao melhor nível, digno de discurso de filme sobre gladiadores.

    Falta treinadores assim hoje em dia. Com garra, emoções à flôr da pele, que sofram tanto como os adeptos e que transmitam ao balneário a força do querer.

    Numa era de futebolistas preocupados em escrever mensagens provocatórias no Instagram, ou em partilhar infromações aos jornais para denegrir um treinador, falta líderes como Abel Ferreira.

    Há que haver respeito e há que saber dar-se respeito. Abel é certeiro em ambas. Fala da família, de orgulho, de saudade, de amor, chora, ri e ganha. Abel Ferreira é um vencedor.

    Volto ao início desta opinião. Goste-se mais ou menos do futebol dele, ganhe mais ou menos jogos, quero acreditar que há poucas pessoas que não gostariam de ter um homem como Abel Ferreira no seu clube.

    Todas as lágrimas são de amor, Abel Ferreira. Por isso, torço por ti. Portugal está contigo, campeão.

  • Bem-vindo ao Brasil, Leonardo Jardim  

    Bem-vindo ao Brasil, Leonardo Jardim  

    Leonardo Jardim se revoltou numa coletiva e fez críticas duras ao desempenho da equipa de arbitragem. Mas o meu artigo não é sobre o árbitro, até porque eu nem vi o jogo. É sobre a mensagem que o técnico quis deixar.

    O treinador disse algo importante, que vai muito além de uma decisão de arbitragem. Falou de um sistema e de um contexto. Disse que, na opinião dele, o Brasileirão dificilmente chegará ao top cinco mundial. E eu concordo.

    Eu já escrevi isso antes, o potencial é enorme, talvez o maior do mundo fora da Europa. A paixão pelo futebol no Brasil é algo que me deixa louco. Está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer, assistir a um Grenal, a um Corinthians contra Palmeiras ou a um jogo em São Januário. O Brasil vive o futebol de uma forma que nenhum outro país vive, mas a estrutura não acompanha.

    Talento, por si só, já não basta  

    Eu já falei em “lixo visual” nos estádios, nos gramados sintéticos e em outros que mais parecem campos de batatas. E, em 2025, isso ainda faz sentido?

    Enquanto não houver um sindicato que defenda os jogadores, enquanto o número absurdo de jogos e os campeonatos estaduais não forem repensados, o Brasileirão continuará sendo o maior desperdício de talento do mundo.

    Ver um jogo do Palmeiras ou do Flamengo na televisão não tem nada a ver com assistir a uma partida da Premier League. E eu não digo isso por qualquer complexo de superioridade, o campeonato português também tem muito a melhorar. A diferença é que, em Portugal, há uma preocupação, ainda que pequena, com a forma como o produto é apresentado. No Brasil há paixão e emoção como em nenhum outro lugar, mas falta organização, critério e planejamento.

    O bairrismo português é forte no Norte. No Brasil qualquer equipa tem casa cheia. E é por isso que dói ver tanto potencial travado.

    Craque Neto entendeu mal  

    Craque Neto, essa personalidade que eu adoro, tanto me diverte como me irrita profundamente, respondeu da pior forma. Mandou Jardim embora, perguntou “quem é você?” e atacou de forma grosseira. Sinceramente, o que seria se fosse o contrário? Se fosse um português a mandar um brasileiro “de volta para a tua terra”? Abriria os noticiários.

    Mas Neto interpretou mal a crítica. Jardim não desrespeitou o Brasil, pelo contrário, respeitou-o tanto que quis vê-lo melhor. O que ele disse é que o Brasileirão precisa valorizar-se como produto, porque tem torcidas apaixonadas, talento infinito e dimensão continental. E nisso ele está completamente certo.

    Abel Ferreira vem avisando  

    Abel Ferreira tem sido o porta-voz dessa luta desde que chegou. Critica o calendário, defende a profissionalização da arbitragem e pede melhores condições. É ridicularizado por isso, assim como agora Jardim. Mas a verdade é que eles são aliados do futebol brasileiro, até porque o interesse é mútuo. São técnicos que vêm de uma cultura onde o planeamento é fundamental e que encontraram um ambiente onde o improviso ainda manda.

    E o Brasil, com o tamanho e a paixão que tem, pode e deve ambicionar mais.

    Temos de aprender uns com os outros  

    Eu entendo a reação. Os brasileiros, nisso, são como nós, portugueses, não gostam de ouvir críticas sobre o próprio país. Só as aceitam quando vêm de dentro. “Só nós é que podemos falar mal de nós próprios!”

    Jardim não veio ensinar nada. Veio lembrar que o Brasil já tem tudo para ser top cinco. Só falta entender que a paixão precisa de estrutura e que o talento, por si só, já não é suficiente.

    O problema não é a nacionalidade. O problema é não querer ouvir quem quer ajudar.

    Dito isso, se me arranjarem umas cervejas e um ingresso para um jogaço, contem comigo, ahahah.

  • Estatuto do Torcedor: Quais são os direitos e deveres nas arquibancadas

    Estatuto do Torcedor: Quais são os direitos e deveres nas arquibancadas

    Coração de um clube de futebol, a torcida demonstra seu amor constantemente por meio de músicas, faixas, bandeirões e acompanhando o time em qualquer lugar que ele atue.

    Porém, o que muitos não sabem é que os torcedores possuem um estatuto próprio, que garante diversos direitos nas arquibancadas, desde segurança até acesso a informações adequadas. Mas isso não vem de mão beijada, já que a torcida também tem deveres a cumprir, para poder cobrar corretamente das autoridades.

    O Portal Camisa12 vai mostrar quais são os direitos e deveres descritos no Estatuto do Torcedor.

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    Origem

    O Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003) é uma legislação brasileira que busca assegurar os direitos dos torcedores em eventos esportivos no país, abrangendo temas como acesso aos estádios, segurança, ingressos e combate à violência, com o objetivo de garantir um ambiente mais harmonioso para os fãs de futebol.

    Sancionado em 15 de maio de 2003, o estatuto original foi revogado em 2023 pela Lei Geral do Esporte, que estabeleceu as bases para a proteção dos torcedores no Brasil.

    Direitos do torcedor

    Buscando promover segurança, conforto e respeito durante os jogos, o estatuto garante a integridade física dos torcedores, assegurando que todos permaneçam em segurança nas instalações, além de oferecer proteção contra tumultos e invasões de campo.

    Também é garantido o acesso a informações claras sobre regulamentos, preços de ingressos, condições do evento e dados gerais, como horários. O estatuto assegura ainda a circulação em áreas adequadas, com assentos confortáveis, banheiros limpos e bem conservados, além de estacionamento seguro, que deve ser oferecido pelo clube ou pelo estádio onde o jogo ocorre.

    Outro ponto importante é o direito de registrar reclamações formais sobre falhas na prestação de serviços durante um evento, sem sofrer respostas ofensivas que possam denegrir a imagem do torcedor. O estatuto também protege contra qualquer tipo de discriminação, seja por raça, gênero, religião, idade ou origem social, garantindo que todos possam frequentar as dependências do estádio com segurança e liberdade para ser quem são.

    Deveres

    Mas isto tudo não quer dizer que o torcedor possa fazer o que quiser que estará acobertado. Não se engane. Quem quiser acompanhar seu time do coração também possui obrigações a serem respeitadas, tanto do estádio quanto do próprio evento.

    É necessário respeitar as normas, não invadindo o campo ou áreas restritas, assim como manter um comportamento adequado, não se envolvendo em brigas, atos de vandalismo ou protagonizando cenas de violência, tudo isso não apenas para os torcedores adversários, englobando ainda os jogadores em campo.

    É de total responsabilidade do torcedor o uso correto dos espaços, sem danificar as instalações e permanecendo apenas no seu assento.

    Não seja louco de querer entrar em um jogo portando armas, fogos de artifício, explosivos ou objetos contundentes que podem ocasionar acidentes; é inteiramente proibido tudo isso.

    O Estatuto do Torcedor chegou para assegurar os direitos de quem dá a vida para acompanhar seu time do coração, muitas vezes sofrendo por diversos fatores. Mas, para garantir uma experiência positiva para todos, é necessário que as pessoas entendam que vivem em sociedade, e ninguém é obrigado a compreender seu modo de agir.

    Contribuindo com um ambiente saudável e incentivando o respeito ao próximo e às instalações em que se encontra, a paixão pelo futebol poderá ser vivida de uma forma mais leve.

  • Torcidas organizadas: por que algumas foram proibidas de frequentar estádios?

    Torcidas organizadas: por que algumas foram proibidas de frequentar estádios?

    Desde o conceito de torcidas organizadas até os episódios e motivos que levaram algumas a serem proibidas de frequentar os estádios. Conheça tudo sobre o tema em nosso artigo de investigação!

    Como surgiu o fenômeno das torcidas organizadas no Brasil?

    As torcidas organizadas são grupos estruturados de torcedores que apoiam clubes de futebol. Normalmente, distinguem-se de um torcedor comum pela forma padronizada de vestir, pelos cânticos entoados durante o jogo e até coreografias planejadas em determinados momentos de uma partida.

    No início, estas torcidas eram associadas a um apoio incondicional a um clube e ao acompanhamento contínuo dos times, jogando em casa ou fora, mas mais recentemente o panorama mudou. Hoje em dia, estas organizações passaram a ser associadas a episódios de violência, crimes de corrupção e práticas ilícitas, distanciando-se do apoio inicial aos clubes.

    Batalha do Pacaembu

    A Batalha campal do Pacaembu: Onde tudo mudou

    O primeiro acontecimento de grande polêmica ocorreu em 20 de agosto de 1995, quando o confronto entre as torcidas Mancha Verde – do Palmeiras – e Independente – do São Paulo – resultou em 110 feridos e um torcedor são-paulino morto, Márcio da Silva, com apenas 16 anos de idade!

    A gravidade dos confrontos foi tão grande que rapidamente levou à extinção judicial da Mancha Verde, bem como à proibição de presença em estádios.

    Com apoio da Federação Paulista de Futebol e do Ministério Público, a própria Confederação Brasileira de Futebol acabou criando leis mais rígidas para combater a violência no futebol.

    Torcida Organizada Mancha Verde

    Estados com proibições recentes

    São Paulo

    Depois de tentar reerguer de modo diferente a identidade da Mancha Verde, os torcedores do Palmeiras criaram a Mancha Alviverde. Apesar do esforço na mudança de identidade, em outubro de 2024, a torcida foi proibida de entrar em estádios!

    A causa da proibição foi um ataque a membros da torcida Máfia Azul – do Cruzeiro – em Mairiporã, que novamente causou um morto, além de 17 feridos.

    Lembre-se que este não foi o primeiro castigo à torcida, visto que em 2011 já havia sido impedida de entrar em estádios depois de confrontos com torcedores do Corinthians.

    Rio de Janeiro

    As torcidas Raça Rubro-Negra, Jovem Fla, Força Jovem e Young e Fúria foram banidas dos estádios por tempo indeterminado em 2023, por decisão judicial.

    A sanção surgiu depois de confrontos, que motivaram uma reunião urgente entre o governador do Rio e os dirigentes do Flamengo, Fluminense e Vasco.

    Torcida organizada Raça Rubro-Negra

    Minas Gerais

    Em 2024, o Ministério Público voltou a ser firme! O mesmo recomendou que a Máfia Azul e a Galoucura fossem proibidas de frequentar os estádios por gerarem conflitos de forma recorrente.

    Entre as várias medidas, as torcidas organizadas estão proibidas de uso, porte e exibição de qualquer vestimenta, faixa, bandeira ou instrumento musical que possa caracterizar a presença da torcida nos estádios em dias de jogo.

    Apesar da Galoucura estar banida até 4 de março de 2026, a Máfia Azul apenas cumprirá o castigo entre 15 de março de 2026 até 15 de março de 2028!

    Paraná

    Em abril de 2025, Os Fanáticos, Os Palhaços e a Fúria Independente foram proibidas de frequentar eventos esportivos por até 15 meses!

    A sanção atribuída pela Justiça do Paraná surgiu depois de confrontos violentos entre os times em jogo do Campeonato Paranaense.

    Torcida organizada Os Fanáticos

    Pernambuco

    As torcidas Jovem do Leão e a Explosão Coral não escaparam à regra deste artigo! Em fevereiro de 2025, vários clubes desta região como o Sport, Santa Cruz e Náutico assinaram, juntamente com a Federação Pernambucana de Futebol, um termo de ajustamento de conduta.

    No termo assinado com o Ministério Público de Pernambuco, os clubes comprometiam-se a cortar laços com as torcidas, evitando que continuassem a surgir episódios de violência.

    Onde está o futuro das torcidas organizadas?

    Assim como tudo, a relação entre clubes e as torcidas organizadas está em constante evolução. Uma das prioridades desta relação tem sido promover um ambiente mais seguro e respeitoso nos estádios, mantendo a boa relação entre torcedores e o próprio time!

    As perspectivas para o futuro destas organizações é que os clubes assumam responsabilidade sobre as suas ações, obrigando-os a tomar medidas mais eficazes e restritas com base no respeito mútuo.

    Agora resta apenas saber o quão difícil vai ser gerir essa situação para que a torcida tenha liberdade e não cause problemas!

  • Pesquisa aponta rejeição dos brasileiros em relação a arbitragem nacional; confira

    Pesquisa aponta rejeição dos brasileiros em relação a arbitragem nacional; confira

    A Atlas divulgou uma pesquisa nesta última quinta-feira (16/10), mostrando que a atual temporada da Série A do Campeonato Brasileiro sofre com uma rejeição de 65% do público. Dentro deste grupo, grande maioria que formam 46%, afirmam estarem insatisfeitas com a edição, enquanto apenas 19% declaram seu descontentamento. A situação piora quando boa parte dos entrevistas afirma que os árbitros do campeonato não são confiáveis, desacreditando das decisões durante os jogos.

    O levantamento foi realizado entre os dias 06 e 10 de outubro, ouvindo cerca de 1.648 pessoas espalhadas por todo o Brasil.

    O motivo de toda revolta são as polêmicas recentes e recorrentes no futebol brasileiro, com árbitros em campo tomando decisões errôneas e atrapalhando o desenrolar das partidas, algo que repercutido bastante nos bastidores do Brasileirão. Por este motivo, apenas 8% dos entrevistas afirmaram que estavam satisfeitos com a arbitragem nacional, enquanto 2% confirmaram que estavam bastante satisfeitos. Na contagem, 26% decidiram adotar a postura neutra.

    A pesquisa ainda apontou a falta de critérios de igualdade adotadas em lances semelhantes ao longo da competição nacional, sendo o principal problema da arbitragem, como apontou 51% dos entrevistados. Outro questionamento foi o possível favorecimentos de clubes, fazendo com 50% optassem por está escolha na hora das críticas. A falta de preparo técnico dos árbitros, também é algo crucial, além da omissão de preparo técnico dos árbitros, apontadas em 34% e 32%, respectivamente.

    Interferências de empresas de apostas também foi uma das pautas mencionadas, cerca de 16% ainda relembraram os casos de jogadores, empresários e árbitros envolvidos em fraudes nos resultados das partidas. É importante relembrar que cada entrevista poderia escolher até três alternativas como resposta.

    O VAR também entrou no meio do levantamento, com 51% do entrevistados escolhendo que ele “melhorou um pouco”, a qualidade da arbitragem. Contudo, 53% ainda afirmam que o sistema de juízes do Brasileirão piorou em relação a temporada passada.

    Ainda foram citados os árbitros com maiores rejeições do público, tendo Ramon Abatti Abel no topo com 38%, Wilton Pereira Sampaio com 27% e Anderson Daronco fechando o Top-3 com 25%. O engraçado é que o gaúcho também aparece entre os três primeiros na avaliação positiva dos torcedores, com 31% de aprovação. Edina Alves e Raphael Claus fecham a lista com 25% cada.