Tag: Futebol

  • Neymar: a salvação do Santos

    Neymar: a salvação do Santos

    Quando Neymar assinou o seu contrato para vestir novamente a camisa do Santos, muitos torceram o nariz. Falaram em «ex-jogador em atividade», em «marketing desesperado» ou em um «custo impagável» para um clube que vive no fio da navalha financeira. Mas hoje, ao olharmos para o desempenho da equipe em 2025, a conclusão é inevitável e contraria os céticos: Neymar não foi apenas um reforço; ele foi a salvação institucional e esportiva do Santos Futebol Clube.

    Num ano em que o futebol brasileiro triturou elencos com um calendário desumano e o nível técnico oscilou perigosamente, a presença do camisa 10 na Vila Belmiro funcionou como um farol em meio à neblina. O Santos, que flertou com a irrelevância e com o fantasma da Série B em temporadas recentes, encontrou nos pés do seu maior ídolo do século a estabilidade que nenhuma gestão ou treinador conseguiu entregar nos últimos anos.

    Mais do que técnica: a liderança técnica

    A salvação trazida por Neymar vai além dos gols e das assistências, que continuam a aparecer com uma frequência acima da média para o padrão nacional. O que salvou o Santos foi a «hierarquia» que ele impôs no vestiário e no campo. Em um elenco repleto de garotos da base que sentiam o peso da responsabilidade, Neymar serviu como um escudo. Ele absorveu a pressão, atraiu a marcação adversária e criou o espaço vital para que os novos «Meninos da Vila» pudessem respirar e jogar.

    Taticamente, ele já não é o ponta explosivo de 2011, mas reinventou-se como um armador cerebral. No caos organizado do Brasileirão, onde a correria muitas vezes supera o raciocínio, a capacidade de Neymar de colocar a bola debaixo do braço e ditar o ritmo do jogo foi o diferencial entre o empate e a vitória em partidas cruciais contra adversários diretos. Ele transformou um time reativo em uma equipe que, pelo menos quando a bola passa por ele, sabe exatamente o que fazer.

    O resgate da autoestima

    Fora das quatro linhas, o impacto foi igualmente salvador. O Santos recuperou a sua relevância midiática e a sua autoestima. A Vila Belmiro voltou a ser um caldeirão temido, não apenas pela pressão da torcida, mas pelo respeito reverencial que os adversários têm ao enfrentar uma lenda viva. Esse «medo cênico» imposto aos rivais garantiu pontos preciosos em casa.

    Financeiramente, a conta pode ser alta, mas o custo do rebaixamento ou da mediocridade seria muito maior. Neymar trouxe patrocinadores, lotou estádios em jogos fora de casa e recolocou o Santos nas manchetes internacionais.

    Portanto, chamar Neymar de «salvação» não é exagero poético; é uma constatação pragmática. Sem ele, o Santos de 2025 seria um time à deriva, lutando para sobreviver às suas próprias limitações. Com ele, o clube reencontrou o seu orgulho e, mais importante, o caminho do gol. Neymar provou que, mesmo longe do auge físico, o talento de um gênio ainda é a moeda mais valiosa do futebol brasileiro.

  • São Paulo anuncia a contratação do meio-campista Danielzinho

    São Paulo anuncia a contratação do meio-campista Danielzinho

    O jogador de 31 anos, que foi um dos pilares da campanha que levou o time do interior à Libertadores, assinou contrato com o Tricolor Paulista até o final de 2027.

    O São Paulo oficializou o seu primeiro reforço para a temporada de 2026. Na manhã desta sexta-feira (19), o clube anunciou a contratação do meio-campista Danielzinho, que se destacou defendendo as cores do Mirassol.

    O atleta assinou um vínculo válido até dezembro de 2027, com a possibilidade de renovação por mais um ano. Aos 31 anos, Danielzinho chega ao Morumbi após ser peça fundamental na histórica campanha do Mirassol, ajudando a equipe a conquistar uma vaga inédita na Copa Libertadores.

    “Realização de um sonho”

    Em suas primeiras palavras como jogador do São Paulo, Danielzinho não escondeu a emoção:

    “É a realização de um sonho, sentimento muito bom mesmo. Ter a oportunidade de vestir uma camisa deste peso é um privilégio. Estou muito feliz, porque é algo que um dia foi sonhado. Estou aqui para atingir os objetivos do clube e a expectativa da torcida. Vou lutar e trabalhar para o São Paulo conquistar coisas grandes.”

    Números e trajetória

    Danielzinho defendia o Mirassol desde 2023. Durante sua passagem pelo clube do interior paulista, ele acumulou números expressivos:

    • 145 partidas disputadas.
    • 6 gols marcados.
    • 13 assistências distribuídas.

    Além do destaque no Mirassol, o meio-campista possui passagens anteriores por clubes como Atlético Mineiro e Grêmio Novorizontino, onde atuou por quatro temporadas e também teve papel importante.

    A chegada de Danielzinho reforça o meio-campo do São Paulo, que busca montar um elenco competitivo para os desafios de 2026.

  • El Loco Julio: a história do torcedor lendário do Godoy Cruz que transformou paixão em legado

    El Loco Julio: a história do torcedor lendário do Godoy Cruz que transformou paixão em legado

    No universo do futebol argentino, onde a paixão costuma beirar a loucura, poucas histórias são tão genuínas e comoventes quanto a de Julio Roque Pérez, eternizado como «El Loco Julio». Torcedor símbolo do Club Deportivo Godoy Cruz Antonio Tomba, de Mendoza, ele não foi apenas um adepto nas arquibancadas; foi um benfeitor que, literalmente, ajudou a construir a casa do clube com o próprio sacrifício.

    De uma vida humilde ao amor pelo Tomba

    Nascido em 1940, em Ingeniero Giagnoni, Mendoza, Julio teve uma vida marcada pela simplicidade e, por vezes, pela extrema pobreza. Mudou-se para o departamento de Godoy Cruz ainda jovem, aos 12 anos, após a morte do avô. Foi ali, vivendo nas ruas e trabalhando na coleta de lixo e reciclagem, que encontrou o amor da sua vida: o Godoy Cruz.

    A sua relação com o clube transcendeu o fanatismo comum. Julio não tinha família próxima nem bens materiais, então adotou o «Tomba» (apelido do clube) como o seu lar e a sua razão de viver. Era figura onipresente nos treinos e jogos, acompanhando a equipe onde quer que fosse, muitas vezes a pé ou pedindo carona.

    Créditos: Godoy Cruz

    O prêmio da loteria e a doação histórica

    O episódio que elevou «El Loco Julio» ao estatuto de lenda aconteceu quando ele tinha apenas 15 anos. Vencedor da Lotería de San Juan, Julio recebeu uma quantia considerável de dinheiro, uma fortuna que poderia ter mudado a sua vida pessoal, tirando-o da pobreza e garantindo-lhe conforto.

    No entanto, em um gesto de altruísmo que define a sua lenda, Julio doou todo o dinheiro ao clube. O Godoy Cruz passava por um momento de expansão e necessitava de recursos. Com a doação de Julio, o clube construiu uma das tribunas do estádio Feliciano Gambarte e instalou o sistema de iluminação artificial.

    Quando questionado sobre o motivo de tal gesto, a sua resposta sempre foi simples e desarmante: o clube era a sua família, e ele queria ver a sua família crescer. Ele continuou a viver de forma humilde, trabalhando como gari municipal, sem nunca reclamar ou pedir nada em troca.

    Créditos: Godoy Cruz

    O legado eternizado

    Julio Roque Pérez faleceu em 12 de maio de 2020, aos 80 anos, causando uma comoção massiva em Mendoza. Mesmo em plena pandemia, centenas de torcedores saíram às ruas para acompanhar o cortejo fúnebre, uma despedida digna de um ídolo máximo.

    O reconhecimento do clube veio ainda em vida. Em 2016, o Godoy Cruz inaugurou uma estátua em sua homenagem no estádio Feliciano Gambarte, imortalizando a figura magra, de boné e sorriso fácil que tanto amou aquelas cores. Além disso, o bulevar próximo à sede do clube foi batizado com o seu nome.

    A história de «El Loco Julio» é um lembrete poderoso de que o futebol é feito, acima de tudo, pela gente. Ele provou que a riqueza de um torcedor não se mede pelo que tem no bolso, mas pelo que é capaz de entregar pelo escudo que ama.

    FAQs sobre El Loco Julio

    Quem foi «El Loco Julio»?

    Julio Roque Pérez, conhecido como «El Loco Julio», foi o torcedor mais famoso e símbolo do Godoy Cruz, clube de Mendoza, Argentina.

    Qual foi o grande gesto que o tornou uma lenda?

    Aos 15 anos, ele ganhou na loteria e doou todo o prêmio ao Godoy Cruz para a construção de uma arquibancada e do sistema de iluminação do estádio, mesmo vivendo em condições de pobreza.

    Qual era a profissão de Julio Roque Pérez?

    Ele trabalhou durante grande parte da vida como gari (varredor de rua) e coletor de recicláveis na cidade de Godoy Cruz.

    Como o clube homenageou El Loco Julio?

    O clube ergueu uma estátua em sua homenagem no estádio Feliciano Gambarte em 2016 e batizou uma rua próxima à sede social com o seu nome.

    Quando faleceu El Loco Julio?

    Ele faleceu em 12 de maio de 2020, aos 80 anos, gerando uma grande mobilização de torcedores em sua despedida.

    Por que ele é chamado de «Loco»?

    O apelido carinhoso refere-se à sua paixão desmedida e incondicional pelo clube, que muitos consideravam uma «loucura» saudável, especialmente dado o seu desapego material em prol do time.

  • Rafael Guanaes vira o “plano A” do Botafogo após a saída de Davide Ancelotti

    Rafael Guanaes vira o “plano A” do Botafogo após a saída de Davide Ancelotti

    Depois de confirmar a saída de Davide Ancelotti, o Glorioso agiliza a busca por um sucessor e aponta o técnico do Mirassol, sensação do Brasileirão, como o favorito para 2026.

    O Botafogo já definiu o seu alvo prioritário para assumir o comando técnico da equipe. Após a confirmação oficial da saída de Davide Ancelotti na última quarta-feira, a diretoria alvinegra voltou suas atenções para Rafael Guanaes, o treinador responsável pela campanha histórica do Mirassol no último Campeonato Brasileiro.

    Ao contrário de temporadas anteriores, em que o processo de escolha se arrastou por meses, a diretoria do Botafogo pretende agir com rapidez. O nome de Guanaes já foi apresentado a John Textor, proprietário da SAF do clube, que deverá, mais uma vez, ter a palavra final na decisão.

    O perfil de Rafael Guanaes e a multa rescisória

    Rafael Guanaes, de 44 anos, ganhou destaque nacional ao levar o Mirassol à classificação inédita para a Copa Libertadores logo no ano de estreia do clube na elite do futebol brasileiro. Sob o seu comando, o “Leão” terminou o campeonato na quarta colocação, com um registro de 18 vitórias em 37 jogos.

    Embora Guanaes tenha renovado recentemente o seu contrato com o clube paulista, a sua multa rescisória é considerada baixa e não deve representar um obstáculo financeiro significativo para o Botafogo. O principal desafio da negociação, caso Textor dê o sinal verde, será convencer o treinador a trocar o projeto consolidado do Mirassol pelo desafio no Rio de Janeiro.

    Guanaes iniciou a sua carreira técnica no Joseense e passou por clubes como Atlético Goianiense, Athletico Paranaense e Operário Ferroviário antes de brilhar no interior paulista.

  • Memphis x Coutinho: o duelo dos camisas 10 que atravessou a Europa e decide a Copa do Brasil

    Memphis x Coutinho: o duelo dos camisas 10 que atravessou a Europa e decide a Copa do Brasil

    Estrelas de Corinthians e Vasco, Memphis Depay e Philippe Coutinho protagonizam a final da Copa do Brasil de 2025. Rivais em confrontos europeus e ex-companheiros no Barcelona, os dois voltam a se enfrentar agora como principais referências de suas equipes.

    Final coloca frente a frente os protagonistas de Corinthians e Vasco

    A final da Copa do Brasil de 2025 é marcada por um confronto que vai além dos escudos. Memphis Depay e Philippe Coutinho, camisas 10 de Corinthians e Vasco, chegam à decisão como os grandes protagonistas de seus respectivos times e voltam a medir forças em um duelo que carrega história no futebol europeu.

    A primeira partida acontece nesta quarta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena. No domingo, o reencontro será no Maracanã. Em campo, mais do que o título, está em jogo a afirmação de quem decide.

    Histórico europeu favorece o camisa 10 vascaíno

    Antes de se enfrentarem no Brasil, Memphis e Coutinho já haviam cruzado caminhos em jogos eliminatórios de alto nível na Europa. Champions League e Europa League serviram de palco para confrontos diretos entre os dois, sempre defendendo clubes de peso do continente.

    Ao todo, foram seis partidas como adversários, com vantagem para Coutinho: três vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Em confrontos de mata-mata, o brasileiro levou a melhor e eliminou o holandês em três ocasiões.

    A única vitória de Memphis sobre Coutinho aconteceu já no futebol brasileiro, na goleada do Corinthians por 3 a 0 sobre o Vasco, pelo Brasileirão de 2025 — partida em que o meia cruz-maltino não entrou em campo.

    Coutinho em partida contra o Manchester United de Depay. Foto: Clive Brunskill

    Companheiros no Barcelona

    Apesar da rivalidade, os dois também já dividiram o vestiário. Na temporada 2021/2022, Memphis e Coutinho atuaram juntos pelo Barcelona, somando 15 jogos lado a lado. O período, porém, refletia momentos distintos na carreira de cada um.

    Contratado com status de estrela após brilhar no Liverpool, Coutinho enfrentava queda de rendimento e problemas físicos no clube catalão. Já Memphis chegou sem custos e ganhou espaço rapidamente, mas perdeu protagonismo após mudanças no comando técnico.

    Números no Barcelona:

    • Coutinho: 106 jogos, 26 gols e 12 assistências
    • Memphis: 42 jogos, 14 gols e 2 assistências

    Decisão coloca frente a frente dois líderes técnicos

    Agora, no futebol brasileiro, o roteiro se repete em escala máxima. Memphis e Coutinho são os jogadores mais criativos e decisivos de Corinthians e Vasco, respectivamente, e concentram as atenções na final da Copa do Brasil.

    Ambos buscam o primeiro título nacional no Brasil, o que aumenta o peso individual do confronto. Em uma decisão marcada pelo equilíbrio, o desempenho dos camisas 10 pode ser determinante para definir quem levanta a taça.

  • Crystal Palace inicia contatos com o Vasco para contratar Rayan

    Crystal Palace inicia contatos com o Vasco para contratar Rayan

    Clube inglês estuda proposta oficial pelo jovem atacante de 19 anos, que vive temporada artilheira e possui multa rescisória estipulada em 80 milhões de euros.

    O mercado de transferências europeu volta os olhos novamente para São Januário. O Crystal Palace, da Inglaterra, manifestou interesse na contratação do jovem atacante Rayan, joia das categorias de base do Vasco da Gama. Segundo informações apuradas pela ESPN, representantes do clube londrino já estabeleceram os primeiros contatos com a diretoria cruz-maltina para sondar as condições de um possível negócio.

    Atualmente com 19 anos, Rayan é visto como um dos ativos mais valiosos do futebol brasileiro. O plano do Crystal Palace seria garantir a contratação do atleta para que ele se integre ao elenco britânico na metade de 2026, coincidindo com o início da temporada europeia de 2026/27.

    Números de destaque e segurança contratual

    O interesse inglês não é por acaso. Em 2025, Rayan consolidou-se como peça fundamental no ataque vascaíno, registrando números impressionantes:

    • Jogos: 65 partidas disputadas na temporada.
    • Gols: 22 bolas na rede.
    • Status: Peça-chave para a disputa das finais da Copa do Brasil contra o Corinthians.

    Ciente do assédio estrangeiro, o Vasco protegeu-se juridicamente em relação ao atleta. Rayan possui contrato vigente com o clube carioca até o final de 2028. Além do vínculo longo, a multa rescisória para o mercado internacional está fixada em 80 milhões de euros (aproximadamente R$ 490 milhões na cotação atual).

    O Crystal Palace agora avalia os dados colhidos na sondagem inicial para decidir se avançará com uma proposta oficial. Enquanto isso, o jogador segue focado na reta final das competições nacionais, onde tenta coroar seu ano artilheiro com um título de expressão pelo Vasco.

  • Brasileirão 2026: CBF divulga tabela de jogos da competição nacional e mudanças nas regras

    Brasileirão 2026: CBF divulga tabela de jogos da competição nacional e mudanças nas regras

    Nesta segunda-feira (15/12), a Confederação Brasileira de Futebol divulgou a tabela simples das 38 rodadas, além do Regulamento Específico da Competição e do Plano Geral de Ações. Todos os documentos detalham as datas e mandos de campo das partidas da Série A.

    Algumas mudanças importantes nas regras para a próxima temporada possui uma das principais alterações envolve a limitação de partidas para atletas que possam trocar de clube durante a disputa do Brasileirão. Até a última edição vencida pelo Flamengo, um atleta poderia transferir-se apenas se tivesse disputado no máximo seis jogos. Já a partir de 2026, este número dobrará, limitando agora para 12 partidas.

    Outra novidade na competição nacional está na classificação para disputar a próxima edição da Conmebol Libertadores. Anteriormente, os quatro primeiro colocados garantem vagas diretas na fase de grupos, enquanto o quinto e sexto colocado vão para a fase da pré-libertadores.

    Mas na próxima temporada, o Brasileirão oferecerá cinco vagas diretas para a principal competição continental. A mudança ocorreu pelo fato da Copa do Brasil classificar dois clubes para o principal torneio da Conmebol já a partir de 2026.

    “Quando o Campeão da Copa do Brasil obtenha acesso à CONMEBOL Libertadores de 2027 através de outras Competições, a vaga direta da Copa do Brasil será redirecionada ao Vice-Campeão da Copa do Brasil, retornando a vaga para a Pré-Libertadores a que este faria jus para ser repassada ao Clube mais bem colocado no Brasileirão Série A, excluídos os Clubes já classificados”, informou o regulamento da CBF.

    Divisão das vagas do Brasileirão a partir de 2026

    • O Campeão acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos;
    • O 2º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos;
    • O 3º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos;
    • O 4º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos; e
    • O 5º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase preliminar.

    Confira todos os jogos do primeiro turno da Série A

    1ª rodada (28/01)

    • Fluminense x Grêmio
    • Botafogo x Cruzeiro
    • São Paulo x Flamengo
    • Corinthians x Bahia
    • Mirassol x Vasco
    • Atlético-MG x Palmeiras
    • Internacional x Athletico-PR
    • Coritiba x Red Bull Bragantino
    • Vitória x Remo
    • Chapecoense x Santos

    2ª rodada (04/02)

    • Flamengo x Internacional
    • Vasco x Chapecoense
    • Santos x São Paulo
    • Palmeiras x Vitória
    • Red Bull Bragantino x Atlético-MG
    • Cruzeiro x Coritiba
    • Grêmio x Botafogo
    • Athletico-PR x Corinthians
    • Bahia x Fluminense
    • Remo x Mirassol

    3ª rodada (11/02)

    • Fluminense x Botafogo
    • Vasco x Bahia
    • São Paulo x Grêmio
    • Corinthians x Red Bull Bragantino
    • Mirassol x Cruzeiro
    • Atlético-MG x Remo
    • Internacional x Palmeiras
    • Athletico-PR x Santos
    • Vitória x Flamengo
    • Chapecoense x Coritiba

    4ª rodada (25/02)

    • Flamengo x Mirassol
    • Botafogo x Vitória
    • Santos x Vasco
    • Palmeiras x Fluminense
    • Red Bull Bragantino x Athletico-PR
    • Cruzeiro x Corinthians
    • Grêmio x Atlético-MG
    • Coritiba x São Paulo
    • Bahia x Chapecoense
    • Remo x Internacional

    5ª rodada (11/03)

    • Flamengo x Cruzeiro
    • Vasco x Palmeiras
    • São Paulo x Chapecoense
    • Corinthians x Coritiba
    • Mirassol x Santos
    • Atlético-MG x Internacional
    • Grêmio x Red Bull Bragantino
    • Athletico-PR x Botafogo
    • Bahia x Vitória
    • Remo x Fluminense

    6ª rodada (15/03)

    • Fluminense x Athletico-PR
    • Botafogo x Flamengo
    • Santos x Corinthians
    • Palmeiras x Mirassol
    • Red Bull Bragantino x São Paulo
    • Cruzeiro x Vasco
    • Internacional x Bahia
    • Coritiba x Remo
    • Vitória x Atlético-MG
    • Chapecoense x Grêmio

    7ª rodada (18/03)

    • Flamengo x Remo
    • Vasco x Fluminense
    • Santos x Internacional
    • Palmeiras x Botafogo
    • Mirassol x Coritiba
    • Atlético-MG x São Paulo
    • Grêmio x Vitória
    • Athletico-PR x Cruzeiro
    • Bahia x Red Bull Bragantino
    • Chapecoense x Corinthians

    8ª rodada (22/03)

    • Fluminense x Atlético-MG
    • Vasco x Grêmio
    • São Paulo x Palmeiras
    • Corinthians x Flamengo
    • Red Bull Bragantino x Botafogo
    • Cruzeiro x Santos
    • Internacional x Chapecoense
    • Athletico-PR x Coritiba
    • Vitória x Mirassol
    • Remo x Bahia

    9ª rodada (01/04)

    • Fluminense x Corinthians
    • Botafogo x Mirassol
    • Santos x Remo
    • Palmeiras x Grêmio
    • Red Bull Bragantino x Flamengo
    • Cruzeiro x Vitória
    • Internacional x São Paulo
    • Coritiba x Vasco
    • Bahia x Athletico-PR
    • Chapecoense x Atlético-MG

    10ª rodada (05/04)

    • Flamengo x Santos
    • Vasco x Botafogo
    • São Paulo x Cruzeiro
    • Corinthians x Internacional
    • Mirassol x Red Bull Bragantino
    • Atlético-MG x Athletico-PR
    • Grêmio x Remo
    • Coritiba x Fluminense
    • Bahia x Palmeiras
    • Chapecoense x Vitória

    11ª rodada (12/04)

    • Fluminense x Flamengo
    • Botafogo x Coritiba
    • Santos x Atlético-MG
    • Corinthians x Palmeiras
    • Mirassol x Bahia
    • Cruzeiro x Red Bull Bragantino
    • Internacional x Grêmio
    • Athletico-PR x Chapecoense
    • Vitória x São Paulo
    • Remo x Vasco

    12ª rodada (19/04)

    • Flamengo x Bahia
    • Vasco x São Paulo
    • Santos x Fluminense
    • Palmeiras x Athletico-PR
    • Red Bull Bragantino x Remo
    • Cruzeiro x Grêmio
    • Internacional x Mirassol
    • Coritiba x Atlético-MG
    • Vitória x Corinthians
    • Chapecoense x Botafogo

    13ª rodada (25/04)

    • Fluminense x Chapecoense
    • Botafogo x Internacional
    • São Paulo x Mirassol
    • Corinthians x Vasco
    • Red Bull Bragantino x Palmeiras
    • Atlético-MG x Flamengo
    • Grêmio x Coritiba
    • Athletico-PR x Vitória
    • Bahia x Santos
    • Remo x Cruzeiro

    14ª rodada (03/05)

    • Flamengo x Vasco
    • Botafogo x Remo
    • São Paulo x Bahia
    • Palmeiras x Santos
    • Mirassol x Corinthians
    • Cruzeiro x Atlético-MG
    • Internacional x Fluminense
    • Athletico-PR x Grêmio
    • Vitória x Coritiba
    • Chapecoense x Red Bull Bragantino

    15ª rodada (10/05)

    • Fluminense x Vitória
    • Vasco x Athletico-PR
    • Santos x Red Bull Bragantino
    • Corinthians x São Paulo
    • Mirassol x Chapecoense
    • Atlético-MG x Botafogo
    • Grêmio x Flamengo
    • Coritiba x Internacional
    • Bahia x Cruzeiro
    • Remo x Palmeiras

    16ª rodada (17/05)

    • Fluminense x São Paulo
    • Botafogo x Corinthians
    • Santos x Coritiba
    • Palmeiras x Cruzeiro
    • Red Bull Bragantino x Vitória
    • Atlético-MG x Mirassol
    • Internacional x Vasco
    • Athletico-PR x Flamengo
    • Bahia x Grêmio
    • Chapecoense x Remo

    17ª rodada (24/05)

    • Flamengo x Palmeiras
    • Vasco x Red Bull Bragantino
    • São Paulo x Botafogo
    • Corinthians x Atlético-MG
    • Mirassol x Fluminense
    • Cruzeiro x Chapecoense
    • Grêmio x Santos
    • Coritiba x Bahia
    • Vitória x Internacional
    • Remo x Athletico-PR

    18ª rodada (31/05) – última antes da pausa da Copa do Mundo

    • Flamengo x Coritiba
    • Vasco x Atlético-MG
    • Santos x Vitória
    • Palmeiras x Chapecoense
    • Red Bull Bragantino x Internacional
    • Cruzeiro x Fluminense
    • Grêmio x Corinthians
    • Athletico-PR x Mirassol
    • Bahia x Botafogo
    • Remo x São Paulo

    19ª rodada (22/07)

    • Fluminense x Red Bull Bragantino
    • Botafogo x Santos
    • São Paulo x Athletico-PR
    • Corinthians x Remo
    • Mirassol x Grêmio
    • Atlético-MG x Bahia
    • Internacional x Cruzeiro
    • Coritiba x Palmeiras
    • Vitória x Vasco
    • Chapecoense x Flamengo
  • Entre versos e torcidas: Carlos Drummond de Andrade e o encanto do futebol

    Entre versos e torcidas: Carlos Drummond de Andrade e o encanto do futebol

    A literatura brasileira e o futebol caminham frequentemente de mãos dadas, entrelaçando a identidade cultural do país. Entre os grandes nomes que dedicaram o seu olhar aguçado às quatro linhas, destaca-se Carlos Drummond de Andrade. O poeta maior de Itabira, conhecido pela sua profundidade existencial e pela sua observação minuciosa do cotidiano, não ignorou a paixão nacional. Pelo contrário, elevou o futebol à categoria de arte e fenômeno social através das suas crônicas.

    O olhar do cronista: além do fanatismo

    Diferente de contemporâneos como Nelson Rodrigues, que vivia o futebol com uma passionalidade visceral e trágica, Drummond adotava uma postura mais lírica e, por vezes, irônica. Para ele, o jogo não era apenas uma disputa de resultados, mas uma representação da vida, com os seus imprevistos, as suas alegrias efêmeras e as suas decepções.

    Créditos: Marcel Gautherot Acervo

    Nas páginas do Jornal do Brasil, onde escreveu durante décadas, o poeta transformava partidas comuns em ensaios sobre o comportamento humano. Ele via no estádio um espaço de suspensão da realidade, onde as hierarquias sociais se diluíam em prol de um objetivo comum: o gol. Drummond entendia que, durante noventa minutos, o torcedor deixava de ser um indivíduo comum para integrar uma massa movida por esperança e angústia.

    O coração vascaíno e as raízes mineiras

    Embora a sua escrita transparecesse uma certa imparcialidade intelectual, Drummond tinha as suas preferências. No Rio de Janeiro, cidade que adotou como lar, o seu coração batia pelo Club de Regatas Vasco da Gama. A escolha pelo cruzmaltino não era alardeada com fanatismo, mas aparecia sutilmente em seus textos e em conversas com amigos.

    Contudo, as raízes mineiras nunca o abandonaram. Havia no poeta uma simpatia natural pelo Atlético Mineiro, o «Galo», representante das suas origens. Essa dualidade mostrava que, para Drummond, o futebol era também uma forma de manter laços afetivos com os lugares e tempos da sua vida. Ele não era um torcedor de arquibancada, de gritar e xingar o juiz, mas um apreciador da estética do jogo e da fidelidade das torcidas.

    Créditos: Guia da Pesquisa

    A Copa do Mundo e a pátria de chuteiras

    Foi nas crônicas sobre a Copa do Mundo que Drummond produziu alguns dos seus textos mais memoráveis sobre o esporte. Ele captava como poucos o sentimento de unidade nacional que tomava conta do Brasil a cada quatro anos.

    Na Copa de 1970, no México, Drummond rendeu-se ao talento daquela que é considerada por muitos a melhor seleção de todos os tempos. Sobre Pelé, escreveu com reverência, reconhecendo no camisa 10 não apenas um atleta, mas um artista que desafiava as leis da física e a lógica. Para o poeta, o «Rei» fazia o difícil parecer natural, transformando o futebol em um espetáculo de dança e geometria.

    Drummond também abordava a derrota com maestria. Após a tragédia do Sarriá na Copa de 1982, soube traduzir o luto coletivo sem cair no desespero, lembrando que o futebol, assim como a poesia, é feito de beleza, mas também de imperfeição.

    Em suma, a relação de Carlos Drummond de Andrade com o futebol foi a de um sábio observador que percebeu, antes de muitos intelectuais, que a bola rolando no gramado era uma extensão da alma brasileira. Ele provou que entre um verso e um drible não havia distância, mas sim uma ponte poética onde a vida acontece.

    FAQs sobre Carlos Drummond de Andrade e o futebol

    Qual era o time de coração de Carlos Drummond de Andrade?

    No Rio de Janeiro, o poeta era torcedor do Vasco da Gama. No entanto, mantinha também uma forte simpatia pelo Atlético Mineiro, devido às suas origens no estado de Minas Gerais.

    Drummond era um torcedor fanático?

    Não. Diferente de cronistas como Nelson Rodrigues, Drummond não era um torcedor fanático ou «doente». Ele apreciava o futebol com um olhar mais lírico, intelectual e observador, valorizando a estética do jogo e o comportamento social das torcidas.

    Em qual jornal Drummond publicava as suas crônicas sobre futebol?

    A maior parte da sua produção cronística, incluindo os textos sobre futebol, foi publicada no Jornal do Brasil, onde ele manteve uma coluna por muitos anos.

    Como Drummond via a Copa do Mundo?

    Ele via a Copa do Mundo como um momento de suspensão da realidade e de união nacional. As suas crônicas durante os mundiais, especialmente os de 1958, 1970 e 1982, são celebradas por captarem a emoção do povo brasileiro.

    O que Drummond escreveu sobre Pelé?

    Drummond escreveu com grande admiração sobre Pelé, reconhecendo-o como um gênio e um artista. Para o poeta, Pelé tinha a capacidade de fazer o extraordinário parecer simples, elevando o futebol à categoria de arte.

    Drummond considerava o futebol um tema menor para a literatura?

    Pelo contrário. Com a sua obra, ele ajudou a legitimar o futebol como um tema digno de alta literatura, mostrando que o esporte era um reflexo profundo da cultura e da identidade do Brasil.

  • Palmeiras Feminino faz história e conquista segundo troféu em 2025

    Palmeiras Feminino faz história e conquista segundo troféu em 2025

    No último domingo (14), no Estádio do Canindé, o time feminino do Palmeiras foi campeão estadual após vencer o Corinthians por 5 a 2 no agregado dos dois jogos. O verdão, que já havia ganho a Copa do Brasil em 2025, vence seu segundo título no ano e o quarto paulista de sua história.

    O Palmeiras chegou à final do Campeonato Paulista depois de ter ficado em segundo lugar na primeira fase com 30 pontos e ter eliminado a Ferroviária na semifinal, na final as alviverdes golearam o Corinthians por 5 a 1 no jogo da ida e perderam por 1 a 0 na volta. Já na Copa do Brasil o verdão passou por Avaí/Kindermann, América Mineiro, Sport, São Paulo e Ferroviária para ser campeões.

    Palmeiras comemora o título da Copa do Brasil.
    Legenda: Reprodução/Agência Esporte

    Os principais destaques da equipe treinada por Rosana Augusto foram Brena, Amanda Gutierres e Tainá Maranhão, todas importantes também para a seleção brasileira.

    Expectativas para 2026

    Com esses títulos, o Palmeiras garantiu vaga na próxima edição da Supercopa, da Copa do Brasil e da Libertadores, além de ter se mantido na primeira divisão do Brasileirão. O clube, que tem aumentado o investimento no futebol feminino nos últimos anos, tem grandes chances de conquistar ao menos um título em 2026.

    Hegemonia dos times paulistas

    Os clubes paulistas dominam o futebol feminino no Brasil desde sua criação, e essa predominância se acentuou nos últimos anos. No Brasileirão, o último clube não paulista a vencer o campeonato foi o Flamengo, em 2016, de lá pra cá, Santos e Ferroviária levaram um título cada e o Corinthians foi heptacampeão.

    E essa predominância acontece também em todo o continente, das 17 edições da Libertadores, o título ficou no Brasil em 14, todas com os times paulistas, principalmente com Corinthians (seis títulos) e São José (três títulos). O timão agora representará a CONMEBOL na Copa dos Campeões Feminina, competição equivalente ao Intercontinental.

    Taça da Libertadores Feminina.
    Foto: Divulgação/ Libertadores
  • O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol, hoje, está uma seca.
    Não sei se é a nostalgia a falar ou se é mesmo a realidade a impor se, mas a verdade é que algo se perdeu pelo caminho. Esta semana estava a dar um Real Madrid vs Manchester City e, por incrível que pareça, não me despertou grande interesse. Estamos a falar de um dos maiores jogos do futebol atual e mesmo assim passou me quase ao lado.

    Pouco depois, descubro que estava a haver um Flamengo vs Pyramids para a Taça Intercontinental. Taça Intercontinental? E o PSG só entra diretamente na final? Confesso que pensei que essa competição já tinha sido substituída ou simplesmente deixado de existir. E talvez esta confusão diga mais sobre o futebol moderno do que sobre mim.

    A FIFA está a destruir o futebol.
    E não, não é por mal. É por excesso e por falta de critério.

    Vivemos numa era em que o futebol já não compete apenas com outros desportos. A verdadeira concorrência é o entretenimento em geral: Netflix, TikTok, vídeos curtos, consumo rápido. Tudo disputa a nossa atenção. Mas a resposta encontrada foi empilhar jogos, competições e formatos novos, como se quantidade pudesse substituir significado. O que estão a fazer é, no mínimo, criminoso.

    O novo formato da Liga dos Campeões é o melhor exemplo disso. É uma porcaria. A desvalorização dos grandes jogos é evidente. Quando há grandes jogos constantemente, eles deixam de ser especiais. Perdem peso, perdem urgência, perdem contexto. Esta fase de liga permite que equipas gigantes façam apenas o mínimo necessário para seguir em frente. Não há drama, não há medo de falhar. Vemos rotações constantes na maior competição de clubes do mundo, algo que simplesmente não faz sentido.

    Tenho saudades dos grupos de quatro. Da ida e da volta. Da regra dos golos fora nas eliminatórias. Sim, especialmente dessa regra. Não era perfeita, mas ajudava os mais pequenos, criava estratégia, tensão, noites memoráveis. Fazia nos vibrar.

    Depois entramos no absurdo das competições globais. Faz sentido existir uma Taça Intercontinental. Faz sentido existir um Mundial de Clubes. O problema é ninguém perceber qual é qual, nem o que realmente está em jogo. Não é o mesmo título? Não devia ser. Mas hoje parece tudo diluído, sem identidade, sem narrativa. Há um Mundial de Clubes de quatro em quatro anos e, mesmo assim, mantém se uma Intercontinental que, na Europa, quase ninguém valoriza ou sequer acompanha. O futebol está inchado, confuso e sem hierarquia clara.

    Este modelo também está a afastar as pessoas do futebol como um todo. Cada vez mais adeptos acompanham apenas o seu clube do coração, muitos deles exclusivamente pela televisão. O resto do futebol transforma se num produto global vendido em massa para mercados gigantes, como a Índia, onde se consome o futebol europeu como entretenimento, mas onde pouco se vive aquilo que ele realmente é. Estádios, rivalidades, contexto histórico e cultura de adepto passam para segundo plano.

    Em Portugal, sofremos do mesmo mal. Temos uma Taça da Liga que nunca encontrou verdadeiramente o seu propósito. Só a Inglaterra conseguiu tornar uma taça da liga funcional e respeitada. Cá, parece existir apenas para imitar modelos estrangeiros e servir patrocinadores. As torcidas organizadas boicotam, os estádios ficam vazios, e há até rumores de clubes que preferem perder para evitar um calendário ainda mais sobrecarregado em janeiro. Isto não é futebol saudável. Isto é gestão de produto disfarçada de competição.

    Mas o problema do futebol moderno não é só dentro das quatro linhas. É também fora delas. Em vez de apostar seriamente em como ter claques com segurança nos estádios, em como permitir consumo de álcool de forma responsável, em como valorizar o espetáculo criado pelos adeptos com segurança e organização, prefere se reprimir, proibir e afastar. As subculturas do futebol, as claques, os cânticos, as coreografias, a identidade popular, são tratadas como um problema, quando sempre foram parte da solução. Sem isso, o futebol perde alma.

    Vivemos também na era das super equipas. Clubes empresa. Grupos com várias equipas espalhadas pelo mundo. Houve um tempo em que quase todos os clubes tinham jogadores fora de série. Hoje, os dez maiores clubes do mundo têm dois plantéis cheios deles. E, honestamente, perde a graça. O imprevisível desaparece.

    Tenho saudades de ver um Deportivo a brilhar em Espanha. Um Boavista a dar trabalho sério aos grandes em Portugal. Um Wolfsburg, Estugarda ou um Werder Bremen campeões na Alemanha. Uma liga francesa com um Marselha, um Lyon ou um Saint Étienne de volta aos velhos tempos, a discutir títulos frente a um PSG petrolífero. O futebol precisa de anomalias, de histórias improváveis, de resistência. Precisa de falhar ao controlo absoluto.

    Curiosamente, acabei de ver um Corinthians vs Cruzeiro, para a meia final da Taça do Brasil, e foi aí que voltei a sentir alguma coisa. Um jogo menos tático, mais trapalhão, cheio de duelos no um para um, bolas na trave, emoção crua. E, acima de tudo, um público incrível. Um ambiente vivo, intenso, genuíno.

    Talvez não seja o futebol europeu que esteja errado.
    Talvez seja a forma como o estamos a transformar num produto demasiado polido, demasiado controlado, demasiado distante das pessoas.

    Eu sei que a FIFA não me ouve. Mas se continuarmos a aceitar tudo isto sem questionar, um dia vamos acordar e perceber que o futebol que nos fez apaixonar já não existe. E quando isso acontece, não há formato novo que o salve.