O médio, de 36 anos, que é capitão e símbolo do Esquadrão de Aço, garantiu a sua permanência por mais uma temporada, apesar de as metas de renovação automática não terem sido cumpridas.
Éverton Ribeiro vai continuar em Salvador por mais um ano. Na noite deste sábado (13), o Bahia confirmou a renovação de contrato do médio até ao final da temporada de 2026.
O vínculo original de Éverton Ribeiro com o Esquadrão de Aço terminaria no final do ano, e a renovação automática prevista por metas desportivas não tinha sido alcançada. No entanto, a direção tricolor decidiu pela continuidade do atleta e negociou um novo acordo nos bastidores.
Liderança e números no clube
Aos 36 anos, Éverton Ribeiro é uma peça central, sendo capitão e um dos símbolos da nova era do clube, sob o comando do Grupo City.
Desde que chegou ao Bahia em janeiro de 2024, o médio já disputou 121 jogos com a camisola tricolor. O seu registo estatístico inclui 9 golos marcados e 16 assistências distribuídas.
O clube celebrou o novo acordo através das redes sociais, destacando a importância do atleta para o projeto:
«Éverton Ribeiro, nosso camisa 10, capitão e símbolo de uma nova Era, assina renovação de contrato com o Esquadrão ✍️»
A permanência de Éverton Ribeiro assegura à equipa um elemento de experiência e liderança para o planeamento de 2026.
O português, ex-Botafogo e Al Nassr, retorna ao futebol brasileiro para substituir Mano Menezes e é apenas o segundo técnico europeu a comandar o Tricolor Gaúcho em sua história.
O Grêmio confirmou o nome que irá liderar o projeto do clube a partir de 2026. Em busca de reverter o desempenho irregular de 2025, o Tricolor Gaúcho anunciou a contratação do técnico português Luís Castro, que chega para assumir a vaga deixada por Mano Menezes.
A negociação entre o clube e o treinador de 64 anos foi concluída rapidamente, com a assinatura do contrato nesta sexta-feira (12). O vínculo de Luís Castro com o Grêmio é de longa duração, estendendo-se até o final de 2027.
A segunda passagem pelo Brasil e a história no Botafogo
Esta será a segunda passagem de Luís Castro pelo futebol brasileiro. O técnico ficou conhecido no país por seu trabalho no Botafogo, entre 2022 e 2023. Sua passagem pelo clube carioca terminou de forma marcante: ele deixou o Botafogo quando o time liderava o Campeonato Brasileiro de 2023 com folga, aceitando uma proposta do Al Nassr, da Arábia Saudita.
Seu retrospecto no Botafogo foi de 42 vitórias em 79 partidas disputadas. Após a saída do Brasil, ele comandou o Al Nassr, time de Cristiano Ronaldo, onde obteve 44 vitórias em 63 jogos, mas acabou sendo demitido sem títulos. Neste ano, antes de acertar com o Grêmio, ele teve uma passagem curta, de apenas 14 partidas, no Al Wasl.
O Grêmio destacou a chegada do novo comandante em suas redes sociais:
«BEM-VINDO À NOSSA CASA!🏆 Um treinador vencedor em um time Imortal. Este é Luís Castro, o novo técnico do Grêmio! Que 2026 seja de vitórias e conquistas. Juntos, para o que der e vier!»
Detalhe histórico
Com a contratação de Luís Castro, o Grêmio insere seu nome em um seleto rol histórico. O português é apenas o segundo técnico europeu a assumir o comando da equipe gaúcha. O único antecessor foi o húngaro László Székely, que treinou o Tricolor em 31 oportunidades no ano de 1954.
A discussão levantada na recente Cimeira de Presidentes sobre a extinção da Taça da Liga não deve ser vista, de forma simplista, como um ato de arrogância dos clubes grandes. Pelo contrário, trata-se de um grito de sobrevivência em meio a um calendário que perdeu qualquer contato com a realidade fisiológica dos atletas. A proposta de acabar com a competição, defendida por Benfica e FC Porto, é a única saída racional para um futebol português que está a sufocar sob o peso de jogos irrelevantes e lesões acumuladas.
Defender a permanência da Taça da Liga no formato atual é ignorar a matemática do desgaste. Com o inchaço das competições europeias promovido pela UEFA e o novo formato do Mundial de Clubes da FIFA, não há mais datas disponíveis.
Manter um torneio que, sejamos honestos, oferece prêmios financeiros irrisórios se comparados aos custos operacionais e ao risco de perder jogadores importantes por lesão, é um erro estratégico.
A competição tornou-se um fardo para todos: para os grandes, que precisam rodar o elenco e desvalorizam o produto, e para os menores, que muitas vezes pagam para jogar, sem o retorno de visibilidade prometido em fases preliminares arrastadas.
A saturação mata o espetáculo
O argumento de que a extinção fere a democracia do futebol cai por terra quando analisamos a qualidade do jogo. Um calendário saturado resulta em partidas de baixo nível técnico, com atletas exaustos e times desfigurados. A verdadeira defesa do futebol português passa por valorizar o Campeonato e a Taça de Portugal, garantindo que estas competições tenham os melhores jogadores em campo, nas suas melhores condições físicas.
A Taça da Liga, criada para preencher lacunas de calendário que já não existem, cumpriu o seu papel, mas hoje é um obstáculo à excelência. Insistir na sua continuidade é prezar pela quantidade em detrimento da qualidade, uma lógica que transformou o mês de janeiro em uma maratona absurda que, ao final, não traz benefício estrutural real para nenhum clube, seja ele de topo ou de meio de tabela.
A verdadeira elitização: a ameaça espanhola
Se há elitismo e ganância nesta história, eles não residem no pedido de extinção da prova, mas sim nas alternativas «criativas» que foram ventiladas nos bastidores recentemente. A proposta de transformar a Final Four numa espécie de «Taça Ibérica», convidando clubes espanhóis para disputar o troféu em solo português, é o verdadeiro atentado à integridade do nosso esporte.
Essa ideia, que visa apenas gerar receitas televisivas artificiais e agradar a patrocinadores, é a prova cabal de que o dinheiro estava a tentar sequestrar a identidade do futebol nacional. Trazer o Real Madrid ou o Barcelona para «salvar» a Taça da Liga seria admitir que o futebol português não se sustenta sozinho. Isso sim seria elitização: criar um torneio de exibição para uma plateia VIP, ignorando o mérito esportivo local em prol de um show business internacionalizado.
Portanto, acabar com a Taça da Liga não é um ato de egoísmo; é um ato de saneamento. O futebol português precisa de menos jogos para ter melhores jogos. É hora de deixar a competição ir, fechando a porta a invenções ibéricas que serviriam apenas para encher os bolsos de organizadores, enquanto os jogadores portugueses continuariam a pagar a conta com a própria saúde.
Mensurar a paixão no futebol é um desafio que transcende a matemática, mas quando o assunto é definir as maiores torcidas do mundo, a indústria do esporte recorre a pesquisas de opinião, dados de consumo e, cada vez mais, ao engajamento digital. O cenário atual revela uma clara divisão entre os «gigantes globais» — clubes europeus com alcance planetário — e as «potências regionais», que concentram massas impressionantes em seus países de origem.
O domínio global: Espanha e Inglaterra
No topo da pirâmide global, a disputa é historicamente polarizada entre dois colossos da Espanha: o Real Madrid e o Barcelona. Impulsionados pela rivalidade de décadas e pela era dourada de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, estes clubes romperam fronteiras, angariando milhões de «simpatizantes» na Ásia, África e Américas.
Estudos de consultorias internacionais, como a Kantar, frequentemente colocam o Manchester United (da Inglaterra) nesta mesma prateleira. Mesmo vivendo fases de instabilidade esportiva, a marca dos «diabos vermelhos» possui uma raiz profunda em mercados emergentes, fruto de um trabalho de marketing pioneiro iniciado nos anos 1990.
Estima-se que a base global destes três clubes ultrapasse, somada, a casa dos bilhões de interessados, embora seja necessário distinguir o «torcedor fanático» (que vive o dia a dia do clube) do consumidor esporádico de outro continente.
Créditos: CR Flamengo
As potências nacionais: a força das Américas e da África
Se os europeus dominam na abrangência geográfica, é nas Américas e na África que encontramos a maior densidade de paixão concentrada. Aqui, o Flamengo surge como um fenômeno de estudo obrigatório. Com uma base estimada em mais de 40 milhões de torcedores apenas no Brasil, o rubro-negro carioca figura frequentemente nas listas de maiores do mundo, superando a população de muitos países europeus. Diferente dos fãs distantes dos clubes europeus, a torcida do Flamengo caracteriza-se pelo consumo intenso e presença física.
No México, o Chivas Guadalajara ostenta um título semelhante, com uma política de contratar apenas jogadores mexicanos que reforça a identidade nacional e atrai dezenas de milhões de adeptos.
No entanto, é no continente africano que reside um gigante muitas vezes ignorado pelo ocidente: o Al Ahly, do Egito. Conhecido como o «clube do século» na África, o Al Ahly possui estimativas que variam entre 70 a 80 milhões de torcedores, concentrados no mundo árabe.
Créditos: Reprodução Twitter/Al Ahly
A sua influência é tamanha que as ruas do Cairo param em dias de jogos decisivos, rivalizando em números absolutos com qualquer potência europeia ou sul-americana.
A métrica digital: a nova realidade
Na era moderna, as redes sociais tornaram-se o novo campo de batalha. Se olharmos para seguidores somados (Instagram, Facebook, X, TikTok), o Real Madrid lidera isolado, tendo sido o primeiro clube a ultrapassar a marca de 100 milhões de seguidores no Instagram. O Barcelona segue de perto.
Essa métrica digital, contudo, é volátil. Ela reflete muito o «efeito celebridade». Clubes como o Paris Saint-Germain (França) e o Inter Miami (EUA) viram suas bases digitais explodirem artificialmente com as chegadas de estrelas mundiais, levantando o debate: são torcedores fiéis ou apenas seguidores de ídolos?
Em suma, o panorama das maiores torcidas é multifacetado. Enquanto o Real Madrid e o Barcelona reinam como as marcas mais conhecidas do planeta, clubes como Flamengo, Chivas e Al Ahly representam a resistência da identidade cultural local, provando que não é preciso jogar a Champions League para arrastar multidões.
FAQs sobre as maiores torcidas do mundo
Quais são os clubes com as maiores torcidas em âmbito global?
Em termos de alcance global e reconhecimento de marca, o Real Madrid e o Barcelona (ambos da Espanha) e o Manchester United (da Inglaterra) são consistentemente apontados como os clubes com as maiores bases de fãs e simpatizantes ao redor do mundo.
Qual é a maior torcida fora da Europa?
Dependendo da métrica (números absolutos ou oficiais), o título é disputado entre o Flamengo (no Brasil) e o Al Ahly (no Egito). O Flamengo domina nas pesquisas de opinião na América do Sul, enquanto o Al Ahly possui uma base massiva no mundo árabe e africano.
O número de seguidores nas redes sociais equivale ao número de torcedores reais?
Não necessariamente. As redes sociais medem o alcance e o interesse, incluindo muitos fãs de jogadores específicos ou simpatizantes casuais. O número de «torcedores reais» (aqueles que consomem produtos e acompanham os jogos regularmente) costuma ser diferente da base de seguidores digitais.
Qual clube lidera o ranking de seguidores nas redes sociais?
Atualmente, o Real Madrid lidera a maioria dos rankings de seguidores somados nas principais plataformas digitais, seguido de perto pelo Barcelona.
Por que clubes como o Chivas Guadalajara são citados entre os maiores?
O Chivas, do México, é citado pela sua enorme concentração de torcedores em um único país (e na comunidade mexicana nos EUA). A sua política de jogar apenas com atletas mexicanos cria uma forte identificação nacional, gerando uma base de dezenas de milhões de adeptos.
Existe alguma torcida asiática que figure entre as maiores do mundo?
Embora o futebol na Ásia esteja em crescimento, os clubes locais ainda não atingiram os números globais dos gigantes europeus ou a densidade das potências sul-americanas. No entanto, clubes como o Guangzhou (na China) ou o Persib Bandung (na Indonésia) possuem bases digitais e locais gigantescas, que estão entre as maiores da região.
O experiente arqueiro de 30 anos, formado no Peñarol e com passagens por diversos países sul-americanos, chega ao Timbu após não ter oportunidades no Juventude, rebaixado na Série A.
O Náutico confirmou um novo reforço para o setor defensivo. O clube pernambucano anunciou a contratação do goleiro uruguaio Gastón Guruceaga, de 30 anos, visando a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro em 2026.
Guruceaga chega ao Timbu após passar a última temporada no Juventude, onde teve poucas chances de atuar.
Carreira na América do Sul e o último ano no Brasil
O goleiro, que é cria da base do Peñarol, clube onde obteve seu maior destaque no Uruguai, tentará retomar o bom momento no Náutico. A sua carreira internacional incluiu passagens por diversas ligas da América do Sul, defendendo clubes em países como Paraguai, Argentina, Chile e Colômbia, antes de chegar ao Brasil.
Apesar de ser considerado um nome experiente, Guruceaga não conseguiu se firmar no Juventude durante o ano de 2025. O goleiro atuou apenas pela Copa Gaúcha com o time B, sendo pouco utilizado na equipe principal, que acabou rebaixada para a Série B do Brasileirão.
A contratação de Guruceaga faz parte da reestruturação do elenco do Náutico para a Série B. O time busca um goleiro que traga experiência e segurança para a meta, após garantir o acesso na última temporada, e aposta no histórico de formação do uruguaio.
Em um país onde o futebol é visto praticamente como uma religião, determinar a grandeza de um clube pelo tamanho de sua torcida é uma maneira dos rivais terem motivos para zoarem uns contra os outros.
Entender o ranking das maiores torcidas do país é mergulhar no coração dessa paixão que atravessa gerações.
O Portal Camisa12 vai te contar o ranking das maiores torcidas do cenário brasileiro.
As pesquisas de opinião realizadas nos últimos anos mostram que o cenário das maiores torcidas do Brasil continua movimentado. Os clubes que ocupam as primeiras posições, permanecem revelando tendências interessantes no comportamento do torcedor brasileiro.
Em novembro de 2025, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), divulgou uma pesquisa sobre as maiores torcidas do futebol brasileiro. Todos os dados foram encomendados pela entidade ao site Nexus.
Confira as 10 maiores torcidas do Brasil
Flamengo
Corinthians
São Paulo
Palmeiras
Vasco da Gama
Internacional
Cruzeiro
Atlético-MG
Grêmio
Santos
Briga de gigantes
No futebol brasileiro, algumas rivalidades transcendem o campo. Uma das mais conhecidas é a entre Flamengo e Corinthians, dois clubes com as maiores torcidas do país. Essa rivalidade não se limita aos jogos, manifestando-se intensamente nas arquibancadas, nas redes sociais e até no dia-a-dia dos torcedores.
Famosas por sua dedicação e intensidade, a Nação Rubro-Negra e a Fiel Torcida, transformam qualquer estádio em um campo de batalha. Quando esses clubes se enfrentam, é comum ver os estádios tomados por cores, cantos e bandeiras, criando um clima elétrico. Contudo, essa rivalidade também pode gerar conflitos fora das quatro linhas, especialmente entre torcedores mais “exaltados”.
É importante relembrar que, apesar da competitividade e da provocação saudável, qualquer confronto deve permanecer respeitoso e seguro, já que a paixão pelo futebol não precisa se transformar em violência.
A rivalidade entre as maiores torcidas do país é um reflexo do amor pelo futebol brasileiro: torcedores vibram, defendem seus clubes e celebram vitórias, mas também compartilham uma história de respeito e competitividade que dá sabor a cada partida.
Mudança com o tempo
É importante relembrar que nem sempre Flamengo e Corinthians dominaram o ranking das maiores torcidas do Brasil. No início do século XX, o futebol era totalmente restrito às elites urbanas, principalmente em grandes cidades como São Paulo e no Rio de Janeiro, tendo clubes como Fluminense, Botafogo, Vasco e São Paulo como as torcidas mais fortes localmente, mas ainda não havia levantamentos nacionais, na época.
O Flamengo começou a ganhar popularidade massiva a partir da década de 1930, consolidando-se como símbolo do futebol carioca e, com ídolos como Zico nos anos 1980, expandiu sua influência para todo o país. Já o Corinthians, sempre com torcida expressiva em São Paulo, começou a se tornar um fenômeno nacional nas décadas de 1980 e 1990, impulsionado por conquistas importantes e presença na mídia.
Clubes como Palmeiras, São Paulo, Vasco e Grêmio, tiveram grande destaque regional e, em determinadas épocas, chegaram a liderar pesquisas locais de popularidade. Contudo, nos últimos anos, Flamengo e Corinthians apareceram com folga no topo do ranking, construído historicamente a paixão dos torcedores.
Mano Menezes não será mais técnico do Grêmio na próxima temporada. Após o fim da temporada do futebol brasileiro, o clube gaúcho anunciou nesta terça-feira (09/12), que o treinador seria desligado, com o vice-presidente de futebol, Antônio Dutra Júnior, comunicando está decisão.
Em suas redes sociais, Mano Menezes agradeceu a maneira que foi tratado e despedindo-se do clube.
“Em abril deste ano, o Grêmio vivia um momento muito difícil. Geralmente, nestas horas, você se lembra de quem mais confia. O presidente Alberto Guerra e sua diretoria me convidaram, então, para assumir o comando. Aceitei e aceitarei sempre que o Grêmio precisar. A bola é redonda e certamente vai continuar girando para todos nós. Espero que dias melhores possam vir para todos”, publicou.
Agora, a nova direção do clube, comandada pelo presidente Odorico Roman, segue na busca por um novo treinador, já que não renovou com Mano Menezes. Existe alguns rumores de que o português Luís Castro está no radar do Grêmio, mas nenhuma informação foi confirmada até o momento.
Aos 63 anos, Mano Menezes assumiu o Grêmio em abril de 2025, após perder o Campeonato Gaúcho e demitir o argentino Gustavo Quinteros. No total, foram 39 jogos, com 14 vitórias, 13 derrotas e 12 empates, tendo aproveitamento de 46%.
Foi sob o comando do treinador que o Tricolor Gaúcho foi eliminado na terceira fase da Copa do Brasil, para o CSA, e nos playoffs da Sul-Americana, para o Alianza Lima. Já no Brasileirão, o Grêmio terminou na 9ª posição da tabela.
Confira o comunicado do clube
“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense comunica que o técnico Mano Menezes não permanecerá no comando da equipe na próxima temporada.
O Clube agradece pelos serviços prestados ao longo de 2025. Desde o seu retorno, em 21 de abril, o treinador demonstrou mais uma vez o profissionalismo e o comprometimento que marcaram sua trajetória no futebol brasileiro e a sua relação histórica com o Tricolor.
Estendemos, igualmente, nosso reconhecimento aos profissionais que compuseram sua comissão técnica, desejando sorte e sucesso no prosseguimento de suas carreiras”.
No vocabulário do futebol sul-americano, especialmente nos países de língua espanhola, a palavra utilizada para definir o torcedor apaixonado é «hincha». Embora muitos possam associar o termo ao ato de «inchar» de orgulho ou de emoção, a sua origem é muito mais literal e remonta a uma figura histórica específica que mudou para sempre a cultura das arquibancadas: Miguel Prudencio Reyes Viola.
Nascido em Montevidéu, no Uruguai, em 1882, Reyes não foi um artilheiro implacável nem um goleiro intransponível. Ele foi, na verdade, um artesão do couro, um talabarteiro de ofício, cuja paixão pelo Club Nacional de Football o transformou no primeiro torcedor reconhecido e homenageado da história do esporte mundial.
O contexto do futebol «inglês»
Para entender o impacto de Reyes, é preciso visualizar o futebol do início do século XX. Naquela época, o esporte na América do Sul ainda carregava forte influência britânica. As partidas eram eventos sociais distintos, onde o público comparecia com trajes formais e mantinha uma postura de recato. Os espectadores limitavam-se a observar o jogo em silêncio ou a oferecer aplausos educados em lances de técnica apurada. Gritos, vaias ou instruções aos jogadores eram considerados comportamentos de mau gosto.
Créditos: Club Nacional de Fotball
Foi neste cenário de silêncio e etiqueta que Miguel Prudencio Reyes rompeu as barreiras do comportamento social aceitável nos estádios.
O ofício de «hinchar» as bolas
Contratado pelo Nacional devido à sua habilidade com o couro, Reyes assumiu a função de roupeiro (utillero). A sua principal responsabilidade era a manutenção das bolas de futebol. Naquela época, as bolas não possuíam as válvulas modernas e a câmara de ar precisava ser inflada com enorme esforço pulmonar ou com bombas manuais rudimentares, antes de o couro ser costurado e fechado.
No espanhol rioplatense, o ato de inflar chama-se hinchar. Por passar os dias a encher as bolas para os treinos e jogos, Reyes ficou conhecido entre os funcionários e jogadores como o «hincha pelotas» (o inflador de bolas) ou simplesmente «o hincha».
A revolução sonora na linha lateral
O que tornou Reyes uma lenda não foi o seu trabalho manual, mas o seu comportamento durante os jogos. Diferente dos aristocratas nas tribunas, ele posicionava-se à beira do campo. Tomado por um fervor incontrolável, o roupeiro corria pela linha lateral acompanhando os ataques do time, gritando instruções, incentivando os jogadores com o seu famoso grito de «¡Arriba Nacional!» e desafiando os adversários.
Créditos: Club Nacional de Fotball
A sua atitude causava espanto. Os frequentadores habituais do Gran Parque Central, o estádio do clube, estranhavam aquele homem corpulento e barulhento que destoava da multidão polida. Quando perguntavam quem era o indivíduo que gritava tanto, a resposta era invariavelmente a mesma: «É o Prudencio, o hincha» (referindo-se à sua profissão de inflador).
Com o passar do tempo, o termo dissociou-se da função de encher bolas e passou a designar o comportamento. A paixão de Reyes foi contagiante. Aos poucos, outros espectadores começaram a imitar os seus gritos e o seu apoio incondicional. O silêncio britânico foi substituído pelo calor latino, e o termo «hincha» atravessou o Rio da Prata, chegou à Argentina e espalhou-se pelo mundo para definir qualquer torcedor fanático.
Um legado eternizado em bronze
Miguel Prudencio Reyes faleceu em 1948, mas o seu legado permanece vivo. O Club Nacional de Football reconhece oficialmente a importância histórica do seu roupeiro. Em sua homenagem, o clube celebra anualmente o «dia do hincha» e ergueu uma estátua de bronze no Gran Parque Central. O monumento retrata Reyes em sua pose característica: em pé, gritando e gesticulando para o campo, eternizando a imagem do homem que ensinou o mundo a torcer.
A história de Reyes é a prova de que o futebol não é feito apenas pelos protagonistas dentro das quatro linhas, mas também por aqueles que, do lado de fora, sopram a vida e a alma para dentro do jogo.
FAQs
Quem foi Miguel Prudencio Reyes?
Foi um talabarteiro uruguaio, nascido em Montevidéu em 1882, que trabalhava para o Club Nacional de Football e é historicamente reconhecido como o primeiro torcedor de futebol do mundo.
Qual é a origem da palavra «hincha»?
A palavra deriva da função que Reyes exercia no clube. Como ele era responsável por inflar (em espanhol, hinchar) as bolas de couro antes dos jogos, ficou conhecido como o «hincha pelotas» (o inflador de bolas) e, posteriormente, apenas como «o hincha».
Por que ele é considerado um revolucionário nas arquibancadas?
Porque no início do século XX, sob forte influência britânica, o público assistia aos jogos em silêncio e de forma recatada. Reyes rompeu com essa etiqueta ao correr pela linha lateral gritando e incentivando o time fervorosamente, criando a cultura de apoio sonoro que conhecemos hoje.
Qual era o clube de coração de Miguel Prudencio Reyes?
Ele era um torcedor fanático do Club Nacional de Football, um dos clubes mais tradicionais do Uruguai.
Como o Nacional homenageou a sua memória?
O clube reconheceu a sua importância histórica erguendo uma estátua de bronze em sua homenagem no estádio Gran Parque Central e celebrando anualmente o «dia do hincha».
Qual era a profissão de Reyes fora do futebol?
Ele era talabarteiro de ofício, um artesão especializado em trabalhar com couro, habilidade que o levou a ser contratado para cuidar das bolas do clube.
O termo «hincha» é utilizado apenas no Uruguai?
Não. Embora tenha nascido em Montevidéu com Reyes, o termo atravessou o Rio da Prata, popularizou-se na Argentina e espalhou-se por todos os países de língua espanhola para designar o torcedor apaixonado.
Vai deixar saudades! A Série A do Campeonato Brasileiro chegou ao fim neste domingo (07/12), e o Flamengo garantiu o título de campeão com uma rodada de antecedência. Porém, as emoções permanecerão até a última rodada com as brigas para se livrarem do rebaixamento, vagas para a Libertadores e Copa Sul-Americana.
É claro que as distribuições das vagas para as competições continentais podem ser alteradas, conforme o resultado do título da Copa do Brasil.
Com o fim do Brasileirão, seis clubes acompanharão o Flamengo e se garantirão na Libertadores em 2026, com a possibilidade de abrir mais uma vaga na tabela, caso o título fique com o Cruzeiro ou Fluminense, que já estão garantidos na fase de grupos da competição continental.
Ainda pensando em “hablar español”, outros seis clubes brasileiros se garantiram na Copa Sul-Americana e novamente no mesmo esquema, aguardando a definição da Copa do Brasil para ver se um novo clube será felicitado com uma vaga, já que atualmente, classificam-se do oitavo ao 13º, mas pode ser que o 14º lugar seja beneficiado.
Finalizando as disputas, foram definidos os dois clubes que seguraram nas mãos de Sport e Juventude para trilharem o caminho da Série B em 2026.
Confira abaixo como ficou as definições
Classificados para a Libertadores
1º Flamengo (campeão)
2º Palmeiras (fase de grupos)
3° Cruzeiro (fase de grupos)
4º Mirassol (fase de grupos)
5º Fluminense (fase de grupos)
6º Botafogo (pré-Libertadores)
7º Bahia (pré-Libertadores)
Classificados para a Sul-Americana
8º São Paulo
9º Grêmio
10º Bragantino
11º Atlético-MG
12º Santos
13º Corinthians
14° Vasco
Rebaixados
17º Ceará
18º Fortaleza
19º Juventude
20º Sport
Vitória e Internacional conseguiram se livrarem do rebaixamento e terminaram em 15º e 16º respectivamente, mas não se classificaram para nenhuma competição continental na próxima temporada.
Depois de uma temporada intensa e cheia de emoção até o fim, assim ficou a classificação final do Brasileirão Betano 2025. Confira como terminou o campeonato! 👇🏽 pic.twitter.com/fEc8ItMK7C
As semifinais da competição nacional entre Cruzeiro x Corinthians e Vasco x Fluminense ainda serão disputadas, iniciando os confrontos nesta próxima quarta e quinta-feira respectivamente. Já os jogos de ida e volta da decisão ocorrerão em 17 e 21 de dezembro.
O Flamengo divulgou neste sábado (06/12), a lista dos 26 jogadores que disputarão a Copa Intercontinental da FIFA. A relação dos atletas foi apresentada aos torcedores no mesmo dia em que a deleção do clube carioca embarcou para a disputa do torneio que será disputado em Doha, no Catar.
Entre as surpresas aparece o nome de Michael, que segue com o futuro em aberto no time rubro-negro. Já quando se trata de ausências, os nomes do lateral-esquerdo Vinã e do volante Allan, foram os mais sentidos. Com o nome na lista, Pedro não terá condições de disputar o torneio.
Jogadores relacionados do Flamengo para o Intercontinental
Goleiros: Dyogo Alves, Matheus Cunha e Rossi
Defensores: Leo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro, Ayrton Lucas, Danilo, Emerson Royal e Varela
Meio-campistas: Arrascaeta, De la Cruz, Erick Pulgar, Evertton Araújo, Jorginho e Saúl
Atacantes: Bruno Henrique, Carrascal, Everton Cebolinha, Juninho, Luiz Araújo, Michael, Pedro, Plata, Samuel Lino e Wallace Yan
Programação do Intercontinental
O Flamengo já organizou todos os seus horários quando estiver em Doha, treinando na noite do domingo e durante as tardes na segunda e terça-feira.
O time comandando por Filipe Luís precisará vencer o Cruz Azul, do México, para conseguir avançar para a próxima fase da competição, onde enfrentará o Pyramids, do Egito, no sábado (13). Caso chegue na fnal, enfrentará o atual campeão a Champions League, Paris Saint-Germain, às 14h (horário de Brasília). Todos os embates serão disputados no estádio Ahmad bin Ali.