O Flamengo já planeja 2026 e negocia a contratação de um goleiro e um zagueiro no mercado brasileiro. O clube busca reforços pontuais após investir quase R$ 300 milhões na última janela e prioriza manter o time campeão da Libertadores. A renovação do técnico Filipe Luís também é tratada como prioridade.
Boto reforça nova fase: “Falei que ia acabar com a hegemonia dos treinadores portugueses”.
Após a conquista do tetracampeonato da Libertadores, em Lima, o diretor de futebol José Boto destacou a nova fase do clube. A fala veio logo após o título, mas o dirigente já pensa adiante. Com a possibilidade de levantar mais um troféu na próxima quarta-feira, diante do Ceará, o Flamengo acelera as tratativas para fortalecer o elenco de 2026.
Mercado: Flamengo busca de três a quatro reforços
O planejamento prevê três a quatro contratações para o próximo ano, priorizando nomes pontuais. Além do goleiro e do zagueiro, o clube monitora o setor ofensivo.
Centroavante não é prioridade, mas segue no radar
Embora busque alternativas para o ataque, a diretoria não coloca a contratação de um centroavante como urgência. O técnico rubro negro havia solicitado um atleta para disputar posição com Pedro, mas a chegada de um camisa 9 dependerá das oportunidades no mercado.
Gastos e arrecadação: balanço da temporada
Em 2025, o Flamengo realizou o maior investimento de sua história em uma única janela: R$ 277 milhões na chegada de Emerson Royal, Saúl, Carrascal e Samuello Lino. Antes, já havia contratado Juninho, Danilo e Jorginho.
Fabrício Bruno, Wesley, Alcaraz, Gerson e Matheus Gonçalves foram negociados. No mesmo período, o clube arrecadou R$ 513 milhões com saídas, além de empréstimos que podem render mais no futuro.
Permanência de Filipe Luís é prioridade
A renovação do técnico Filipe Luís é tratada como essencial. Ele tem contrato até dezembro e negocia um novo vínculo válido até o fim de 2026.
O martelo será batido após o término da competição, mas há confiança na continuidade, já que Filipe Luís participa ativamente do planejamento para a próxima temporada.
Filipe Luís levantando a taça na final da Copa Libertadores 2025. Foto: Luis Acosta
Campeão da Conmebol Libertadores, o Flamengo está garantido na disputa da Copa Intercontinental 2025, torneio que substitui o Mundial de Clubes desde o ano passado, assumindo o antigo formato anual da competição da FIFA. A competição teve seu início oficial em setembro, mas o time carioca só começará a jogar no dia 10 de dezembro, diante do Cruz Azul, do México, jogo disputado no Catar.
O confronto diante do Cruz Azul acontecerá apenas três dias depois da última rodada do Brasileirão, que acontecerá no dia 07 de dezembro. Com isto, a delegação rubro-negra chegará ao Catar na segunda-feira, dia 08.
Caso estreie com vitória, o Flamengo enfrentará o Pyramids, do Egito, atual campeão africano, no dia 13 de dezembro. O vencedor deste jogo se classificará para a grande final e terá pela frente o atual campeão europeu, Paris Saint-Germain.
Chave dos jogos do Flamengo até a final
10 de dezembro: Dérbi das Américas (Campeão da Libertadores x Cruz Azul)
13 de dezembro: Copa Challenger (Vencedor Dérbi das Américas x Pyramids)
17 de dezembro: Final da Copa Intercontinental (PSG x Vencedor Copa Challenger)
Edição 2024
Na primeira edição da competição continental, o Botafogo que havia conquistado o título da Libertadores foi eliminado logo no primeiro jogo para o Pachuca, do México, por 3 a 0. A equipe da América do Norte conseguiu chegar na decisão diante do Real Madrid, após vencer o Al-Ahly, do Egito. Contudo, diante do time merengue, Mbappé, Rodrygo e Vinicius Júnior fizeram a diferença na vitória por 3 a 0.
Técnico campeão da Libertadores e do mundo, o “Abelão” assume o Colorado aos 73 anos com um contrato curto, válido apenas até o final do Campeonato Brasileiro.
O Internacional surpreendeu a sua torcida e o mercado de técnicos ao anunciar o retorno de Abel Braga para o comando da equipe. Aos 73 anos de idade, o experiente técnico, ídolo e campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes com o Colorado, aceitou a missão de substituir Ramón Díaz, demitido após a goleada sofrida para o Vasco da Gama.
O anúncio oficial foi feito neste sábado, confirmando que “Abelão” assume o clube em um momento de extrema urgência. A sua chegada é para comandar o time na reta final do Campeonato Brasileiro.
Missão: evitar a queda na última semana
A demissão de Ramón Díaz, somada aos resultados dos concorrentes diretos (triunfos de Santos e Vitória), fez com que o Internacional entrasse na zona de rebaixamento da tabela. Abel Braga tem agora a difícil missão de evitar a queda para a Série B em um prazo apertado de apenas uma semana.
O novo treinador já comanda o elenco no CT Parque Gigante neste domingo (30) e trabalhará com a comissão técnica permanente do clube. O vínculo com o Internacional será curto, válido apenas até o fim do ano, refletindo o caráter emergencial da contratação.
O calendário final do Internacional na luta contra o rebaixamento é desafiador:
Quarta-feira (03/12): O Colorado visita o São Paulo, em partida que deve ocorrer na Vila Belmiro.
Próximo domingo (07/12): O Inter encerra sua participação no campeonato jogando em casa, no Beira-Rio, contra o Red Bull Bragantino.
Abel Braga, que já havia retornado ao Inter em outras ocasiões para assumir missões difíceis, é visto pela diretoria como a figura ideal para trazer a experiência necessária e mobilizar o elenco nos dois jogos cruciais que definem o futuro do clube na primeira divisão.
O ponto central da reformulação da Superliga Europeia desta semana não é a competição, mas sim a centralização do capital. A discussão sobre a potencial inclusão de grandes clubes portugueses como Benfica, FC Porto e Sporting na elite da Star League não é um debate sobre mérito esportivo, mas sobre a diplomacia do dinheiro, que ameaça o esporte em sua essência.
A Superliga, seja na versão inicial ou na que foi apresentada há alguns dias, nasce do desejo de poucos clubes europeus de garantir receitas fixas multibilionárias, protegendo-se da instabilidade do desempenho esportivo e das dívidas históricas acumuladas por gestões irresponsáveis. Ao oferecer somas astronômicas (potencialmente centenas de milhões de euros anuais) aos clubes convidados, ela não está propondo uma competição mais justa, mas sim uma compra da lealdade de aliados estratégicos.
A Tentação Portuguesa e a Ausência Brasileira
Para os clubes portugueses, o dilema é financeiro. As ligas nacionais de Portugal e o modelo de distribuição de receitas são insuficientes para competir com as grandes competições como a Premier League ou a La Liga. A Superliga surge, portanto, como uma tábua de salvação que lhes permitiria reter talentos e a possibilidade de aceder a um poder de compra que hoje não possuem. A escolha entre a estabilidade financeira garantida e a tradição da UEFA é a decisão mais difícil que estes clubes enfrentarão em décadas.
No que tange aos clubes brasileiros, o cenário atual da Superliga não prevê a inclusão de equipes da América do Sul nas divisões de elite. O foco do projeto é estritamente europeu, o que acentua a marginalização do futebol sul-americano. O futebol brasileiro, rico em talento e paixão, é relegado a ser, cada vez mais, uma fonte de matéria-prima para o mercado europeu.
O foco no lucro contra o foco no jogo
O sensacionalismo deve ser substituído pela análise crítica: o projeto da Superliga é um sintoma da doença mais grave do futebol moderno: a priorização do lucro do acionista em detrimento da paixão do torcedor.
A instabilidade mata a base: Ao criar uma elite financeira blindada, o projeto aumenta o abismo para todos os outros. Isso desvaloriza os campeonatos nacionais e mata o sonho de clubes menores de um dia desafiarem os grandes.
O calendário mata os atletas: O projeto exige mais jogos de alto nível, ignorando a saturação do calendário e a saúde física dos atletas. Isso degrada a qualidade do espetáculo, trocando a excelência pela exaustão.
O dinheiro mata o mérito: A proposta, mesmo com acessos variados e até uma despromoção, é desenhada para que os clubes fundadores e os convidados de primeira linha jamais percam seu status econômico, independentemente de um desempenho ruim em uma ou duas temporadas. O dinheiro se torna o escudo, e não propriamente o mérito esportivo.
Em essência, a Superliga é a materialização do cinismo: uma competição criada por amor ao dinheiro, que ameaça o que há de mais puro no desporto: o amor à camisola e a crença de que, com trabalho e competência (como exemplifica Abel Ferreira no Palmeiras), qualquer equipe pode derrotar um gigante.
A Superliga busca tornar essa crença obsoleta, sentenciando o futebol a ser apenas um produto de entretenimento de elite.
Clube e treinador não chegam a acordo de renovação contratual para a Série A de 2026. A saída marca a segunda vez consecutiva que Mozart conquista o acesso, mas não continua no comando.
O Coritiba surpreendeu o mercado de treinadores e a sua torcida ao anunciar nesta sexta-feira (28) a saída do técnico Mozart. O comunicado foi feito logo após o treinador ter liderado a equipe na conquista do título da Série B na atual temporada, garantindo o retorno do Coxa à primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2026.
Segundo a nota oficial emitida pelo Coritiba, a decisão de não dar continuidade ao trabalho ocorreu após clube e Mozart não chegarem a um consenso para a renovação contratual nas conversas realizadas nos últimos dias.
O clube fez questão de ressaltar a importância do trabalho de Mozart: «O treinador sempre será lembrado como o comandante do tricampeonato brasileiro da Série B. Desejamos ao profissional sucesso na continuidade de sua carreira».
Pontos fortes e fracos da campanha vitoriosa
Sob o comando de Mozart, o Coritiba encerrou a Série B na primeira colocação, somando 68 pontos.
Destaque na Defesa: A principal força do time foi o setor defensivo, que sofreu apenas 23 gols em toda a competição, sendo a principal base para a campanha do título.
Ataque a Criticar: No entanto, o ataque não demonstrou o mesmo brilho, tendo marcado apenas 39 gols, uma marca superior à de apenas outros quatro clubes da competição.
Esta é a segunda vez consecutiva que Mozart conquista o acesso de uma equipe à Série A e, por falta de acordo, não permanece para comandar o time na elite. Em 2024, ele havia feito o mesmo com o Mirassol, optando por deixar o clube paulista e rumar para o Coritiba.
A saída do treinador movimenta o mercado e obriga o Coritiba a buscar um novo nome para comandar o projeto de permanência na Série A de 2026.
Tricolor decide partida com 25 minutos, fecha a noite com 6 a 0 sobre o São Paulo e garante vaga na pré-Libertadores. Equipe agora mira classificação direta à fase de grupos.
Exibição dominante consolida boa fase do Fluminense
O Fluminense transformou a boa sequência recente em uma atuação de altíssimo nível. Depois de competir de igual para igual com Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras, a equipe do técnico Luis Zubeldía finalmente apresentou o jogo dominante que vinha sendo esperado.
E o momento não poderia ser mais simbólico: com o resultado, o clube assegura matematicamente sua volta à Conmebol Libertadores — a quinta presença em seis anos.
A goleada por 6 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, no Maracanã, entra para a história como a maior já registrada entre os dois clubes. Além disso, o time mandante chegou à oitava vitória consecutiva jogando em casa no Brasileirão, com 17 gols marcados e apenas um sofrido nesse recorte. O desempenho reforça o auge técnico vivido pela equipe.
Ataque resolve cedo e constrói placar elástico
O Fluminense não deu tempo para o São Paulo respirar. Logo nos primeiros minutos, Samuel Xavier foi decisivo: sofreu o pênalti convertido por Canobbio e, em seguida, participou do lance que terminou no gol de Martinelli. A entrada precoce de Nonato, após a lesão de Hércules, resultou no terceiro gol em seu primeiro toque na bola.
Mesmo desfalcado por 16 jogadores, o São Paulo pouco conseguiu reagir. Pelo ritmo e pela organização dos cariocas, dificilmente o cenário mudaria mesmo com o elenco tricolor paulista completo.
Pressão continua após o intervalo
No segundo tempo, o Fluminense manteve o volume ofensivo. Serna e Canobbio criaram chances claras, desperdiçando oportunidades de ampliar antes do que aconteceu. O abatimento do São Paulo abriu ainda mais espaço, e os gols se sucederam.
John Kennedy marcou o quarto, recolocando-se na briga pela titularidade. Canobbio fez o quinto e Soteldo, que entrou bem, serviu Serna para fechar o 6 a 0.
Cannobio marcou dois gols na vitória do time carioca. Foto: Jorge Rodrigues
Flu cumpre objetivo e mira classificação direta
A vaga na Libertadores de 2026 está garantida, mas o Fluminense mira mais: quer terminar o campeonato entre os quatro primeiros para se classificar diretamente à fase de grupos. O time ocupa o quinto lugar e ainda depende dos resultados de Botafogo e Bahia na rodada.
O fenômeno das torcidas organizadas no Brasil é tão antigo quanto apaixonado, representando um capítulo fundamental na história social e cultural do futebol nacional. No entanto, a identificação da primeira torcida organizada é um tema que gera debates e exige rigor histórico, pois estamos a falar de um conceito que mudou e evoluiu ao longo das décadas.
Historicamente, a primeira entidade a formalizar o apoio ao seu clube, com estrutura e estatuto, foi a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino, fundado oficialmente em 1939.
TUSP: A formalização pioneira
A Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP) nasceu em um período em que o futebol ganhava profissionalismo e se popularizava nas grandes capitais. A sua precursora, o Grêmio São-Paulino, surgido na Mooca, em 1939, é o marco inicial.
Créditos: Instagram acervotricolor
O que diferenciava este grupo é que não apenas ia aos jogos, mas organizava-se para criar um espetáculo de apoio. Recorde-se, por exemplo, no famoso jogo de 1943, quando o time venceu o Palmeiras e o Grêmio organizou uma marcha com um carro alegórico para buscar a Taça dos Invictos.
A TUSP se notabilizou, já na década de 1940, por três razões:
Estrutura Formal: Foi pioneira ao criar uma estrutura organizada com estatuto e regras para seus membros, sendo reconhecida como uma associação de apoio ao time.
Ações Programadas: O grupo não se limitava a gritar! Organizava eventos, caravanas (como a histórica viagem ao Paraguai pela Libertadores em 1972) e buscava formas ativas de apoiar o clube.
Identidade Visual: Embora as organizadas modernas tenham popularizado o conceito, a TUSP já utilizava uniformes para identificar seus membros, inicialmente uma camisa branca com o distintivo do clube.
Créditos: Unknown
Por esta formalização e por ter sido a primeira a se estruturar no formato de associação civil com o propósito expresso de torcer, a TUSP é amplamente citada como a primeira torcida organizada no sentido moderno e estruturado do termo no Brasil.
O debate: Outras gêneses e a evolução do conceito
Embora a TUSP seja o marco formal de 1939, o conceito de «organizada» passou por transformações e outras torcidas surgiram com grande impacto:
Charanga do Flamengo (Década de 1940): O surgimento da Charanga Rubro-Negra (fundada em 1942, segundo alguns registros) é um marco na cultura do apoio musical nos estádios, com o uso de instrumentos em massa, que se tornaria uma marca registrada das torcidas – que mais se assemelha a algumas orquestras.
Créditos: Revista Esporte Ilustrado
A Segunda Geração e a «Era de Ouro» (Décadas de 1960/1970): O movimento ganha nova cara e dimensões a partir dos anos 60, com um foco maior na subcultura das arquibancadas, oposição às diretorias e forte identidade visual. É neste período que nascem as gigantes que conhecemos hoje: Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), Torcida Jovem do Santos (1969) e a própria Torcida Independente (São Paulo, 1972), que nasceu de uma dissidência da TUSP.
Essas torcidas da segunda geração institucionalizaram o uso massivo de bandeiras, bateria e caravanas internacionais, moldando o modelo de organizada que se propagou pelo país. A TUSP, por sua vez, enfraqueceu-se após a dissidência de 1972 (que gerou a Independente) e se extinguiu oficialmente em 1995..
O legado da organização
A TUSP pavimentou o caminho para que a paixão do torcedor – quer do São Paulo, quer de qualquer outro clube do Brasil – se transformasse em uma força organizada. O surgimento destas entidades reflete o desejo de serem mais do que espectadores, ganhando voz e influência nas decisões do clube e oferecendo um forte senso de pertencimento e comunidade para milhares de torcedores, unindo-os sob uma mesma bandeira e ideal.
FAQs sobre a Primeira Torcida Organizada do Brasil
Qual é considerada a primeira torcida organizada do Brasil?
A primeira entidade a se formalizar com estrutura e estatuto, sendo amplamente reconhecida como a pioneira no sentido moderno, é a Torcida Uniformizada do São Paulo (TUSP), que teve sua origem no Grêmio São-Paulino.
Em que ano o Grêmio São-Paulino, precursor da TUSP, foi fundado?
O Grêmio São-Paulino, que deu origem à TUSP, foi fundado em 1939.
Qual foi o principal diferencial da TUSP que a colocou como pioneira?
O principal diferencial foi a sua formalização como uma associação civil. A TUSP foi a primeira a criar uma estrutura organizada com estatuto e regras, indo além do apoio espontâneo e buscando um engajamento ativo e programado com o clube.
A TUSP ainda existe hoje?
Não. A TUSP foi perdendo força após a dissidência que gerou a Torcida Independente em 1972, e a entidade original se extinguiu em 1995.
Qual torcida é citada como marco no uso de instrumentos musicais?
A Charanga do Flamengo (ou Charanga Rubro-Negra), surgida na década de 1940, é citada como um marco histórico no apoio, por institucionalizar a cultura do apoio musical com o uso massivo de instrumentos nos estádios.
Quais torcidas representam a chamada «segunda geração» das organizadas?
A «segunda geração» (que ganhou força nas décadas de 1960 e 1970) inclui torcidas que moldaram o modelo atual, como a Gaviões da Fiel (Corinthians, 1969), a Torcida Jovem do Santos (1969) e a Torcida Independente (São Paulo, 1972).
Por que o surgimento das organizadas foi importante para o futebol brasileiro?
O surgimento das organizadas foi importante porque transformou o torcedor em um agente mais ativo, dando-lhe voz e influência nas questões do clube e criando uma forte identidade e senso de comunidade por meio da logística de apoio e da festa nas arquibancadas.
Nesta quinta-feira (27/11), às 18h00 (horário de Brasília), o Real Betis receberá o Utrecht no Estádio de La Cartuja, em Sevilha, em um confronto válido pela 5ª rodada da fase de liga da UEFA Europa League.
Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:
CazéTV (YouTube)
O Real Betis vive excelente momento na competição europeia, invicto em quatro jogos. Ocupando a 9ª posição com 8 pontos, Los Verdiblancos buscam consolidar uma vaga direta nas oitavas de final. A equipe possui defesa sólida (apenas 2 gols sofridos) e venceu o Lyon por 2-0 na última rodada.
O Utrecht atravessa momento delicado. O time holandês é o 32º colocado com apenas 1 ponto em quatro jogos. Apesar do empate de 1-1 contra o Porto na rodada anterior, o Utrecht sofre como visitante: perdeu cinco dos últimos seis jogos fora de casa e marcou apenas um gol em quatro jogos na Europa League.
Palpites para o jogo:
Mercado: Real Betis vence Explicação: Os andaluzes são favoritos jogando em casa, invictos na Europa League e com defesa sólida. O Utrecht sofre como visitante e possui fragilidades evidentes. O momento e o fator casa favorecem os espanhóis.
Mercado: Mais de 2.5 gols na partida Explicação: O Betis marcou 2 ou mais gols em cinco dos últimos sete jogos em casa. O Utrecht tem defesa vulnerável e ambas as equipes têm histórico de jogos movimentados, favorecendo um confronto com bastante gols.
Time inglês foi goleado pelo PSV na Champions League
Em jogo válido pela quinta rodada da fase de liga da Champions League, o Liverpool viu sua má fase ser prolongada após ser derrotado por 4 a 1, em Anfield, para o PSV, da Holanda. O clube ocupa agora a 13ª posição na competição, e está fora da zona de classificação direta para as oitavas.
Nos últimos dez jogos o clube perdeu sete e venceu apenas três. Nesse período tivemos partidas vexatórias, como as derrotas de 3 a 0 para Manchester City e Nottingham Forest, que levaram o Liverpool a ficar em 12º na Premier League. Nessa temporada o clube já havia perdido a EFL Cup e a Comunnity Shield.
A inconstância do Liverpool é uma surpresa para todos os torcedores, já que na temporada passada o clube venceu a Liga Inglesa com larga vantagem para o segundo colocado e foi o líder na fase de liga da Champions.
Brasileiro Murillo comemora gol contra Liverpool Foto: Shaun Botterill/Getty Images
Reforços não estão rendendo o esperado
A janela de transferências do meio do ano foi bastante movimentada para o clube, que perdeu Darwin Núñez, Luis Díaz e Alexander-Arnold. Para repor esses jogadores, o clube gastou mais de 400 milhões de euros, e trouxe Alexander Isak, Florian Wirtz, Hugo Ekitiké e Jeremie Frimpong. Apesar do alto investimento, os jogadores não estão rendendo o esperado, Isak marcou apenas um gol na temporada enquanto Wirtz ainda não balançou as redes.
Wirtz em jogo da Champions League. Foto: Christian Kaspar-Bartke/Getty Images
A situação de Arne Slot
Com a má fase, o treinador Arne Slot começou a sofrer pressão da torcida, entretanto, não há rumores de que a diretoria inglesa queira rescindir o contrato do holandês. O Liverpool é conhecido por ter bastante paciência com seus comandantes, e, de acordo com o jornalista Fabrizio Romano, “a diretoria confia 100% no trabalho de Slot”.
Muitos dizem não ser torcedores de nenhum clube, mas uma pesquisa Ipsos-Ipec, em parceria com o jornal O Globo, realizada em junho de 2025, revela que o Flamengo segue isolado como o clube com a maior torcida do Brasil, reunindo 21,2% dos torcedores entrevistados.
Quais são os times com maiores torcidas no Brasil?*
Flamengo (21,2%)
Corinthians – 11,9%
Palmeiras – 6,5%
São Paulo FC – 6,4%
Vasco – 3,4%
Grêmio – 3,0%
Cruzeiro – 2,3%
Atlético-MG – 2,3%
Bahia – 2,2%
Santos – 2,0%
*resultados obtidos através de 2000 entrevistados em 132 municípios
Torcida do Flamengo
Por que estes são os clubes com maiores torcidas?
Uma em cada cinco pessoas do Brasil apoia o Flamengo e isso acontece por várias razões!
O Mengo é um clube com presença histórica nas transmissões televisivas que ganhou projeção nacional nas décadas de 70/80 com a conquista de vários títulos.
Além disso, são inúmeros os ídolos do futebol brasileiro que passaram pelo clube – Dida, Adriano, Zico, Romário – ajudaram o clube a ganhar o apoio de muitos torcedores do esporte rei!
Seguindo a tabela, o Corinthians surge na segunda posição, mas tendo uma pequena queda em relação a pesquisas anteriores – talvez pelo momento menos positivo do clube atualmente.
Não obstante, o Timão é um clube com uma ligação muito forte à cidade de São Paulo e às classes trabalhadoras, causando uma grande mobilização social com as suas ações!
Torcida do Corinthians
Como podem variar os resultados?
Geralmente, na região Norte e Nordeste do Brasil, o Flamengo é o clube com percentuais mais altos, mas não é assim em todo o país…
O Bahia e o Sport, apesar de serem menores, conseguem marcar uma grande presença regional! Tendo em conta que torcer por um clube no Brasil é uma parte da identidade social, urbana e regional, ambas as equipes têm crescido nos últimos anos, dando força à expressão desses clubes nas cidades e regiões da Bahia e Pernambuco, combatendo a tendência dos torcedores do Flamengo!
Por outro lado, clubes como o Palmeiras têm crescido muito nas pesquisas! Acredita-se que o clube paulista esteja crescendo não só pelo sucesso esportivo recente e pelo bom marketing desenvolvido, como também pela estabilidade institucional do time.
Torcida do Palmeiras
O quão impactantes podem ser as torcidas para um clube?
Atualmente, as torcidas têm muito mais impacto do que se possa imaginar!
Clubes como Flamengo e Corinthians, com muitos torcedores, têm um poder de marca enorme e muito valioso: desde merchandising e patrocínios até redes sociais.
Clubes mais regionais não possuem uma imagem tão poderosa a nível nacional, mas têm um fator a favor: a regionalização! Apesar disso, as redes sociais têm permitido que as equipes cheguem a mais localidades, podendo conquistar mais corações e alcançar mais poder econômico com patrocinadores em seguida.
Em resumo, embora o Flamengo permaneça confortável na liderança, os dados mostram que o cenário das torcidas no Brasil não é completamente estático — clubes com percentuais menores estão avançando, e as regiões ganham participação.
Para os próximos anos, fatores como engajamento digital, globalização do futebol, mobilização de torcedores nas redes e gestão profissional dos clubes poderão alterar o mapa de torcidas. De qualquer forma, os números confirmam que torcer por um clube segue sendo uma das mais vivas formas de identidade no Brasil!