Tag: Futebol

  • Abel Ferreira dispara contra arbitragem após empate: «Só me engana quem eu permito»

    Abel Ferreira dispara contra arbitragem após empate: «Só me engana quem eu permito»

    O treinador do Palmeiras não poupou críticas aos árbitros após o 0 a 0 contra o Vitória e defendeu Andreas Pereira, expulso por reclamar de um cartão amarelo considerado «ridículo».

    Após o empate frustrante em 0 a 0 com o Vitória, resultado que se seguiu a duas derrotas consecutivas e abriu caminho para o Flamengo no Brasileirão, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, focou a sua coletiva de imprensa na atuação da arbitragem. O português não hesitou em rebater as narrativas de favoritismo do clube e questionou duramente os critérios adotados.

    Abel iniciou o seu desabafo criticando as polêmicas recentes envolvendo o time: «Precisamos discutir várias coisas. As narrativas que foram criadas de que o Palmeiras é favorecido pelos árbitros… O Andreas [Pereira] recebe o primeiro cartão amarelo com o árbitro a cinco metros de distância, e ele nem sequer tocou no adversário. São fatos», declarou.

    O caso Andreas Pereira e a falta de critério

    O treinador intensificou a crítica ao lembrar de um lance controverso em um clássico anterior, comparando a situação com a expulsão de Andreas Pereira no jogo contra o Vitória.

    Créditos: Imago

    Abel questionou a inconsistência na aplicação das regras e saiu em defesa do seu jogador, que recebeu o cartão vermelho: «Não consigo entender o primeiro cartão amarelo para o Andreas, estávamos atacando, ele ganhou a bola, estava na frente, e o árbitro não viu. Será que vão punir esse árbitro também. Sabem por que o Andreas foi expulso? Por ter dito: ‘É ridículo o cartão amarelo que você me deu’. Tudo o que ele escrever que não seja isso é falso.»

    Autocrítica

    Apesar do foco na arbitragem, Abel Ferreira reconheceu que o desempenho do Palmeiras esteve abaixo do esperado: «Sobre o jogo, demos 45 minutos de vantagem ao nosso adversário. Total apatia, faltou assumir a responsabilidade de chutar, enfrentar no um contra um, arriscar. Foi nossa responsabilidade termos sido passivos no primeiro tempo, muito abaixo do esperado para quem quer disputar o título.»

    O português encerrou a sua participação com uma citação, deixando claro que o clube deve controlar o que está ao seu alcance:

    «Quando fizermos as contas do que devemos e do que recebemos e das narrativas que foram criadas ao longo dos anos… A responsabilidade por estarmos na posição em que estamos, na final da Libertadores, é nossa. A responsabilidade por estarmos na posição em que estamos no campeonato, é nossa. Mas «só me engana quem eu permito que me engane.»

  • Torcida do Juventude: história, paixão e tradições da Papada

    Torcida do Juventude: história, paixão e tradições da Papada

    Apesar de atualmente viver um episódio problemático com possibilidades de rebaixamento, a história do Esporte Clube Juventude é inseparável da paixão vibrante de sua torcida.

    Conhecida carinhosamente como a «Papada», a massa alviverde da Serra Gaúcha representa o orgulho de uma comunidade e carrega uma tradição rica, moldada por momentos de glória e superação.

    A História e o Nome «Papada»

    A denominação «Papada» tem uma origem peculiar e curiosa. Nos primórdios do clube, os atletas utilizavam golas altas nos uniformes – aquelas camisetas retrô que os adeptos gostam tanto de comprar atualmente. Em um período em que o Juventude se destacava por sua organização e disciplina, o apelido surgiu em referência à pose altiva e às golas que pareciam «papas» (golas de padre) ou, em outra versão popular, a uma alusão à aparência de «papudos» devido à gola alta ou ao peito estufado de orgulho. 

    Apesar da alusão inicial ser pejorativa, depois o termo foi adotado com carinho pela própria torcida, perdendo qualquer conotação negativa e se tornado um símbolo único de identidade e fidelidade à equipa.

    Créditos: EC Juventude

    A torcida alviverde se consolidou como um bastião de resistência na região, especialmente por ser a primeira a se firmar em Caxias do Sul. Sua história é marcada pela rivalidade intensa contra o Caxias, o que sempre inflamou o apoio e a presença no Estádio Alfredo Jaconi.

    Momentos históricos da equipe e da torcida

    O Juventude, diferentemente dos grandes da capital gaúcha, construiu sua base de fãs em torno de grandes feitos que colocaram o clube no cenário nacional e internacional, atraindo e solidificando a lealdade de seus adeptos:

    • O Título da Copa do Brasil de 1999: Este é, sem dúvida, o marco mais importante na história da Papada. Vencer a Copa do Brasil e derrotar o Botafogo na final, no Maracanã, foi um feito digno de herois. Esse título garantiu ao Juventude uma vaga na Copa Libertadores da América, elevando o clube a um patamar inédito naquele momento. A conquista atraiu uma nova geração de torcedores e gravou o nome do Juventude na memória do futebol brasileiro.
    Créditos: EC Juventude
    • O Campeonato Gaúcho de 1998: Quebrar a supremacia do Grêmio e Internacional e conquistar o Gauchão após décadas de domínio da dupla Gre-Nal foi uma demonstração de força e um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.
    • A «Era Iê-Iê-Iê»: Períodos de forte identidade e sucesso regional que pavimentaram o caminho para as conquistas posteriores e criaram as bases da tradição do clube.
    • Nas subidas e nas descidas: A Papada é frequentemente testada pela inconstância das divisões nacionais. O apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens para apoiar o time longe de casa, é a prova da sua fidelidade, atraindo aqueles que valorizam o amor à camisa acima dos resultados imediatos.

    Tradições da Papada: O Coração Alviverde

    As tradições da torcida do Juventude giram em torno da mística do Alfredo Jaconi e de seu compromisso com as cores verde e branca.

    Créditos: EC Juventude

    O «Grito de Guerra» e os Cânticos da Papada são conhecidos por sua energia e por exaltarem a história de luta do clube. Em dias de jogo, a Curva Norte do Jaconi, onde se concentram as principais organizadas, se transforma no epicentro do apoio.

    Quando são disputados jogos decisivos, o espetáculo de fumaça verde, bandeiras gigantes e mosaicos feitos com cartolinas se tornam uma marca registrada, transformando o Jaconi em um mar de verde e branco.

    Existe também uma forte tradição de transformar o Alfredo Jaconi em um verdadeiro fortim. A Papada tem orgulho de ser o 12º jogador, usando a pressão e o calor da Serra Gaúcha para tornar a casa do Juventude um lugar temido pelos adversários.

    A torcida mantém uma ligação profunda com as raízes da imigração italiana para a zona e com a cultura de Caxias do Sul. Ser da Papada é ser um representante da identidade serrana e distinguida, bem reconhecida no futebol brasileiro.

    Em suma, a Papada não é apenas uma simples torcida, mas sim um símbolo de resiliência e tradição, que se apoia em todos os momentos – inclusive perto do rebaixamento à Série B, como pode acontecer em breve.

    Sua história, marcada por conquistas épicas e momentos de provação, cimentou um amor que se manifesta no Jaconi com a força e a garra características do povo da Serra Gaúcha.

    FAQs sobre a Torcida do Juventude (a Papada)

    Qual é o nome oficial da torcida do Juventude?
    O nome oficial da torcida é Torcida do Esporte Clube Juventude, mas ela é carinhosamente e amplamente conhecida como a “Papada”.

    De onde vem o apelido “Papada”?
    O apelido “Papada” surgiu de uma característica dos uniformes antigos do clube. Os atletas utilizavam golas altas, que eram comparadas, de forma popular, a “papas” (golas de padre) ou remetiam à ideia de estarem com o peito estufado de orgulho, dando a aparência de “papudos”. O termo foi adotado pela própria torcida como um símbolo de sua identidade.

    Em que cidade está sediada a torcida do Juventude?
    A torcida do Juventude está sediada em Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. O clube é um dos grandes representantes da Serra Gaúcha.

    Qual é o momento mais importante da história do clube que atraiu e solidificou a Papada?
    O momento mais importante é a conquista da Copa do Brasil em 1999. Esse título, obtido com a vitória sobre o Botafogo no Maracanã, elevou o Juventude a um novo patamar, garantiu-lhe uma vaga na Copa Libertadores e atraiu uma nova e grande leva de torcedores.

    Além da Copa do Brasil, qual outro título marcou a história da torcida?
    Outro título de grande relevância foi o Campeonato Gaúcho de 1998. Essa conquista foi importante por quebrar a histórica hegemonia da dupla Gre-Nal (Grêmio e Internacional), sendo um momento de imenso orgulho para a comunidade caxiense.

    Qual é o principal local de manifestação e tradição da Papada no estádio?
    O principal local de apoio e tradição é a Curva Norte do Estádio Alfredo Jaconi, onde as torcidas organizadas se concentram. É lá que se iniciam os cânticos e a festa alviverde.

    Qual é o papel da torcida em relação às divisões nacionais?
    A Papada se destaca pela sua fidelidade em acompanhar o time independentemente da divisão. O texto menciona que o apoio incondicional nas séries B, C e até D, com longas viagens, é uma prova da dedicação da torcida, que valoriza o amor à camisa acima da posição do clube na tabela.

  • Lesão muscular tira Pedro da final da Libertadores e encerra temporada no Flamengo

    Lesão muscular tira Pedro da final da Libertadores e encerra temporada no Flamengo

    O Flamengo sofreu um duro golpe em sua preparação para a finalíssima da Copa Libertadores! A menos de dez dias do grande confronto brasileiro contra o Palmeiras, o atacante Pedro foi oficialmente cortado da partida após exames confirmarem uma lesão muscular de grau elevado.

    O diagnóstico, divulgado nesta terça-feira (19), frustra os planos da comissão técnica e representa uma perda significativa para o Rubro-Negro na luta pelo título continental.

    O jogador sentiu o problema durante o treinamento da última terça-feira (18), e a ressonância magnética realizada na manhã de hoje atestou uma lesão no músculo reto femural da coxa esquerda. Por se tratar de uma lesão de recuperação complexa e lenta, o departamento médico já trabalha com a certeza de que a contusão irá encerrar precocemente a temporada de 2025 do centroavante.

    Créditos: Pablo PORCIUNCULA / AFP

    O fim do sonho na Libertadores e Intercontinental

    A notícia é particularmente devastadora, pois anula qualquer possibilidade de Pedro participar da revanche contra o Palmeiras no próximo dia 29. A expectativa era alta para o desempenho do camisa 9 no jogo decisivo, visto que ele é uma das principais referências ofensivas do elenco.

    Além disso, a gravidade da lesão torna improvável que o atacante esteja disponível até mesmo para a disputa da Copa Intercontinental, marcada para 17 de dezembro, caso o Flamengo consiga levantar a taça da Libertadores. Assim, o foco da recuperação se volta agora para a pré-temporada de 2026.

    O drama da troca de lesões

    O que torna o caso ainda mais dramático é a ironia do timing. Pedro vinha de uma intensa recuperação de uma fratura no antebraço direito, sofrida ainda na primeira semifinal contra o Racing. Havia grande especulação de que ele teria condições de jogo para a final, utilizando uma proteção especial autorizada.

    A esperança foi reforçada justamente nesta terça-feira (19). O atacante realizou exames de acompanhamento na lesão do braço e recebeu notícias positivas, com a consolidação da fratura caminhando bem. Isso alimentava a expectativa de que ele poderia atuar, inclusive, no jogo contra o Atlético-MG pelo campeonato Brasileiro.

    No entanto, o revés na coxa esquerda anulou completamente o alívio sentido, transformando a expectativa de retorno em um desfalque garantido. O Flamengo agora precisa correr contra o tempo para reajustar seu planejamento tático, perdendo uma peça fundamental no ataque para a final mais importante do ano.

  • Palpites e Onde Assistir: Fluminense x Flamengo  

    Palpites e Onde Assistir: Fluminense x Flamengo  

    Análise do confronto:

    Fluminense e Flamengo se enfrentam nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. O jogo será às 21:30 hrs (horário de Brasília).

    Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:

    • Premiere

    O Fluminense está na 7ª posição do campeonato, somando 51 pontos, em busca de uma vaga para a Libertadores. Esse jogo é importante para ultrapassar o Bahia e permanecer entre os seis primeiros.

    Com o objetivo de consolidar a liderança do Campeonato Brasileiro, o Flamengo segue com 71 pontos, três a mais que o vice-líder Palmeiras. Além de ser um clássico, esse jogo é importante para o Flamengo na reta final do campeonato, não podendo vacilar se ainda quer permanecer na liderança.

    Prováveis escalações:

    Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Thiago Silva, Freytes e Renê; Martinelli, Hércules e Lucho Acosta; Serna, Canobbio e Everaldo.

    Flamengo: Rossi; Emerson Royal, João Victor, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Saúl (Jorginho), Everton Cebolinha; Luiz Araújo, Bruno Henrique e Samuel Lino (Carrascal).

    Palpites para o jogo:

    Mercado: Vitória do Flamengo
    Explicação: O líder Flamengo vem mostrando uma ótima qualidade dentro de campo. Acreditamos que será um jogo difícil, por se tratar de um clássico, mas ainda assim o Flamengo mostra superioridade.

    Casa de ApostasODD
    Br4.Bet2.17
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    MultiBet2,17

    Palpites para o jogo:

    Mercado: Mais de 1,5 gols
    Explicação: Os últimos jogos mostram uma alta probabilidade de saírem dois ou mais gols.

    Casa de ApostasODD
    Br4.Bet1.54
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    MultiBet1,54

  • Do Brasil ao mundo: os cantos de torcida mais marcantes da história

    Do Brasil ao mundo: os cantos de torcida mais marcantes da história

    Nas arquibancadas espalhadas pelo mundo, antes mesmo de o apito soar, o coro das torcidas transforma o estádio em um cenário vibrante e único, dando a impressão de que o time é empurrado pelas ondas sonoras que tomam o local.

    Marca registrada das equipes brasileiras, os cânticos que embalam os 90 minutos de jogo tornaram-se virais, atravessando décadas e sendo passados de geração em geração.

    O Camisa 12 vai te contar quais são os cânticos mais marcantes da história do futebol brasileiro.

    As arquibancadas formam um universo próprio, onde a paixão coletiva se transforma em melodia e cada canto carrega identidade, memória e história. Espalhadas pelo país e também pelo mundo quando os clubes disputam competições continentais e mundiais, elas guardam tradições tão fortes que muitos cânticos ultrapassaram fronteiras e resistiram ao tempo.

    E essas manifestações não se limitam ao amor pelos clubes. Muitas vezes, despertam o patriotismo, como nas Copas do Mundo, quando os torcedores entoam em uma só voz: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

    Os tradicionais times do futebol brasileiro possuem seus próprios hinos e cânticos, e alguns trechos se tornam verdadeiros símbolos para seus torcedores, como a euforia da multidão rubro-negra ao cantar “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, ou a promessa de fidelidade imortalizada pela torcida gremista em “Até a Pé Nós Iremos”.

    Ao longo das décadas, torcidas no Brasil e no mundo criaram hinos que atravessam estádios, culturas e gerações, marcando o ritmo da partida e, muitas vezes, impulsionando seus times rumo à vitória.

    Cânticos brasileiros na Copa do Mundo

    Durante as Copas do Mundo, os torcedores brasileiros criam uma atmosfera única, marcada por cânticos que se tornam quase rituais nacionais.

    Em 2014, quando o Brasil sediou o Mundial, ganhou força a adaptação “Eu tô voltando pra casa”, que se espalhou pelas ruas, festas e transmissões, simbolizando o sonho de conquistar o hexa em solo brasileiro. Mas o final desta história é melhor esquecer, porque a única coisa que ficou por aqui foi a humilhação mesmo.

    O clima festivo característico do país muitas vezes adiciona sambas, marchinhas e funks adaptados, que surgem do nada nas arquibancadas, dando às Copas um toque de brasilidade que se destaca entre as torcidas de outros países.

    Até músicas de comerciais ganham destaque quando se trata de competição, como o som da propaganda do Itaú, que juntou Fernanda Takai e Paulo Miklos para cantar o inesquecível refrão:
    “Mostra tua força, Brasil, e amarra o amor na chuteira. Que a garra da torcida inteira vai junto com você, Brasil.”

    Algumas músicas que embalam os times brasileiros

    Internacional
    “Inter, estaremos contigo, tu és minha paixão. Não importa o que digam, sempre levarei comigo minha camisa vermelha e a cachaça na mão. O gigante me espera para começar a festa!”

    Sport
    “Cazá! Cazá! Cazá, cazá, cazá!
    A turma é mesmo boa, é mesmo da fuzarca!
    Sport! Sport! Sport!”

    Santa Cruz
    “Santa, meu eterno amor, nunca negarei que sou Tricolor. Sempre vou te amar, nunca vou te abandonar.

    Santa Cruz, minha paixão, cantarei por ti a nossa tradição. Sempre vou te amar, nunca vou te abandonar.”

    Corinthians
    “A semana inteira fiquei esperando pra te ver, Corinthians, pra te ver jogando. Quando a gente ama, não mede esforço pra te ver jogar, te ver jogar, te ver jogar.”

    Mais do que simples cantos, as músicas representam a paixão, a energia e a criatividade das torcidas brasileiras na hora de apoiar seus respectivos “amores verdadeiros”. Elas transformam cada estádio em um espetáculo de cores, sons e emoções, fazendo do futebol um verdadeiro fenômeno cultural no país.

  • Antony confessa ter ponderado proposta do Bayern, mas optou por permanecer no Betis

    Antony confessa ter ponderado proposta do Bayern, mas optou por permanecer no Betis

    O atacante brasileiro, que reencontrou a felicidade na Espanha após uma passagem difícil por Manchester, revelou ter recusado o assédio do gigante alemão para priorizar o bem-estar familiar e a paz de espírito.

    Após um período turbulento na Inglaterra, Antony reencontrou a estabilidade e a alegria de jogar no Real Betis, na Espanha. Essa fase de recuperação foi tão importante que o atacante, ex-São Paulo, revelou ter «balançado muito» com uma proposta formal do Bayern de Munique, mas decidiu rejeitar a transferência.

    O próprio jogador admitiu que o contato de Vincent Kompany, técnico do clube bávaro, o fez pensar:

    «Querendo ou não, me balançou muito. Pela grandeza do clube, pela grandeza do treinador e pela forma que ele me abordou que ele conversou comigo», confessou.

    Créditos: Fran Santiago/Getty Images

    O peso da família e o reencontro com as origens

    Antony explicou que a decisão de não se mudar para Munique foi motivada pela busca por felicidade e bem-estar familiar, priorizando a estabilidade que encontrou em Sevilha.

    «Mas o que pesou bastante é a decisão em família também, cara. É olhar para os meus filhos. O Lorenzo ama esse lugar, ama essa cidade», disse o jogador, citando o filho. «Quando a gente estava de férias no Brasil, sem saber de nada, ele sempre falava: ‘Pai, quando a gente vai voltar para a Espanha?’»

    O atacante destacou que o retorno à Espanha lhe permitiu resgatar uma conexão com a sua essência, que ele denomina «Antony Favelado», no sentido de encontrar satisfação nas coisas simples, algo que havia perdido durante os momentos difíceis na Inglaterra.

    «Quando eu falo isso… eu quis dizer de encontrar comigo de novo, de me encontrar feliz, de ver a minha família ali sorrindo e eu estar conseguindo sorrir de novo, porque eu passei por alguns momentos difíceis que até um sorriso ali me custava muito», explicou, creditando ao Betis o carinho que o ajudou a se reerguer.

    Ele concluiu: «Na favela, por mais difíceis que fossem situações pelas quais estava passando, eu estava muito feliz. E eu consegui enxergar isso em mim de novo, às vezes um gesto simples, pequeno, que me fazia feliz. Então, quando eu uso essa palavra, é isso: é estar feliz em qualquer situação.»

  • São Paulo mantém confiança em Oscar após síncope; meia decide futuro na carreira

    São Paulo mantém confiança em Oscar após síncope; meia decide futuro na carreira

    O meia Oscar, de 33 anos, recebeu alta no último domingo (16/11) após passar cinco dias internado no Hospital Albert Einstein. Ele havia desmaiado durante exames de rotina no CT da Barra Funda.

    O episódio foi classificado pelos médicos do São Paulo como uma síncope vasovagal — perda temporária de consciência causada pela queda súbita na pressão arterial e nos batimentos cardíacos.

    Oscar em apresentação do São Paulo – Foto: Reprodução/Instagram

    Segundo a apuração da ESPN, o caso foi forte e impressionou funcionários e atletas, o meia teria ficado aproximadamente 50 segundos sem pulso até ser reanimado. O clube não detalhou o procedimento, mas confirmou que o atleta passa bem.

    São Paulo não estipula prazo e deixa decisão de aposentadoria com o jogador

    Ainda segundo a ESPN, o São Paulo não colocou data para o retorno do meia. A reapresentação fica inteiramente sob critério de Oscar, que terá o tempo que julgar necessário.

    Contrato de Oscar no São Paulo segue intacto

    A diretoria, presidida por Julio Casares, não cogita romper, congelar ou alterar qualquer cláusula do contrato, válido até dezembro de 2027. Internamente, o Tricolor considera que interromper o vínculo seria desrespeitoso com o atleta.

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    A possibilidade de encerrar a carreira é tratada com cautela. Pessoas próximas afirmam que o foco do meia hoje é apenas a saúde, sem pressa para avaliar um possível adeus aos gramados.

    Uma eventual aposentadoria será decisão do jogador, respeitada pelo clube independentemente do tempo necessário.

    Contratado no início da temporada, Oscar disputou 21 partidas, somando 2 gols e 5 assistências. O meia vinha ganhando ritmo e sequência antes do susto durante os exames realizados.

    Próximos jogos do São Paulo:

    • Corinthians x São Paulo – 20/11, 19h30
    • São Paulo x Juventude – 23/11, 16h
    • Fluminense x São Paulo – 27/11, 20h30
  • Brasil pode ter nove times disputando a Libertadores em 2026; entenda

    Brasil pode ter nove times disputando a Libertadores em 2026; entenda

    A final da Conmebol Libertadores deste ano novamente será brasileira e com isto, o Brasil poderá voltar a ter nove equipes na fase de grupos da principal competição continental da América do Sul em 2026. Como Palmeiras e Flamengo irão decidir o título do torneio, uma das equipes que ocupam atualmente as primeiras posições da tabela do Brasileirão, já garantiram sua vaga de forma antecipada.

    Com Palmeiras e Flamengo ocupando a primeira e segunda posição da tabela do campeonato nacional respectivamente, o grupo que garante vagas para a Libertadores agora tornou-se um G-7. Atualmente, o Botafogo é quem ocupa a última posição para classificar-se para o torneio continental.

    O Brasil tem sido representado por sete equipes na Libertadores desde 2017, sendo seis vagas pelo Brasileirão e uma destinada ao vencedor da Copa do Brasil.

    Desta maneira, caso o Atlético-MG consiga derrotar o Lanús na final da Copa Sul-Americana 2025, o Brasil voltará a ter nove times representantes na disputa da Liberta no próximo ano. A decisão entre Galo e o time argentino acontecerá no dia 22 de novembro, em Assunção, uma semana antes da final entre Palmeiras e Flamengo.

    A única vez em que o país teve nove clubes participando da Libertadores foi na edição de 2022. Confira abaixo como foi distribuída as vagas;

    • Palmeiras (campeão da Libertadores 2021)
    • Athletico-PR (campeão da Sul-Americana 2021)
    • Atlético-MG (campeão do Brasileirão e Copa do Brasil 2021)
    • Flamengo (vice-campeão do Brasileirão 2021)
    • Fortaleza (quarto colocado do Brasileirão 2021)
    • Corinthians (quinto colocado do Brasileirão 2021)
    • Bragantino (sexto colocado do Brasileirão 2021)
    • Fluminense (sétimo colocado do Brasileirão 2021)
    • América-MG (oitavo colocado do Brasileirão 2021)
  • Corinthians planeja reformulação em 2026: veja quais jogadores têm futuro indefinido no clube

    Corinthians planeja reformulação em 2026: veja quais jogadores têm futuro indefinido no clube

    A temporada de 2026 promete grandes mudanças no Corinthians. A diretoria comandada por Osmar Stabile prepara uma reformulação profunda no elenco, motivada pela necessidade de reduzir custos na folha salarial.

    Assim, diversos jogadores podem se despedir do clube ao fim da temporada. A seguir, a situação de quem tem futuro incerto.

    Reformulação é prioridade para 2026

    Com dívidas, restrições financeiras e um elenco considerado inflado pela diretoria, que já trata a reformulação para 2026 como inevitável. A tendência é clara: reduzir custos e liberar atletas.

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    Novos capítulos devem surgir nos próximos meses, à medida que o clube define o planejamento para a próxima temporada.

    Matheus Donelli

    Sem espaço com a comissão técnica, Donelli, de 23 anos, deixou de ser relacionado e não faz mais parte dos planos da diretoria.

    Atualmente, a preferência é por Felipe Longo, de 20 anos, que assumiu a meta após a lesão de Hugo Souza.

    O contrato de Donelli vai até junho de 2028, e o Corinthians não descarta uma negociação.

    Félix Torres

    Vivendo momento de baixa, o equatoriano perdeu espaço com Dorival Júnior e não entra em campo desde agosto.

    Monitorado por Osasuna e Getafe, tem contrato vai até o fim de 2027, mas a diretoria não fará esforço para mantê-lo.

    Félix Torres em treino do Corinthians – Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

    O Timão investiu US$ 6,5 milhões em sua compra em 2024, mas atrasou pagamentos, gerando dívida na Fifa e transfer ban.

    Fabrizio Angileri

    Contratado ainda na era Ramón Díaz, Angileri é versátil e tem boa relação com Dorival Júnior, podendo atuar como lateral, ala ou zagueiro. Mesmo assim, a renovação ainda não avançou.

    Maycon

    Titular e em alta sob o comando de Dorival, Maycon tem contrato apenas por empréstimo. Para ficar com o jogador, o Corinthians teria de negociar novamente com o Shakhtar Donetsk.

    A diretoria admite interesse, mas considera o acordo muito difícil. Seu futuro é uma das maiores incertezas do elenco.

    Talles Magno

    Emprestado pelo New York City até o fim da temporada, Talles não deve permanecer. Apesar de bom início no Paulistão, caiu de rendimento e perdeu espaço no ano.

    Ángel Romero

    Ídolo da torcida e liderança do elenco, Romero também perdeu espaço com a comissão técnica. Com contrato apenas até final de 2025, o paraguaio não deve renovar.

    Héctor Hernández

    Fora dos planos desde o ano passado, o espanhol treina separado em horários alternativos.

    Mesmo com contrato até 2026, a direção trabalha para encontrar um destino para o jogador, que não faz parte do projeto.

  • O futebol não é um teatro – e a Alemanha está a mostrar isso ao mundo  

    O futebol não é um teatro – e a Alemanha está a mostrar isso ao mundo  

    A Alemanha vive neste momento um dos maiores confrontos políticos e culturais do futebol moderno. Medidas como bilhetes nominais, vigilância com inteligência artificial, reconhecimento facial e interdições de adeptos mesmo sem condenação estão prestes a ser discutidas na Conferência de Ministros do Interior. A reação foi imediata. Pela primeira vez em muito tempo, adeptos de clubes rivais marcharam lado a lado nas ruas de Leipzig para defender aquilo que dá vida ao futebol: a cultura de apoio.
    Estamos a falar de grupos de clubes que não partilham absolutamente nada entre si — Bayern, Hamburgo, Dortmund, Nuremberga, Dresden, Frankfurt e muitos outros — todos a marcharem juntos por um objetivo comum. Um cenário impossível em quase qualquer outro país.

    E, honestamente, isto diz muito sobre a diferença de mentalidade entre os alemães e o resto da Europa.

    Sempre ouvi dizer que “o futebol é o desporto do povo”. Para mim, enquanto miúdo, o que me fascinava não era apenas a bola. Eram as faixas enormes, os cânticos, os fumos de cor que davam alma a cada lance. Era ver uma cidade inteira a torcer pelos seus. Hoje, em Portugal, essa alma está a ser apertada pelas regras, proibições e burocracias. Parece que querem transformar os estádios num teatro. E teatro, se quiser, vou ao Coliseu do Porto ver uma peça. Não ao Dragão ou à Luz.

    Na Alemanha, pelo contrário, a pirotecnia é legal e controlada. É usada de forma responsável e dialogada entre grupos, clubes e estruturas. Não é tratada como crime, mas como expressão cultural. O resultado é visível: coreografias incríveis, ambiente vibrante e uma relação adulta entre adeptos e autoridades. E o que me deixa ainda mais estupefacto é isto: quando vemos uma grande coreografia lá fora, achamos lindo; quando vemos uma receção argentina com fogo de artifício e pyro, elogiamos o “ambiente incrível”. Mas cá, se alguém acender um simples fumo, é crime. Lá fora é festa, cá dentro é terrorismo ahah.

    E que fique claro: ninguém está a dizer que a violência não é um problema. Claro que é. Só acho que há formas de controlar comportamentos sem destruir o espetáculo, e muito menos acabar com a cultura que torna o futebol especial.

    Enquanto isso, em muitos países europeus, a regra é simples: quanto mais proibir, melhor. Pyro? Crime. Faixas? Suspeito. Apoio organizado? Problema.

    O mesmo acontece com a cerveja nos estádios. Em Portugal é proibida, como se isso impedisse alguém de entrar já alcoolizado. Todos sabemos que não impede. A única coisa que impede é receita, experiência e normalidade. Na Alemanha, beber uma cerveja enquanto se vê futebol é algo tão natural como respirar. E, curiosamente, não é lá que a violência explode. Talvez porque tratam os adeptos como adultos e não como potenciais delinquentes.

    Até os gigantes europeus são vítimas desta “higienização” moderna. Real Madrid e Barcelona já não têm claques como antigamente. Resultado: estádios bonitos, modernos, confortáveis e… sem alma. Ambientes mornos. Jogos grandes com público que parece estar numa conferência. Se me oferecerem bilhetes para ver o Real Madrid ou o Dynamo Dresden, vou para Dresden sem pensar duas vezes. Não conheço os jogadores, mas conheço a cultura. E é a cultura que faz o futebol vibrar.

    Época 23/24 – SG Dynamo Dresden vs. Hallescher FC – Foto de: ultras-dynamo.de

    Em Portugal, mesmo os grupos legalizados enfrentam limitações atrás de limitações. Material, entradas, policiamento, burocracia. E depois ficamos chocados quando os estádios parecem bibliotecas. Agora imaginem as três maiores claques portuguesas — Super Dragões, No Name Boys e Juve Leo — a marcharem juntas, como aconteceu na Alemanha. Só de pensar já parece ficção científica. Lá, a mentalidade é outra. Antes da rivalidade, está a defesa dos direitos.

    No Brasil ainda existe muito da liberdade que a Europa perdeu. Mas deveriam olhar bem para o que está a acontecer aqui. Nem tudo o que a Europa faz é exemplo. Este controlo excessivo, esta criminalização da cultura de apoio e esta tentativa de transformar futebol em espetáculo silencioso é um erro gigante. Regras? Sim. Responsabilização? Claro. Agora, vigilância facial, interdições sem condenação e destruição de tudo o que faz dos estádios lugares especiais? Isso mata o jogo.

    Ontem estive no Portugal–Arménia. Um 9-1 que deveria ter sido uma festa. À minha volta, turistas e famílias caladas. Zero cânticos, zero pressão, zero emoção. Já assisti a funerais com mais ambiente. E o futebol é para todos, claro. Mas quem faz o espetáculo tem de poder fazê-lo. Sem cultura de adeptos, não há alma. Sem alma, não há futebol.

    E já agora, uma confissão para terminar: ao ritmo a que isto vai, qualquer dia a única coisa permitida nos estádios vai ser respirar… mas só até ao minuto 30. Depois disso, “por razões de segurança”, teremos de manter o ar nos pulmões.

    Se chegarmos a esse ponto, eu aviso já: fico a ver o jogo no café. Ao menos lá há cerveja e ninguém me pede documentos para a levantar.