Depois de passagens irregulares por Barcelona e Real Betis, o atacante Vitor Roque vive um dos melhores momentos da carreira no Palmeiras.
A fase artilheira do jogador tem chamado a atenção de clubes da Premier League, especialmente do Chelsea, segundo informações do jornal CaughtOffSide.
Vitor Roque ao lado de Leila Pereira, presidenta do Palmeiras – Foto: Cesar Greco/Palmeiras
O veículo britânico relata que olheiros do clube londrino acompanham de perto as atuações do atacante, que tem sido peça-chave no ataque palmeirense para Abel Ferreira.
Chelsea, Tottenham e West Ham observam Vitor Roque no Palmeiras
Além do Chelsea, Tottenham e West Ham também monitoram a situação de Vitor Roque. Os clubes ingleses avaliam que o brasileiro possui perfil ideal para o futebol inglês, combinando velocidade, força e boa finalização.
O interesse conjunto pode gerar disputa intensa no mercado, principalmente se o Palmeiras demonstrar abertura para negociar o atleta após o término da temporada de 2025.
O Chelsea, que aposta em uma renovação de elenco sob comando de Enzo Maresca, enxerga Vitor Roque como investimento estratégico para o futuro.
A intenção é formar um time com jovens talentos de alto potencial, capazes de render técnica e financeiramente.
Retomada após passagem pela Espanha
Na Europa, Vitor Roque teve momentos de oscilação. No Barcelona, somou apenas dois gols antes de ser emprestado ao Betis, onde balançou as redes sete vezes em 33 partidas.
A falta de sequência e o desgaste físico o fizeram retornar ao Brasil em busca de recomeço.
No Palmeiras, o atacante recuperou a confiança, aprimorou o condicionamento e voltou a ser decisivo, chamando novamente a atenção do mercado europeu.
O confronto entre Palmeiras e Cruzeiro será realizado no domingo, às 20:30 hrs (horário de Brasília), no estádio Allianz Parque, casa do Palmeiras.
Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:
Premiere
O Verdão vem para essa partida de certa forma pressionado, sendo um time que estava com uma sequência de vitórias grande e acaba de ter duas derrotas seguidas, uma para o Flamengo no Campeonato Brasileiro e outra para a LDU na Libertadores. Com isso, o desejo de vitória se torna ainda maior, até mesmo porque o líder do campeonato segue empatado com 61 pontos com o Flamengo, que está na 2ª posição.
Para a Raposa continuar sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, há a necessidade da vitória, pois segue em 3º lugar com 56 pontos e um jogo a mais que o 1º e 2º colocados. O Cruzeiro conta com a volta do seu artilheiro Kaio Jorge, não somente do clube, mas também do campeonato.
Confrontos diretos:
Nos últimos 10 jogos entre as duas equipes, o Palmeiras leva vantagem sobre o Cruzeiro, com 6 vitórias, 2 derrotas e 2 empates. Porém, nesta temporada, no Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro venceu o primeiro jogo por 2 a 1.
Palpites para o jogo:
Mercado: Mais de 1,5 gols Explicação: É um confronto em que as duas equipes precisam de um bom resultado. Nos últimos 10 jogos entre as duas equipes, em 7 saíram 2 ou mais gols. Portanto, tudo indica que será um grande confronto.
Mercado: Ambas as equipes marcam Explicação: Estamos falando de duas equipes que estão brigando pelo título. O artilheiro do Cruzeiro está com 15 gols no campeonato, já o artilheiro do Palmeiras, Vitor Roque, está com 13 gols. Portanto, esperamos um jogo aberto, com possibilidade de gols para as duas equipes.
O Palmeiras levou três da LDU em Quito e, como já é de costume, voltou a discussão da altitude. Sempre que um time brasileiro perde nos Andes, fala-se menos de futebol e mais de oxigênio. É um tema velho, quase automático. Mas, sinceramente, não consigo comprar essa ideia de que jogar em altitude é injusto. O futebol é feito de vantagens, e o mando de campo é uma delas.
Os times se aproveitam do mando de campo. Todos. Só que o “mando de campo” tem muitas formas. O Bodø/Glimt, por exemplo, tem feito estragos na Europa, principalmente em casa. Por quê? Porque joga com temperaturas negativas e em gramado sintético. (E já deixei bem claro no artigo anterior que não sou fã de sintético, mas nestas circunstâncias entendo perfeitamente.) Cada clube tira o que pode do seu contexto. É assim que se sobrevive e se vence.
A memória da altitude
Quem não se lembra daquela imagem de Anderson, antigo meio-campista do FC Porto e do Manchester United, jogando pelo Internacional contra o The Strongest, na Bolívia, com máscara respiratória? A cena correu o mundo e mostrou o que é realmente jogar a mais de 3.600 metros.
Hoje, um clube como o Palmeiras tem que estar preparado para encarar um jogo desses. A ciência, a logística e o profissionalismo já não permitem surpresas.
A verdade é que o Palmeiras tem agora outra montanha para escalar se quer chegar à final da Libertadores, perdeu 3 a 0 na ida, mas terá o seu próprio mando de campo, a sua “altitude” verde e branca, para tentar reverter o resultado.
Fator casa: não só altitude
Então por que razão os sul-americanos choram tanto quando sobem a Quito ou a La Paz? Será cultural essa vitimização? Como se jogar no Allianz Parque não fosse uma vantagem enorme para o Palmeiras. No fim de semana passado, perderam contra o Flamengo no Maracanã, e eu vi o jogo daqui de Portugal, finalmente em horários decentes (ahahah). A torcida do Flamengo estava incrível, empurrou o time do início ao fim. E ninguém disse que era “injusto” o Flamengo jogar com 60 mil pessoas gritando.
No fundo, tudo isso faz parte do xadrez que é o futebol. O ambiente, as viagens, o gramado, o clima, a altitude. Tudo conta. Todos os clubes têm o seu “inferno”. Fala-se muito do Galatasaray, onde jogar é uma tortura pelo barulho e pelo calor das arquibancadas. O mesmo se aplica ao River Plate, ao Estrela Vermelha de Belgrado, aos estádios britânicos onde as arquibancadas quase tocam o gramado – Celtic, Rangers, Leeds ou Liverpool – ou aos pequenos estádios espanhóis como o Rayo Vallecano e o Leganés, que transformam o seu espaço numa fortaleza.
Altitude: risco físico ou vantagem legítima?
A altitude castiga o corpo: a falta de oxigênio acelera o coração, causa tonturas, náuseas e dores de cabeça. Os músculos se cansam mais rápido e o raciocínio fica mais lento. Mas chamar isso de “risco de vida” é exagerado. Estudos e médicos do esporte mostram que não há perigo real para jogadores saudáveis, desde que haja controle médico e hidratação. É desconfortável, sim, e o rendimento cai, mas o risco grave é raríssimo – mais associado a altitudes extremas ou a atletas com problemas cardíacos.
O futebol não é um tubo de ensaio
O meu ponto é simples: é impossível proibir aquilo que faz parte da tradição e da cultura dos clubes. O futebol não é apenas o jogo – é a defesa da tua terra, da tua gente e da tua identidade. Tirar um time da sua casa só porque a cidade está acima dos 2.500 metros seria uma afronta à própria alma do esporte. A FIFA tentou fazê-lo em 2007, proibindo jogos internacionais em altitude. Voltou atrás um ano depois. E fez muito bem.
O futebol não é laboratório. É emoção, contexto e adaptação. Não há nada de errado em um clube tirar proveito do seu território – desde que haja condições médicas e logísticas básicas para os visitantes. De resto, o desafio é o mesmo para todos: sobreviver aos 90 minutos, seja em Quito, em La Paz, no Maracanã ou no Dragão.
O jogo acaba sempre nos 90 minutos, seja onde for
O que separa os grandes dos comuns é a capacidade de se adaptar. Porque o futebol não se joga só com os pés – joga-se com a cabeça, com os pulmões, com o coração – e, às vezes, com menos ar do que gostaríamos.
A partida de ida da semifinal da Copa Libertadores entre LDU x Palmeiras acontecerá hoje, às 21:30 hrs (horário de Brasília).
Você poderá acompanhar o jogo ao vivo:
ESPN
Disney+
O time da casa já eliminou dois brasileiros no mata-mata da Libertadores, venceu o Botafogo nas oitavas de final e eliminou o São Paulo nas quartas de final, vencendo os dois jogos.
Para esta partida, o Verdão chega depois de eliminar o Universitario e o River Plate, duas grandes equipes. Já no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras vem de uma derrota para o Flamengo, disputando a liderança de forma acirrada.
Esperamos um grande confronto entre duas equipes qualificadas: a equipe de Quito querendo manter a façanha de continuar eliminando brasileiros nesta Libertadores, e o Palmeiras tentando manter a invencibilidade de 25 partidas sem derrotas para equipes estrangeiras no torneio continental.
Prováveis escalações:
LDU: Alexander Domínguez; Allala, Ade e Mina; Quintero, Villamil, Gruezo, Cornejo e Quiñonez; Estrada e Ramírez.
Palmeiras: Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Aníbal Moreno, Andreas Pereira e Mauricio; Felipe Anderson, Flaco López e Vitor Roque.
Palpites para o jogo:
Mercado: Mais de 6,5 chutes no gol Explicação: Nas estatísticas de confrontos e performances recentes, os jogos envolvendo o Palmeiras fora de casa ou a LDU em casa têm tendência a terminar com mais de 10 chutes no gol.
Mercado: Mais de 1,5 gols Explicação: Verificando o histórico das duas equipes, a porcentagem de jogos com mais de 1,5 gols é alta. Esperamos um jogo aberto e com grandes chances de gols.
Mercado: Vitor Roque mais de 0,5 chutes no gol Explicação: Estamos falando do principal artilheiro do Palmeiras; aqui precisamos apenas que o Vitor Roque chute uma bola no gol.
Mercado: Flaco López mais de 0,5 chutes no gol Explicação: Flaco López é um atacante que chuta bastante de fora da área; são chutes que levam perigo. Também vamos confiar em apenas um chute no gol.
Desde o conceito de torcidas organizadas até os episódios e motivos que levaram algumas a serem proibidas de frequentar os estádios. Conheça tudo sobre o tema em nosso artigo de investigação!
Como surgiu o fenômeno das torcidas organizadas no Brasil?
As torcidas organizadas são grupos estruturados de torcedores que apoiam clubes de futebol. Normalmente, distinguem-se de um torcedor comum pela forma padronizada de vestir, pelos cânticos entoados durante o jogo e até coreografias planejadas em determinados momentos de uma partida.
No início, estas torcidas eram associadas a um apoio incondicional a um clube e ao acompanhamento contínuo dos times, jogando em casa ou fora, mas mais recentemente o panorama mudou. Hoje em dia, estas organizações passaram a ser associadas a episódios de violência, crimes de corrupção e práticas ilícitas, distanciando-se do apoio inicial aos clubes.
Batalha do Pacaembu
A Batalha campal do Pacaembu: Onde tudo mudou
O primeiro acontecimento de grande polêmica ocorreu em 20 de agosto de 1995, quando o confronto entre as torcidas Mancha Verde – do Palmeiras – e Independente – do São Paulo – resultou em 110 feridos e um torcedor são-paulino morto, Márcio da Silva, com apenas 16 anos de idade!
A gravidade dos confrontos foi tão grande que rapidamente levou à extinção judicial da Mancha Verde, bem como à proibição de presença em estádios.
Com apoio da Federação Paulista de Futebol e do Ministério Público, a própria Confederação Brasileira de Futebol acabou criando leis mais rígidas para combater a violência no futebol.
Torcida Organizada Mancha Verde
Estados com proibições recentes
● São Paulo
Depois de tentar reerguer de modo diferente a identidade da Mancha Verde, os torcedores do Palmeiras criaram a Mancha Alviverde. Apesar do esforço na mudança de identidade, em outubro de 2024, a torcida foi proibida de entrar em estádios!
A causa da proibição foi um ataque a membros da torcida Máfia Azul – do Cruzeiro – em Mairiporã, que novamente causou um morto, além de 17 feridos.
Lembre-se que este não foi o primeiro castigo à torcida, visto que em 2011 já havia sido impedida de entrar em estádios depois de confrontos com torcedores do Corinthians.
● Rio de Janeiro
As torcidas Raça Rubro-Negra, Jovem Fla, Força Jovem e Young e Fúria foram banidas dos estádios por tempo indeterminado em 2023, por decisão judicial.
A sanção surgiu depois de confrontos, que motivaram uma reunião urgente entre o governador do Rio e os dirigentes do Flamengo, Fluminense e Vasco.
Torcida organizada Raça Rubro-Negra
● Minas Gerais
Em 2024, o Ministério Público voltou a ser firme! O mesmo recomendou que a Máfia Azul e a Galoucura fossem proibidas de frequentar os estádios por gerarem conflitos de forma recorrente.
Entre as várias medidas, as torcidas organizadas estão proibidas de uso, porte e exibição de qualquer vestimenta, faixa, bandeira ou instrumento musical que possa caracterizar a presença da torcida nos estádios em dias de jogo.
Apesar da Galoucura estar banida até 4 de março de 2026, a Máfia Azul apenas cumprirá o castigo entre 15 de março de 2026 até 15 de março de 2028!
● Paraná
Em abril de 2025, Os Fanáticos, Os Palhaços e a Fúria Independente foram proibidas de frequentar eventos esportivos por até 15 meses!
A sanção atribuída pela Justiça do Paraná surgiu depois de confrontos violentos entre os times em jogo do Campeonato Paranaense.
Torcida organizada Os Fanáticos
● Pernambuco
As torcidas Jovem do Leão e a Explosão Coral não escaparam à regra deste artigo! Em fevereiro de 2025, vários clubes desta região como o Sport, Santa Cruz e Náutico assinaram, juntamente com a Federação Pernambucana de Futebol, um termo de ajustamento de conduta.
No termo assinado com o Ministério Público de Pernambuco, os clubes comprometiam-se a cortar laços com as torcidas, evitando que continuassem a surgir episódios de violência.
Onde está o futuro das torcidas organizadas?
Assim como tudo, a relação entre clubes e as torcidas organizadas está em constante evolução. Uma das prioridades desta relação tem sido promover um ambiente mais seguro e respeitoso nos estádios, mantendo a boa relação entre torcedores e o próprio time!
As perspectivas para o futuro destas organizações é que os clubes assumam responsabilidade sobre as suas ações, obrigando-os a tomar medidas mais eficazes e restritas com base no respeito mútuo.
Agora resta apenas saber o quão difícil vai ser gerir essa situação para que a torcida tenha liberdade e não cause problemas!
A 29ª rodada da Série A do Brasileirão vai começar e as emoções estão prestes aumentarem nesta reta final. Com a briga pela liderança pegando fogo, Palmeiras e Flamengo se enfrentam pelo “jogo do título”, em uma rodada que ainda terá clássico carioca e uma briga forte para escapar da zona de rebaixamento.
Neste sábado serão disputadas duas partidas, contabilizando ainda cinco no domingo e três na segunda-feira.
O Portal Camisa 12 vai te contar o horário e onde assistir cada partida da Série A. Confira abaixo;
Minha curta carreira no futebol foi interrompida cedo. Não digo que teria grande sucesso – o dom claramente não veio comigo quando nasci – mas isso não apaga a dor de deixar algo que se ama.
Talvez eu não fosse um craque, mas certamente seria mais um apaixonado jogando na liga amadora, feliz só por estar dentro de campo.
O fim veio com uma lesão: rompimento dos ligamentos do joelho, acompanhado de uma recuperação ruim, típica de quem está nas categorias de base de um clube modesto.
E aqui quero deixar algo claro: a culpa não foi de uma entrada dura, nem de uma pancada, nem dos médicos, cirurgiões ou das equipes técnicas.
Foi, muito provavelmente, do gramado sintético – e talvez também de uma má escolha de chuteira, numa época em que ninguém explicava qual tipo usar em cada tipo de campo.
A guerra dos gramados no Brasil
Hoje, ao ver o debate no futebol brasileiro sobre gramado natural vs. sintético, me sinto inevitavelmente parte da conversa.
De um lado, Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, reclama (com razão) dos maus gramados do Brasileirão.
Do outro, ele próprio representa um clube que defende o sintético – o Palmeiras – que, embora tenha um gramado artificial de excelente qualidade e certificado pela FIFA, ainda enfrenta as limitações e controvérsias típicas desse tipo de piso.
A polêmica explodiu recentemente após Bahia x Palmeiras na Fonte Nova, quando Abel detonou o estado do gramado natural e Rogério Ceni respondeu:
“Para quem joga em sintético, reclamar de lesão em natural fica feio.”
E é difícil discordar.
Abel tem razão em exigir qualidade mínima, mas Ceni também tem razão na ironia: não se pode pedir perfeição dos outros e aceitar o sintético em casa.
Grama sintética no Allianz Parque
Imagem: José Edgar de Matos/UOL Esporte
O argumento econômico e o lixo visual
Entendo que o sintético facilite a vida dos clubes: menos manutenção, mais resistência e mais espaço para shows. Mas o futebol não é uma arena de concertos – é futebol. A desculpa de rentabilizar o estádio não pode se sobrepor à essência do jogo.
Ver um palco ocupando uma arquibancada, ingressos sendo vendidos com visão tapada por estrutura de show, e o gramado virando “chão de eventos” é uma aberração estética e esportiva. Um campeonato com tanto potencial quanto o Brasileirão não pode se dar ao luxo de vender um produto assim.
Telão em estrutura montada para show no Allianz Parque, durante a final do Paulistão de 2022 – Divulgação/Palmeiras
A bola não mente
Quem já jogou em sintético sabe: a bola quica mais, o ritmo muda, o toque é diferente.
Na Europa, o sintético serve para climas extremos, onde o gelo destrói qualquer gramado natural, ou para clubes pequenos que não podem arcar com os custos de manutenção.
Em Portugal, por exemplo, o uso é bem definido: – Nas divisões profissionais, é proibido – todos jogam em grama natural (ou híbrida); – Nas categorias de base e clubes amadores, sim, o sintético é essencial e até positivo, pois garante treino o ano inteiro.
E mesmo assim, há clubes modestos que dão lições de zelo e orgulho com o gramado.
O Elvas, que disputa a 4ª divisão do futebol português, tem um dos melhores gramados naturais do país, elogiado por quem joga e visita.
O mesmo se pode dizer de Arouca e Portimonense, ambos das ligas profissionais, reconhecidos pela Liga Portugal com prêmios de melhor gramado natural.
Na Taça de Portugal, os grandes até sofrem em campos menores, onde a bola ganha vida própria e o jogo muda. Mas ali, é contexto. No Brasileirão, é escolha.
O que a ciência diz (e o que o corpo sente)
A verdade é que não há provas científicas de que o sintético cause mais lesões em quantidade. Mas há cada vez mais indícios de que provoca lesões diferentes – e mais graves.
Rupturas de ligamentos, torções de tornozelo e sobrecarga no joelho aparecem com mais frequência nas estatísticas médicas associadas ao piso artificial.
A lesão grave no gramado sintético que marca a carreira de Rúben Amorim, agora técnico do Manchester United
E falo por experiência própria: quem passa por uma lesão no joelho sabe que a recuperação é dolorosa, longa e incerta. Há jogadores que nunca voltam a ser os mesmos. E isso deveria bastar para que nenhum profissional de elite jogasse num gramado sintético sem necessidade climática.
Meu ponto final
Não faz sentido clubes que gastam milhões em jogadores e departamentos médicos aceitarem jogar sobre um piso de plástico. Aceito o sintético em países com neve, aceito em clubes de bairro, aceito em campos de treino. Mas em um Palmeiras, um Botafogo, em um campeonato que sonha ser grande, não há desculpa.
Por uma vez, fico do lado do Rogério Ceni – e não do Abel. O futebol é natural. Sempre foi. E digo isso com um sorriso, lembrando que talvez eu pudesse ter sido o Cristiano Ronaldo das peladas – ou pelo menos o craque da terceira parte dos jogos (a dos copos). Mas fica a opinião de quem já sentiu o joelho estalar num gramado sintético: para o futebol, nada substitui o toque da grama viva.
A Conmebol acompanha de perto a instabilidade política no Peru, sede da final da Copa Libertadores 2025, marcada para 29 de novembro no Estádio Monumental de Lima.
A recente queda da presidente Dina Boluarte, aprovada pelo Congresso, aumenta a preocupação da entidade sobre segurança, logística e viabilidade da partida.
De acordo com informações da coluna de Marcel Rizzo, a mudança de local não está descartada e será definida antes da conclusão das semifinais da Libertadores, no final de outubro.
Na edição atual da Libertadores, Palmeiras e Flamengo disputam as semifinais contra LDU e Racing, respectivamente.
Caso Lima seja descartada, a Conmebol precisará organizar a logística da final em Assunção, incluindo segurança, transporte, hospedagem e infraestrutura para torcedores e imprensa.
Protestos e queda de Dina Boluarte
O Peru enfrenta protestos desde setembro, motivados por mudanças nas regras da previdência e casos de corrupção.
A destituição da presidente Dina Boluarte, acusada de “incapacidade moral”, intensifica a tensão social, gerando preocupação com eventos de grande porte.
Agenda das semifinais da Libertadores 2025 – Foto: Instagram/Libertadores
Conmebol mantém cautela e não confirma mudança
Por enquanto, a Conmebol, por meio de sua assessoria, não confirmou oficialmente a alteração da sede. A decisão dependerá da evolução da crise política peruana e da viabilidade logística em Assunção, que poderá se tornar a “opção B” para duas finais.
Assunção, no Paraguai, surge como opção
A capital paraguaia, Assunção, sede da Conmebol, desponta como opção secundária caso Lima seja inviável. A cidade também receberá a final da Copa Sul-Americana 2025, prevista para 22 de novembro
Possivelmente, no Estádio Defensores del Chaco, já que o estádio do Cerro Porteño estará ocupado com um show.
Histórico de mudanças de sede da Conmebol
Mudanças de sede em decisões importantes não são inéditas. Em 2019, Flamengo e River Plate jogariam no Chile, mas protestos políticos obrigaram a transferência para Lima, palco onde os brasileiros venceram por 2 a 1.
Taça da Libertadores da América – Foto: Alexandre Vidal/Acervo/Flamengo
O nome de Gerson voltou a ser associado ao Palmeiras. Em setembro, os torcedores do Verdão chegaram a sugerir uma troca envolvendo o meia, após o Zenit-RUS demonstrar interesse na contratação de Riquelme, jovem atacante da base alviverde.
Agora, a especulação ganhou força após o jornalista Felipe Facincani afirmar que o clube paulista teria aberto conversas com representantes do ex-jogador do Flamengo para 2026.
Gerson quando atuava pelo Flamengo – Foto: Instagram/Gerson
Passagem frustrada de Gerson pelo Zenit
A passagem do volante vem sendo marcada por críticas internas. Ele sofreu uma lesão e não entra em campo desde 23 de agosto.
A diretoria e parte da imprensa da Rússia o classificaram como “lento e pouco intenso”, o que quase resultou na frustrada transferência para o Al Ittihad, da Arábia Saudita — negócio que acabou não se concretizando por falta de vaga para estrangeiros.
Interesse do Palmeiras em Wendel
No entanto, segundo jorge Nicola, tanto o Palmeiras quanto o staff de Gerson negam qualquer negociação. Pessoas próximas à diretoria do Verdão lembram que o Zenit pagou 25 milhões de euros — valor considerado inviável para um atleta de 28 anos
O jogador que a equipe teria tentado, com oferta oficial, foi o Wendel, revelou uma fonte ligada ao estafe do atleta.
A equipe russa fez uma pedida de 20 milhões de euros por Wendel, o que travou o avanço das conversas. O meio-campista tem prestígio dentro do elenco, ao contrário de Gerson.
Ser palmeirense é estar cercado de memórias que nos acompanham a vida inteira, um clube com 111 anos carrega muito tempo de campo e muitas histórias que a torcida não esquece.
Quando a gente vê dois atacantes bem entrosados dentro de campo, a primeira reação que o torcedor alvi verde tem é: “Será que vem aí uma nova dupla pra nossa história?”. Nas arquibancadas do Allianz Parque, essa pergunta começa a ganhar força com Flaco López e Vitor Roque.
O argentino recém convocado pra disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, carinhosamente apelidado por Veiga de “Messi”, é um cara de área clássico, daqueles que carregam a fome de gol e a disposição para brigar pela bola. Já o tigrinho representa a nova geração: veloz, agressivo na pressão, com qualidade para cair pelos lados e arrancar em direção ao gol. Dois perfis diferentes, mas que parecem se complementar.
E aí não tem como não comparar com grandes duplas de craques que já vimos no passado.
A memória de Evair e Edmundo
Para nós, torcedores, a década de 90 ainda é uma espécie de marca registrada, uma Academia inesquecível com grande carinho pelo torcedor que viveu e também por aqueles que só ouviram as histórias passada as gerações seguintes. Aquele Palmeiras comandado pela Parmalat trouxe craques que transformaram o clube uma gigantesca potência. Entre tantos nomes, uma dupla ficou marcada: Evair e Edmundo.
Evair era um homem frio, calculista, referência na área, especialista em pênaltis e dono de uma finalização precisa. Edmundo, por outro lado, era o caos em forma de talento: veloz, driblador, imprevisível. Juntos, formaram um contraste perfeito: técnica e explosão bruta, cálculo e intensidade.
Ao olhar para Flaco e Vitor Roque, a comparação começa a surgir e pelo que ambos tem demonstrado nas entrevistas pós jogos, ficam felizes em jogarem juntos. Flaco podemos comparar com o Evair: não é o atacante mais elegante em campo, mas sabe se posicionar como poucos. E Vitor Roque, embora mais jovem e ainda em processo de amadurecimento não só de idade mas também dentro do elenco, carrega essa chama de Edmundo, aquele instinto quase instantâneo de partir para cima, de querer resolver o jogo.
O que já temos e o que ainda falta
Claro que é cedo para dizer que Flaco e Roque vão se tornar uma dupla lendária ,afinal o Abel é um técnico com várias formações de elenco e de jogo. Mas não podemos negar que os sinais são promissores. Em campo, os dois já mostraram movimentos que se completam: quando Flaco atrai a marcação, Roque aparece para atacar o espaço. Quando Roque se desgasta pressionando a saída de bola, Flaco está ali para segurar a posição e dar opção ao elenco.
O torcedor, acostumado a ver o Palmeiras se reinventar a cada ciclo, percebe quando algo diferente começa a nascer. E esse “diferente” está ai, nas jogadas em que os dois parecem falar a mesma língua sem nem trocar uma palavra.
O que falta? Talvez um pouco mais de tempo. A história de Evair e Edmundo não foi construída em alguns meses, mas em anos de parceria, títulos e jogos decisivos. Para Flaco e Roque, a caminhada está só no início. Mas não é exagero dizer que temos ai uma boa dupla para para sonhar.
O peso de vestir a camisa do Palmeiras
Jogar no Palmeiras não é como jogar em qualquer clube. A cobrança é diária, a comparação com o passado é inevitável. Quando um atacante novo chega, logo ouve falar de César Maluco, Evair, Ademir da Guia, Luizão, Vagner Love, Edmundo Animal, Paulo Nunes, entre tantos outros. A camisa pesa porque ela carrega grandes histórias.
Mas se tem algo que essa torcida sabe reconhecer, é quando o jogador entrega em campo. Flaco conquistou o coração alviverde não só pelos gols, mas pela raça, pelo jeito de nunca desistir de uma bola, e acaba de renovar mais uma temporada com o Verdão. Roque , chegou devagar, com respeito pela camisa e pela torcida e agora entra numa melhor fase, se continuar mostrando coragem, vai continuar ganhando seu espaço.
E, quem sabe, daqui a alguns anos quando eu estiver falando para próxima geração da minha família sobre as grandes duplas que tanto nos deram orgulho, eu não fale apenas de Evair e Edmundo. Talvez eu possa dizer: “Vi Flaco e Vitor Roque jogarem juntos. E que dupla era aquela!”.E se a história repetir, que seja agora, no Allianz lotado, com a nossa camisa verde. Porque no fim das contas, não é só sobre gols. É sobre pertencimento, sobre se sentir parte de uma história que nunca para de ser escrita.