Tag: palmeiras

  • Brasileiro 2025: Confira onde assistir e horário dos jogos da 29ª rodada da Série A

    Brasileiro 2025: Confira onde assistir e horário dos jogos da 29ª rodada da Série A

    A 29ª rodada da Série A do Brasileirão vai começar e as emoções estão prestes aumentarem nesta reta final. Com a briga pela liderança pegando fogo, Palmeiras e Flamengo se enfrentam pelo “jogo do título”, em uma rodada que ainda terá clássico carioca e uma briga forte para escapar da zona de rebaixamento.

    Neste sábado serão disputadas duas partidas, contabilizando ainda cinco no domingo e três na segunda-feira.

    O Portal Camisa 12 vai te contar o horário e onde assistir cada partida da Série A. Confira abaixo;

    https://adzappy.o18.link/c?o=21448455&m=21672&a=695610
    • 18/10: Corinthians x Atlético-MG às 18h30 (horário de Brasília) – Amazon Prime Vídeo;
    • 18/10: Cruzeiro x Fortaleza às 21h (horário de Brasília) – SporTV e Premiere;
    • 19/10: Flamengo x Palmeiras às 16h (horário de Brasília) – TV Globo, GeTV, SporTV e Premiere;
    • 19/10: Internacional x Sport às 18h30 (horário de Brasília) – Premiere;
    • 19/10: Ceará x Botafogo às 18h30 (horário de Brasília) – Premiere;
    • 19/10: Mirassol x São Paulo às 18h30 (horário de Brasília) – Premiere;
    • 19/10: Bahia x Grêmio às 20h30 (horário de Brasília) – Premiere;
    • 20/10: Juventude x Bragantino às 19h (horário de Brasília) – Premiere;
    • 20/10: Vasco x Fluminense às 19h30 (horário de Brasília) – Record, CazéTV e Premiere;
    • 20/10: Santos x Vitória às 21h30 (horário de Brasília) – SporTV e Premiere.
  • Tapete é na sala, não no gramado

    Tapete é na sala, não no gramado

    Minha curta carreira no futebol foi interrompida cedo.
    Não digo que teria grande sucesso – o dom claramente não veio comigo quando nasci – mas isso não apaga a dor de deixar algo que se ama.

    Talvez eu não fosse um craque, mas certamente seria mais um apaixonado jogando na liga amadora, feliz só por estar dentro de campo.

    O fim veio com uma lesão: rompimento dos ligamentos do joelho, acompanhado de uma recuperação ruim, típica de quem está nas categorias de base de um clube modesto.

    E aqui quero deixar algo claro: a culpa não foi de uma entrada dura, nem de uma pancada, nem dos médicos, cirurgiões ou das equipes técnicas.

    Foi, muito provavelmente, do gramado sintético – e talvez também de uma má escolha de chuteira, numa época em que ninguém explicava qual tipo usar em cada tipo de campo.

    A guerra dos gramados no Brasil

    Hoje, ao ver o debate no futebol brasileiro sobre gramado natural vs. sintético, me sinto inevitavelmente parte da conversa.

    De um lado, Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, reclama (com razão) dos maus gramados do Brasileirão.

    Do outro, ele próprio representa um clube que defende o sintético – o Palmeiras – que, embora tenha um gramado artificial de excelente qualidade e certificado pela FIFA, ainda enfrenta as limitações e controvérsias típicas desse tipo de piso.

    A polêmica explodiu recentemente após Bahia x Palmeiras na Fonte Nova, quando Abel detonou o estado do gramado natural e Rogério Ceni respondeu:

    “Para quem joga em sintético, reclamar de lesão em natural fica feio.”

    E é difícil discordar.

    Abel tem razão em exigir qualidade mínima, mas Ceni também tem razão na ironia: não se pode pedir perfeição dos outros e aceitar o sintético em casa.

    Grama sintética no Allianz Parque Imagem: José Edgar de Matos/UOL Esporte

    O argumento econômico e o lixo visual

    Entendo que o sintético facilite a vida dos clubes: menos manutenção, mais resistência e mais espaço para shows.
    Mas o futebol não é uma arena de concertos – é futebol.
    A desculpa de rentabilizar o estádio não pode se sobrepor à essência do jogo.

    Ver um palco ocupando uma arquibancada, ingressos sendo vendidos com visão tapada por estrutura de show, e o gramado virando “chão de eventos” é uma aberração estética e esportiva.
    Um campeonato com tanto potencial quanto o Brasileirão não pode se dar ao luxo de vender um produto assim.

    Telão em estrutura montada para show no Allianz Parque, durante a final do Paulistão de 2022 – Divulgação/Palmeiras

    A bola não mente

    Quem já jogou em sintético sabe: a bola quica mais, o ritmo muda, o toque é diferente.

    Na Europa, o sintético serve para climas extremos, onde o gelo destrói qualquer gramado natural, ou para clubes pequenos que não podem arcar com os custos de manutenção.

    Em Portugal, por exemplo, o uso é bem definido:
    – Nas divisões profissionais, é proibido – todos jogam em grama natural (ou híbrida);
    – Nas categorias de base e clubes amadores, sim, o sintético é essencial e até positivo, pois garante treino o ano inteiro.

    E mesmo assim, há clubes modestos que dão lições de zelo e orgulho com o gramado.

    O Elvas, que disputa a 4ª divisão do futebol português, tem um dos melhores gramados naturais do país, elogiado por quem joga e visita.

    O mesmo se pode dizer de Arouca e Portimonense, ambos das ligas profissionais, reconhecidos pela Liga Portugal com prêmios de melhor gramado natural.

    Na Taça de Portugal, os grandes até sofrem em campos menores, onde a bola ganha vida própria e o jogo muda.
    Mas ali, é contexto. No Brasileirão, é escolha.

    O que a ciência diz (e o que o corpo sente)

    A verdade é que não há provas científicas de que o sintético cause mais lesões em quantidade. Mas há cada vez mais indícios de que provoca lesões diferentes – e mais graves.

    Rupturas de ligamentos, torções de tornozelo e sobrecarga no joelho aparecem com mais frequência nas estatísticas médicas associadas ao piso artificial.

    A lesão grave no gramado sintético que marca a carreira de Rúben Amorim, agora técnico do Manchester United

    E falo por experiência própria: quem passa por uma lesão no joelho sabe que a recuperação é dolorosa, longa e incerta.
    Há jogadores que nunca voltam a ser os mesmos. E isso deveria bastar para que nenhum profissional de elite jogasse num gramado sintético sem necessidade climática.

    Meu ponto final

    Não faz sentido clubes que gastam milhões em jogadores e departamentos médicos aceitarem jogar sobre um piso de plástico.
    Aceito o sintético em países com neve, aceito em clubes de bairro, aceito em campos de treino.
    Mas em um Palmeiras, um Botafogo, em um campeonato que sonha ser grande, não há desculpa.

    Por uma vez, fico do lado do Rogério Ceni – e não do Abel.
    O futebol é natural. Sempre foi.
    E digo isso com um sorriso, lembrando que talvez eu pudesse ter sido o Cristiano Ronaldo das peladas – ou pelo menos o craque da terceira parte dos jogos (a dos copos).
    Mas fica a opinião de quem já sentiu o joelho estalar num gramado sintético: para o futebol, nada substitui o toque da grama viva.

  • Crise política no Peru coloca final da Libertadores 2025 e Conmebol pode mudar local

    Crise política no Peru coloca final da Libertadores 2025 e Conmebol pode mudar local

    A Conmebol acompanha de perto a instabilidade política no Peru, sede da final da Copa Libertadores 2025, marcada para 29 de novembro no Estádio Monumental de Lima.

    A recente queda da presidente Dina Boluarte, aprovada pelo Congresso, aumenta a preocupação da entidade sobre segurança, logística e viabilidade da partida.

    Leia também: Abel Ferreira nunca perdeu para times argentinos fora de casa; veja os números

    De acordo com informações da coluna de Marcel Rizzo, a mudança de local não está descartada e será definida antes da conclusão das semifinais da Libertadores, no final de outubro.

    Na edição atual da Libertadores, Palmeiras e Flamengo disputam as semifinais contra LDU e Racing, respectivamente.

    Caso Lima seja descartada, a Conmebol precisará organizar a logística da final em Assunção, incluindo segurança, transporte, hospedagem e infraestrutura para torcedores e imprensa.

    Protestos e queda de Dina Boluarte

    O Peru enfrenta protestos desde setembro, motivados por mudanças nas regras da previdência e casos de corrupção.

    Leia também: Novo calendário do futebol brasileiro: veja as mudanças históricas no Brasileirão, Copa do Brasil e Estaduais

    A destituição da presidente Dina Boluarte, acusada de “incapacidade moral”, intensifica a tensão social, gerando preocupação com eventos de grande porte.

    Agenda das semifinais da Libertadores 2025 – Foto: Instagram/Libertadores

    Conmebol mantém cautela e não confirma mudança

    Por enquanto, a Conmebol, por meio de sua assessoria, não confirmou oficialmente a alteração da sede. A decisão dependerá da evolução da crise política peruana e da viabilidade logística em Assunção, que poderá se tornar a “opção B” para duas finais.

    Assunção, no Paraguai, surge como opção

    A capital paraguaia, Assunção, sede da Conmebol, desponta como opção secundária caso Lima seja inviável. A cidade também receberá a final da Copa Sul-Americana 2025, prevista para 22 de novembro

    Possivelmente, no Estádio Defensores del Chaco, já que o estádio do Cerro Porteño estará ocupado com um show.

    Histórico de mudanças de sede da Conmebol

    Mudanças de sede em decisões importantes não são inéditas. Em 2019, Flamengo e River Plate jogariam no Chile, mas protestos políticos obrigaram a transferência para Lima, palco onde os brasileiros venceram por 2 a 1.

    Taça da Libertadores da América – Foto: Alexandre Vidal/Acervo/Flamengo
  • Gerson no Palmeiras? Veja o que se sabe até agora sobre ex-Flamengo no Verdão

    Gerson no Palmeiras? Veja o que se sabe até agora sobre ex-Flamengo no Verdão

    O nome de Gerson voltou a ser associado ao Palmeiras. Em setembro, os torcedores do Verdão chegaram a sugerir uma troca envolvendo o meia, após o Zenit-RUS demonstrar interesse na contratação de Riquelme, jovem atacante da base alviverde.

    Agora, a especulação ganhou força após o jornalista Felipe Facincani afirmar que o clube paulista teria aberto conversas com representantes do ex-jogador do Flamengo para 2026.

    Gerson quando atuava pelo Flamengo – Foto: Instagram/Gerson

    Passagem frustrada de Gerson pelo Zenit

    A passagem do volante vem sendo marcada por críticas internas. Ele sofreu uma lesão e não entra em campo desde 23 de agosto.

    Mais notícias sobre o Flamengo:

    A diretoria e parte da imprensa da Rússia o classificaram como “lento e pouco intenso”, o que quase resultou na frustrada transferência para o Al Ittihad, da Arábia Saudita — negócio que acabou não se concretizando por falta de vaga para estrangeiros.

    Interesse do Palmeiras em Wendel

    No entanto, segundo jorge Nicola, tanto o Palmeiras quanto o staff de Gerson negam qualquer negociação. Pessoas próximas à diretoria do Verdão lembram que o Zenit pagou 25 milhões de euros — valor considerado inviável para um atleta de 28 anos

    Mais notícias sobre o Palmeiras:

    O jogador que a equipe teria tentado, com oferta oficial, foi o Wendel, revelou uma fonte ligada ao estafe do atleta.

    A equipe russa fez uma pedida de 20 milhões de euros por Wendel, o que travou o avanço das conversas. O meio-campista tem prestígio dentro do elenco, ao contrário de Gerson.


  • Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Ser palmeirense é estar cercado de memórias que nos acompanham a vida inteira, um clube com 111 anos carrega muito tempo de campo e muitas histórias que a torcida não esquece.

    Quando a gente vê dois atacantes bem entrosados dentro de campo, a primeira reação que o torcedor alvi verde tem é: “Será que vem aí uma nova dupla pra nossa história?”. Nas arquibancadas do Allianz Parque, essa pergunta começa a ganhar força com Flaco López e Vitor Roque.

    O argentino recém convocado pra disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, carinhosamente apelidado por Veiga de “Messi”, é um cara de área clássico, daqueles que carregam a fome de gol e a disposição para brigar pela bola. Já o tigrinho representa a nova geração: veloz, agressivo na pressão, com qualidade para cair pelos lados e arrancar em direção ao gol. Dois perfis diferentes, mas que parecem se complementar.

    E aí não tem como não comparar com grandes duplas de craques que já vimos no passado.

    A memória de Evair e Edmundo  

    Para nós, torcedores, a década de 90 ainda é uma espécie de marca registrada, uma Academia inesquecível com grande carinho pelo torcedor que viveu e também por aqueles que só ouviram as histórias passada as gerações seguintes. Aquele Palmeiras comandado pela Parmalat trouxe craques que transformaram o clube uma gigantesca potência. Entre tantos nomes, uma dupla ficou marcada: Evair e Edmundo.

    Evair era um homem frio, calculista, referência na área, especialista em pênaltis e dono de uma finalização precisa. Edmundo, por outro lado, era o caos em forma de talento: veloz, driblador, imprevisível. Juntos, formaram um contraste perfeito: técnica e explosão bruta, cálculo e intensidade.

    Ao olhar para Flaco e Vitor Roque, a comparação começa a surgir e pelo que ambos tem demonstrado nas entrevistas pós jogos, ficam felizes em jogarem juntos. Flaco podemos comparar com o Evair: não é o atacante mais elegante em campo, mas sabe se posicionar como poucos. E Vitor Roque, embora mais jovem e ainda em processo de amadurecimento não só de idade mas também dentro do elenco, carrega essa chama de Edmundo, aquele instinto quase instantâneo de partir para cima, de querer resolver o jogo.

    O que já temos e o que ainda falta  

    Claro que é cedo para dizer que Flaco e Roque vão se tornar uma dupla lendária ,afinal o Abel é um técnico com várias formações de elenco e de jogo. Mas não podemos negar que os sinais são promissores. Em campo, os dois já mostraram movimentos que se completam: quando Flaco atrai a marcação, Roque aparece para atacar o espaço. Quando Roque se desgasta pressionando a saída de bola, Flaco está ali para segurar a posição e dar opção ao elenco.

    O torcedor, acostumado a ver o Palmeiras se reinventar a cada ciclo, percebe quando algo diferente começa a nascer. E esse “diferente” está ai, nas jogadas em que os dois parecem falar a mesma língua sem nem trocar uma palavra.

    O que falta? Talvez um pouco mais de tempo. A história de Evair e Edmundo não foi construída em alguns meses, mas em anos de parceria, títulos e jogos decisivos. Para Flaco e Roque, a caminhada está só no início. Mas não é exagero dizer que temos ai uma boa dupla para para sonhar.

    O peso de vestir a camisa do Palmeiras  

    Jogar no Palmeiras não é como jogar em qualquer clube. A cobrança é diária, a comparação com o passado é inevitável. Quando um atacante novo chega, logo ouve falar de César Maluco, Evair, Ademir da Guia, Luizão, Vagner Love, Edmundo Animal, Paulo Nunes, entre tantos outros. A camisa pesa porque ela carrega grandes histórias.

    Mas se tem algo que essa torcida sabe reconhecer, é quando o jogador entrega em campo. Flaco conquistou o coração alviverde não só pelos gols, mas pela raça, pelo jeito de nunca desistir de uma bola, e acaba de renovar mais uma temporada com o Verdão. Roque , chegou devagar, com respeito pela camisa e pela torcida e agora entra numa melhor fase, se continuar mostrando coragem, vai continuar ganhando seu espaço.

    E, quem sabe, daqui a alguns anos quando eu estiver falando para próxima geração da minha família sobre as grandes duplas que tanto nos deram orgulho, eu não fale apenas de Evair e Edmundo. Talvez eu possa dizer: “Vi Flaco e Vitor Roque jogarem juntos. E que dupla era aquela!”.E se a história repetir, que seja agora, no Allianz lotado, com a nossa camisa verde. Porque no fim das contas, não é só sobre gols. É sobre pertencimento, sobre se sentir parte de uma história que nunca para de ser escrita.

  • Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    O Palmeirense carrega nas costas mais de um século de rivalidades clássicas e históricas. Corinthians, São Paulo, Santos… esses são os confrontos que nasceram no sangue, na arquibancada, no barulho das ruas de São Paulo. Agora Flamengo? Até pouco tempo atrás, não passava de mais um adversário de respeito, com grande adesão popular, mas distante, quase neutro.

    Só que o futebol brasileiro mudou muito nos últimos tempos. O calendário expandiu, o dinheiro entrou pesado com os novos tipos de patrocínio, e a liderança ficou restrita a poucos clubes capazes de sustentar elencos milionários e estrutura avançada.

    E aí, no meio dessa virada, o Flamengo e o Palmeiras começaram a se encontrar repetidamente em finais, decisões e disputas diretas de título.

    De repente, o clube carioca que nunca foi rival histórico ou de torcida, passou a dividir com a gente o protagonismo.
    De 2015 pra cá, quantas vezes Palmeiras e Flamengo se cruzaram em jogos que valiam taça ou mudavam o rumo da temporada? Libertadores, Supercopa, Copa do Brasil, Brasileirão. Viramos adversários de mesa de bar, de programa esportivo e de arquibancada.

    O choque de estilos e as falas da Leila   Pereira

    E não é só em campo que essa rivalidade tomou forma, mas também fora dele, e tem ficado cada vez mais evidente. A presidente Leila Pereira por exemplo, tem repetido que admira a estrutura do Flamengo, mas não deixa quieto quando fala em gestão responsável, insinuando que nem todo modelo de gastos é sustentável no longo prazo.

    Recentemente, ela deu aquela cutucada bem estilo da presidente do Verdão, ao dizer que: “o Palmeiras não vai se endividar para comprar craques a qualquer custo”, deixando clara a critica ao rival rubro-negro, que adota uma postura mais agressiva no mercado da bola.

    Essas declarações acendem ainda mais a rivalidade entre os clubes. De um lado, a torcida alvi verde se orgulha da solidez financeira e da sequência de títulos da última década. Do outro, a nação rubro-negra responde com seus números massivos de torcida, de arrecadação e de estrelas contratadas.

    Rivalidade moderna

    Eu acho engraçado que Palmeiras e Flamengo nunca tiveram no passado o peso de uma rivalidade direta, como Corinthians x Palmeiras ou Fla x Flu, inclusive não me lembro de alguma vez ouvir meu pai ou meus irmãos falarem de um jogo memorável entre Palmeiras e Flamengo durante as suas incontáveis histórias de jogos e arquibancada.

    Mas o futebol vive de cenário, e hoje a realidade é que os dois são os grandes clubes do Brasil no século XXI. A cada temporada, o torcedor já entra esperando o confronto decisivo entre esses dois.

    Inclusive, em muitas entrevistas que vejo do elenco eles sempre falam como jogar contra o Flamengo ou até mesmo o Botafogo, se tornou um jogo mais difícil nos últimos anos.

    De certa forma, dá até gosto de ver. Se antes éramos reféns de olhar só para os clássicos regionais, agora temos uma rivalidade nacional. É o choque dos times hoje considerados elite: a consistência palmeirense contra a ousadia flamenguista. E cada temporada, cada título que esses clubes ganham só aumenta mais e mais essa rivalidade.

    E nós, palmeirenses?  

    Do lado de cá, a gente sabe que rivalidade mesmo é contra o Corinthians, isso nunca vai mudar, e também não podemos negar que a rivalidade regional ainda tem um maior peso pras torcidas, porque é nessa resenha de arquibancada que vem as grandes piadinhas contra o rival, e um estilo mais engraçado de torcer. Mas negar que o Flamengo virou nossa “comparação” de grandeza nos últimos anos seria não olhar pra realidade atual. Quando vencemos, o gosto é especial. Quando perdemos, a cobrança chega forte.

    Talvez no futuro quando eu estiver contanto as minhas história de arquibancada eu possa falar de um “Palmeiras x Flamengo” como a grande rivalidade do futebol brasileiro dessa decáda atual. Uma rivalidade que nasceu não de vizinhança ou bairrismo, mas da grandeza e investimento.E no fundo, isso só mostra o tamanho do Verdão: não importa o tempo, não importa o adversário, não importa a década, sempre haverá alguém que nos mostre o quanto somos e sempre seremos um dos maiores times brasileiros.

  • Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    O palmeirense sempre se lembrará com carinho de dois nomes que marcaram a década de 90: Paulo Nunes e Luiz Felipe Scolari. Um, dentro de campo, transformava cada gol em ousadia. O outro, fora dele, conduzia brilhantemente o time como “paizão”. Juntos, ajudaram a escrever páginas inesquecíveis da nossa história alviverde.

    Lembro que, naquela época, eu já andava pela casa com uma camisa muito maior que eu, estampada com o número 7. Enquanto isso, meu pai gritava o clássico “Dá-lhe porco, dá-lhe dá-lhe porco!”, e pulávamos juntos celebrando cada gol, cada vitória, cada título de um Palmeiras campeão. Era mais que futebol: era minha família, era paixão, passada de geração em geração. E no centro de tudo estava ele, o “Diabo Loiro”, que transformava a rede balançando em um show que levava o torcedor a loucura.

    Paulo Nunes não se contentava apenas em marcar (e o cara marcava hein). Ele dançava, provocava, usava máscaras, arrancava risadas e aplausos. A cada rodada, a torcida esperava ansiosamente: qual seria a comemoração da vez? Vezes surgia com a máscara de porco, outras encarnava personagens da época como: a Tiazinha, a Feiticeira ou até o misterioso Mr. M. Era irreverência pura, que fazia a galera delirar e os rivais tremerem de “raiva”.

    Mas nada se compara ao momento histórico de 1999. Contra a Portuguesa, Paulo Nunes puxou do calção a máscara de porco e correu para a torcida, revertendo uma provocação de 1993, quando Viola havia imitado um porco para zombar do Palmeiras. Naquele instante, o que era insulto do rival, virou orgulho. O porco, nosso mascote, ganhou mais vida e significado definitivo. Foi a consagração de um símbolo que hoje carregamos com orgulho.

    E por trás de toda essa ousadia havia o cara: Felipão. Ao contrário do que muitos pensavam, o técnico não apenas permitia as brincadeiras, como incentivava. Paulo Nunes já revelou que Felipão até cobrava as máscaras: “Não, tchê, bota! Tá dando certo, a bola tá entrando, o time tá ganhando”. Para ele, aquilo era parte do que unia o elenco e a torcida. Mais que superstição, era marca registrada de um Palmeiras campeão. Essa parceria entre craque e treinador nos deu muito mais que títulos. Deu cores, risos e uma marca única. Mostrou que futebol também é alegria, provocação saudável, espetáculo. Hoje, olhando para trás, não tem como não sentir saudades. Faz falta um Paulo Nunes em campo, alguém capaz de transformar cada gol em festa, cada máscara em símbolo e cada comemoração em memória eterna do nosso Verdão.

  • Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Se tem algo que arrepia o palmeirense de verdade, é ouvir o hino do Palmeiras sendo cantado em uníssono pela arquibancada. E quando isso acontece puxado pela Mancha Verde, irmão, segura o coração.

    O hino não é só uma música. É a alma do clube em forma de verso. É o tipo de som que gruda na memória e embala vitórias, sofrimentos, viradas e títulos.

    Se você já sentiu a emoção de gritar “quando surge o alviverde imponente”, sabe o que estamos falando. E se ainda não sentiu, se liga nesse texto, pois a equipe do Camisa 12 foi atrás de tudo pra contar a origem, letra, histórias e até aquelas adaptações no hino nacional que viraram marca registrada da torcida.

    A origem do hino do Palmeiras

    Tudo começou lá em 1949. O maestro Antônio Sergi, torcedor do Palmeiras por influência do irmão, compôs o hino como forma de homenagear o clube do coração.

    Ele usou o pseudônimo Gennaro Rodrigues porque não curtia muito escrever letra de música.

    O resultado? Um dos hinos mais bonitos e emocionantes do futebol brasileiro. Ele pegou tão forte que, até hoje, arrepia qualquer torcedor. E convenhamos…. até rival respeita. Abaixo você confere a letra do hino palmeirense.

    Letra completa do hino do Palmeiras

    “Quando surge o Alviverde imponente
    No gramado em que a luta o aguarda
    Sabe bem o que vem pela frente
    Que a dureza do prélio não tarda


    E o Palmeiras no ardor da partida
    Transformando a lealdade em padrão
    Sabe sempre levar de vencida
    E mostrar que de fato é campeão


    Defesa que ninguém passa
    Linha atacante de raça
    Torcida que canta e vibra


    Por nosso Alviverde inteiro
    Que sabe ser brasileiro
    Ostentando a sua fibra”


    Mancha Verde: o pulmão da arquibancada

    Vou resumir, ok? Afinal, o foco aqui é o hino do Verdão. A Mancha Verde nasceu em 1983, numa época em que o Palmeiras passava por altos e baixos. Foi criada pra unir torcedores, proteger a galera nas arquibancadas e dar voz ao clube em qualquer lugar.

    E deu certo. Hoje, é uma das maiores torcidas organizadas do Brasil. Leva bandeirão, bateria e, principalmente, muita garganta pra cantar o hino do Palmeiras do início ao fim, sem desafinar.

    Quem vai ao Allianz Parque (ou em qualquer estádio que o Palmeiras esteja) sabe: quando a Mancha puxa o hino, o estádio inteiro entra no clima. É arrepio na certa.

    Palmeiras, meu Palmeiras… o grito que virou hino nacional da arquibancada

    Você já foi a um jogo do Verdão e ouviu, na hora do hino nacional, um “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras”? Pois é. Isso virou tradição entre os torcedores, principalmente os da Mancha.

    É uma forma bem-humorada e cheia de identidade que o palmeirense encontrou pra manter o clima de apoio ao time até durante o hino oficial do Brasil. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas?” Jamais! É a versão palmeirense do hino nacional que ecoa. A seguir a gente contextualiza melhor isso.

    Por que a torcida do Palmeiras não canta o hino nacional?

    Não é que a torcida não respeita. Muito pelo contrário. É só que, no Allianz, o momento do hino nacional virou mais uma chance de gritar pro mundo o nome do Verdão. Em vez de cantar o hino certinho, a torcida emenda no improviso:
    “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeeiras…”

    É leve, é autêntico, é a cara da torcida (que canta e vibra).

    Cada verso com significado: o hino como espelho da história

    • “Defesa que ninguém passa”: referência direta ao título paulista de 1947, com uma zaga sólida que virou lenda.
    • “Torcida que canta e vibra”: parece que o maestro estava prevendo a Mancha Verde, né?
    • “Que sabe ser brasileiro, ostentando a sua fibra”: um aceno à superação do clube na mudança de nome, lá em 1942, durante a Arrancada Heroica.

    Nada nesse hino é por acaso. Tudo tem alma.

    A força da tradição: de pai pra filho

    O hino do Palmeiras não vive só nos jogos. Ele toca no aniversário do clube, nos churrascos em família, nas festinhas de criança, no vídeo de casamento do casal palestrino… E até em versão acústica, forró ou samba.

    A molecadinha aprende a cantar cedo. E quando canta, canta com gosto. É parte da cultura da família palmeirense.

    A Mancha além do estádio: samba, ação social e resistência

    A Mancha Verde também é escola de samba, participa do Carnaval de SP e tem projetos sociais de impacto. Vai muito além da bola rolando.

    O canto do hino pela Mancha é só uma das formas que a torcida encontrou pra transformar o amor em cultura. Tem música, dança, arte, presença nos bairros e apoio a quem precisa. Ser Mancha é ser Palmeiras 24h por dia.

    FAQs – Perguntas frequentes sobre o hino do Palmeiras e a Mancha Verde

    Quem compôs o hino do Palmeiras?
    Foi o maestro Antônio Sergi, em 1949. Ele assinou como Gennaro Rodrigues.

    Qual é a famosa versão do hino nacional da torcida do Palmeiras?
    Durante o hino nacional, a torcida canta: “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras…”. Virou tradição no Allianz Parque e em qualquer outro estádio.

    A Mancha Verde canta o hino em todos os jogos?
    Canta sim. E canta alto. É um dos momentos mais marcantes antes do apito inicial.

    O hino do Verdão tem ligação com algum momento histórico?
    Sim! Ele reforça a identidade do clube pós-1942, depois da mudança de nome. É como se fosse a trilha sonora da virada do Palestra Itália pro Palmeiras.

    A Mancha Verde é só torcida organizada?
    Não! É escola de samba, grupo cultural, coletivo social e muito mais. Representa o Palmeiras dentro e fora do campo.

    Conclusão: quando o hino vira grito de alma

    O hino do Palmeiras é muito mais do que uma música bonita. É um símbolo de luta, garra, tradição e amor. É o tipo de canção que, mesmo quem não torce pro Verdão, respeita.

    E quando a Mancha Verde canta junto, o estádio vira palco. Cada verso vibra. Cada grito emociona.

    Se você já viveu isso, sabe o que é. Se ainda não viveu… corre que tá perdendo.

  • Leila Pereira: pioneira, vencedora e torcedora no comando do Verdão.

    Leila Pereira: pioneira, vencedora e torcedora no comando do Verdão.

    Na presidência do Palmeiras desde 2021, Leila Pereira foi eleita a 40ª presidente do Palmeiras, a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 100 anos de história. Ela personifica paixão e a ambição da torcida! Desde que assumiu tem cumprido a promessa de “pintar o mundo de verde”, levando o clube a uma era de grandes conquistas e mudanças.

    A sua trajetória de sucesso no mundo empresarial, fez com que ela se transformasse em uma dirigente que une competência administrativa, amor pelo clube e a se tornar  símbolo de força feminina que ultrapassa as quatro linhas.

    Em entrevista, Leila comentou que a ideia de patrocinar o clube veio numa conversa descontraída com o marido, que é palmeirense, num momento em que o verdão estava passando por uma crise financeira e sem patrocínio, o marido até chegou a dizer coisas como: “deve ser muito caro” ou “deve dar muito trabalho”. E mesmo assim ela insistiu dizendo que era possível, e foi então que em 2015 a Crefisa e FAM passaram a patrocinar o clube, injetando recursos que tirariam o Palmeiras de uma fase conturbada e colocaria novamente o time no caminho dos títulos.

    Nos dois primeiros anos de gestão, ela se tornou a primeira presidente palmeirense a conquistar seis títulos em apenas duas temporadas, incluindo troféus de peso como a Recopa Sul-Americana (2022), o bicampeonato paulista (2022-2023), o bicampeonato brasileiro (2022-2023) e a Supercopa do Brasil (2023). Ao todo, a era Leila já contabiliza 33 títulos somando as categorias profissionais e de base, um balanço impressionante que a própria imprensa registra conforme ela entra em seu segundo mandato.

    Sob sua liderança, o Palmeiras se tornou referência de administração no futebol brasileiro, com finanças sólidas em 2024, o clube atingiu receita recorde acima de R$ 1,2 bilhão, algo inimaginável em outros tempos.

    Representatividade feminina e enfrentamento do machismo no futebol.

    Quando observamos o mundo em que vivemos, conseguimos facilmente identificar quem são chefes de estados, políticas, empresas e principalmente de clubes de futebol, a presidente Leila Pereira marca o impacto de uma mulher no posto mais alto de um clube gigante como o Palmeiras. Em um esporte historicamente dominado por homens, ela chega quebrando uma barreira como a única mulher presidente entre os 20 clubes da Série A do Brasileirão. Ela já falou algumas vezes como é solitário ser a única mulher em mesas de reuniões na CBF, Federação Paulista ou em outras ligas e também afirmou com todas as letras “Nós, mulheres, não queremos privilégio, queremos oportunidade de mostrar competência nesse mundo do futebol, que é tão masculino… Não pode ser normal ter uma só mulher à frente de um grande clube na América do Sul”.

    Declarações como essa, dadas em entrevistas e coletivas, conectam a gestão Leila a pautas feministas mais amplas, evidenciando o machismo ainda presente no esporte e reivindicando mudança.  Leila por vezes sente na pele uma análise diferente por ser mulher. Em entrevista, desabafou sobre a percepção injusta: “Quando o Palmeiras perde, a responsável é a Leila… Quando ganha, é apesar da Leila. (…) Sei que se um homem estivesse sentado aqui, seria diferente”

    E para nós mulheres, sejamos torcedoras, profissionais do esporte ou qualquer outra profissão ao redor do mundo, é cada vez mais importante ver que nós podemos, devemos e merecemos estar onde quisermos e fazermos o que gostamos. Isso prova, cada dia mais, que não devemos ser colocadas para escanteio. Que devemos estar escaladas para grandes jogos.

    Esse conjunto de atitudes vai semeando mudanças: cada aparição de Leila Pereira erguendo um troféu, cada entrevista em que ela fala como dirigente vencedora, contribui para naturalizar a imagem de mulheres em cargos de liderança esportiva.

    Ao escrever este artigo como torcedora, não posso deixar de expressar o orgulho em ver o Palmeiras liderado por Leila Pereira. Sua trajetória desde a arquibancada (sim, ela mesma se declara torcedora fanática do clube) e os camarotes corporativos até a cadeira presidencial é uma história de quebra de paradigmas. Leila transformou desconfiança inicial em respeito conquistado, calando críticas com trabalho, troféus e princípios. No campo, ela ajudou a montar times campeões; fora dele, elevou o patamar administrativo e lançou reflexões importantes sobre a mulher no esporte.Sua gestão prova que competência, profissionalismo e amor pelo futebol não têm gênero. E para nós, torcedores, fica a certeza: vimos a história ser feita de perto. Que futuras gerações de palmeirenses (e fãs de futebol em geral) lembrem dessa era não apenas como a dos títulos em série, mas como aquela em que uma mulher apaixonada pegou o pavilhão alviverde, o ergueu mais alto do que nunca e, com isso, abriu portas que jamais se fecharão.