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  • Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Flaco López e Vitor Roque: será que estamos diante de uma nova dupla pra história do verdão?  

    Ser palmeirense é estar cercado de memórias que nos acompanham a vida inteira, um clube com 111 anos carrega muito tempo de campo e muitas histórias que a torcida não esquece.

    Quando a gente vê dois atacantes bem entrosados dentro de campo, a primeira reação que o torcedor alvi verde tem é: “Será que vem aí uma nova dupla pra nossa história?”. Nas arquibancadas do Allianz Parque, essa pergunta começa a ganhar força com Flaco López e Vitor Roque.

    O argentino recém convocado pra disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, carinhosamente apelidado por Veiga de “Messi”, é um cara de área clássico, daqueles que carregam a fome de gol e a disposição para brigar pela bola. Já o tigrinho representa a nova geração: veloz, agressivo na pressão, com qualidade para cair pelos lados e arrancar em direção ao gol. Dois perfis diferentes, mas que parecem se complementar.

    E aí não tem como não comparar com grandes duplas de craques que já vimos no passado.

    A memória de Evair e Edmundo  

    Para nós, torcedores, a década de 90 ainda é uma espécie de marca registrada, uma Academia inesquecível com grande carinho pelo torcedor que viveu e também por aqueles que só ouviram as histórias passada as gerações seguintes. Aquele Palmeiras comandado pela Parmalat trouxe craques que transformaram o clube uma gigantesca potência. Entre tantos nomes, uma dupla ficou marcada: Evair e Edmundo.

    Evair era um homem frio, calculista, referência na área, especialista em pênaltis e dono de uma finalização precisa. Edmundo, por outro lado, era o caos em forma de talento: veloz, driblador, imprevisível. Juntos, formaram um contraste perfeito: técnica e explosão bruta, cálculo e intensidade.

    Ao olhar para Flaco e Vitor Roque, a comparação começa a surgir e pelo que ambos tem demonstrado nas entrevistas pós jogos, ficam felizes em jogarem juntos. Flaco podemos comparar com o Evair: não é o atacante mais elegante em campo, mas sabe se posicionar como poucos. E Vitor Roque, embora mais jovem e ainda em processo de amadurecimento não só de idade mas também dentro do elenco, carrega essa chama de Edmundo, aquele instinto quase instantâneo de partir para cima, de querer resolver o jogo.

    O que já temos e o que ainda falta  

    Claro que é cedo para dizer que Flaco e Roque vão se tornar uma dupla lendária ,afinal o Abel é um técnico com várias formações de elenco e de jogo. Mas não podemos negar que os sinais são promissores. Em campo, os dois já mostraram movimentos que se completam: quando Flaco atrai a marcação, Roque aparece para atacar o espaço. Quando Roque se desgasta pressionando a saída de bola, Flaco está ali para segurar a posição e dar opção ao elenco.

    O torcedor, acostumado a ver o Palmeiras se reinventar a cada ciclo, percebe quando algo diferente começa a nascer. E esse “diferente” está ai, nas jogadas em que os dois parecem falar a mesma língua sem nem trocar uma palavra.

    O que falta? Talvez um pouco mais de tempo. A história de Evair e Edmundo não foi construída em alguns meses, mas em anos de parceria, títulos e jogos decisivos. Para Flaco e Roque, a caminhada está só no início. Mas não é exagero dizer que temos ai uma boa dupla para para sonhar.

    O peso de vestir a camisa do Palmeiras  

    Jogar no Palmeiras não é como jogar em qualquer clube. A cobrança é diária, a comparação com o passado é inevitável. Quando um atacante novo chega, logo ouve falar de César Maluco, Evair, Ademir da Guia, Luizão, Vagner Love, Edmundo Animal, Paulo Nunes, entre tantos outros. A camisa pesa porque ela carrega grandes histórias.

    Mas se tem algo que essa torcida sabe reconhecer, é quando o jogador entrega em campo. Flaco conquistou o coração alviverde não só pelos gols, mas pela raça, pelo jeito de nunca desistir de uma bola, e acaba de renovar mais uma temporada com o Verdão. Roque , chegou devagar, com respeito pela camisa e pela torcida e agora entra numa melhor fase, se continuar mostrando coragem, vai continuar ganhando seu espaço.

    E, quem sabe, daqui a alguns anos quando eu estiver falando para próxima geração da minha família sobre as grandes duplas que tanto nos deram orgulho, eu não fale apenas de Evair e Edmundo. Talvez eu possa dizer: “Vi Flaco e Vitor Roque jogarem juntos. E que dupla era aquela!”.E se a história repetir, que seja agora, no Allianz lotado, com a nossa camisa verde. Porque no fim das contas, não é só sobre gols. É sobre pertencimento, sobre se sentir parte de uma história que nunca para de ser escrita.

  • Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    Palmeiras x Flamengo: de “times distantes” à rivalidade da década  

    O Palmeirense carrega nas costas mais de um século de rivalidades clássicas e históricas. Corinthians, São Paulo, Santos… esses são os confrontos que nasceram no sangue, na arquibancada, no barulho das ruas de São Paulo. Agora Flamengo? Até pouco tempo atrás, não passava de mais um adversário de respeito, com grande adesão popular, mas distante, quase neutro.

    Só que o futebol brasileiro mudou muito nos últimos tempos. O calendário expandiu, o dinheiro entrou pesado com os novos tipos de patrocínio, e a liderança ficou restrita a poucos clubes capazes de sustentar elencos milionários e estrutura avançada.

    E aí, no meio dessa virada, o Flamengo e o Palmeiras começaram a se encontrar repetidamente em finais, decisões e disputas diretas de título.

    De repente, o clube carioca que nunca foi rival histórico ou de torcida, passou a dividir com a gente o protagonismo.
    De 2015 pra cá, quantas vezes Palmeiras e Flamengo se cruzaram em jogos que valiam taça ou mudavam o rumo da temporada? Libertadores, Supercopa, Copa do Brasil, Brasileirão. Viramos adversários de mesa de bar, de programa esportivo e de arquibancada.

    O choque de estilos e as falas da Leila   Pereira

    E não é só em campo que essa rivalidade tomou forma, mas também fora dele, e tem ficado cada vez mais evidente. A presidente Leila Pereira por exemplo, tem repetido que admira a estrutura do Flamengo, mas não deixa quieto quando fala em gestão responsável, insinuando que nem todo modelo de gastos é sustentável no longo prazo.

    Recentemente, ela deu aquela cutucada bem estilo da presidente do Verdão, ao dizer que: “o Palmeiras não vai se endividar para comprar craques a qualquer custo”, deixando clara a critica ao rival rubro-negro, que adota uma postura mais agressiva no mercado da bola.

    Essas declarações acendem ainda mais a rivalidade entre os clubes. De um lado, a torcida alvi verde se orgulha da solidez financeira e da sequência de títulos da última década. Do outro, a nação rubro-negra responde com seus números massivos de torcida, de arrecadação e de estrelas contratadas.

    Rivalidade moderna

    Eu acho engraçado que Palmeiras e Flamengo nunca tiveram no passado o peso de uma rivalidade direta, como Corinthians x Palmeiras ou Fla x Flu, inclusive não me lembro de alguma vez ouvir meu pai ou meus irmãos falarem de um jogo memorável entre Palmeiras e Flamengo durante as suas incontáveis histórias de jogos e arquibancada.

    Mas o futebol vive de cenário, e hoje a realidade é que os dois são os grandes clubes do Brasil no século XXI. A cada temporada, o torcedor já entra esperando o confronto decisivo entre esses dois.

    Inclusive, em muitas entrevistas que vejo do elenco eles sempre falam como jogar contra o Flamengo ou até mesmo o Botafogo, se tornou um jogo mais difícil nos últimos anos.

    De certa forma, dá até gosto de ver. Se antes éramos reféns de olhar só para os clássicos regionais, agora temos uma rivalidade nacional. É o choque dos times hoje considerados elite: a consistência palmeirense contra a ousadia flamenguista. E cada temporada, cada título que esses clubes ganham só aumenta mais e mais essa rivalidade.

    E nós, palmeirenses?  

    Do lado de cá, a gente sabe que rivalidade mesmo é contra o Corinthians, isso nunca vai mudar, e também não podemos negar que a rivalidade regional ainda tem um maior peso pras torcidas, porque é nessa resenha de arquibancada que vem as grandes piadinhas contra o rival, e um estilo mais engraçado de torcer. Mas negar que o Flamengo virou nossa “comparação” de grandeza nos últimos anos seria não olhar pra realidade atual. Quando vencemos, o gosto é especial. Quando perdemos, a cobrança chega forte.

    Talvez no futuro quando eu estiver contanto as minhas história de arquibancada eu possa falar de um “Palmeiras x Flamengo” como a grande rivalidade do futebol brasileiro dessa decáda atual. Uma rivalidade que nasceu não de vizinhança ou bairrismo, mas da grandeza e investimento.E no fundo, isso só mostra o tamanho do Verdão: não importa o tempo, não importa o adversário, não importa a década, sempre haverá alguém que nos mostre o quanto somos e sempre seremos um dos maiores times brasileiros.

  • Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    Paulo Nunes e Felipão: Máscaras, comemorações e memórias

    O palmeirense sempre se lembrará com carinho de dois nomes que marcaram a década de 90: Paulo Nunes e Luiz Felipe Scolari. Um, dentro de campo, transformava cada gol em ousadia. O outro, fora dele, conduzia brilhantemente o time como “paizão”. Juntos, ajudaram a escrever páginas inesquecíveis da nossa história alviverde.

    Lembro que, naquela época, eu já andava pela casa com uma camisa muito maior que eu, estampada com o número 7. Enquanto isso, meu pai gritava o clássico “Dá-lhe porco, dá-lhe dá-lhe porco!”, e pulávamos juntos celebrando cada gol, cada vitória, cada título de um Palmeiras campeão. Era mais que futebol: era minha família, era paixão, passada de geração em geração. E no centro de tudo estava ele, o “Diabo Loiro”, que transformava a rede balançando em um show que levava o torcedor a loucura.

    Paulo Nunes não se contentava apenas em marcar (e o cara marcava hein). Ele dançava, provocava, usava máscaras, arrancava risadas e aplausos. A cada rodada, a torcida esperava ansiosamente: qual seria a comemoração da vez? Vezes surgia com a máscara de porco, outras encarnava personagens da época como: a Tiazinha, a Feiticeira ou até o misterioso Mr. M. Era irreverência pura, que fazia a galera delirar e os rivais tremerem de “raiva”.

    Mas nada se compara ao momento histórico de 1999. Contra a Portuguesa, Paulo Nunes puxou do calção a máscara de porco e correu para a torcida, revertendo uma provocação de 1993, quando Viola havia imitado um porco para zombar do Palmeiras. Naquele instante, o que era insulto do rival, virou orgulho. O porco, nosso mascote, ganhou mais vida e significado definitivo. Foi a consagração de um símbolo que hoje carregamos com orgulho.

    E por trás de toda essa ousadia havia o cara: Felipão. Ao contrário do que muitos pensavam, o técnico não apenas permitia as brincadeiras, como incentivava. Paulo Nunes já revelou que Felipão até cobrava as máscaras: “Não, tchê, bota! Tá dando certo, a bola tá entrando, o time tá ganhando”. Para ele, aquilo era parte do que unia o elenco e a torcida. Mais que superstição, era marca registrada de um Palmeiras campeão. Essa parceria entre craque e treinador nos deu muito mais que títulos. Deu cores, risos e uma marca única. Mostrou que futebol também é alegria, provocação saudável, espetáculo. Hoje, olhando para trás, não tem como não sentir saudades. Faz falta um Paulo Nunes em campo, alguém capaz de transformar cada gol em festa, cada máscara em símbolo e cada comemoração em memória eterna do nosso Verdão.

  • Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Hino do Palmeiras e Mancha Verde: coração, história e paixão alviverde

    Se tem algo que arrepia o palmeirense de verdade, é ouvir o hino do Palmeiras sendo cantado em uníssono pela arquibancada. E quando isso acontece puxado pela Mancha Verde, irmão, segura o coração.

    O hino não é só uma música. É a alma do clube em forma de verso. É o tipo de som que gruda na memória e embala vitórias, sofrimentos, viradas e títulos.

    Se você já sentiu a emoção de gritar “quando surge o alviverde imponente”, sabe o que estamos falando. E se ainda não sentiu, se liga nesse texto, pois a equipe do Camisa 12 foi atrás de tudo pra contar a origem, letra, histórias e até aquelas adaptações no hino nacional que viraram marca registrada da torcida.

    A origem do hino do Palmeiras

    Tudo começou lá em 1949. O maestro Antônio Sergi, torcedor do Palmeiras por influência do irmão, compôs o hino como forma de homenagear o clube do coração.

    Ele usou o pseudônimo Gennaro Rodrigues porque não curtia muito escrever letra de música.

    O resultado? Um dos hinos mais bonitos e emocionantes do futebol brasileiro. Ele pegou tão forte que, até hoje, arrepia qualquer torcedor. E convenhamos…. até rival respeita. Abaixo você confere a letra do hino palmeirense.

    Letra completa do hino do Palmeiras

    “Quando surge o Alviverde imponente
    No gramado em que a luta o aguarda
    Sabe bem o que vem pela frente
    Que a dureza do prélio não tarda


    E o Palmeiras no ardor da partida
    Transformando a lealdade em padrão
    Sabe sempre levar de vencida
    E mostrar que de fato é campeão


    Defesa que ninguém passa
    Linha atacante de raça
    Torcida que canta e vibra


    Por nosso Alviverde inteiro
    Que sabe ser brasileiro
    Ostentando a sua fibra”


    Mancha Verde: o pulmão da arquibancada

    Vou resumir, ok? Afinal, o foco aqui é o hino do Verdão. A Mancha Verde nasceu em 1983, numa época em que o Palmeiras passava por altos e baixos. Foi criada pra unir torcedores, proteger a galera nas arquibancadas e dar voz ao clube em qualquer lugar.

    E deu certo. Hoje, é uma das maiores torcidas organizadas do Brasil. Leva bandeirão, bateria e, principalmente, muita garganta pra cantar o hino do Palmeiras do início ao fim, sem desafinar.

    Quem vai ao Allianz Parque (ou em qualquer estádio que o Palmeiras esteja) sabe: quando a Mancha puxa o hino, o estádio inteiro entra no clima. É arrepio na certa.

    Palmeiras, meu Palmeiras… o grito que virou hino nacional da arquibancada

    Você já foi a um jogo do Verdão e ouviu, na hora do hino nacional, um “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras”? Pois é. Isso virou tradição entre os torcedores, principalmente os da Mancha.

    É uma forma bem-humorada e cheia de identidade que o palmeirense encontrou pra manter o clima de apoio ao time até durante o hino oficial do Brasil. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas?” Jamais! É a versão palmeirense do hino nacional que ecoa. A seguir a gente contextualiza melhor isso.

    Por que a torcida do Palmeiras não canta o hino nacional?

    Não é que a torcida não respeita. Muito pelo contrário. É só que, no Allianz, o momento do hino nacional virou mais uma chance de gritar pro mundo o nome do Verdão. Em vez de cantar o hino certinho, a torcida emenda no improviso:
    “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeeiras…”

    É leve, é autêntico, é a cara da torcida (que canta e vibra).

    Cada verso com significado: o hino como espelho da história

    • “Defesa que ninguém passa”: referência direta ao título paulista de 1947, com uma zaga sólida que virou lenda.
    • “Torcida que canta e vibra”: parece que o maestro estava prevendo a Mancha Verde, né?
    • “Que sabe ser brasileiro, ostentando a sua fibra”: um aceno à superação do clube na mudança de nome, lá em 1942, durante a Arrancada Heroica.

    Nada nesse hino é por acaso. Tudo tem alma.

    A força da tradição: de pai pra filho

    O hino do Palmeiras não vive só nos jogos. Ele toca no aniversário do clube, nos churrascos em família, nas festinhas de criança, no vídeo de casamento do casal palestrino… E até em versão acústica, forró ou samba.

    A molecadinha aprende a cantar cedo. E quando canta, canta com gosto. É parte da cultura da família palmeirense.

    A Mancha além do estádio: samba, ação social e resistência

    A Mancha Verde também é escola de samba, participa do Carnaval de SP e tem projetos sociais de impacto. Vai muito além da bola rolando.

    O canto do hino pela Mancha é só uma das formas que a torcida encontrou pra transformar o amor em cultura. Tem música, dança, arte, presença nos bairros e apoio a quem precisa. Ser Mancha é ser Palmeiras 24h por dia.

    FAQs – Perguntas frequentes sobre o hino do Palmeiras e a Mancha Verde

    Quem compôs o hino do Palmeiras?
    Foi o maestro Antônio Sergi, em 1949. Ele assinou como Gennaro Rodrigues.

    Qual é a famosa versão do hino nacional da torcida do Palmeiras?
    Durante o hino nacional, a torcida canta: “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeeeeiras…”. Virou tradição no Allianz Parque e em qualquer outro estádio.

    A Mancha Verde canta o hino em todos os jogos?
    Canta sim. E canta alto. É um dos momentos mais marcantes antes do apito inicial.

    O hino do Verdão tem ligação com algum momento histórico?
    Sim! Ele reforça a identidade do clube pós-1942, depois da mudança de nome. É como se fosse a trilha sonora da virada do Palestra Itália pro Palmeiras.

    A Mancha Verde é só torcida organizada?
    Não! É escola de samba, grupo cultural, coletivo social e muito mais. Representa o Palmeiras dentro e fora do campo.

    Conclusão: quando o hino vira grito de alma

    O hino do Palmeiras é muito mais do que uma música bonita. É um símbolo de luta, garra, tradição e amor. É o tipo de canção que, mesmo quem não torce pro Verdão, respeita.

    E quando a Mancha Verde canta junto, o estádio vira palco. Cada verso vibra. Cada grito emociona.

    Se você já viveu isso, sabe o que é. Se ainda não viveu… corre que tá perdendo.

  • Leila Pereira: pioneira, vencedora e torcedora no comando do Verdão.

    Leila Pereira: pioneira, vencedora e torcedora no comando do Verdão.

    Na presidência do Palmeiras desde 2021, Leila Pereira foi eleita a 40ª presidente do Palmeiras, a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de 100 anos de história. Ela personifica paixão e a ambição da torcida! Desde que assumiu tem cumprido a promessa de “pintar o mundo de verde”, levando o clube a uma era de grandes conquistas e mudanças.

    A sua trajetória de sucesso no mundo empresarial, fez com que ela se transformasse em uma dirigente que une competência administrativa, amor pelo clube e a se tornar  símbolo de força feminina que ultrapassa as quatro linhas.

    Em entrevista, Leila comentou que a ideia de patrocinar o clube veio numa conversa descontraída com o marido, que é palmeirense, num momento em que o verdão estava passando por uma crise financeira e sem patrocínio, o marido até chegou a dizer coisas como: “deve ser muito caro” ou “deve dar muito trabalho”. E mesmo assim ela insistiu dizendo que era possível, e foi então que em 2015 a Crefisa e FAM passaram a patrocinar o clube, injetando recursos que tirariam o Palmeiras de uma fase conturbada e colocaria novamente o time no caminho dos títulos.

    Nos dois primeiros anos de gestão, ela se tornou a primeira presidente palmeirense a conquistar seis títulos em apenas duas temporadas, incluindo troféus de peso como a Recopa Sul-Americana (2022), o bicampeonato paulista (2022-2023), o bicampeonato brasileiro (2022-2023) e a Supercopa do Brasil (2023). Ao todo, a era Leila já contabiliza 33 títulos somando as categorias profissionais e de base, um balanço impressionante que a própria imprensa registra conforme ela entra em seu segundo mandato.

    Sob sua liderança, o Palmeiras se tornou referência de administração no futebol brasileiro, com finanças sólidas em 2024, o clube atingiu receita recorde acima de R$ 1,2 bilhão, algo inimaginável em outros tempos.

    Representatividade feminina e enfrentamento do machismo no futebol.

    Quando observamos o mundo em que vivemos, conseguimos facilmente identificar quem são chefes de estados, políticas, empresas e principalmente de clubes de futebol, a presidente Leila Pereira marca o impacto de uma mulher no posto mais alto de um clube gigante como o Palmeiras. Em um esporte historicamente dominado por homens, ela chega quebrando uma barreira como a única mulher presidente entre os 20 clubes da Série A do Brasileirão. Ela já falou algumas vezes como é solitário ser a única mulher em mesas de reuniões na CBF, Federação Paulista ou em outras ligas e também afirmou com todas as letras “Nós, mulheres, não queremos privilégio, queremos oportunidade de mostrar competência nesse mundo do futebol, que é tão masculino… Não pode ser normal ter uma só mulher à frente de um grande clube na América do Sul”.

    Declarações como essa, dadas em entrevistas e coletivas, conectam a gestão Leila a pautas feministas mais amplas, evidenciando o machismo ainda presente no esporte e reivindicando mudança.  Leila por vezes sente na pele uma análise diferente por ser mulher. Em entrevista, desabafou sobre a percepção injusta: “Quando o Palmeiras perde, a responsável é a Leila… Quando ganha, é apesar da Leila. (…) Sei que se um homem estivesse sentado aqui, seria diferente”

    E para nós mulheres, sejamos torcedoras, profissionais do esporte ou qualquer outra profissão ao redor do mundo, é cada vez mais importante ver que nós podemos, devemos e merecemos estar onde quisermos e fazermos o que gostamos. Isso prova, cada dia mais, que não devemos ser colocadas para escanteio. Que devemos estar escaladas para grandes jogos.

    Esse conjunto de atitudes vai semeando mudanças: cada aparição de Leila Pereira erguendo um troféu, cada entrevista em que ela fala como dirigente vencedora, contribui para naturalizar a imagem de mulheres em cargos de liderança esportiva.

    Ao escrever este artigo como torcedora, não posso deixar de expressar o orgulho em ver o Palmeiras liderado por Leila Pereira. Sua trajetória desde a arquibancada (sim, ela mesma se declara torcedora fanática do clube) e os camarotes corporativos até a cadeira presidencial é uma história de quebra de paradigmas. Leila transformou desconfiança inicial em respeito conquistado, calando críticas com trabalho, troféus e princípios. No campo, ela ajudou a montar times campeões; fora dele, elevou o patamar administrativo e lançou reflexões importantes sobre a mulher no esporte.Sua gestão prova que competência, profissionalismo e amor pelo futebol não têm gênero. E para nós, torcedores, fica a certeza: vimos a história ser feita de perto. Que futuras gerações de palmeirenses (e fãs de futebol em geral) lembrem dessa era não apenas como a dos títulos em série, mas como aquela em que uma mulher apaixonada pegou o pavilhão alviverde, o ergueu mais alto do que nunca e, com isso, abriu portas que jamais se fecharão.