Tag: Portugal

  • Portugal decepciona na estreia e apenas empata na Copa do Mundo; veja

    Portugal decepciona na estreia e apenas empata na Copa do Mundo; veja

    Portugal decepcionou na estreia da Copa do Mundo ao empatar com o RD Congo nesta quarta-feira (17) pelo placar de 1 a 1. O jogo disputado em Houston, começou com os lusos saindo na frente com João Neves. Já os africanos empataram com Wissa.

    Com o resultado, os dois times conquistaram um ponto cada na classificação do Grupo K.

    Resumo da partida

    O primeiro tempo começou com controle de Portugal, enquanto o RD Congo buscava maneiras de criar um contra-ataque letal. Aos 5 minutos, os portugueses abriram o placar com João Neves, após Pedro Neto encontrar o volante na área e sozinho, cabeceou para dentro das redes, 1 a 0.

    Os africanos decidiram sair da defesa e partiram para o ataque, mas viram a equipe de Martínez roubar a bola logo em seguido, fazendo com que o RD Congo se fechasse novamente na defesa.

    A primeira tentativa do RD Congo aconteceu aos 10 minutos com Wissa, que tentou arriscar de fora da área, mas a bola vai para fora. Três minutos depois Bakambu também tentou de longe, mas a bola é desviada no caminho e indo para a linha de fundo.

    Portugal também começou a desperdiçar oportunidades com Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo mas sem sucesso. Aos 45 minutos da etapa inicial, Mukau arriscou de fora, mas a bola vai para fora, assim como Moutoussamy, que também manda pela linha de fundo.

    As tentativas finalmente fizeram efeito, já que aos 49 minutos, Masuaka cruza para Wissa, que subiu livre na pequena e empatou o jogo, 1 a 1, placar antes do intervalo.

    O segundo tempo começou com Portugal tentando voltar à frente no placar, mas o time de RD Congo seguia bem fechado na defesa, mas ia forte nos contra-ataques, como aconteceu aos 04 minutos com Bakambu, que parou no goleiro Diogo Costa.

    A Seleção Portuguesa até conseguiu balançar as redes com João Cancelo, mas a arbitragem marcou impedimento do jogador, anulando o gol. Aos 11 minutos da etapa final, Bakambu ganhou no corpo de Bruno Fernandes na pequena área e gira batendo, mas a bola bate na trave de Diogo Costa e sai.

    Aos 22 minutos, Cristiano Ronaldo arriscou pela primeira vez no confronto e finaliza estranho vai para fora. Seis minutos depois, o Robozão tentou novamente após receber um cruzamento de Francisco Conceição, mas o camisa 7 finaliza mal e manda para fora.

    O RD Congo começou a perder oportunidades com Bakambu, assim como Portugal desperdiçando chances com Bruno Fernandes antes do fim da partida, terminando empatado.

    Próximos jogos

    Portugal retorna a campo na próxima terça-feira (23) quando enfrentará o Uzbequistão às 14h (horário de Brasília), em Houston.

    RD Congo enfrentará a Colômbia no mesmo dia às 23h (horário de Brasília), em Guadalajara.

  • Portugal x RD Congo hoje (17) ao vivo: Transmissão, horário e escalações na Copa do Mundo

    Portugal x RD Congo hoje (17) ao vivo: Transmissão, horário e escalações na Copa do Mundo

    Pelo primeiro jogo do Grupo K da Copa do Mundo, Portugal e RD Congo entraram em campo para medirem forças nesta quarta-feira (17), às 14h (horário de Brasília), confronto que será disputado no Estádio de Houston.

    Como chega Portugal

    Com uma geração promissora, a Seleção Portuguesa chega como uma das grandes favoritas no torneio e pretende colocar toda sua força na luta pelo título inédito, talvez o mais importante a ser conquistado.

    Sob o comando do técnico Roberto Martínez, a equipe segue tendo Cristiano Ronaldo como principal referência em campo, porém outros atletas aparecem como possíveis craques, como Bruno Fernandes, Pedro Neto e Bernardo Silva.

    Como chega o RD Congo

    Voltando a disputar uma Copa após 52 anos, o RD Congo deseja fazer bonito na sua participação e quem sabe aprontar em campo, chegando sem nenhuma cobrança excessiva.

    Onde assistir

    A partida entre Portugal e RD Congo que acontece nesta quarta (17), terá transmissão ao vivo e exclusiva da CazéTV, canal no Youtube de forma gratuita.

    Dados da partida

    • Horário: 14h (horário de Brasília);
    • Local: Estádio de Houston, em Houston;
    • Árbitro da partida: Abdulrahman Al Jassim (QTA);
    • Assistentes: Taleb Almarri (QTA) e Saoud Almaqaleh (QTA);
    • Árbitro do VAR: Não informado.
    • Onde assistir: CazéTV.

    Prováveis escalações

    Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Gonçalo Inácio, Rúben Dias e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Pedro Neto e Cristiano Ronaldo.

    RD Congo: Mpasi; Wan-Bissaka, Mbemba, Tuanzebe e Masuaku; Sadiki, Moutoussamy, Elia, Wissa e Mbuku; Bakambu.

  • Seleção Portuguesa precisa alterar programação por risco de tempestades na Flórida

    Seleção Portuguesa precisa alterar programação por risco de tempestades na Flórida

    A Seleção de Portugal precisou alterar seus planos antes da estreia na Copa do Mundo de 2026 por conta de uma ameaça de tempestade com raios na Flórida. A delegação lusa atualmente está concentrada em Palm Beach, mas por conta do perigo cancelou a entrevista coletiva para a noite do domingo.

    Todos os jornalistas que já tinham montado os equipamentos na tenda para a realização da entrevista de Matheus Nunes foram orientados a deixar o local e retornar para seus próprios veículos por conta do alerta.

    É importante relembrar que a comissão portuguesa seguirá realizando os trabalhos físicos, mesmo com o clima difícil, mas podendo ter alterações na programação.

    Estreia na Copa do Mundo

    Portugal segue se preparando para entrar em campo na próxima quarta-feira (17) quando enfrentará a RD do Congo às 14h (horário de Brasília), pelo Grupo K, que ainda conta com Colômbia e Uzbequistão.

  • Convocação de Portugal para a Copa do Mundo 2026; veja lista completa

    Convocação de Portugal para a Copa do Mundo 2026; veja lista completa

    O homem vai para mais uma Copa! Portugal divulgou nesta terça-feira (19) a lista de jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026, e Cristiano Ronaldo foi confirmado entre os selecionados. Com isso, o craque português entrará para o seleto grupo de atletas que disputaram seis edições do Mundial.

    A lista anunciada conta com 27 jogadores, um a mais do que o permitido pela FIFA. Segundo o técnico Roberto Martínez, a decisão foi tomada pensando na possibilidade de substituição de goleiros em caso de lesão. Assim, Ricardo Velho foi informado de que participará apenas dos treinamentos preparatórios antes do início da competição.

    Cristiano Ronaldo já disputou as Copas do Mundo de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 — feito inédito até então. Agora, o português poderá dividir a marca com Lionel Messi, da Argentina, e Guillermo Ochoa, do México, caso ambos também sejam convocados por suas seleções.

    Lista completa dos convocados

    • Goleiros: Diogo Costa (Porto), José Sá (Wolverhampton), Rui Silva (Sporting) e Ricardo Velho (Gençlerbirligi);
    • Defensores: Diogo Dalot (Manchester United), Matheus Nunes (Manchester City), Nélson Semedo (Fenerbahçe), João Cancelo (Barcelona), Nuno Mendes (Paris Saint-Germain), Gonçalo Inácio (Sporting), Renato Veiga (Villarreal), Rúben Dias (Manchester City) e Tomás Araújo (Benfica);
    • Meio-campistas: Rúben Neves (Al-Hilal), Samuel Costa (Mallorca), João Neves (Paris Saint-Germain), Vitinha (Paris Saint-Germain), Bruno Fernandes (Manchester United) e Bernardo Silva (Manchester City);
    • Atacantes: João Félix (Al-Nassr), Francisco Trincão (Sporting), Francisco Conceição (Juventus), Pedro Neto (Chelsea), Rafael Leão (Milan), Gonçalo Guedes (Real Sociedad), Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain) e Cristiano Ronaldo (Al-Nassr).

    Copa do Mundo 2026

    A seleção de Portugal está no Grupo K da competição, ao lado de Colômbia, RD Congo e Uzbequistão. A estreia será contra os congoleses, no dia 17 de junho, às 14h (horário de Brasília), em Houston.

  • Ranking da FIFA atualizado: Brasil cai na lista, vê a França assumir a ponta após vitória

    Ranking da FIFA atualizado: Brasil cai na lista, vê a França assumir a ponta após vitória

    A FIFA decidiu atualizar o seu ranking antes da Copa do Mundo e agora um novo líder assumiu a ponta: a França. Com os resultados dos últimos amistosos, quando “Les Bleus” venceram o Brasil e Colômbia, além de contarem com um tropeço da Espanha, que empatou com o Egito e assumiram a liderança da lista. Já a Seleção Brasileira ocupa a sexta posição.

    O resultado agora apresenta de uma posição do Brasil em relação ao fim da última Data-FIFA, que aconteceu em novembro de 2025, quando a seleção pentacampeã havia terminando o período de amistosos na 5ª posição. Quem entrou no Top-5 foi Portugal, que empatou com o México e venceu os Estados Unidos.

    A vitória sobre a Croácia impediu uma queda maior da seleção comandada por Carlo Ancelotti, que é acompanhada de perto pela Holanda e Marrocos no ranking da principal entidade do futebol. Quando foi derrotada pela França, o Brasil caiu para sétimo e uma possível derrota diante dos croatas poderia fazer está queda ser maior. Contudo, o empate dos holandeses com o Equador ajudou o time verde e amarelo a recuperarem uma posição.

    Vice-líder até a última semana, a Argentina até venceu seus dois amistosos contra a Mauritânia e Zâmbia, mas por serem seleções de baixa classificação, a albiceleste não teve uma boa pontuação e foi ultrapassado facilmente pela França.

    O ranking agora é atualizado em tempo real, adicionado está alternativa na Data-FIFA, fez com que a tabela fosse movimentada durante as partidas de seleções.

    Confira o Top-10 atualizado

    • França — 1877.32 pontos
    • Espanha — 1876.40 pontos
    • Argentina — 1874.81 pontos
    • Inglaterra — 1825.97 pontos
    • Portugal — 1763.83 pontos
    • Brasil — 1761.16 pontos
    • Holanda — 1757.87 pontos
    • Marrocos — 1755.87 pontos
    • Bélgica — 1734.71 pontos
    • Alemanha — 1730.37 pontos
  • Convocação de Portugal: Cristiano Ronaldo está fora dos amistosos da seleção

    Convocação de Portugal: Cristiano Ronaldo está fora dos amistosos da seleção

    Se recuperando de uma lesão, Cristiano Ronaldo ficou de fora da convocação da Seleção de Portugal para os amistosos da Data-FIFA contra o México e Estados Unidos, nos dias 28 e 31 de março, respectivamente. A lista de Roberto Martinez conta com 26 nomes, divulgados nesta sexta-feira (20).

    A ausência do craque português já era algo esperado, visto que o atacante não entra em campo desde o último dia 28 de fevereiro, quando lesionou o músculo posterior da coxa direita na vitória do Al-Nassr contra o Al Feiha, pelo Campeonato Saudita.

    Atualmente com 41 anos, Cristiano Ronaldo disputará a Copa do Mundo na busca pelo título inédito com a Seleção Portuguesa, além de continuar vivo na briga pelo recorde histórico rumo ao milésimo gol. Atualmente, o “Robozão” contabiliza 965 tentos até o momento.

    Lista de convocados de Portugal

    • Goleiros: Diogo Costa (FC Porto), José Sá (Wolverhampton Wanderers), Rui Silva (Sporting CP).
    • Defensores: Matheus Nunes (Manchester City), Diogo Dalot (Manchester United), João Cancelo (FC Barcelona), Nuno Mendes (PSG), Gonçalo Inácio (Sporting CP), Renato Veiga (Villarreal), António Silva (SL Benfica) e Tomás Araújo (SL Benfica).
    • Meias: Rúben Neves (Al Hilal), Samú Costa (Mallorca), Mateus Fernandes (West Ham), João Neves (PSG), Vitinha (PSG), Bruno Fernandes (Manchester United) e Rodrigo Mora (FC Porto).
    • Atacantes: Ricardo Horta (SC Braga), Pedro Gonçalves (Sporting CP), João Félix (Al Nassr), Francisco Trincão (Sporting CP), Francisco Conceição (Juventus), Rafael Leão (AC Milan), Pedro Neto (Chelsea), Gonçalo Guedes (Real Sociedad) e Gonçalo Ramos (PSG).

    Presença na Copa confirmada

    Mesmo sem esta presente na última lista antes da convocação final da Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo não será ausência no mundial, a menos que se lesione. A confirmação da presença do atacante na busca pelo título inédito ocorreu durante a coletiva dada pelo técnico Roberto Martínez.

    “Não está em risco o Mundial para Ronaldo. É uma lesão muscular leve e estimamos que ele estará de volta ao campo em uma ou duas semanas. As atuações de Ronaldo ao longo da temporada demonstram sua excelente condição física e momento”, declarou o treinador.

  • Cristiano Ronaldo segue se recuperando de lesão e Portugal gera dúvidas na Seleção de Portuga; veja

    Cristiano Ronaldo segue se recuperando de lesão e Portugal gera dúvidas na Seleção de Portuga; veja

    Ansioso para disputar a sexta Copa do Mundo de sua carreira, Cristiano Ronaldo segue a preparação para retornar à campo o mais rápido possível. O português sofreu uma lesão mais grave do que o esperado no músculo posterior da coxa, no dia 28 de fevereiro, na vitória sobre o Al-Fayha e desde então, não entra em campo.

    No início de março, Cristiano passou por exames que constataram uma lesão, que, de acordo com o técnico do Al-Nassr, Jorge Jesus, foi “mais grave do que o esperado”. Por conta disto, o atacante deixou a Arábia Saudita para que seu tratamento fosse realizado na Espanha.

    O principal medo do atleta e da Seleção de Portugal é se o craque estará apto para jogar a Copa do Mundo, disputada entre junho e julho deste ano.

    Tratamento na Espanha

    No dia 06 de março, o treinador Jorge Jesus confirmou que CR7 viajaria para a Espanha onde seguiria o tratamento.

    “Após examinarmos a lesão de Ronaldo, ficou claro que ele precisa de um período de repouso e tratamento, então decidimos enviá-lo para a Espanha”, revelou em coletiva.

    No dia seguinte às falas ditas pelo treinador português, Cristiano decidiu utilizar suas redes sociais para falar sobre sua atual situação, com uma foto realizando um tratamento nas pernas com a legenda: “Me recuperando e pronto para assistir ao jogo de hoje. Vamos, Al-Nassr”.

    O Al-Nassr informou que o prazo inicial estipulado para a recuperação é de duas a quatro semanas. Contudo, até o momento, o retorno do craque aos gramados segue sem data real para ocorrer.

    Próximos jogos de Portugal

    Aguardando informações da recuperação de CR7, a Seleção Portuguesa retorna a campo para os compromissos da Data-FIFA, com a última convocação antes da chamada final para a disputa da Copa do Mundo de 2026. Os amistosos serão diante do México e Estados Unidos, nos dias 28 e 31 de março.

  • Thiago Silva no FC Porto: aposta improvável ou jogada de mestre?

    Thiago Silva no FC Porto: aposta improvável ou jogada de mestre?

    No sábado caiu uma bomba do nada: Thiago Silva assinou pelo FC Porto. Uma aposta surpreendente, sim. Mas que, olhando com calma, faz muito mais sentido do que parece à primeira vista.

    É estranho falar de um jogador de 41 anos no futebol europeu atual. Mas estamos a falar de um dos melhores zagueiros do século XXI. E o contexto ajuda a explicar esta decisão. O FC Porto tem apenas um zagueiro destro no elenco e a grave lesão de Nehuén Pérez no tendão de Aquiles tirou-o da temporada inteira. Apesar de uma dupla que vem funcionando bem – os polacos Jakub Kiwior e Jan Bednarek – e de uma jovem promessa como Dominik Prpić, a verdade é simples: faltava um perfil específico. Um zagueiro destro, experiente, confiável.

    E aí entra Thiago Silva. Sem custos de transferência, num contrato curto de seis meses (com opção de mais um), fica claro que não é uma contratação para o futuro, mas para gerir o presente. Rotação, segurança, liderança. Alguém que, mesmo recentemente, ainda dava aula no Brasileirão.

    Essa contratação não surge do nada – e diz muito sobre o momento que o FC Porto vive fora de campo. A estrutura do clube está a funcionar bem. Basta lembrar a chegada de Samu no último dia de transferências, fechada sem boatos, sem novelas, sem ruído. Ou a apresentação de Luuk de Jong, feita ao vivo no próprio dia, depois de ter sido trazido para o Dragão com um nível de secretismo tão grande que chegou a circular como reforço da equipa de andebol. Agora, surge mais um movimento cirúrgico: um dos melhores zagueiros de sempre, fechado em absoluto silêncio, numa parceria discreta com Fabrizio Romano. Não é acaso. É método.

    Essa escolha também diz muito sobre o treinador Francesco Farioli. Ele quer certezas. Quer reduzir riscos. Quer competir até o fim. Quer o Campeonato Português e quer vencer a Liga Europa.

    O grande ponto de interrogação não está no futebol de Thiago Silva. Está na cabeça. Ele vem disposto a aceitar ser rotação e não titular absoluto? Vem com humildade para fortalecer o vestiário, orientar um elenco jovem, ambicioso e que já lidera o campeonato? Porque, se vier com esse espírito, o impacto pode ser enorme – dentro e fora de campo.

    Aos 41 anos, continuar a querer jogar bola em alto nível é quase uma loucura. Mas é uma loucura que merece respeito. E esse retorno ao Porto tem também um peso simbólico forte. Thiago Silva volta a uma casa onde, na primeira passagem, não foi feliz. Mas é importante lembrar: foi o FC Porto quem o descobriu ainda menino, vindo do Juventude. A adaptação não correu bem, atuou apenas pela equipe B e seguiu caminho para construir uma carreira lendária. Este retorno soa como um fim de ciclo.

    E que ciclo. Porque o FC Porto tem uma história pesada quando o assunto é zagueiro: Ricardo Carvalho, Aloísio, Jorge Costa e, claro, o homem cujo número agora herda: Pepe.

    Thiago Silva junta vários objetivos numa só decisão: manter vivo o sonho de disputar um Mundial aos 41 anos, fechar uma etapa que não correu bem na primeira passagem, voltar a disputar títulos num gigante europeu e regressar à Europa – algo que sempre esteve nos seus planos.

    O ADN do FC Porto sempre esteve ligado à imprevisibilidade. À capacidade de fazer o que ninguém espera. De arriscar quando outros recuam. De desafiar o óbvio.

    E no futebol, como na vida, há uma verdade simples: quem não arrisca, não merece viver o extraordinário.

    Thiago Silva não chega para ser promessa. Chega para ser aposta. Para ser decisão. Para ser momento.

    Agora a pergunta vai para quem o acompanhou mais de perto nesta fase da carreira. Para quem esteve ao lado dele no Fluminense: o que acham desta movimentação de mercado?

  • O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol, hoje, está uma seca.
    Não sei se é a nostalgia a falar ou se é mesmo a realidade a impor se, mas a verdade é que algo se perdeu pelo caminho. Esta semana estava a dar um Real Madrid vs Manchester City e, por incrível que pareça, não me despertou grande interesse. Estamos a falar de um dos maiores jogos do futebol atual e mesmo assim passou me quase ao lado.

    Pouco depois, descubro que estava a haver um Flamengo vs Pyramids para a Taça Intercontinental. Taça Intercontinental? E o PSG só entra diretamente na final? Confesso que pensei que essa competição já tinha sido substituída ou simplesmente deixado de existir. E talvez esta confusão diga mais sobre o futebol moderno do que sobre mim.

    A FIFA está a destruir o futebol.
    E não, não é por mal. É por excesso e por falta de critério.

    Vivemos numa era em que o futebol já não compete apenas com outros desportos. A verdadeira concorrência é o entretenimento em geral: Netflix, TikTok, vídeos curtos, consumo rápido. Tudo disputa a nossa atenção. Mas a resposta encontrada foi empilhar jogos, competições e formatos novos, como se quantidade pudesse substituir significado. O que estão a fazer é, no mínimo, criminoso.

    O novo formato da Liga dos Campeões é o melhor exemplo disso. É uma porcaria. A desvalorização dos grandes jogos é evidente. Quando há grandes jogos constantemente, eles deixam de ser especiais. Perdem peso, perdem urgência, perdem contexto. Esta fase de liga permite que equipas gigantes façam apenas o mínimo necessário para seguir em frente. Não há drama, não há medo de falhar. Vemos rotações constantes na maior competição de clubes do mundo, algo que simplesmente não faz sentido.

    Tenho saudades dos grupos de quatro. Da ida e da volta. Da regra dos golos fora nas eliminatórias. Sim, especialmente dessa regra. Não era perfeita, mas ajudava os mais pequenos, criava estratégia, tensão, noites memoráveis. Fazia nos vibrar.

    Depois entramos no absurdo das competições globais. Faz sentido existir uma Taça Intercontinental. Faz sentido existir um Mundial de Clubes. O problema é ninguém perceber qual é qual, nem o que realmente está em jogo. Não é o mesmo título? Não devia ser. Mas hoje parece tudo diluído, sem identidade, sem narrativa. Há um Mundial de Clubes de quatro em quatro anos e, mesmo assim, mantém se uma Intercontinental que, na Europa, quase ninguém valoriza ou sequer acompanha. O futebol está inchado, confuso e sem hierarquia clara.

    Este modelo também está a afastar as pessoas do futebol como um todo. Cada vez mais adeptos acompanham apenas o seu clube do coração, muitos deles exclusivamente pela televisão. O resto do futebol transforma se num produto global vendido em massa para mercados gigantes, como a Índia, onde se consome o futebol europeu como entretenimento, mas onde pouco se vive aquilo que ele realmente é. Estádios, rivalidades, contexto histórico e cultura de adepto passam para segundo plano.

    Em Portugal, sofremos do mesmo mal. Temos uma Taça da Liga que nunca encontrou verdadeiramente o seu propósito. Só a Inglaterra conseguiu tornar uma taça da liga funcional e respeitada. Cá, parece existir apenas para imitar modelos estrangeiros e servir patrocinadores. As torcidas organizadas boicotam, os estádios ficam vazios, e há até rumores de clubes que preferem perder para evitar um calendário ainda mais sobrecarregado em janeiro. Isto não é futebol saudável. Isto é gestão de produto disfarçada de competição.

    Mas o problema do futebol moderno não é só dentro das quatro linhas. É também fora delas. Em vez de apostar seriamente em como ter claques com segurança nos estádios, em como permitir consumo de álcool de forma responsável, em como valorizar o espetáculo criado pelos adeptos com segurança e organização, prefere se reprimir, proibir e afastar. As subculturas do futebol, as claques, os cânticos, as coreografias, a identidade popular, são tratadas como um problema, quando sempre foram parte da solução. Sem isso, o futebol perde alma.

    Vivemos também na era das super equipas. Clubes empresa. Grupos com várias equipas espalhadas pelo mundo. Houve um tempo em que quase todos os clubes tinham jogadores fora de série. Hoje, os dez maiores clubes do mundo têm dois plantéis cheios deles. E, honestamente, perde a graça. O imprevisível desaparece.

    Tenho saudades de ver um Deportivo a brilhar em Espanha. Um Boavista a dar trabalho sério aos grandes em Portugal. Um Wolfsburg, Estugarda ou um Werder Bremen campeões na Alemanha. Uma liga francesa com um Marselha, um Lyon ou um Saint Étienne de volta aos velhos tempos, a discutir títulos frente a um PSG petrolífero. O futebol precisa de anomalias, de histórias improváveis, de resistência. Precisa de falhar ao controlo absoluto.

    Curiosamente, acabei de ver um Corinthians vs Cruzeiro, para a meia final da Taça do Brasil, e foi aí que voltei a sentir alguma coisa. Um jogo menos tático, mais trapalhão, cheio de duelos no um para um, bolas na trave, emoção crua. E, acima de tudo, um público incrível. Um ambiente vivo, intenso, genuíno.

    Talvez não seja o futebol europeu que esteja errado.
    Talvez seja a forma como o estamos a transformar num produto demasiado polido, demasiado controlado, demasiado distante das pessoas.

    Eu sei que a FIFA não me ouve. Mas se continuarmos a aceitar tudo isto sem questionar, um dia vamos acordar e perceber que o futebol que nos fez apaixonar já não existe. E quando isso acontece, não há formato novo que o salve.

  • Frutos de investimento! Não foi por acaso que Portugal venceu o Mundial Sub-17

    Frutos de investimento! Não foi por acaso que Portugal venceu o Mundial Sub-17

    Em um desfecho que ecoou a excelência da formação europeia, Portugal conquistou o seu primeiro título de campeão do mundo na categoria sub-17. A vitória no Catar não é apenas mais um troféu na estante da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mas sim um manifesto sobre o poder da estrutura e da continuidade em um desporto cada vez mais dependente do planeamento de longo prazo.

    A conquista lusa, alcançada por uma geração forjada em bases sólidas (com atletas oriundos em grande parte dos centros de excelência de Benfica, Braga e Porto – também um do Sporting e dois do Vitória), prova que a qualidade e a repetição de um método superam a dependência do talento cru e esporádico.

    A vitória do «processo» e não apenas do talento

    O sucesso português na base não é acidental. É o resultado de um investimento contínuo em infraestrutura, metodologia de treino e, crucialmente, na formação de treinadores de base. Conforme reiterado pelo próprio Presidente da FPF, Pedro Proença, a vitória é a prova de que o foco estava no «processo» e na «disciplina tática», e não apenas na habilidade individual de uma ou duas estrelas.

    Créditos: Simon Holmes/Getty Images

    O sistema português garante que os jovens atletas não apenas desenvolvam técnica, mas também atinjam uma maturidade tática e mental que lhes permite atuar sob pressão máxima em torneios internacionais. A capacidade de adaptação demonstrada pela equipa no Catar, mesmo enfrentando diferentes estilos de jogo, atesta o sucesso dessa visão integral. Eles chegam aos 17 anos como jogadores, e não apenas como apenas promessas.

    O espelho que revela o problema na base brasileira

    A realidade do Brasil, o maior exportador de talentos do mundo, contrasta drasticamente. Embora o Brasil seja a fonte inesgotável de craques, a gestão brasileiras é marcada pela instabilidade. Muitos clubes do Brasileirão ainda veem a base unicamente como um ativo financeiro de giro rápido. O objetivo primário é vender o garoto prodígio o mais cedo possível para aliviar o caixa, frequentemente interrompendo o seu desenvolvimento tático e emocional e deixando-o sair cedo demais.

    A ausência de uma filosofia de jogo unificada, a troca constante de coordenadores e treinadores nas categorias de base e a falta de paciência com a maturação dos atletas são fatores que prejudicam a nossa competitividade em categorias juvenis. O talento brasileiro é inegável, mas a estrutura portuguesa garante que esse talento seja canalizado para o sucesso coletivo e o resultado final. Onde o Brasil tem o dom, Portugal tem o mapa.

    Créditos: FPF

    A lição para a consistência e o exemplo de Abel Ferreira

    A lição que a conquista sub-17 de Portugal oferece ao futebol brasileiro é clara: a consistência é a única rota para o domínio sustentável. O trabalho de Abel Ferreira no Palmeiras, que o levou a ser o treinador mais vitorioso da história do clube, ecoa essa mesma mentalidade: foco na metodologia, valorização da comissão técnica e exigência de um padrão de trabalho que não muda a cada derrota.

    Enquanto a Europa, e agora Portugal no cenário de base, investe em continuidade metodológica, o Brasil segue refém do imediatismo e do ciclo vicioso de desinvestimento na base e de trocas incessantes no comando. O título sub-17 português não é apenas um feito desportivo, é a prova de que, para reverter a tendência de sermos apenas formadores de commodities para o mercado europeu, precisamos urgentemente priorizar o processo, o método e a paciência sobre a venda e o lucro imediato. O sucesso é planeado, e Portugal deu-nos a prova final disso!