O Corinthians confirmou nesta última segunda-feira (16), que o atacante Yuri Alberto sofreu uma lesão muscular de grau 2 no bíceps femoral da coxa esquerda e desfalcará a equipe.
O atleta se lesionou na vitória do Timão sobre o São Bernardo por 1 a 0, no último domingo (15), jogo disputado no Estádio Primeiro de Maio São Bernardo do Campo, pela fase de classificação do Paulistão 2026.
O Corinthians não divulgou o prazo de retorno do atacante, informando apenas que Yuri já iniciou sua recuperação com fisioterapeutas do CT do clube. O tempo para a reabilitação, quando se trata deste tipo de lesão, é de aproximadamente seis semanas.
De acordo com o clube, Yuri Alberto se submeteu a um exame de ressonância magnética, sendo diagnosticado pelo departamento médico.
Atualização médica: Yuri Alberto
Nesta segunda-feira (16), o atacante Yuri Alberto foi submetido a uma ressonância magnética e o exame identificou uma lesão muscular de grau 2 no bíceps femoral da coxa esquerda.
É bom relembrar que o centroavante comentou que estava com dores na posterior da coxa esquerda após uma corrida durante uma disputa de bola na partida. Yuri Alberto caiu no chão, sendo carregado pelo fisioterapeuta do Timão e pelo atacante Vitinho.
Com a ausência do atacante, o Corinthians terá Yuri Negão e Pedro Raul à disposição para a fase mata-mata do estadual.
Próximo jogo
O Corinthians entra em campo nesta quinta-feira (19), pelo Campeonato Brasileiro, onde enfrentará o Athletico-PR às 19h30 (horário de Brasília), na Arena da Baixada.
Vinicius Júnior denunciou novamente ter sido vítima de discriminação racial durante a vitória fora de casa do Real Madrid sobre o Benfica por 1 a 0, jogo que ocorreu nesta terça-feira (17), pela Champions League. O fato ocorreu após o camisa 7 merengue marcar um golaço no início do segundo tempo, desencadeando uma confusão após sua comemoração no Estádio da Luz.
O brasileiro dançou diante da bandeirinha de escanteio perto de uma torcida organizada do Benfica, o que revoltou os jogadores da equipe portuguesa e iniciou uma confusão dentro de campo. Antes do episódio, Vinicius chegou a receber um cartão amarelo do árbitro François Letexier.
Quando o caso parecia ter se acalmado e a partida reiniciada, o camisa 7 do Real Madrid foi até o árbitro denunciando que foi vítima de racismo, criando uma nova confusão generalizada.
Existe uma tendência no futebol mundial que me incomoda cada vez mais: a necessidade quase automática de dizer que “antes era melhor”.
Antes tinha mais craque. Antes tinha mais camisa 10. Antes a Seleção encantava. Antes o futebol era mais bonito.
Eu não sou contra o saudosismo. Muito pelo contrário. O futebol vive de memória. Ele é construído por lembranças, por histórias repetidas na mesa do bar, por vídeos antigos que nossos familiares nos mostravam para que nos apaixonássemos pelo esporte. O problema começa quando o saudosismo deixa de ser essa memória afetiva e vira argumento definidor. E pior: vira argumento preguiçoso.
Porque, sendo muito honesto, o futebol de hoje é muito mais difícil do que já foi um dia.
O jogo evoluiu, e MUITO
O esporte evoluiu de forma brutal nas últimas décadas. Taticamente, o jogo ficou mais organizado. Fisicamente, ficou mais intenso. Psicologicamente, ficou mais exigente. Hoje, um jogador corre quilômetros a mais do que corria nos anos 90. Ele precisa recompor, pressionar, atacar espaço, defender espaço, entender transições, ler o jogo em segundos. Não existe mais o luxo da lentidão, das faltas não marcadas.
Nos anos 80 e 90, um talento acima da média conseguia decidir partidas mesmo com pouca participação defensiva. O futebol permitia isso. Hoje, se um camisa 10 não ajuda sem a bola, ele simplesmente não joga. O sistema engole o individual.
Isso não significa que o talento acabou. Significa que o talente por si só, não é mais suficiente.
O que muitas vezes é vendido como “falta de craques” talvez seja apenas uma dificuldade maior de brilhar de forma isolada, ou quem sabe uma falta de dedicação com o esporte. O jogo atual é coletivo demais para permitir que alguém resolva tudo sozinho com a mesma frequência de outras épocas. Os espaços são menores, a marcação é mais coordenada, os adversários estudam cada movimento.
Mas, é mais confortável dizer que o futebol piorou do que admitir que ele ficou mais complexo.
Hoje, até seleções medianas contam com departamentos de análise de desempenho, estatísticas avançadas, preparação física de elite e estudos minuciosos do adversário. O nível médio subiu. A diferença técnica entre as equipes diminuiu. A margem para erro está cada vez menor.
A comparação injusta entre épocas
Outro ponto que me incomoda: usamos o passado como régua injusta para medir o presente.
Comparamos jovens de 20 anos com ídolos que já estavam no auge. Comparamos contextos completamente diferentes como se fossem equivalentes. É injusto.
A Seleção de 1970 foi brilhante. Mas também enfrentou um cenário competitivo muito diferente do atual. O futebol europeu ainda não tinha o nível de intensidade que tem hoje. A globalização do jogo ainda estava em processo. O volume físico e tático era outro.
Isso diminui o que foi feito? De forma alguma. Mas ajuda a entender que não dá para analisar o presente com os olhos do passado.
O saudosismo é saudável quando inspira. Quando ele serve para lembrar que excelência é possível. Mas, ele se torna prejudicial quando vira muleta para explicar qualquer dificuldade atual. Quando cada jogador jovem é comparado a um ídolo consolidado como se fossem a mesma coisa.
O futebol não ficou pior. Ele ficou mais difícil.
E talvez seja justamente por isso que grandes atuações hoje sejam tão raras e tão valiosas. Brilhar em um cenário de altíssima exigência física, tática e mental é mais complexo do que já foi. Por isso mesmo, sujeitos como Messi e Cristiano Ronaldo são tão exautados.
Eu continuo amando rever o passado. Continuo vibrando com lances antigos. Mas me recuso a usar a nostalgia como atalho para evitar entender o presente.
E, para mim, o futebol não precisa viver tentando ser o que já foi. Precisa aprender a ser grande dentro da realidade que existe hoje.
Botafogo e Flamengo entram em campo às 17h30 (horário de Brasília) deste domingo (15/02), no Estádio Nilton Santos, pelas quartas de final do Campeonato Carioca.
O confronto é eliminatório e não há vantagem para nenhum dos lados. Em caso de empate no tempo normal, a vaga para a semifinal será decidida nas cobranças de pênaltis. Quem avançar enfrenta o Madureira na próxima fase.
O Botafogo vive momento delicado. A equipe soma quatro derrotas consecutivas e chega pressionada para o clássico.
O técnico Martín Anselmi terá o elenco principal à disposição, mas precisa administrar o calendário, já que o clube ainda tem compromisso importante na Bolívia na próxima semana. Mesmo com a sequência negativa, o Alvinegro tem o mando de campo por ter liderado o grupo na primeira fase.
ABRAM ALAS PARA A NAÇÃO RUBRO-NEGRA! AGORA SIM! #HOJETEM FLAMENGO NESTE DOMINGO DE CARNAVAL, PELAS QUARTAS DO CARIOCÃO! O MENGÃO ENCARA O BOTAFOGO E VAI EM BUSCA DA CLASSIFICAÇÃO! PRA CIMAAAAAAAAAA! 🟥⬛️ #BOTxFLApic.twitter.com/YDgrbJyH2t
O Flamengo também oscilou no início do Carioca e chegou a correr risco de não avançar às quartas de final. A recuperação veio na rodada decisiva, garantindo a classificação e afastando qualquer ameaça de disputa na parte inferior da tabela.
O time comandado por Filipe Luís ainda busca regularidade em 2026, mas chega ao clássico com duas vitórias recentes que deram mais confiança ao grupo. A tendência é de força quase máxima, apenas com possíveis ajustes.
Onde assistir Botafogo x Flamengo
A partida terá transmissão ao vivo por:
Globo (TV aberta)
Premiere (pay-per-view)
Além disso, o ge acompanha o clássico em Tempo Real, com lances minuto a minuto e vídeos exclusivos.
Dados da partida
Competição: Quartas de final do Campeonato Carioca
Data: Domingo, 15/02
Horário: 17h30 (de Brasília)
Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro
Transmissão: Globo e Premiere
Prováveis escalações
Botafogo – Técnico: Martín Anselmi
Provável time: Neto; Ythallo (Bastos), Newton e Barboza; Vitinho, Barrera, Danilo e Alex Telles (Nathan Fernandes); Montoro, Matheus Martins (Artur) e Arthur Cabral.
Desfalques: Allan (suspenso); Chris Ramos, Kaio Pantaleão, Marçal, Ponte e Santi Rodríguez (lesionados).
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou os destalhes da Copa do Nordeste 2026. O torneio regional iniciará no dia 25 de março, com a grande final marcada para acontecer no dia 7 de junho. Na edição desta temporada, o campeonato contará com 20 times na primeira fase, sendo divididos em quatro grupos. As chaves ainda serão definidas através de um sorteio, que ainda ocorrerá quando a entidade definir a data.
Esta edição será a primeira após as mudanças no calendário do futebol nacional feita pela CBF. Atual campeão do torneio, o Bahia disputará a Libertadores neste ano, não participando do Nordeste em 2026, visto que com o novo regulamento do Nordestão, os clubes classificados para os torneios internacionais na temporada não participaram da competição regional.
Em 2026, 20 clubes serão divididos em quatro grupos: A, B, C e D. Os confrontos irão ser disputados fora da chave, com os times do Grupo A enfrentando os do B, e as equipes do C encarando os do D. É bom relembrar que o torneio terá apenas um turno, com cada agremiação tendo cinco partidas ao todo.
Grupo A x Grupo B
Grupo C x Grupo D
Os clubes do Grupo A e C jogarão dois jogos fora e três disputados em casa.
Após o fim da primeira fase, os dois primeiros colocados de cada grupo se garantem nas quartas de final, também disputadas em partidas únicas.
1º (Grupo A) × 2º (Grupo C);
1º (Grupo B) × 2º (Grupo D);
1º (Grupo C) × 2º (Grupo A);
1º (Grupo D) × 2º (Grupo B).
Já na fase das semifinais, os duelos serão de ida e volta, com o segundo jogo sendo disputado na casa da equipe que teve a melhor campanha na primeira fase.
Falar de Abel Ferreira no futebol brasileiro é mexer num vespeiro. Para alguns, ele é o maior técnico da história recente do país, talvez até de todos os tempos. Para outros, um treinador ultrapassado, que vive de momentos que já passaram. No meio disso tudo, existe a análise fria: resultados, impacto tático e comportamento.
E é aí que a discussão fica interessante.
O que ninguém pode negar
Se existe algo indiscutível na trajetória de Abel no Palmeiras, é a capacidade de competir. Ele transformou o clube em uma máquina de decisão. Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil, não importa o palco. O time entra para ganhar.
O principal mérito dele é a mentalidade. Abel criou um ambiente onde o elenco entende o peso de cada jogo. O Palmeiras raramente é um time ingênuo. É organizado, intenso e, principalmente, resiliente. Quantas vezes a equipe virou jogos improváveis? Isso não é acaso. É trabalho.
Taticamente, ele também mostrou versatilidade. Já jogou com três zagueiros, linha de quatro, variações no meio, transições rápidas, jogo direto quando necessário. Não é um treinador preso a um único modelo. Ele lê o adversário e adapta o plano.
Outro ponto forte é a gestão de grupo. Mesmo com elenco estrelado e pressão constante, o vestiário raramente explode publicamente. Há controle, há hierarquia, há comando.
Mas nem tudo são flores
Ao mesmo tempo, Abel construiu um personagem que, em alguns momentos, pesa contra ele.
A postura explosiva à beira do campo gera desgaste. Suspensões, embates com arbitragem, coletivas tensas. Em certos momentos, parece que o discurso de “nós contra todos” alimenta demais o conflito e menos o jogo.
Além disso, há críticas sobre o estilo de jogo em partidas grandes fora de casa. Em alguns confrontos decisivos, o Palmeiras opta por uma postura excessivamente reativa. Funciona? Muitas vezes, sim. Mas também já custou eliminações e atuações abaixo do esperado.
Existe ainda a questão da relação com o ambiente externo. Parte da torcida rival vê arrogância onde o palmeirense enxerga confiança. E isso é inevitável quando se vence tanto.
O peso do legado
Abel Ferreira já é um dos treinadores mais vitoriosos da história do Palmeiras e isso não é opinião, é estatística. O que se discute agora não é competência. Ele elevou o nível de exigência do clube. O torcedor hoje não aceita menos do que disputar todos os títulos. Isso é consequência direta do trabalho dele.
Sem clubismo: é impossível ignorar o impacto positivo. Mas também é legítimo questionar comportamento, escolhas pontuais e estilo em determinados jogos.
No fim das contas, Abel é exatamente o que todo grande técnico costuma ser: vencedor, intenso e polarizador.
E talvez seja justamente isso que o mantenha no topo.
Na noite desta quinta-feira (12/02), o Fluminense venceu o Botafogo por 1 a 0, com uma pintura de Lucho Gonzalez, em jogo realizado no Maracanã, pela terceira rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O Tricolor das Laranjeiras ainda teve Canobbio expulso no segundo tempo, mas ainda sim conseguiu ser superior ao time do Glorioso.
Com o resultado, o Fluzão subiu para a terceira posição da tabela, enquanto o Botafogo ocupa a 11ª posição.
O primeiro tempo foi bastante apagado, com os dois times apelando pela força física e esquecendo de jogarem com a bola no pé. Com um excesso de faltas e muitos cartões aplicados. O Fluminense quase não conseguiu entrar na área do adversário, assim como o Botafogo que parou na forte marcação tricolor.
Canobbio e John Kennedy foram os destaques no ataque do time de Zubeldía, mas nenhum dos atletas conseguiu mandar a bola para dentro do gol. A equipe de Anselmi foi outra que não deu trabalho ao goleiro Fábio, terminando a primeira etapa com um empate sem graça.
Já no segundo tempo as coisas mudaram, o Fluminense começou bem melhor e criou a primeira chance aos 2 minutos com John Kennedy recebendo de Samuel Xavier e invadindo a área antes do chute, mas a bola vai por cima do travessão. Cinco minutos depois, o Botafogo respondeu com Arthur Cabral com uma cabeçada, mas a bola chega sem força nas mãos de Fábio.
O Tricolor estava bem melhor e conseguiu abrir o placar aos 9 minutos da etapa final, com Lucho Acosta aproveitando um rebote de Neto e estufando a rede após uma dá um balão no goleiro, 1 a 0.
O Glorioso tentou reagir, mas não conseguiu aproveitar os contra-ataques. Aos 14 minutos, o VAR entrou em ação por conta de uma cotovelada de Canobbio em Montoro. Após a revisão, o uruguaio foi expulso.
Aos 20 minutos da etapa final, Serna recebe de Lucho e bate rasteiro, mas Neto consegue fazer a defesa. O Fogão começou a desperdiçar chances com Artur, Arthur Cabral e Danilo, não conseguindo encontrar o caminho do empate e terminando a partida com vitória do Fluminense.
Próximos jogos
O Fluminense retorna a campo na próxima segunda (16), onde enfrentará o Bangu, pelas quartas de final do Campeonato Carioca. A bola vai rolar às 18h (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Já o Botafogo terá um encontro contra o Flamengo neste domingo (15), às 17h30 (horário de Brasília), no Estádio Nilton Santos.
O Botafogo segue ativo no mercado em busca de um volante para reforçar o elenco e já tem um novo nome mapeado. Trata-se de Zé Lucas, de 17 anos, destaque do Sport no ano de 2025, capitão do sub-17 da seleção Brasileirae considerado uma das principais promessas do País.
O jovem atleta surge como plano alternativo da diretoria alvinegra caso a negociação por Cristian Medina, do Estudiantes, não avance nesta janela de transferências. Medina segue como prioridade, mas o Botafogo já avalia outros cenários antes de formalizar propostas.
Promovido ao elenco profissional na temporada passada, o volante disputou 34 partidas pelo Sport, além de ter defendido a Seleção Brasileira Sub-17 em oito jogos no Mundial da categoria. O desempenho chamou atenção de clubes do Brasil e do exterior.
Internamente, o Sport trabalha com a expectativa de negociar o jogador por valores entre 7 e 14 milhões de euros, o que representa algo entre R$ 43 milhões e R$ 86 milhões. Zé Lucas tem contrato com o clube pernambucano até abril de 2028, o que dá margem de segurança para negociações mais duras.
Atualmente, o volante ainda não estreou na temporada. Ele se recupera de uma fibrose muscular, mas já realiza atividades no campo sem restrições e está na fase final de condicionamento físico para voltar a ficar à disposição da comissão técnica.
Enquanto isso, o nome de Zé Lucas ganha força nos bastidores como uma opção estratégica: jovem, com potencial de valorização e já testado em nível profissional. O Botafogo segue monitorando a situação antes de decidir se fará uma investida oficial junto ao Sport.
A Câmara Nacional de Resoluções de Disputa (CNRD) determinou que o Vasco pague R$ 16 milhões ao Atlético-MG referente as negociações que envolvem o zagueiro Mauricio Lemos, o volante Jair e o lateral Paulo Henrique.
O GE explicou o andamento de todos os processos em que o Cruzmaltino envolveu-se com o Galo.
Tratando-se da situação de Paulo Henrique duas ações foram envolvidas. Uma pelo empréstimo inicial e outra pela compra do atleta em definitivo. Foram quatro decisões favoráveis para o Atlético, com o Vasco desembolsando R$ 4,5 milhões, como informou a ESPN.
Outras duas ações contra o Vasco foram adicionadas, elas referentes as compras do zagueiro Mauricio Lemos e do volante Jair. Segundo a apuração do Globo Esporte, o total que o Gigante da Colina terá que pagar é de R$ 16 milhões.
“Todos os valores estão sujeitos aos termos do(s) plano(s) de pagamento do Vasco junto à CNRD, conforme previsto no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores e homologado pelo poder judiciário”, pronunciou-se o Vasco sobre o assunto.
Agora, o Atlético-MG aguarda uma declaração da CNRD para definir a maneira que o Vasco precisara pagar. O Vasco chegou a pedir uma recuperação judicial e todos os pagamentos estão entrando em um possível acerto, mas até o momento não se sabe como será quitado.
Dizer isso não é fácil. Não para mim, nem para qualquer brasileiro que cresceu vendo Neymar jogar futebol como poucos na história do país. Neymar sempre foi fora da curva. O tipo de jogador que muda jogo, muda ambiente, muda expectativa. Mas futebol não é feito apenas de memória. É feito de presente. E, principalmente, de realidade.
Na minha opinião, Neymar não deve ser convocado para a Copa do Mundo.
O motivo não é técnico. Nunca foi. Neymar saudável e em ritmo, entra em qualquer seleção do planeta. O problema é que esse Neymar praticamente não existe mais. O que existe hoje é um jogador convivendo com problemas físicos constantes, longas pausas, retornos apressados e uma dificuldade cada vez maior de manter sequência de jogos. Copa do Mundo não é lugar para aposta de algo que não existe mais.
Seleção exige continuidade. Exige processo. E exige que todos estejam alinhados com uma ideia clara de jogo.
Neymar comemorando com a camisa do Brasil – Foto: Reprodução
O momento atual de Neymar
Até aqui, Neymar sequer foi convocado por Carlo Ancelotti. Um treinador do nível de Ancelotti não constrói plano pensando em exceções. Ele constrói pensando em equilíbrio, funcionamento coletivo e intensidade. Incluir Neymar agora significaria adaptar todo um modelo já em desenvolvimento para um jogador que ainda não mostrou que consegue sustentar esse nível fisicamente.
“Mas Neymar se encaixa em qualquer esquema.” Sim. Sempre se encaixou. A pergunta é outra: o Neymar de hoje ainda é esse Neymar?
O futebol mudou. O jogador que decide hoje não é apenas o mais talentoso, mas o mais constante, o mais intenso, o mais disponível. Ancelotti já deixou claro que se estiver bem, se tiver sequência, se estiver bem fisicamente, Neymar irá para a Copa, mas caso não, o técnico diz: “Eu não tenho dívida com ninguém”
Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, em entrevista coletiva — Foto: Reprodução / CBF TV
E aqui entra o ponto mais delicado de todos: Neymar consegue entregar isso hoje?
Não se trata de vontade. Ninguém duvida do amor de Neymar pela Seleção, da vontade que ele tem de levantar a taça da Copa do Mundo. Mas o corpo responde diferente aos 34 anos, especialmente depois de tantas lesões seguidas. A intensidade que o futebol moderno exige cobra um preço alto. E a Seleção não pode correr o risco de montar uma Copa inteira em torno de um jogador que pode não estar disponível quando mais precisar.
Histórico de Neymar na Seleção
O Brasil já cometeu esse erro antes. Em 2014, tudo girava em torno de Neymar. Quando ele saiu, o sistema ruiu. Em 2018, a Seleção tentou reencontrar Neymar após lesão, mas a fase do jogador não era das melhores, virou inclusive piada mundial. Em 2022, ele chegou novamente como esperança máxima, e se machucou na própria Copa.
Talvez seja hora de aprender.
Neymar desolado após a eliminação para a Croácia Foto : NELSON ALMEIDA / AFP / CP
O futuro de Neymar
Convocar Neymar hoje não seria uma decisão técnica. Seria emocional. Seria olhar para o passado tentando resolver o futuro. A Seleção precisa construir uma identidade que não dependa de um único nome, por maior que ele seja. E Carlo Ancelotti planeja fazer isto.
Isso não diminui Neymar. Pelo contrário. Preserva sua história vestindo a amarelinha.
Neymar já fez mais pela Seleção do que muitos ídolos que jamais foram questionados. Mas, será que o Brasil ainda precisa de Neymar? A Copa do Mundo não é uma homenagem para algo que já não está mais lá. É uma competição de alto nível, a principal do Planeta, onde cada detalhe pesa. Onde não existe espaço para “talvez”, onde só cabem certezas.
Se Neymar voltar a ter sequência, intensidade e, acima de tudo, confiança em seu jogo, a discussão muda. Mas, hoje, olhando para o cenário real, para o que o futebol exige e para o plano que vem sendo construído, minha posição é clara: Neymar não deve ser convocado.
Não por falta de talento. Mas porque, no futebol, o tempo não espera ninguém. E a Seleção não pode esperar também.