Tag: Futebol

  • Memphis x Coutinho: o duelo dos camisas 10 que atravessou a Europa e decide a Copa do Brasil

    Memphis x Coutinho: o duelo dos camisas 10 que atravessou a Europa e decide a Copa do Brasil

    Estrelas de Corinthians e Vasco, Memphis Depay e Philippe Coutinho protagonizam a final da Copa do Brasil de 2025. Rivais em confrontos europeus e ex-companheiros no Barcelona, os dois voltam a se enfrentar agora como principais referências de suas equipes.

    Final coloca frente a frente os protagonistas de Corinthians e Vasco

    A final da Copa do Brasil de 2025 é marcada por um confronto que vai além dos escudos. Memphis Depay e Philippe Coutinho, camisas 10 de Corinthians e Vasco, chegam à decisão como os grandes protagonistas de seus respectivos times e voltam a medir forças em um duelo que carrega história no futebol europeu.

    A primeira partida acontece nesta quarta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena. No domingo, o reencontro será no Maracanã. Em campo, mais do que o título, está em jogo a afirmação de quem decide.

    Histórico europeu favorece o camisa 10 vascaíno

    Antes de se enfrentarem no Brasil, Memphis e Coutinho já haviam cruzado caminhos em jogos eliminatórios de alto nível na Europa. Champions League e Europa League serviram de palco para confrontos diretos entre os dois, sempre defendendo clubes de peso do continente.

    Ao todo, foram seis partidas como adversários, com vantagem para Coutinho: três vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Em confrontos de mata-mata, o brasileiro levou a melhor e eliminou o holandês em três ocasiões.

    A única vitória de Memphis sobre Coutinho aconteceu já no futebol brasileiro, na goleada do Corinthians por 3 a 0 sobre o Vasco, pelo Brasileirão de 2025 — partida em que o meia cruz-maltino não entrou em campo.

    Coutinho em partida contra o Manchester United de Depay. Foto: Clive Brunskill

    Companheiros no Barcelona

    Apesar da rivalidade, os dois também já dividiram o vestiário. Na temporada 2021/2022, Memphis e Coutinho atuaram juntos pelo Barcelona, somando 15 jogos lado a lado. O período, porém, refletia momentos distintos na carreira de cada um.

    Contratado com status de estrela após brilhar no Liverpool, Coutinho enfrentava queda de rendimento e problemas físicos no clube catalão. Já Memphis chegou sem custos e ganhou espaço rapidamente, mas perdeu protagonismo após mudanças no comando técnico.

    Números no Barcelona:

    • Coutinho: 106 jogos, 26 gols e 12 assistências
    • Memphis: 42 jogos, 14 gols e 2 assistências

    Decisão coloca frente a frente dois líderes técnicos

    Agora, no futebol brasileiro, o roteiro se repete em escala máxima. Memphis e Coutinho são os jogadores mais criativos e decisivos de Corinthians e Vasco, respectivamente, e concentram as atenções na final da Copa do Brasil.

    Ambos buscam o primeiro título nacional no Brasil, o que aumenta o peso individual do confronto. Em uma decisão marcada pelo equilíbrio, o desempenho dos camisas 10 pode ser determinante para definir quem levanta a taça.

  • Crystal Palace inicia contatos com o Vasco para contratar Rayan

    Crystal Palace inicia contatos com o Vasco para contratar Rayan

    Clube inglês estuda proposta oficial pelo jovem atacante de 19 anos, que vive temporada artilheira e possui multa rescisória estipulada em 80 milhões de euros.

    O mercado de transferências europeu volta os olhos novamente para São Januário. O Crystal Palace, da Inglaterra, manifestou interesse na contratação do jovem atacante Rayan, joia das categorias de base do Vasco da Gama. Segundo informações apuradas pela ESPN, representantes do clube londrino já estabeleceram os primeiros contatos com a diretoria cruz-maltina para sondar as condições de um possível negócio.

    Atualmente com 19 anos, Rayan é visto como um dos ativos mais valiosos do futebol brasileiro. O plano do Crystal Palace seria garantir a contratação do atleta para que ele se integre ao elenco britânico na metade de 2026, coincidindo com o início da temporada europeia de 2026/27.

    Números de destaque e segurança contratual

    O interesse inglês não é por acaso. Em 2025, Rayan consolidou-se como peça fundamental no ataque vascaíno, registrando números impressionantes:

    • Jogos: 65 partidas disputadas na temporada.
    • Gols: 22 bolas na rede.
    • Status: Peça-chave para a disputa das finais da Copa do Brasil contra o Corinthians.

    Ciente do assédio estrangeiro, o Vasco protegeu-se juridicamente em relação ao atleta. Rayan possui contrato vigente com o clube carioca até o final de 2028. Além do vínculo longo, a multa rescisória para o mercado internacional está fixada em 80 milhões de euros (aproximadamente R$ 490 milhões na cotação atual).

    O Crystal Palace agora avalia os dados colhidos na sondagem inicial para decidir se avançará com uma proposta oficial. Enquanto isso, o jogador segue focado na reta final das competições nacionais, onde tenta coroar seu ano artilheiro com um título de expressão pelo Vasco.

  • Brasileirão 2026: CBF divulga tabela de jogos da competição nacional e mudanças nas regras

    Brasileirão 2026: CBF divulga tabela de jogos da competição nacional e mudanças nas regras

    Nesta segunda-feira (15/12), a Confederação Brasileira de Futebol divulgou a tabela simples das 38 rodadas, além do Regulamento Específico da Competição e do Plano Geral de Ações. Todos os documentos detalham as datas e mandos de campo das partidas da Série A.

    Algumas mudanças importantes nas regras para a próxima temporada possui uma das principais alterações envolve a limitação de partidas para atletas que possam trocar de clube durante a disputa do Brasileirão. Até a última edição vencida pelo Flamengo, um atleta poderia transferir-se apenas se tivesse disputado no máximo seis jogos. Já a partir de 2026, este número dobrará, limitando agora para 12 partidas.

    Outra novidade na competição nacional está na classificação para disputar a próxima edição da Conmebol Libertadores. Anteriormente, os quatro primeiro colocados garantem vagas diretas na fase de grupos, enquanto o quinto e sexto colocado vão para a fase da pré-libertadores.

    Mas na próxima temporada, o Brasileirão oferecerá cinco vagas diretas para a principal competição continental. A mudança ocorreu pelo fato da Copa do Brasil classificar dois clubes para o principal torneio da Conmebol já a partir de 2026.

    “Quando o Campeão da Copa do Brasil obtenha acesso à CONMEBOL Libertadores de 2027 através de outras Competições, a vaga direta da Copa do Brasil será redirecionada ao Vice-Campeão da Copa do Brasil, retornando a vaga para a Pré-Libertadores a que este faria jus para ser repassada ao Clube mais bem colocado no Brasileirão Série A, excluídos os Clubes já classificados”, informou o regulamento da CBF.

    Divisão das vagas do Brasileirão a partir de 2026

    • O Campeão acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos;
    • O 2º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos;
    • O 3º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos;
    • O 4º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase de grupos; e
    • O 5º classificado acessará a Conmebol Libertadores de 2027 na sua fase preliminar.

    Confira todos os jogos do primeiro turno da Série A

    1ª rodada (28/01)

    • Fluminense x Grêmio
    • Botafogo x Cruzeiro
    • São Paulo x Flamengo
    • Corinthians x Bahia
    • Mirassol x Vasco
    • Atlético-MG x Palmeiras
    • Internacional x Athletico-PR
    • Coritiba x Red Bull Bragantino
    • Vitória x Remo
    • Chapecoense x Santos

    2ª rodada (04/02)

    • Flamengo x Internacional
    • Vasco x Chapecoense
    • Santos x São Paulo
    • Palmeiras x Vitória
    • Red Bull Bragantino x Atlético-MG
    • Cruzeiro x Coritiba
    • Grêmio x Botafogo
    • Athletico-PR x Corinthians
    • Bahia x Fluminense
    • Remo x Mirassol

    3ª rodada (11/02)

    • Fluminense x Botafogo
    • Vasco x Bahia
    • São Paulo x Grêmio
    • Corinthians x Red Bull Bragantino
    • Mirassol x Cruzeiro
    • Atlético-MG x Remo
    • Internacional x Palmeiras
    • Athletico-PR x Santos
    • Vitória x Flamengo
    • Chapecoense x Coritiba

    4ª rodada (25/02)

    • Flamengo x Mirassol
    • Botafogo x Vitória
    • Santos x Vasco
    • Palmeiras x Fluminense
    • Red Bull Bragantino x Athletico-PR
    • Cruzeiro x Corinthians
    • Grêmio x Atlético-MG
    • Coritiba x São Paulo
    • Bahia x Chapecoense
    • Remo x Internacional

    5ª rodada (11/03)

    • Flamengo x Cruzeiro
    • Vasco x Palmeiras
    • São Paulo x Chapecoense
    • Corinthians x Coritiba
    • Mirassol x Santos
    • Atlético-MG x Internacional
    • Grêmio x Red Bull Bragantino
    • Athletico-PR x Botafogo
    • Bahia x Vitória
    • Remo x Fluminense

    6ª rodada (15/03)

    • Fluminense x Athletico-PR
    • Botafogo x Flamengo
    • Santos x Corinthians
    • Palmeiras x Mirassol
    • Red Bull Bragantino x São Paulo
    • Cruzeiro x Vasco
    • Internacional x Bahia
    • Coritiba x Remo
    • Vitória x Atlético-MG
    • Chapecoense x Grêmio

    7ª rodada (18/03)

    • Flamengo x Remo
    • Vasco x Fluminense
    • Santos x Internacional
    • Palmeiras x Botafogo
    • Mirassol x Coritiba
    • Atlético-MG x São Paulo
    • Grêmio x Vitória
    • Athletico-PR x Cruzeiro
    • Bahia x Red Bull Bragantino
    • Chapecoense x Corinthians

    8ª rodada (22/03)

    • Fluminense x Atlético-MG
    • Vasco x Grêmio
    • São Paulo x Palmeiras
    • Corinthians x Flamengo
    • Red Bull Bragantino x Botafogo
    • Cruzeiro x Santos
    • Internacional x Chapecoense
    • Athletico-PR x Coritiba
    • Vitória x Mirassol
    • Remo x Bahia

    9ª rodada (01/04)

    • Fluminense x Corinthians
    • Botafogo x Mirassol
    • Santos x Remo
    • Palmeiras x Grêmio
    • Red Bull Bragantino x Flamengo
    • Cruzeiro x Vitória
    • Internacional x São Paulo
    • Coritiba x Vasco
    • Bahia x Athletico-PR
    • Chapecoense x Atlético-MG

    10ª rodada (05/04)

    • Flamengo x Santos
    • Vasco x Botafogo
    • São Paulo x Cruzeiro
    • Corinthians x Internacional
    • Mirassol x Red Bull Bragantino
    • Atlético-MG x Athletico-PR
    • Grêmio x Remo
    • Coritiba x Fluminense
    • Bahia x Palmeiras
    • Chapecoense x Vitória

    11ª rodada (12/04)

    • Fluminense x Flamengo
    • Botafogo x Coritiba
    • Santos x Atlético-MG
    • Corinthians x Palmeiras
    • Mirassol x Bahia
    • Cruzeiro x Red Bull Bragantino
    • Internacional x Grêmio
    • Athletico-PR x Chapecoense
    • Vitória x São Paulo
    • Remo x Vasco

    12ª rodada (19/04)

    • Flamengo x Bahia
    • Vasco x São Paulo
    • Santos x Fluminense
    • Palmeiras x Athletico-PR
    • Red Bull Bragantino x Remo
    • Cruzeiro x Grêmio
    • Internacional x Mirassol
    • Coritiba x Atlético-MG
    • Vitória x Corinthians
    • Chapecoense x Botafogo

    13ª rodada (25/04)

    • Fluminense x Chapecoense
    • Botafogo x Internacional
    • São Paulo x Mirassol
    • Corinthians x Vasco
    • Red Bull Bragantino x Palmeiras
    • Atlético-MG x Flamengo
    • Grêmio x Coritiba
    • Athletico-PR x Vitória
    • Bahia x Santos
    • Remo x Cruzeiro

    14ª rodada (03/05)

    • Flamengo x Vasco
    • Botafogo x Remo
    • São Paulo x Bahia
    • Palmeiras x Santos
    • Mirassol x Corinthians
    • Cruzeiro x Atlético-MG
    • Internacional x Fluminense
    • Athletico-PR x Grêmio
    • Vitória x Coritiba
    • Chapecoense x Red Bull Bragantino

    15ª rodada (10/05)

    • Fluminense x Vitória
    • Vasco x Athletico-PR
    • Santos x Red Bull Bragantino
    • Corinthians x São Paulo
    • Mirassol x Chapecoense
    • Atlético-MG x Botafogo
    • Grêmio x Flamengo
    • Coritiba x Internacional
    • Bahia x Cruzeiro
    • Remo x Palmeiras

    16ª rodada (17/05)

    • Fluminense x São Paulo
    • Botafogo x Corinthians
    • Santos x Coritiba
    • Palmeiras x Cruzeiro
    • Red Bull Bragantino x Vitória
    • Atlético-MG x Mirassol
    • Internacional x Vasco
    • Athletico-PR x Flamengo
    • Bahia x Grêmio
    • Chapecoense x Remo

    17ª rodada (24/05)

    • Flamengo x Palmeiras
    • Vasco x Red Bull Bragantino
    • São Paulo x Botafogo
    • Corinthians x Atlético-MG
    • Mirassol x Fluminense
    • Cruzeiro x Chapecoense
    • Grêmio x Santos
    • Coritiba x Bahia
    • Vitória x Internacional
    • Remo x Athletico-PR

    18ª rodada (31/05) – última antes da pausa da Copa do Mundo

    • Flamengo x Coritiba
    • Vasco x Atlético-MG
    • Santos x Vitória
    • Palmeiras x Chapecoense
    • Red Bull Bragantino x Internacional
    • Cruzeiro x Fluminense
    • Grêmio x Corinthians
    • Athletico-PR x Mirassol
    • Bahia x Botafogo
    • Remo x São Paulo

    19ª rodada (22/07)

    • Fluminense x Red Bull Bragantino
    • Botafogo x Santos
    • São Paulo x Athletico-PR
    • Corinthians x Remo
    • Mirassol x Grêmio
    • Atlético-MG x Bahia
    • Internacional x Cruzeiro
    • Coritiba x Palmeiras
    • Vitória x Vasco
    • Chapecoense x Flamengo
  • Entre versos e torcidas: Carlos Drummond de Andrade e o encanto do futebol

    Entre versos e torcidas: Carlos Drummond de Andrade e o encanto do futebol

    A literatura brasileira e o futebol caminham frequentemente de mãos dadas, entrelaçando a identidade cultural do país. Entre os grandes nomes que dedicaram o seu olhar aguçado às quatro linhas, destaca-se Carlos Drummond de Andrade. O poeta maior de Itabira, conhecido pela sua profundidade existencial e pela sua observação minuciosa do cotidiano, não ignorou a paixão nacional. Pelo contrário, elevou o futebol à categoria de arte e fenômeno social através das suas crônicas.

    O olhar do cronista: além do fanatismo

    Diferente de contemporâneos como Nelson Rodrigues, que vivia o futebol com uma passionalidade visceral e trágica, Drummond adotava uma postura mais lírica e, por vezes, irônica. Para ele, o jogo não era apenas uma disputa de resultados, mas uma representação da vida, com os seus imprevistos, as suas alegrias efêmeras e as suas decepções.

    Créditos: Marcel Gautherot Acervo

    Nas páginas do Jornal do Brasil, onde escreveu durante décadas, o poeta transformava partidas comuns em ensaios sobre o comportamento humano. Ele via no estádio um espaço de suspensão da realidade, onde as hierarquias sociais se diluíam em prol de um objetivo comum: o gol. Drummond entendia que, durante noventa minutos, o torcedor deixava de ser um indivíduo comum para integrar uma massa movida por esperança e angústia.

    O coração vascaíno e as raízes mineiras

    Embora a sua escrita transparecesse uma certa imparcialidade intelectual, Drummond tinha as suas preferências. No Rio de Janeiro, cidade que adotou como lar, o seu coração batia pelo Club de Regatas Vasco da Gama. A escolha pelo cruzmaltino não era alardeada com fanatismo, mas aparecia sutilmente em seus textos e em conversas com amigos.

    Contudo, as raízes mineiras nunca o abandonaram. Havia no poeta uma simpatia natural pelo Atlético Mineiro, o «Galo», representante das suas origens. Essa dualidade mostrava que, para Drummond, o futebol era também uma forma de manter laços afetivos com os lugares e tempos da sua vida. Ele não era um torcedor de arquibancada, de gritar e xingar o juiz, mas um apreciador da estética do jogo e da fidelidade das torcidas.

    Créditos: Guia da Pesquisa

    A Copa do Mundo e a pátria de chuteiras

    Foi nas crônicas sobre a Copa do Mundo que Drummond produziu alguns dos seus textos mais memoráveis sobre o esporte. Ele captava como poucos o sentimento de unidade nacional que tomava conta do Brasil a cada quatro anos.

    Na Copa de 1970, no México, Drummond rendeu-se ao talento daquela que é considerada por muitos a melhor seleção de todos os tempos. Sobre Pelé, escreveu com reverência, reconhecendo no camisa 10 não apenas um atleta, mas um artista que desafiava as leis da física e a lógica. Para o poeta, o «Rei» fazia o difícil parecer natural, transformando o futebol em um espetáculo de dança e geometria.

    Drummond também abordava a derrota com maestria. Após a tragédia do Sarriá na Copa de 1982, soube traduzir o luto coletivo sem cair no desespero, lembrando que o futebol, assim como a poesia, é feito de beleza, mas também de imperfeição.

    Em suma, a relação de Carlos Drummond de Andrade com o futebol foi a de um sábio observador que percebeu, antes de muitos intelectuais, que a bola rolando no gramado era uma extensão da alma brasileira. Ele provou que entre um verso e um drible não havia distância, mas sim uma ponte poética onde a vida acontece.

    FAQs sobre Carlos Drummond de Andrade e o futebol

    Qual era o time de coração de Carlos Drummond de Andrade?

    No Rio de Janeiro, o poeta era torcedor do Vasco da Gama. No entanto, mantinha também uma forte simpatia pelo Atlético Mineiro, devido às suas origens no estado de Minas Gerais.

    Drummond era um torcedor fanático?

    Não. Diferente de cronistas como Nelson Rodrigues, Drummond não era um torcedor fanático ou «doente». Ele apreciava o futebol com um olhar mais lírico, intelectual e observador, valorizando a estética do jogo e o comportamento social das torcidas.

    Em qual jornal Drummond publicava as suas crônicas sobre futebol?

    A maior parte da sua produção cronística, incluindo os textos sobre futebol, foi publicada no Jornal do Brasil, onde ele manteve uma coluna por muitos anos.

    Como Drummond via a Copa do Mundo?

    Ele via a Copa do Mundo como um momento de suspensão da realidade e de união nacional. As suas crônicas durante os mundiais, especialmente os de 1958, 1970 e 1982, são celebradas por captarem a emoção do povo brasileiro.

    O que Drummond escreveu sobre Pelé?

    Drummond escreveu com grande admiração sobre Pelé, reconhecendo-o como um gênio e um artista. Para o poeta, Pelé tinha a capacidade de fazer o extraordinário parecer simples, elevando o futebol à categoria de arte.

    Drummond considerava o futebol um tema menor para a literatura?

    Pelo contrário. Com a sua obra, ele ajudou a legitimar o futebol como um tema digno de alta literatura, mostrando que o esporte era um reflexo profundo da cultura e da identidade do Brasil.

  • Palmeiras Feminino faz história e conquista segundo troféu em 2025

    Palmeiras Feminino faz história e conquista segundo troféu em 2025

    No último domingo (14), no Estádio do Canindé, o time feminino do Palmeiras foi campeão estadual após vencer o Corinthians por 5 a 2 no agregado dos dois jogos. O verdão, que já havia ganho a Copa do Brasil em 2025, vence seu segundo título no ano e o quarto paulista de sua história.

    O Palmeiras chegou à final do Campeonato Paulista depois de ter ficado em segundo lugar na primeira fase com 30 pontos e ter eliminado a Ferroviária na semifinal, na final as alviverdes golearam o Corinthians por 5 a 1 no jogo da ida e perderam por 1 a 0 na volta. Já na Copa do Brasil o verdão passou por Avaí/Kindermann, América Mineiro, Sport, São Paulo e Ferroviária para ser campeões.

    Palmeiras comemora o título da Copa do Brasil.
    Legenda: Reprodução/Agência Esporte

    Os principais destaques da equipe treinada por Rosana Augusto foram Brena, Amanda Gutierres e Tainá Maranhão, todas importantes também para a seleção brasileira.

    Expectativas para 2026

    Com esses títulos, o Palmeiras garantiu vaga na próxima edição da Supercopa, da Copa do Brasil e da Libertadores, além de ter se mantido na primeira divisão do Brasileirão. O clube, que tem aumentado o investimento no futebol feminino nos últimos anos, tem grandes chances de conquistar ao menos um título em 2026.

    Hegemonia dos times paulistas

    Os clubes paulistas dominam o futebol feminino no Brasil desde sua criação, e essa predominância se acentuou nos últimos anos. No Brasileirão, o último clube não paulista a vencer o campeonato foi o Flamengo, em 2016, de lá pra cá, Santos e Ferroviária levaram um título cada e o Corinthians foi heptacampeão.

    E essa predominância acontece também em todo o continente, das 17 edições da Libertadores, o título ficou no Brasil em 14, todas com os times paulistas, principalmente com Corinthians (seis títulos) e São José (três títulos). O timão agora representará a CONMEBOL na Copa dos Campeões Feminina, competição equivalente ao Intercontinental.

    Taça da Libertadores Feminina.
    Foto: Divulgação/ Libertadores
  • O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol está a ficar aborrecido. E não é só nostalgia.

    O futebol, hoje, está uma seca.
    Não sei se é a nostalgia a falar ou se é mesmo a realidade a impor se, mas a verdade é que algo se perdeu pelo caminho. Esta semana estava a dar um Real Madrid vs Manchester City e, por incrível que pareça, não me despertou grande interesse. Estamos a falar de um dos maiores jogos do futebol atual e mesmo assim passou me quase ao lado.

    Pouco depois, descubro que estava a haver um Flamengo vs Pyramids para a Taça Intercontinental. Taça Intercontinental? E o PSG só entra diretamente na final? Confesso que pensei que essa competição já tinha sido substituída ou simplesmente deixado de existir. E talvez esta confusão diga mais sobre o futebol moderno do que sobre mim.

    A FIFA está a destruir o futebol.
    E não, não é por mal. É por excesso e por falta de critério.

    Vivemos numa era em que o futebol já não compete apenas com outros desportos. A verdadeira concorrência é o entretenimento em geral: Netflix, TikTok, vídeos curtos, consumo rápido. Tudo disputa a nossa atenção. Mas a resposta encontrada foi empilhar jogos, competições e formatos novos, como se quantidade pudesse substituir significado. O que estão a fazer é, no mínimo, criminoso.

    O novo formato da Liga dos Campeões é o melhor exemplo disso. É uma porcaria. A desvalorização dos grandes jogos é evidente. Quando há grandes jogos constantemente, eles deixam de ser especiais. Perdem peso, perdem urgência, perdem contexto. Esta fase de liga permite que equipas gigantes façam apenas o mínimo necessário para seguir em frente. Não há drama, não há medo de falhar. Vemos rotações constantes na maior competição de clubes do mundo, algo que simplesmente não faz sentido.

    Tenho saudades dos grupos de quatro. Da ida e da volta. Da regra dos golos fora nas eliminatórias. Sim, especialmente dessa regra. Não era perfeita, mas ajudava os mais pequenos, criava estratégia, tensão, noites memoráveis. Fazia nos vibrar.

    Depois entramos no absurdo das competições globais. Faz sentido existir uma Taça Intercontinental. Faz sentido existir um Mundial de Clubes. O problema é ninguém perceber qual é qual, nem o que realmente está em jogo. Não é o mesmo título? Não devia ser. Mas hoje parece tudo diluído, sem identidade, sem narrativa. Há um Mundial de Clubes de quatro em quatro anos e, mesmo assim, mantém se uma Intercontinental que, na Europa, quase ninguém valoriza ou sequer acompanha. O futebol está inchado, confuso e sem hierarquia clara.

    Este modelo também está a afastar as pessoas do futebol como um todo. Cada vez mais adeptos acompanham apenas o seu clube do coração, muitos deles exclusivamente pela televisão. O resto do futebol transforma se num produto global vendido em massa para mercados gigantes, como a Índia, onde se consome o futebol europeu como entretenimento, mas onde pouco se vive aquilo que ele realmente é. Estádios, rivalidades, contexto histórico e cultura de adepto passam para segundo plano.

    Em Portugal, sofremos do mesmo mal. Temos uma Taça da Liga que nunca encontrou verdadeiramente o seu propósito. Só a Inglaterra conseguiu tornar uma taça da liga funcional e respeitada. Cá, parece existir apenas para imitar modelos estrangeiros e servir patrocinadores. As torcidas organizadas boicotam, os estádios ficam vazios, e há até rumores de clubes que preferem perder para evitar um calendário ainda mais sobrecarregado em janeiro. Isto não é futebol saudável. Isto é gestão de produto disfarçada de competição.

    Mas o problema do futebol moderno não é só dentro das quatro linhas. É também fora delas. Em vez de apostar seriamente em como ter claques com segurança nos estádios, em como permitir consumo de álcool de forma responsável, em como valorizar o espetáculo criado pelos adeptos com segurança e organização, prefere se reprimir, proibir e afastar. As subculturas do futebol, as claques, os cânticos, as coreografias, a identidade popular, são tratadas como um problema, quando sempre foram parte da solução. Sem isso, o futebol perde alma.

    Vivemos também na era das super equipas. Clubes empresa. Grupos com várias equipas espalhadas pelo mundo. Houve um tempo em que quase todos os clubes tinham jogadores fora de série. Hoje, os dez maiores clubes do mundo têm dois plantéis cheios deles. E, honestamente, perde a graça. O imprevisível desaparece.

    Tenho saudades de ver um Deportivo a brilhar em Espanha. Um Boavista a dar trabalho sério aos grandes em Portugal. Um Wolfsburg, Estugarda ou um Werder Bremen campeões na Alemanha. Uma liga francesa com um Marselha, um Lyon ou um Saint Étienne de volta aos velhos tempos, a discutir títulos frente a um PSG petrolífero. O futebol precisa de anomalias, de histórias improváveis, de resistência. Precisa de falhar ao controlo absoluto.

    Curiosamente, acabei de ver um Corinthians vs Cruzeiro, para a meia final da Taça do Brasil, e foi aí que voltei a sentir alguma coisa. Um jogo menos tático, mais trapalhão, cheio de duelos no um para um, bolas na trave, emoção crua. E, acima de tudo, um público incrível. Um ambiente vivo, intenso, genuíno.

    Talvez não seja o futebol europeu que esteja errado.
    Talvez seja a forma como o estamos a transformar num produto demasiado polido, demasiado controlado, demasiado distante das pessoas.

    Eu sei que a FIFA não me ouve. Mas se continuarmos a aceitar tudo isto sem questionar, um dia vamos acordar e perceber que o futebol que nos fez apaixonar já não existe. E quando isso acontece, não há formato novo que o salve.

  • Bahia anuncia renovação de Éverton Ribeiro até ao final de 2026

    Bahia anuncia renovação de Éverton Ribeiro até ao final de 2026

    O médio, de 36 anos, que é capitão e símbolo do Esquadrão de Aço, garantiu a sua permanência por mais uma temporada, apesar de as metas de renovação automática não terem sido cumpridas.

    Éverton Ribeiro vai continuar em Salvador por mais um ano. Na noite deste sábado (13), o Bahia confirmou a renovação de contrato do médio até ao final da temporada de 2026.

    O vínculo original de Éverton Ribeiro com o Esquadrão de Aço terminaria no final do ano, e a renovação automática prevista por metas desportivas não tinha sido alcançada. No entanto, a direção tricolor decidiu pela continuidade do atleta e negociou um novo acordo nos bastidores.

    Liderança e números no clube

    Aos 36 anos, Éverton Ribeiro é uma peça central, sendo capitão e um dos símbolos da nova era do clube, sob o comando do Grupo City.

    Desde que chegou ao Bahia em janeiro de 2024, o médio já disputou 121 jogos com a camisola tricolor. O seu registo estatístico inclui 9 golos marcados e 16 assistências distribuídas.

    O clube celebrou o novo acordo através das redes sociais, destacando a importância do atleta para o projeto:

    «Éverton Ribeiro, nosso camisa 10, capitão e símbolo de uma nova Era, assina renovação de contrato com o Esquadrão ✍️»

    A permanência de Éverton Ribeiro assegura à equipa um elemento de experiência e liderança para o planeamento de 2026.

  • Grêmio anuncia Luís Castro como novo treinador com contrato até 2027

    Grêmio anuncia Luís Castro como novo treinador com contrato até 2027

    O português, ex-Botafogo e Al Nassr, retorna ao futebol brasileiro para substituir Mano Menezes e é apenas o segundo técnico europeu a comandar o Tricolor Gaúcho em sua história.

    O Grêmio confirmou o nome que irá liderar o projeto do clube a partir de 2026. Em busca de reverter o desempenho irregular de 2025, o Tricolor Gaúcho anunciou a contratação do técnico português Luís Castro, que chega para assumir a vaga deixada por Mano Menezes.

    A negociação entre o clube e o treinador de 64 anos foi concluída rapidamente, com a assinatura do contrato nesta sexta-feira (12). O vínculo de Luís Castro com o Grêmio é de longa duração, estendendo-se até o final de 2027.

    A segunda passagem pelo Brasil e a história no Botafogo

    Esta será a segunda passagem de Luís Castro pelo futebol brasileiro. O técnico ficou conhecido no país por seu trabalho no Botafogo, entre 2022 e 2023. Sua passagem pelo clube carioca terminou de forma marcante: ele deixou o Botafogo quando o time liderava o Campeonato Brasileiro de 2023 com folga, aceitando uma proposta do Al Nassr, da Arábia Saudita.

    Seu retrospecto no Botafogo foi de 42 vitórias em 79 partidas disputadas. Após a saída do Brasil, ele comandou o Al Nassr, time de Cristiano Ronaldo, onde obteve 44 vitórias em 63 jogos, mas acabou sendo demitido sem títulos. Neste ano, antes de acertar com o Grêmio, ele teve uma passagem curta, de apenas 14 partidas, no Al Wasl.

    O Grêmio destacou a chegada do novo comandante em suas redes sociais:

    «BEM-VINDO À NOSSA CASA!🏆 Um treinador vencedor em um time Imortal. Este é Luís Castro, o novo técnico do Grêmio! Que 2026 seja de vitórias e conquistas. Juntos, para o que der e vier!»

    Detalhe histórico

    Com a contratação de Luís Castro, o Grêmio insere seu nome em um seleto rol histórico. O português é apenas o segundo técnico europeu a assumir o comando da equipe gaúcha. O único antecessor foi o húngaro László Székely, que treinou o Tricolor em 31 oportunidades no ano de 1954.

  • A discussão da Taça da Liga e a ilusão ibérica

    A discussão da Taça da Liga e a ilusão ibérica

    A discussão levantada na recente Cimeira de Presidentes sobre a extinção da Taça da Liga não deve ser vista, de forma simplista, como um ato de arrogância dos clubes grandes. Pelo contrário, trata-se de um grito de sobrevivência em meio a um calendário que perdeu qualquer contato com a realidade fisiológica dos atletas. A proposta de acabar com a competição, defendida por Benfica e FC Porto, é a única saída racional para um futebol português que está a sufocar sob o peso de jogos irrelevantes e lesões acumuladas.

    Defender a permanência da Taça da Liga no formato atual é ignorar a matemática do desgaste. Com o inchaço das competições europeias promovido pela UEFA e o novo formato do Mundial de Clubes da FIFA, não há mais datas disponíveis.

    Manter um torneio que, sejamos honestos, oferece prêmios financeiros irrisórios se comparados aos custos operacionais e ao risco de perder jogadores importantes por lesão, é um erro estratégico.

    A competição tornou-se um fardo para todos: para os grandes, que precisam rodar o elenco e desvalorizam o produto, e para os menores, que muitas vezes pagam para jogar, sem o retorno de visibilidade prometido em fases preliminares arrastadas.

    A saturação mata o espetáculo

    O argumento de que a extinção fere a democracia do futebol cai por terra quando analisamos a qualidade do jogo. Um calendário saturado resulta em partidas de baixo nível técnico, com atletas exaustos e times desfigurados. A verdadeira defesa do futebol português passa por valorizar o Campeonato e a Taça de Portugal, garantindo que estas competições tenham os melhores jogadores em campo, nas suas melhores condições físicas.

    A Taça da Liga, criada para preencher lacunas de calendário que já não existem, cumpriu o seu papel, mas hoje é um obstáculo à excelência. Insistir na sua continuidade é prezar pela quantidade em detrimento da qualidade, uma lógica que transformou o mês de janeiro em uma maratona absurda que, ao final, não traz benefício estrutural real para nenhum clube, seja ele de topo ou de meio de tabela.

    A verdadeira elitização: a ameaça espanhola

    Se há elitismo e ganância nesta história, eles não residem no pedido de extinção da prova, mas sim nas alternativas «criativas» que foram ventiladas nos bastidores recentemente. A proposta de transformar a Final Four numa espécie de «Taça Ibérica», convidando clubes espanhóis para disputar o troféu em solo português, é o verdadeiro atentado à integridade do nosso esporte.

    Essa ideia, que visa apenas gerar receitas televisivas artificiais e agradar a patrocinadores, é a prova cabal de que o dinheiro estava a tentar sequestrar a identidade do futebol nacional. Trazer o Real Madrid ou o Barcelona para «salvar» a Taça da Liga seria admitir que o futebol português não se sustenta sozinho. Isso sim seria elitização: criar um torneio de exibição para uma plateia VIP, ignorando o mérito esportivo local em prol de um show business internacionalizado.

    Portanto, acabar com a Taça da Liga não é um ato de egoísmo; é um ato de saneamento. O futebol português precisa de menos jogos para ter melhores jogos. É hora de deixar a competição ir, fechando a porta a invenções ibéricas que serviriam apenas para encher os bolsos de organizadores, enquanto os jogadores portugueses continuariam a pagar a conta com a própria saúde.

  • Um panorama sobre as maiores torcidas do mundo: paixão global e números

    Um panorama sobre as maiores torcidas do mundo: paixão global e números

    Mensurar a paixão no futebol é um desafio que transcende a matemática, mas quando o assunto é definir as maiores torcidas do mundo, a indústria do esporte recorre a pesquisas de opinião, dados de consumo e, cada vez mais, ao engajamento digital. O cenário atual revela uma clara divisão entre os «gigantes globais» — clubes europeus com alcance planetário — e as «potências regionais», que concentram massas impressionantes em seus países de origem.

    O domínio global: Espanha e Inglaterra

    No topo da pirâmide global, a disputa é historicamente polarizada entre dois colossos da Espanha: o Real Madrid e o Barcelona. Impulsionados pela rivalidade de décadas e pela era dourada de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, estes clubes romperam fronteiras, angariando milhões de «simpatizantes» na Ásia, África e Américas.

    Estudos de consultorias internacionais, como a Kantar, frequentemente colocam o Manchester United (da Inglaterra) nesta mesma prateleira. Mesmo vivendo fases de instabilidade esportiva, a marca dos «diabos vermelhos» possui uma raiz profunda em mercados emergentes, fruto de um trabalho de marketing pioneiro iniciado nos anos 1990.

    Estima-se que a base global destes três clubes ultrapasse, somada, a casa dos bilhões de interessados, embora seja necessário distinguir o «torcedor fanático» (que vive o dia a dia do clube) do consumidor esporádico de outro continente.

    Créditos: CR Flamengo

    As potências nacionais: a força das Américas e da África

    Se os europeus dominam na abrangência geográfica, é nas Américas e na África que encontramos a maior densidade de paixão concentrada. Aqui, o Flamengo surge como um fenômeno de estudo obrigatório. Com uma base estimada em mais de 40 milhões de torcedores apenas no Brasil, o rubro-negro carioca figura frequentemente nas listas de maiores do mundo, superando a população de muitos países europeus. Diferente dos fãs distantes dos clubes europeus, a torcida do Flamengo caracteriza-se pelo consumo intenso e presença física.

    No México, o Chivas Guadalajara ostenta um título semelhante, com uma política de contratar apenas jogadores mexicanos que reforça a identidade nacional e atrai dezenas de milhões de adeptos.

    No entanto, é no continente africano que reside um gigante muitas vezes ignorado pelo ocidente: o Al Ahly, do Egito. Conhecido como o «clube do século» na África, o Al Ahly possui estimativas que variam entre 70 a 80 milhões de torcedores, concentrados no mundo árabe.

    Créditos: Reprodução Twitter/Al Ahly

    A sua influência é tamanha que as ruas do Cairo param em dias de jogos decisivos, rivalizando em números absolutos com qualquer potência europeia ou sul-americana.

    A métrica digital: a nova realidade

    Na era moderna, as redes sociais tornaram-se o novo campo de batalha. Se olharmos para seguidores somados (Instagram, Facebook, X, TikTok), o Real Madrid lidera isolado, tendo sido o primeiro clube a ultrapassar a marca de 100 milhões de seguidores no Instagram. O Barcelona segue de perto.

    Essa métrica digital, contudo, é volátil. Ela reflete muito o «efeito celebridade». Clubes como o Paris Saint-Germain (França) e o Inter Miami (EUA) viram suas bases digitais explodirem artificialmente com as chegadas de estrelas mundiais, levantando o debate: são torcedores fiéis ou apenas seguidores de ídolos?

    Em suma, o panorama das maiores torcidas é multifacetado. Enquanto o Real Madrid e o Barcelona reinam como as marcas mais conhecidas do planeta, clubes como Flamengo, Chivas e Al Ahly representam a resistência da identidade cultural local, provando que não é preciso jogar a Champions League para arrastar multidões.

    FAQs sobre as maiores torcidas do mundo

    Quais são os clubes com as maiores torcidas em âmbito global?

    Em termos de alcance global e reconhecimento de marca, o Real Madrid e o Barcelona (ambos da Espanha) e o Manchester United (da Inglaterra) são consistentemente apontados como os clubes com as maiores bases de fãs e simpatizantes ao redor do mundo.

    Qual é a maior torcida fora da Europa?

    Dependendo da métrica (números absolutos ou oficiais), o título é disputado entre o Flamengo (no Brasil) e o Al Ahly (no Egito). O Flamengo domina nas pesquisas de opinião na América do Sul, enquanto o Al Ahly possui uma base massiva no mundo árabe e africano.

    O número de seguidores nas redes sociais equivale ao número de torcedores reais?

    Não necessariamente. As redes sociais medem o alcance e o interesse, incluindo muitos fãs de jogadores específicos ou simpatizantes casuais. O número de «torcedores reais» (aqueles que consomem produtos e acompanham os jogos regularmente) costuma ser diferente da base de seguidores digitais.

    Qual clube lidera o ranking de seguidores nas redes sociais?

    Atualmente, o Real Madrid lidera a maioria dos rankings de seguidores somados nas principais plataformas digitais, seguido de perto pelo Barcelona.

    Por que clubes como o Chivas Guadalajara são citados entre os maiores?

    O Chivas, do México, é citado pela sua enorme concentração de torcedores em um único país (e na comunidade mexicana nos EUA). A sua política de jogar apenas com atletas mexicanos cria uma forte identificação nacional, gerando uma base de dezenas de milhões de adeptos.

    Existe alguma torcida asiática que figure entre as maiores do mundo?

    Embora o futebol na Ásia esteja em crescimento, os clubes locais ainda não atingiram os números globais dos gigantes europeus ou a densidade das potências sul-americanas. No entanto, clubes como o Guangzhou (na China) ou o Persib Bandung (na Indonésia) possuem bases digitais e locais gigantescas, que estão entre as maiores da região.