A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende promover uma profunda reformulação na arbitragem nacional para reduzir as falhas recorrentes que vêm marcando o Campeonato Brasileiro.
As informações foram reveladas por Marcel Rizzo, do Estadão, e reforçadas por outros veículos, como a Trivela, que aponta a criação de uma Federação Nacional de Árbitros de Futebol para administrar o novo modelo de profissionalização da arbitragem.
Com a reformulação em curso, a entidade espera reconstruir a confiança na arbitragem brasileira e preparar o terreno para uma nova era de profissionalismo e transparência nos próximos anos.
Mudanças propostas e em andamento
Entre as medidas propostas estão a profissionalização dos árbitros, a criação de uma liga unificada entre a Libra e a Liga Forte União a partir de 2027, a divulgação dos áudios do VAR mesmo sem revisão e impedimento semiautomático em 2026.
A ideia é tratar como profissão principal, garantindo maior dedicação, preparo técnico e independência aos juízes. O objetivo é modernizar a gestão e aumentar a credibilidade do apito no país.
Samir Xaud, presidente da CBF, em anúncio oficial. Rafael Ribeiro/CBF
Transparência no VAR
A transparência também será ampliada: com autorização da FIFA, a CBF poderá divulgar áudios do VAR em lances relevantes, mesmo quando não há revisão no monitor antes da decisão.
Impedimento semiautomático
No campo tecnológico, a CBF confirmou que o impedimento semiautomático — tecnologia já utilizada em competições internacionais — será implementado a partir de 2026, agilizando decisões e minimizando erros em lances ajustados.
Afastamento de árbitros
Em reação a reclamações e polêmicas recentes, a Comissão de Arbitragem afastou árbitros e operadores de VAR envolvidos em partidas contestadas, medida que sinaliza tolerância zero para falhas graves e tentativa de preservar a credibilidade.
O público do Portal Camisa12 não me conhece. Mas eu trabalhei anos num dos maiores jornais em Portugal. As principais competições em que eu trabalhava eram a primeira e segunda liga portuguesa, além da Champions, Liga Europa, etc.
Com a mudança de emprego passei a acompanhar divisões inferiores. A terceira, quarta e até a distrital. Para o brasileiro entender, as divisões distritais em Portugal são amadoras, divididas por distritos (aí, talvez em Estados). E fiquei surpreendido.
Os clubes que competem nestas divisões inferiores em Portugal são pequenos, muito pequenos. Podem ter boas estruturas, serem organizados e muitos deles têm milhares de adeptos, mas são pequenos.
Confesso que sempre os desvalorizei, nunca quis bem saber. Mas quando comecei a acompanhar de perto, percebi porquê há tanto amor. O clube não representa só 11 jogadores em campo, mas sim uma vila, cidade ou simples terra inteira. Criam identificação com a população e nada mais importa do que “o clube da tua cidade” vencer.
Em Portugal, é o Benfica, FC Porto ou Sporting que dominam a grande maioria da população, então sair dessa bolha e experienciar o sentimento que outras populações têm por clubes menores, é satisfatório.
AD Marco 09 – 2023
Nos clubes grandes há uma divisão. As pessoas juntam-se, mas em pequenos grupos, porque se conhecem. Nos clubes da terceira ou quarta divisão, as pessoas juntam-se porque são da mesma terra ou da mesma cidade. Estão interligadas por algo maior, não só pela circunstância.
Se reúnem famílias, grupos, crianças, idosos, todos a conviver, a falar da vida, do futebol, de como foi ou vai ser a semana de trabalho. Acima de tudo, sente-se o companheirismo, a amizade, o amor partilhado por umas cores de um emblema.
Depois de ter estado lado a lado nas principais competições internacionais e portuguesas, e agora descer nas divisões, sinto-me mais próximo ao futebol, às pessoas, àquilo que é a gênese da competição, ao invés do grande mediatismo e, por vezes, circo que se cria à volta do desporto.
Ganhei gosto por me sentar em bancadas de pedra, ao sol, ainda com restos da chuva da noite anterior. Por pessoas simples, que pouco cantam, mas estão no estádio todas as semanas. Pelas crianças a correr e os pais a assistir ao jogo. Por aquele insulto engraçado e fora do comum ao árbitro ou ao jogador.
Não consigo contabilizar as vezes que, nas últimas semanas, ouvi: “oh burro!”, mas sei que me ri muito, respeitosamente para com os árbitros, claro. Faz parte.
Estes dias entrevistei dois senhores, um com 85 anos e um com perto de 90. Desde os 6 ou 7 anos que acompanhavam o clube em questão, da quarta divisão portuguesa. Foram jogadores, diretores e, acima de tudo, adeptos. Todas as semanas naquele estádio.
Isto é uma vida dedicada a um clube. Perguntei a eles como se explicava ter tanto amor por um clube de futebol passadas tantas décadas, mas sinceramente nem queria uma resposta.
Há sentimentos que não têm de ser explicados ou não têm explicação, mesmo. De qualquer forma, deixo o leitor com a resposta do visado senhor: “é uma doença que não é fácil de curar”.
Cresci achando que devia dar ao meu filho um nome começado por “R”. Há qualquer coisa nessa letra que mexe com os deuses do futebol. A quantidade de mágicos com esse início é absurda – Romário, Rivaldo, Roberto, Rivelino, Robinho… e, claro, o maior de todos esses nomes – Ronaldo.
E é aqui que começa a discussão. Há três Ronaldos fora de série. O “verdadeiro”, como Mourinho o chamou – Ronaldo Fenômeno. O Bruxo, o que me fez apaixonar pelo futebol – Ronaldinho Gaúcho. E o nosso “pai”, como dizemos em Portugal – Cristiano Ronaldo.
A pergunta é inevitável – quem é (foi) o melhor Ronaldo? Cada um tem o seu argumento, a sua mística, o seu momento. Todos cabem em qualquer top 10 de melhores de todos os tempos. Mas o futebol é emoção, e é aí que cada um nos toca de forma diferente.
Ronaldinho – O Bruxo
Ronaldinho era pura alegria. Jogava com um sorriso que parecia dizer: “relaxa, o espetáculo é meu”. De manga comprida, cabelo solto e ginga natural, dançava entre os adversários como se o gramado fosse o seu palco. Fez coisas que nunca mais vi. A sua estética, o carisma e a irreverência o tornaram, com o passar do tempo, quase mítico.
Mas há um “porém” – a sua carreira ao mais alto nível foi curta. Uns 6 ou 8 anos de magia pura, seguidos de uma descida de intensidade. Talvez por falta de disciplina fora de campo, talvez porque o futebol moderno se tornou demasiado tático e maquinal para tanta liberdade criativa. Mas uma coisa é certa – ninguém jogou com tanta beleza. Guardiola disse uma vez: “as pessoas não se lembrarão do que ganhamos, mas sim de como jogávamos”. Ronaldinho é isso – a memória da arte.
Ronaldo Fenômeno – O Monstro
Campeão do mundo aos 17 anos. Uma locomotiva com técnica de bailarino. Ronaldo Fenômeno era a mistura impossível entre força bruta e leveza divina. Fez defesas parecerem crianças, e atacantes sonharem ser ele.
Nunca ganhou uma Champions – ironia cruel – mas venceu o respeito eterno de quem o viu. As lesões e os excessos fora de campo o impediram de voar ainda mais alto, mas mesmo assim, foi gigante. Mesmo “sem joelho”, mesmo com uns quilos a mais, ainda partia tudo. Era futebol em estado puro, antes das máquinas e dos algoritmos.
Cristiano Ronaldo – O Imortal
E depois há o nosso Cristiano. Curioso – o nome veio de Ronald Reagan, não de um jogador. Ironia do destino – acabou por ser ele o Ronaldo por excelência.
Cristiano é o oposto dos outros dois. Menos talento natural, talvez, mas um monstro de trabalho, foco e consistência. Dos três, é o mais completo no sentido moderno da palavra – adaptou-se, reinventou-se e dominou o jogo durante quase duas décadas. De extremo desequilibrador no United a matador clínico no Real Madrid, construiu uma carreira que parece impossível de repetir.
Dividiu o mundo com Messi, e dessa rivalidade nasceu a era mais brilhante que o futebol já viu. Durante anos, não havia domingo sem discussão – “Quem é melhor?” Mas, no fundo, todos sabíamos a sorte que era viver no tempo dos dois.
Cristiano é mais do que um jogador – é um símbolo global. Provavelmente a pessoa mais conhecida do planeta – da aldeia mais remota do Uzbequistão às ruas de Nova Iorque, todos sabem quem é Ronaldo. E mesmo quem o critica, respeita-o. Porque a grandeza se impõe.
Então, quem é o melhor Ronaldo?
Para mim, Cristiano vence. Não por ser o mais talentoso – mas porque foi o mais constante, o mais determinado, o mais duradouro. O homem que fez da excelência um hábito.
Mas, no fim, cada Ronaldo representa uma era e um sentimento. Ronaldinho é a arte. O Fenómeno é o instinto. Cristiano é a perfeição.
Três homens, uma letra, e uma certeza – no futebol, o “R” é a inicial dos deuses.
Posto isto, vou dar ao meu filho um nome com a inicial R… ou talvez não – depende do que a mãe quiser.
Fundamental para um clube de futebol, a torcida representa não apenas uma fonte de apoio financeiro, mas também uma forte fidelidade emocional, transformando-se na alma e na identidade de uma agremiação. Muitas vezes, esses indivíduos se organizam para apoiar o time de forma mais intensa, formando um dos pilares culturais dos estádios ao redor do mundo.
Presentes nas arquibancadas, seja em casa ou fora, utilizando bandeiras, cantos e mosaicos, as torcidas organizadas têm como objetivo incentivar seu próprio time e intimidar os adversários, criando um espetáculo visual e uma poderosa demonstração de amor verdadeiro.
Uma das mais conhecidas e importantes do cenário paulista, a Torcida Jovem do Santos demonstra toda sua dedicação ao clube, embora, por vezes, esse amor extrapole os limites dos estádios.
O Portal Camisa12 vai te contar a história da Torcida Jovem e sua tradição nos clássicos paulistas, colocando você por dentro de toda a sua importância nas arquibancadas nacionais e também ao redor do mundo.
História
Fundada em 26 de setembro de 1969, no bairro do Brás, por 13 jovens que acompanhavam o clube em jogos na capital, a Torcida Jovem do Santos foi a primeira torcida organizada do Peixe a ser criada. Seu surgimento teve como principal objetivo apoiar o time de forma organizada, demonstrando a paixão de seus torcedores por um clube litorâneo.
Com o lema “Com o Santos onde e como ele estiver”, a TJ participou ativamente da oposição nas eleições do Santos em 1970, ingressando desde então na vida política do clube — chegando, inclusive, a eleger seus próprios integrantes para o Conselho Deliberativo.
Durante o Regime Militar no Brasil, as preocupações da torcida não se limitaram apenas ao futebol: a Torcida Jovem também se posicionou em questões sociais, demonstrando que não se renderia facilmente diante das lutas da época.
Tornando-se uma das maiores referências em padronização no futebol paulista, a Torcida Jovem se orgulha de ter uma das melhores baterias e letras de arquibancada do país. Além disso, é a única torcida organizada do Santos com sede fora da cidade litorânea, afirmando que, para ver o Peixe jogar, é necessário ter o “DNA do torcedor santista”.
Tradição no cenário paulista
Com um papel marcante nos clássicos paulistas, a Torcida Jovem nasceu e se consolidou em São Paulo, mesmo sendo o Santos um clube do litoral. Isso fez com que os confrontos diante dos gigantes do estado tivessem um peso especial para seus membros.
Desde sua fundação, a Torcida Jovem sempre priorizou os jogos na capital, especialmente os clássicos disputados em estádios como o Morumbi, o Pacaembu e, mais recentemente, o Allianz Parque. Por meio de grandes caravanas organizadas, a agremiação tornou-se símbolo da resistência praiana em solo paulistano.
Montando grandes festas com bandeirões, instrumentos e faixas temáticas, o apoio incondicional virou marca registrada da torcida evidenciado tanto nos momentos de crise interna quanto nas más fases dos últimos anos.
Controvérsias em sua história
Infelizmente, toda a tradição da Torcida Jovem nos clássicos também é marcada por um histórico de rivalidades intensas com outras organizadas, resultando em confrontos violentos e gerando repercussão negativa.
Um desses episódios ocorreu em setembro, quando a Torcida Jovem e a Sangue Jovem, duas das principais organizadas do Santos, foram proibidas de frequentar estádios em todo o estado de São Paulo, punição válida até o fim de 2025.
As torcidas foram punidas devido a uma série de conflitos registrados durante a goleada sofrida para o Vasco, em partida realizada no Morumbis. A decisão foi tomada pela Federação Paulista de Futebol, após recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
Atualidade
Seguindo como uma das maiores e mais influentes torcidas organizadas do país, a Torcida Jovem do Santos carrega, em seus mais de 50 anos de história, a representação da paixão de gerações por um clube.
Mesmo diante dos desafios enfrentados e até expondo os contrastes desse tipo de agremiação, segue firme como voz ativa do torcedor santista, mostrando que a alma do clube vai muito além das quatro linhas de um campo ou das paredes de um estádio, deixando seu legado vivo no cenário nacional.
O Flamengo entra em campo neste domingo (05/10), às 18h30, na Arena Fonte Nova, para enfrentar o Bahia, em duelo decisivo para se manter na liderança do Campeonato Brasileiro de 2025.
Além da disputa pelos três pontos, o time de Filipe Luís defenderá uma impressionante escrita contra o treinador Rogério Ceni.
No 1° turno do Brasileiro deste ano, o Mengão venceu por 1 a 0 no Maracanã. Na vitória, o único gol foi marcado por Arrascaeta.
Flamengo x Rogério Ceni: 16 jogos invicto
Este será o 17° duelo entre o técnico e o clube carioca, e o Rubro-Negro venceu todos os 16 confrontos anteriores (veja abaixo).
Os times comandados por Ceni marcaram seis gols e sofreram 31, reforçando o domínio flamenguista sobre o ex-goleiro e atual treinador do Bahia. Quem vai levar a melhor no próximo jogo?
Jogos de Rogério Ceni contra o Flamengo:
Flamengo 2 x 0 São Paulo – Brasileirão 2017
Flamengo 2 x 0 Fortaleza – Brasileirão 2019
Fortaleza 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
Cruzeiro 1 x 2 Flamengo – Brasileirão 2019
Flamengo 2 x 1 Fortaleza – Brasileirão 2020
São Paulo 0 x 4 Flamengo – Brasileirão 2021
Flamengo 3 x 1 São Paulo – Brasileirão 2022
São Paulo 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2022
São Paulo 1 x 3 Flamengo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
Flamengo 1 x 0 São Paulo – Copa do Brasil 2022 (semifinal)
Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2023
Flamengo 2 x 1 Bahia – Brasileirão 2024
Bahia 0 x 1 Flamengo – Copa do Brasil 2024 (quartas)
Flamengo 1 x 0 Bahia – Copa do Brasil 2024 (quartas)
Bahia 0 x 2 Flamengo – Brasileirão 2024
Flamengo 1 x 0 Bahia – Brasileirão 2025
Flamengo x Bahia no Maracanã em 2025 – Foto: Letícia Martins/Bahia
Conhecidas mundialmente por serem o coração de um time de futebol, as torcidas exercem um papel fundamental nos dias de jogo. Mais do que promover verdadeiros espetáculos nas arquibancadas, o apoio incondicional demonstrado por elas muitas vezes ultrapassa os limites dos estádios.
No entanto, o que deveria ser um espaço de convivência familiar, lazer e celebração do esporte tem se transformado, em diversos casos, em um ambiente de medo e violência. Esse cenário afeta diretamente a imagem do futebol brasileiro e afasta torcedores que buscam apenas aproveitar o espetáculo com segurança.
Refletindo problemas sociais amplos, como a influência do crime organizado e até traços de masculinidade tóxica dentro das torcidas, esses episódios têm gerado consequências sérias para os clubes, exigindo atuações constantes das autoridades. O Portal Camisa12 mostra como esses acontecimentos impactam negativamente a imagem das equipes.
As constantes brigas entre torcidas organizadas continuam manchando a imagem do futebol brasileiro, tanto no cenário nacional quanto no internacional. O que deveria ser um espaço de celebração da paixão pelo esporte tem se transformado em palco de violência, medo e insegurança. E o problema não ocorre apenas dentro dos estádios, nos arredores, a situação também é alarmante.
Imagens de confrontos brutais, tanto dentro quanto fora das arenas, seguem sendo amplamente divulgadas nas redes sociais e na imprensa, reforçando a percepção negativa do Brasil como país-sede de grandes eventos esportivos.
O impacto imediato dessas confusões é sentido dentro dos próprios estádios. Famílias e torcedores comuns têm evitado frequentar as partidas por medo de se tornarem vítimas da violência disfarçada de amor ao clube. O resultado é visível: queda no público, ambiente menos acolhedor e desvalorização da experiência de acompanhar um jogo ao vivo.
Esse problema atinge diretamente a receita dos clubes, que muitas vezes dependem da bilheteria, do consumo interno nos estádios e do engajamento da torcida para manter suas finanças equilibradas.
Além da evasão do público, há consequências ainda mais amplas na esfera econômica. Clubes envolvidos em episódios de violência são frequentemente punidos com multas, perda de mando de campo ou partidas com portões fechados, medidas que, embora necessárias, agravam os prejuízos financeiros. Patrocinadores e investidores também passam a olhar o futebol com mais cautela, receosos de vincular suas marcas a um ambiente associado à violência.
Práticas criminosas envolvidas
A questão da segurança pública também entra em pauta. A atuação de torcidas organizadas, em diversos momentos, está ligada a práticas criminosas, evidenciando falhas na fiscalização e na aplicação da lei. Muitos torcedores violentos seguem impunes, alimentando um ciclo contínuo de agressões e insegurança.
Em inúmeros casos, mesmo com registros em vídeo, os responsáveis pelas brigas não são identificados ou punidos de forma adequada. Isso transmite uma mensagem de tolerância à violência e a percepção de que esses ambientes aceitam, ou ao menos não coíbem, a presença de indivíduos com esse tipo de comportamento.
A rivalidade entre torcidas, que deveria representar uma forma saudável de competição, tornou-se um instrumento de ódio e intolerância. A paixão pelo futebol, que historicamente uniu diferentes classes sociais e regiões do país, tem sido distorcida por grupos que utilizam o esporte como justificativa para conflitos violentos.
A imagem construída ao longo de décadas, baseada no talento, na arte e na emoção das partidas, segue sendo manchada por episódios recorrentes de violência. Para que o Brasil volte a ser reconhecido como o verdadeiro “país do futebol”, é necessário enfrentar com seriedade e firmeza o problema da violência nas arquibancadas.
Campanhas de conscientização
Algumas ações coordenadas entre clubes, federações, autoridades de segurança e o poder Judiciário têm buscado maneiras de evitar novos episódios de violência, além de promover campanhas educativas que resgatem o verdadeiro espírito esportivo de união.
Em dezembro do ano passado, as maiores torcidas organizadas do país aderiram à campanha “Cadeiras Vazias”, que tinha como objetivo combater a violência nos estádios e fortalecer os valores de respeito, união e solidariedade, tanto dentro das arenas quanto em seus arredores.
A iniciativa, promovida pelo Ministério do Esporte, vem ganhando força com o propósito de transformar as arquibancadas em espaços seguros, democráticos e acolhedores, resgatando o significado mais genuíno da paixão pelo futebol.
Enquanto as brigas entre torcidas continuarem sendo tratadas com indiferença ou conivência, o futebol brasileiro seguirá perdendo credibilidade, público e espaço, tanto nas arquibancadas quanto no imaginário coletivo mundial.
O Palmeiras blindou seu artilheiro! Em um movimento estratégico crucial, o Verdão anunciou a renovação de contrato do atacante Flaco López, estendendo seu vínculo até dezembro de 2029.
A notícia é de suma importância para os palmeirenses! Isso porque o acordo garante a permanência de um dos pilares da equipe comandada por Abel Ferreira na temporada por muitos anos.
Contratado em 2022, o atacante viveu um início de adaptação turbulenta, mas deu a volta por cima de forma estrondosa.
“Eu cheguei sendo um menino e ano a ano fui crescendo. Eu acho que me tornei uma melhor pessoa e um melhor homem aqui por ficar perto de grandes pessoas”, disse ao site oficial do clube.
Atualmente, ele é uma peça fundamental e vive a melhor fase da carreira, sendo o principal destaque ofensivo da temporada.
Flaco López renova contrato até 2029. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Números de Flaco López no Palmeiras
A renovação é um reflexo direto do salto de desempenho do camisa 18. Só neste ano, balançou as redes 19 vezes e deu 4 assistências, até a publicação desta matéria em 26 de setembro.
19 gols
04 assistências
Os dois gols marcados contra o River Plate na classificação para a semifinal da Libertadores foram a cereja do bolo: o centroavante argentino atingiu a marca de 51 gols com a camisa alviverde.
“É um time que está cheio de grandes jogadores e de grandes pessoas e acho que isso faz que no dia a dia a gente fique muito melhor em todos os aspectos da vida”, completou o atleta.
Em uma negociação rápida, a diretoria do Internacional acertou a contratação de Ramón Díaz para substituir Roger Machado.
Roger Machado, ex-técnico do Internacional — Foto: Ricardo Duarte/Internacional
A notícia, apurada pelo ge, destaca que a experiência do técnico argentino, de 66 anos, no ambiente do vestiário pesou na decisão, superando a concorrência do conterrâneo Luis Zubeldía.
O treinador chega acompanhado de seu filho, Emiliano Díaz, que fará parte da comissão técnica e atuará em gestão compartilhada. O contrato da dupla com o clube é válido até o final de2026.
Terceira passagem de Ramón Díaz no Brasil
Este será o terceiro trabalho do profissional no futebol brasileiro. Ele já teve passagens por Vascoda Gama e Corinthians.
No time paulista, conquistou o Paulistão deste ano. No ano de 2020, chegou a ser contratado pelo Botafogo, mas foi demitido antes de assumir a equipe, com seu filho comandando o time por três partidas. Seu último trabalho foi no Olimpia, do Paraguai.
Multa rescisória de Roger Machado
Após conquistar o título do Campeonato Gaúcho, ele renovou o vínculo com o Colorado até o fim da próxima temporada. Portanto, ainda tinha 15 meses de acordo com a equipe de Porto Alegre.
Segundo o repórter Lucas Dias, a multa rescisória seria entre R$ 6 e R$ 7 milhões. Como recebia cerca de R$ 800 mil mensais, ainda teria um valor em torno de R$ 12 milhões a receber do clube.
A rainha do futebol tem nome: Marta! No entanto, a brasileira eleita seis vezes como melhor jogadora do mundo pela FIFA ainda não teve seu nome na lista de ganhadores da Bola de Ouro Feminina.
Isso acontece porque o troféu só passou a ser entregue às mulheres em 2018. Até então, o reconhecimento máximo vinha da entidade máxima do futebol, e foi justamente nesse cenário que a jogadora alagona construiu sua fama e legado no esporte.
Na temporada 2024/25, a jogadora espanhola Aitana Bonmatí foi eleita pela terceira vez consecutiva na cerimônia organizada pela revista France Football, no Théâtre du Châtelet, em Paris.
Marta com os seis prêmio de melhor jogadora do mundo. Foto – Lucas Figueiredo/CBF
Todas vencedores da Bola de Ouro Feminina
O prêmio é o resultado de uma votação criteriosa. Um júri formado por jornalistas especializados de todo o mundo elege as melhores jogadoras da temporada. Cada umcvota em suas cinco favoritas, e a atleta que acumula mais pontos no ranking final é a vencedora.
2018
1ª – Ada Hegerberg (Noruega/Lyon) 2ª – Pernille Harder (Dinamarca/Wolfsburg) 3ª – Dzsenifer Marozsán (Alemanha/Lyon)
2019
1ª – Megan Rapinoe (Estados Unidos/Reign FC) 2ª – Lucy Bronze (Inglaterra/Lyon) 3ª – Alex Morgan (Estados Unidos/Orlando Pride)
2021
1ª – Alexia Putellas (Espanha/Barcelona) 2ª – Jennifer Hermoso (Espanha/Barcelona) 3ª – Sam Kerr (Austrália/Chelsea)
2022
1ª – Alexia Putellas (Espanha/Barcelona) 2ª – Beth Mead (Inglaterra/Arsenal) 3ª – Sam Kerr (Austrália/Chelsea)
2023
1ª – Aitana Bonmatí (Espanha/Barcelona) 2ª – Sam Kerr (Austrália/Chelsea) 3ª – Salma Paralluelo (Espanha/Barcelona)
2024
1ª – Aitana Bonmatí (Espanha/Barcelona) 2ª – Caroline Graham Hansen (Noruega/Barcelona) 3ª – Salma Paralluelo (Espanha/Barcelona)
2025
1ª – Aitana Bonmatí (Espanha/Barcelona) 2ª – Mariona Caldentey (Arsenal/Espanha) 3ª – Alessia Russo (Arsenal/Inglaterra)
A Bola de Ouro, premiação que elege o melhor jogador de futebol da temporada é anualmente realizada no Théâtre du Châtelet, em Paris, pela France Football e sempre agita o fãs do futebol.
Na 69ª edição, Raphinha e Vinicius Júnior representaram a chance do Brasil voltar a ter um vencedor depois de mais de uma década, mas a expectiva pelo atacante do Barcelona não se concretizou.
Ele terminou apenas na quinta colocação. Portanto, a última vez de um brasileiro em primeiro segue sendo com Kaká, em 2007. No entanto, muitos ainda consideram injusto o fato de Vinicius Júnior ter perdido o prêmio para o espanhol Rodri, na tempora passada.
Kaká recebe a Bola de Ouro em 2007 — Foto: Divulgação/Ballon d’Or
Apesar da expectativa dos torcedores brasileiros, a disputa é acirrada e conta com outros jogadores de destaque, como o francês Ousmane Dembélé, que conquistou a Champions League 2024/25 pelo PSG, e tem sido apontado como o favorito.
Todos os 69 vencedores da Bola de Ouro
A Argentina lidera o ranking de países com mais conquistas, totalizando oito troféus, todos pertencentes à Lionel Messi, o maior vencedor individual da história da categoria masculina.
Logo atrás, com sete títulos cada, vêm Alemanha, Holanda e Portugal. O Brasil soma cinco conquistas: Ronaldo (1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho Gaúcho (2005) e Kaká (2007).
O prêmio, historicamente dado a atacantes e meio-campistas, já teve exceções notáveis: o goleiro russo Lev Yashin em 1963, e o zagueiro italiano Fabio Cannavaro em 2006, provando que a excelência em qualquer posição pode ser reconhecida.
1956 – Stanley Matthews (ING) – Blackpool
1957 – Di Stéfano (ESP) – Real Madrid
1958 – Raymond Kopa (FRA) – Real Madrid
1959 – Di Stéfano (ESP) – Real Madrid
1960 – Luis Suárez (ESP) – Barcelona
1961 – Sivori (ITA) – Juventus
1962 – Josef Masopust (TCH) – Dukla Praga
1963 – Yashin (RUS) – Dínamo de Moscou
1964 – Denis Law (ESC) – Manchester United
1965 – Eusébio (POR) – Benfica
1966 – Bobby Charlton (ING) – Manchester United
1967 – Flórián Albert (HUN) – Ferencváros
1968 – George Best (NIRL) – Manchester United
1969 – Gianni Rivera (ITA) – Milan
1970 – Gerd Müller (ALE) – Bayern de Munique
1971 – Johan Cruijff (HOL) – Ajax
1972 – Franz Beckenbauer (ALE) – Bayern de Munique
1973 – Johan Cruijff (HOL) – Barcelona
1974 – Johan Cruijff (HOL) – Barcelona
1975 – Oleg Blokhin (UCR) – Dínamos de Kiev
1976 – Beckenbauer (ALE) – Bayer de Munique
1977 – Allan Simonsen (DIN) – Borussia Mönchengladbach
1978 – Kevin Keegan (ING) – Hamburgo
1979 – Kevin Keegan (ING) – Hamburgo
1980 – Rummenigge (ALE) – Bayern de Munique
1981 – Rummenigge (ALE) – Bayern de Munique
1982 – Paolo Rossi (ITA) – Juventus
1983 – Michel Platini (FRA) – Juventus
1984 – Michel Platini (FRA) – Juventus
1985 – Michel Platini (FRA) – Juventus
1986 – Igor Belanov (UCR) – Dínamo de Kiev
1987 – Ruud Gullit (HOL) – Milan
1988 – Van Basten (HOL) – Milan
1989 – Van Basten (HOL) – Milan
1990 – Matthäus (ALE) – Inter de Milão
1991 – Jean-Pierre Papin (FRA) – Olympique de Marseille
1992 – Van Basten (HOL) – Milan
1993 – Baggio (ITA) – Juventus
1994 – Stoichkov (BUL) – Barcelona
1995 – Weah (LIB) – Milan
1996 – Sammer (ALE) – Borussia Dortmund
1997 – Ronaldo (BRA) – Inter de Milão
1998 – Zidane (FRA) – Juventus
1999 – Rivaldo (BRA) – Barcelona
2000 – Figo (POR) – Real Madrid
2001 – Owen (ING) – Liverpool
2002 – Ronaldo (BRA) – Real Madrid
2003 – Nedved (TCH) – Juventus
2004 – Shevchenko (UCR) – Milan
2005 – Ronaldinho Gaúcho (BRA) – Barcelona
2006 – Cannavaro (ITA) – Real Madrid
2007 – Kaká (BRA) – Milan
2008 – Cristiano Ronaldo (POR) – Manchester United